Pré-mercado — 29/06/2026
Viés de abertura positivo: futuros dos EUA sobem ~0,8% e a Ásia fecha no verde com a desescalada no Oriente Médio; o petróleo recua e pressiona PETR4, enquanto o Ibovespa vem de máxima (173.295, +0,76%) sustentado por bid local apesar do gringo vendedor no mês.
Pré-mercado — 29/06/2026
Briefing do dia — segunda-feira, 29/06. A B3 vem de um pregão de alta na sexta (Ibovespa 173.295, +0,76%) e abre a semana com o pano de fundo externo a favor: futuros dos EUA em alta firme, Ásia fechando no verde e o petróleo aliviando após sinais de desescalada no Oriente Médio. Os dados da B3 são do último pregão fechado (sexta, 26/06, EOD); o board internacional é