Relatório de Fluxo — 15/07/2026
UBS monta livro risk-off: vendido no WIN, comprado no WDO e vendendo ações. Morgan no espelho. XP perdeu R$ 252,8 mi nos minis em 10 pregões.
Relatório de Fluxo — 15/07/2026
O pregão de hoje tem um fio condutor raro: um único player montou o mesmo livro nos três mercados ao mesmo tempo. O UBS vende ações do Ibovespa, está vendido no mini-índice e comprado no mini-dólar — o desenho clássico de quem tira risco da mesa. Na ponta oposta, o Morgan compra o índice à vista e vende dólar. Este levantamento cruza o pregão em curso (15:00) com o acumulado dos últimos 10 pregões (01/07 a 14/07).
1. O duelo do dia no Ibovespa
A curva abaixo é o saldo acumulado dos cinco maiores players no índice ao longo do pregão. Duas leituras saltam: o Merrill vendeu de forma linear desde a abertura, sem alívio, até −R$ 205,0 mi; e o Goldman virou a mão no meio do dia — estava +R$ 12,9 mi por volta das 12:31 e despencou para −R$ 155,0 mi na última hora e meia, o movimento mais violento da tela. Do lado comprador, Morgan e Citigroup só aceleraram depois das 12:00.
2. Fluxo de corretoras no IBOV — o dia
Net = comprado menos vendido em todos os 79 papéis da carteira, no pregão de hoje até as 15:00. Vale lembrar que a soma de todas as corretoras é ≈ zero: isto é uma disputa, não um saldo de mercado. Quem está de cada lado é a informação.
Gringo × nacional
Somando só os 20 nomes visíveis acima, o placar do dia está quase empatado — as mesas globais entregaram R$ 44,0 mi líquidos e as casas locais, R$ 6,1 mi. Ou seja: não há um lado dominando hoje; há uma troca de mãos dentro do próprio bloco gringo, com Morgan, Citigroup e BGC comprando quase tudo o que Merrill, UBS e Goldman despejam. No acumulado de 10 pregões, porém, a separação é nítida: o bloco global saiu de R$ 316,2 mi e o local absorveu R$ 273,4 mi.
| Bloco | Net hoje (15:00) | Net 10 pregões (01→14/07) |
|---|---|---|
| Mesas globais | −R$ 44,0 mi | −R$ 316,2 mi |
| Casas locais | −R$ 6,1 mi | +R$ 273,4 mi |
A corretora no tape identifica a mesa que executou, não o dono final do dinheiro — um fundo estrangeiro pode operar por uma casa local e vice-versa. Trate o corte como aproximação de bloco, não como o fluxo estrangeiro oficial (que está na seção 4).
O que moveu o índice
O Ibovespa cede 0,34% aos 176.038 pontos, e a conta é quase toda de um papel: AXIA3 sozinha tira 357,22 pontos do índice (−4,37%, peso de 4,63%), mais do que VALE3 (+218,97 pts) e B3SA3 (+179,93 pts) somadas conseguem devolver. ITUB4 (−149,11 pts) reforça a ponta negativa. É um dia de índice pesado por nome específico, não por movimento amplo — e isso ajuda a explicar por que o fluxo de corretoras está tão travado.
| Empurrando | Var | Pontos no dia |
|---|---|---|
| VALE3 | +1,16% | +218,97 pts |
| B3SA3 | +3,26% | +179,93 pts |
| GGBR4 | +3,34% | +70,67 pts |
| UGPA3 | +2,16% | +49,99 pts |
| TOTS3 | +3,27% | +36,15 pts |
| Derrubando | Var | Pontos no dia |
|---|---|---|
| AXIA3 | −4,37% | −357,22 pts |
| ITUB4 | −0,94% | −149,11 pts |
| ABEV3 | −1,58% | −76,94 pts |
| SBSP3 | −1,02% | −64,08 pts |
| PETR4 | −0,49% | −63,53 pts |
3. Fluxo de corretoras no IBOV — 10 pregões (01/07 a 14/07)
O acumulado revela que o duelo de hoje não é de hoje: Morgan e Merrill ocupam os extremos das duas janelas. O Morgan acumulou R$ 2,28 bi na carteira em 10 pregões — mais do que o triplo do segundo colocado — e o Merrill distribuiu R$ 1,54 bi, ambos ativos nos 10 dias. Repare também no BTG: 17,5% de todo o volume do índice no período e um net de apenas −R$ 186,5 mi, o retrato de uma mesa que gira sem direcionar.
| Acumuladores | Net 10 pregões | Share vol. |
|---|---|---|
| Morgan | +R$ 2,28 bi | 8,3% |
| Ágora | +R$ 786,8 mi | 5,2% |
| Santander | +R$ 492,6 mi | 1,8% |
| Ativa | +R$ 408,2 mi | 0,7% |
| Goldman | +R$ 300,0 mi | 5,9% |
| BGC | +R$ 199,5 mi | 1,3% |
| XP | +R$ 180,4 mi | 11,6% |
| Genial | +R$ 114,2 mi | 6,3% |
| Distribuidores | Net 10 pregões | Share vol. |
|---|---|---|
| Merrill | −R$ 1,54 bi | 4,2% |
| UBS | −R$ 981,3 mi | 13,3% |
| JP Morgan | −R$ 555,3 mi | 5,1% |
| Itaú | −R$ 474,3 mi | 4,0% |
| Safra | −R$ 355,6 mi | 1,1% |
| Ideal | −R$ 345,9 mi | 4,4% |
| Tullett | −R$ 264,3 mi | 1,5% |
| BTG | −R$ 186,5 mi | 17,5% |
A coerência do UBS começa aqui. Ele é o 2º maior distribuidor do período (−R$ 981,3 mi) e o 2º maior vendedor de hoje (−R$ 160,4 mi), com 13,3% de todo o volume do índice. A venda de ações não é um evento do dia — é uma posição de duas semanas. O que mudou hoje foi o resto do livro, nos futuros.
4. Macro institucional — o estrangeiro
O saldo consolidado do estrangeiro na B3 conta uma história de virada. A janela de 20 pregões (15/06 a 15/07) ainda carrega −R$ 3,33 bi, herança de um junho pesado — o pior dia foi 22/06, com −R$ 2,09 bi. Mas julho está positivo em R$ 1,13 bi, e o melhor dia da série inteira é 10/07 (+R$ 1,52 bi). O placar de dias é um empate perfeito: 10 compradores contra 10 vendedores, sem nenhum dia zerado. Último dado consolidado: 13/07, com −R$ 177,5 mi.
Vale a distinção: este é o saldo do participante estrangeiro consolidado na bolsa, defasado em dois dias em relação ao pregão de hoje — coisa diferente do fluxo das corretoras gringas no índice (seções 2 e 3), que é intradiário e por mesa. Os dois apontam na mesma direção em julho: pressão vendedora que perdeu força.
Lacuna declarada: a captação líquida da indústria de fundos não entrou nesta edição — a série voltou vazia nas três tentativas (categoria ações, todas as categorias e recorte 01/05 a 15/07). O pano de fundo institucional está coberto apenas pelo lado estrangeiro.
5. Futuros — saldo dos players no WIN
Mini-índice (WINQ26) em 177.750, abrindo em 178.050, com máxima de 178.665 e mínima de 176.980 — variação de −230 pts (−0,13%) no dia. Dois horizontes lado a lado: à esquerda, a posição construída hoje com o P&L marcado a mercado agora; à direita, o saldo carregado nos 10 pregões com o preço médio da posição e como ela foi montada.
DIA — pregão em curso (15:02)
| Player | Saldo | Preço médio | P&L aberto |
|---|---|---|---|
| Genial | +16.994 ctr | 177.492 | +R$ 876,3 mil |
| Ideal | +13.516 ctr | 179.057 | −R$ 3,53 mi |
| Terra | +13.510 ctr | 177.546 | +R$ 551,1 mil |
| Itaú | +6.228 ctr | 178.220 | −R$ 584,8 mil |
| UBS | −26.967 ctr | 177.749 | −R$ 3,6 mil |
| BTG | −15.054 ctr | 178.223 | +R$ 1,42 mi |
| Citigroup | −5.441 ctr | 177.517 | −R$ 253,6 mil |
| JP Morgan | −5.087 ctr | 177.533 | −R$ 220,5 mil |
10 PREGÕES — 01/07 a 14/07
| Player | Saldo acum. | Breakeven | Perfil de construção |
|---|---|---|---|
| Genial | +72.817 ctr | 175.739 | comprador recorrente — 8/10 dias |
| JP Morgan | +50.451 ctr | 177.790 | intermitente — 5/10 (41% em 14/07) |
| Goldman | +38.590 ctr | 176.138 | comprador recorrente — 6/10 dias |
| Ideal | +34.528 ctr | 176.411 | intermitente — 5/10 (54% em 13/07) |
| XP | −88.435 ctr | 173.249 | vendedor recorrente — 7/10 dias |
| Ágora | −72.524 ctr | 178.701 | concentrado — 76% em 13/07 |
| NovaFutura | −19.270 ctr | 176.056 | vendedor recorrente — 8/10 dias |
| CM Capital | −1.774 ctr | 185.155 | intermitente — 5/10 (45% em 10/07) |
O maior perdedor aberto do dia é o Ideal: comprou 13.516 contratos a um preço médio de 179.057, com o mercado a 177.750 — 1.307 pontos contra, ou −R$ 3,53 mi em aberto. Do outro lado, o BTG carrega o maior ganho (+R$ 1,42 mi) vendido a 178.223. O UBS está praticamente no zero a zero (−R$ 3,6 mil): montou 26.967 contratos vendidos a 177.749, colado no preço atual. A posição dele não é sobre o dia — é sobre onde ele acha que isto vai parar.
Nota de leitura: os 10 pregões não tiveram virada de contrato (10 de 10 pregões líquidos), então o consolidado é fiel. Breakevens de UBS (148.287), BTG (130.399) e Toro (121.094) foram omitidos das tabelas por serem artefato — giro altíssimo com net quase zero joga o custo médio para fora do mercado.
6. Futuros — saldo dos players no WDO
Mini-dólar (WDOQ26) em 5.096,5, exatamente onde abriu (5.097), depois de bater 5.108,5 e 5.077,5 — variação zero no dia, o que esconde uma disputa violenta por baixo.
DIA — pregão em curso (15:02)
| Player | Saldo | Preço médio | P&L aberto |
|---|---|---|---|
| UBS | +74.141 ctr | 5.096,91 | −R$ 30,2 mil |
| CM Capital | +19.410 ctr | 5.099,14 | −R$ 51,1 mil |
| Ágora | +17.191 ctr | 5.091,51 | +R$ 85,7 mil |
| Ideal | +9.131 ctr | 5.082,32 | +R$ 129,5 mil |
| BTG | −34.848 ctr | 5.100,47 | +R$ 138,3 mil |
| Morgan | −34.334 ctr | 5.099,91 | +R$ 117,3 mil |
| JP Morgan | −11.658 ctr | 5.086,98 | −R$ 111,0 mil |
| Terra | −10.572 ctr | 5.097,15 | +R$ 6,9 mil |
10 PREGÕES — 01/07 a 14/07
| Player | Saldo acum. | Breakeven | Perfil de construção |
|---|---|---|---|
| XP | +203.444 ctr | 5.173,8 | comprador recorrente — 9/10 dias |
| Ágora | +61.461 ctr | 5.147,7 | comprador recorrente — 7/10 dias |
| JP Morgan | +51.472 ctr | 5.166,5 | concentrado — 58% em 13/07 |
| BTG | +37.600 ctr | 5.316,8 | intermitente — 5/10 (35% em 01/07) |
| UBS | −136.423 ctr | 5.182,0 | vendedor recorrente — 7/10 dias |
| CM Capital | −59.764 ctr | 5.187,1 | vendedor recorrente — 6/10 dias |
| Renascença | −59.092 ctr | 5.129,4 | vendedor recorrente — 7/10 dias |
| Morgan | −47.543 ctr | 5.227,2 | vendedor recorrente — 7/10 dias |
O UBS virou a mão no dólar — e o tamanho da virada é o ponto. Nos 10 pregões ele foi vendedor recorrente (7 dos 10 dias), carregando 136.423 contratos vendidos a 5.182 de preço médio. Hoje aparece com +74.141 contratos comprados a 5.096,91: a maior posição comprada da tela, no sentido inverso ao que fez por duas semanas. Como o dólar caiu 2,18% no período, a posição antiga rendeu — e é justamente ao encerrá-la e inverter que o sinal fica interessante.
Repare que, no dia, o UBS está sozinho na ponta compradora (74.141 contratos contra 19.410 do segundo colocado), enquanto BTG e Morgan dividem a ponta vendida quase empatados (−34.848 e −34.334). Não é o mercado comprando dólar: é um player comprando de dois.
7. Futuros — fluxo × preço (quem move o contrato)
WIN — mini-índice
A linha tracejada é o preço (eixo direito). O UBS tem correlação de +0,28 com o retorno e impacto neutro: ele construiu o vendido de forma agressiva até 44.495 contratos às 14:34 — o pico do dia — e recomprou quase 18 mil na última meia hora, sem que o preço reagisse na proporção. Já Genial (−0,38) e BTG (−0,55) aparecem como absorvedores: compram quando cai e vendem quando sobe. O único que segue o movimento é o Ideal (+0,36) — e é justamente ele quem está perdendo R$ 3,53 mi.
WDO — mini-dólar
Aqui o desenho é de manual: a curva do UBS sobe em escada do zero até 78.245 contratos às 14:20, enquanto BTG e Morgan descem em espelho. O BTG absorve (−0,35) e a Ágora também (−0,37); o UBS marca −0,21, ou seja, comprou contra a alta do dólar — pegou o contrato quando ele estava mais barato, na região dos 5.083 às 09:45. Preço médio de 5.096,91 num dia que fechou a faixa entre 5.077,5 e 5.108,5: execução no meio do range.
8. Futuros — resultado consolidado dos 10 pregões
Este é o placar que importa: crédito e débito de ajuste diário marcado a mercado, do fluxo do período (01/07 a 14/07). No WIN o índice subiu 2,43% (173.975 → 178.200, ajuste final 178.561); no WDO o dólar caiu 2,18% (5.208 → 5.094,5, ajuste final 5.095,7). Quem estava do lado certo de cada um embolsou.
WIN — resultado 10 pregões
| Player | Resultado | Saldo final | Breakeven |
|---|---|---|---|
| Morgan | +R$ 49,76 mi | +26.997 ctr | 169.345 |
| Genial | +R$ 41,10 mi | +72.817 ctr | 175.739 |
| UBS | +R$ 19,90 mi | +3.287 ctr | n/d |
| Goldman | +R$ 18,70 mi | +38.590 ctr | 176.138 |
| Ideal | +R$ 14,85 mi | +34.528 ctr | 176.411 |
| JP Morgan | +R$ 7,78 mi | +50.451 ctr | 177.790 |
| BTG | +R$ 5,94 mi | +617 ctr | n/d |
| CM Capital | +R$ 2,34 mi | −1.774 ctr | 185.155 |
| Ágora | +R$ 2,03 mi | −72.524 ctr | 178.701 |
| Toro | −R$ 7,68 mi | −668 ctr | n/d |
| NovaFutura | −R$ 9,65 mi | −19.270 ctr | 176.056 |
| XP | −R$ 93,95 mi | −88.435 ctr | 173.249 |
WDO — resultado 10 pregões
| Player | Resultado | Saldo final | Breakeven |
|---|---|---|---|
| UBS | +R$ 117,69 mi | −136.423 ctr | 5.182,0 |
| Morgan | +R$ 62,49 mi | −47.543 ctr | 5.227,2 |
| Tullett | +R$ 56,00 mi | −35.437 ctr | 5.253,7 |
| CM Capital | +R$ 54,59 mi | −59.764 ctr | 5.187,1 |
| Necton | +R$ 49,58 mi | −18.970 ctr | 5.357,1 |
| Renascença | +R$ 19,92 mi | −59.092 ctr | 5.129,4 |
| Genial | +R$ 5,25 mi | −4.433 ctr | 5.214,0 |
| Ideal | −R$ 10,74 mi | +25.181 ctr | 5.138,4 |
| Ágora | −R$ 31,93 mi | +61.461 ctr | 5.147,7 |
| JP Morgan | −R$ 36,43 mi | +51.472 ctr | 5.166,5 |
| BTG | −R$ 83,11 mi | +37.600 ctr | 5.316,8 |
| XP | −R$ 158,86 mi | +203.444 ctr | 5.173,8 |
A XP errou os dois contratos ao mesmo tempo: −R$ 252,81 mi em 10 pregões. Ficou vendida em 88.435 contratos do mini-índice (breakeven 173.249) enquanto ele subia 2,43% — débito de R$ 93,95 mi. E ficou comprada em 203.444 contratos de mini-dólar (breakeven 5.173,8) enquanto ele caía 2,18% — débito de R$ 158,86 mi. Contexto obrigatório: a XP responde por 64,3% de todo o giro do WIN e 52,5% do WDO no período, então este livro é o agregado de uma base de clientes enorme, não uma aposta proprietária de mesa.
No espelho, UBS (+R$ 137,6 mi somando os dois) e Morgan (+R$ 112,3 mi) são os grandes ganhadores do período. O Morgan é o único a aparecer no topo dos dois contratos — comprado no índice e vendido no dólar, exatamente a montagem que o período premiou.
Preço de execução — a outra métrica de preço
Breakeven diz a que preço a posição está; execução diz a que preço a corretora negociou. Contra o VWAP do período (WIN 175.737 · WDO 5.178,4), a Ágora vendeu WIN 80 pts acima da média e a NovaFutura comprou 167 pts abaixo — as melhores execuções entre os grandes. No WDO, o Morgan comprou 8,9 pts abaixo da média, a melhor da tabela; a Renascença vendeu 6,5 pts abaixo, a pior. A XP, sendo 64,3% do giro, executa praticamente na média (−24 / +19 pts): quem é a maior parte do mercado não consegue ter edge contra ele.
| Player | Contrato | Execução compra | Execução venda | Share do giro |
|---|---|---|---|---|
| Ágora | WIN | −47 pts | +80 pts | 8,0% |
| NovaFutura | WIN | +167 pts | −157 pts | 1,2% |
| CM Capital | WIN | +112 pts | −106 pts | 3,3% |
| XP | WIN | −24 pts | +19 pts | 64,3% |
| Morgan | WDO | +8,9 pts | −1,1 pts | 3,3% |
| Tullett | WDO | +4,3 pts | +0,1 pts | 6,2% |
| Necton | WDO | +1,7 pts | +4,2 pts | 5,8% |
| Renascença | WDO | −1,4 pts | −6,5 pts | 3,5% |
9. Perfil recorrente e pico de saldo de hoje
Duas fotografias diferentes: o perfil é o comportamento típico do player nos últimos 10 pregões (com o pico máximo atingido em algum pregão da janela); o pico de hoje é a maior posição líquida que ele chegou a carregar no pregão em curso, com a hora exata.
WIN — perfil recorrente (10 pregões)
| Player | Padrão | Net médio/dia | Pico na janela | Zera no fim |
|---|---|---|---|---|
| XP | vendedor recorrente | −8.843 ctr | 70.593 ctr | não |
| Ágora | vendedor recorrente | −7.252 ctr | −80.431 ctr | não |
| Genial | comprador recorrente | +7.282 ctr | 21.843 ctr | não |
| Ideal | compra manhã / vende tarde | +3.453 ctr | 46.357 ctr | não |
| UBS | vende manhã / compra tarde | +329 ctr | −54.425 ctr | sim |
| BTG | compra manhã / vende tarde | +62 ctr | 23.115 ctr | sim |
WDO — perfil recorrente (10 pregões)
| Player | Padrão | Net médio/dia | Pico na janela | Zera no fim |
|---|---|---|---|---|
| XP | comprador recorrente | +20.344 ctr | 73.051 ctr | não |
| UBS | vendedor recorrente | −13.642 ctr | −38.273 ctr | não |
| Ágora | comprador recorrente | +6.146 ctr | 19.788 ctr | não |
| BTG | compra manhã / vende tarde | +3.760 ctr | 38.624 ctr | não |
| Tullett | vende manhã / compra tarde | −3.544 ctr | −39.882 ctr | não |
| Necton | vende manhã / compra tarde | −1.897 ctr | −42.974 ctr | não |
O contraste é o achado da seção: o UBS é "vendedor recorrente" do WDO no perfil de 10 pregões — e hoje está com a maior compra da tela. E é "vende manhã / compra tarde" no WIN, zerando no fim — mas hoje carrega 26.967 vendidos às 15h, sem sinal de zeragem. Nos dois contratos ele está fazendo o oposto do próprio padrão.
Pico de saldo de HOJE (pregão em curso)
| WIN · player | Pico de hoje | Hora | Net agora |
|---|---|---|---|
| UBS | −44.495 ctr | 14:34 | −26.130 ctr |
| Ideal | +23.107 ctr | 12:22 | +13.156 ctr |
| Genial | +20.309 ctr | 14:34 | +16.443 ctr |
| BTG | −15.890 ctr | 14:51 | −15.212 ctr |
| Terra | +13.496 ctr | 14:11 | +13.480 ctr |
| WDO · player | Pico de hoje | Hora | Net agora |
|---|---|---|---|
| UBS | +78.245 ctr | 14:20 | +73.961 ctr |
| BTG | −42.425 ctr | 14:18 | −34.623 ctr |
| Morgan | −34.330 ctr | 14:55 | −34.327 ctr |
| Ágora | +20.421 ctr | 11:06 | +17.157 ctr |
| CM Capital | +20.178 ctr | 14:35 | +19.410 ctr |
O UBS bateu −44.495 contratos vendidos no WIN às 14:34 e já recomprou 18.365 desde então (trajetória de "acumulou vendido e recomprou"). No WDO tocou +78.245 às 14:20 e devolveu pouco: segue com 73.961. A assimetria diz algo — ele está defendendo a compra de dólar e afrouxando a venda de índice.
Anomalias de volume (pregão de 14/07)
O destaque é o Citigroup vendendo WDO a 25,57× o p90 do próprio histórico: 15.434 contratos contra uma referência de 603,5, com net do dia de −13.884. Também acima do normal: Terra vendendo a 3,06× (net −20.748) e Necton comprando a 1,54× (net +25.111). No WIN as anomalias são modestas — PagInvest a 2,37× e LEV a 1,28×. Todas essas leituras vêm com confiança baixa: o baseline tem só 5 a 6 dias, curto demais para separar sinal de ruído. Trate como pista, não como fato.
10. Líderes e o edge de seguir ou fadear
Liderança aqui é medida em minutos no comando da ponta, pregão a pregão, e o aproveitamento é o percentual de dias em que a liderança terminou positiva.
WIN — aproveitamento (10 pregões)
| Player | Ponta | Dias | Aprov. | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| Goldman | comprador #1 | 2 | 100% | +R$ 18,20 mi |
| UBS | vendedor #2 | 3 | 67% | +R$ 9,91 mi |
| Ideal | comprador #2 | 3 | 67% | −R$ 6,85 mi |
| Morgan | comprador #1 | 2 | 50% | +R$ 7,20 mi |
| XP | vendedor #1 | 5 | 40% | −R$ 32,66 mi |
| XP | comprador #1 | 3 | 33% | −R$ 15,16 mi |
| UBS | vendedor #1 | 2 | 0% | −R$ 2,45 mi |
| Morgan | vendedor #2 | 2 | 0% | −R$ 6,97 mi |
WDO — aproveitamento (10 pregões)
| Player | Ponta | Dias | Aprov. | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| CM Capital | vendedor #1 | 2 | 100% | +R$ 2,28 mi |
| Ativa | comprador #2 | 2 | 100% | +R$ 859,2 mil |
| XP | comprador #1 | 6 | 50% | −R$ 2,66 mi |
| XP | comprador #2 | 2 | 50% | +R$ 1,74 mi |
| BTG | comprador #2 | 2 | 50% | +R$ 663,5 mil |
| Ideal | vendedor #2 | 2 | 50% | +R$ 730,4 mil |
| BGC | vendedor #2 | 2 | 50% | −R$ 831,5 mil |
| UBS | vendedor #1 | 4 | 25% | −R$ 6,64 mi |
O Goldman liderou a ponta compradora do WIN em apenas 2 pregões, mas com 321 minutos médios no comando e 1.047 pontos a favor por contrato: 100% de aproveitamento e +R$ 18,20 mi. Na direção oposta, a XP liderou a ponta vendedora em 5 pregões e acertou só 2 — o custo de estar no comando do lado errado é o que aparece no −R$ 32,66 mi.
Fotografia do edge ao vivo (15:02)
O modelo cruza a posição de cada player agora com o histórico de 60 pregões (17/04 a 14/07) de operar a favor ou contra ele nesse mesmo estado. No WIN o placar somado dá VENDA, com força −933 e 14 players com liquidez relevante no cálculo; os maiores contribuintes são Ideal (168 pts/dia), Merrill (108 — único classificado FADE puro) e Ágora (95). No WDO o sinal também é VENDA, mas com força de apenas −7: praticamente empate, com seis players FOLLOW quase se anulando — BTG e Morgan puxando para venda, UBS para compra.
Como ler o edge — e como não ler. É um resultado estatístico in-sample, bruto de custos: mede o que teria acontecido no passado recente, não o que vai acontecer. O acerto histórico dos players do WIN está entre 16% e 24%, ou seja, o edge vem de poucos acertos grandes, não de consistência. E o baseline do WDO é 0 pts/dia nas duas pontas — sem borda estrutural nenhuma. Isto é track-record, não garantia, e não constitui indicação de posição.
11. Síntese
1. O livro do UBS é a história do dia. Vendedor de ações do Ibovespa (−R$ 160,4 mi hoje, −R$ 981,3 mi em 10 pregões), maior vendido do mini-índice (−26.967 ctr @ 177.749) e maior comprado do mini-dólar (+74.141 ctr @ 5.096,91). As três pontas apontam para o mesmo lado. O detalhe que dá peso: nos futuros, as duas posições invertem o padrão de 10 pregões dele próprio — era vendedor recorrente de dólar e costuma zerar o WIN no fim do dia.
2. O Morgan é o espelho exato. Maior comprador do índice hoje (+R$ 158,6 mi) e maior acumulador do período (+R$ 2,28 bi), vendido em 34.334 contratos de dólar. Comprado em Brasil, vendido em dólar — e foi o único player no topo do resultado dos dois minis (+R$ 112,3 mi somados). Dois livros institucionais grandes, coerentes e diametralmente opostos, negociando um contra o outro.
3. O preço de estar errado nos dois lados. A XP fecha os 10 pregões com −R$ 252,81 mi somando WIN e WDO, vendida no índice que subiu e comprada no dólar que caiu. Com 64,3% do giro do mini-índice, esse livro é o retrato agregado da base de clientes — e o que ele mostra é que o varejo esteve posicionado contra os dois movimentos do período.
4. O que observar daqui até o fechamento. O UBS recomprou 18.365 contratos do vendido no WIN desde o pico das 14:34, mas quase não devolveu a compra de dólar. Se a assimetria persistir, a leitura muda de "risk-off completo" para "hedge cambial com o índice sendo zerado". A ponta compradora do WDO tem um nome só: se ele afrouxar, não há segundo comprador de tamanho na tela.
Cobertura desta edição: fluxo de corretoras no IBOV (dia e 10 pregões), atribuição do índice, saldo estrangeiro consolidado, e WIN e WDO com paridade completa — saldo do dia com P&L aberto, acumulado de 10 pregões com breakeven e perfil de construção, fluxo × preço, resultado consolidado por ajuste, execução vs VWAP, perfil recorrente, pico de saldo do dia, anomalias, líderes e edge. Sem cobertura de captação de fundos (série indisponível). Números do pregão em curso datados de 15:00–15:03; acumulados de 01/07 a 14/07; saldo estrangeiro até 13/07.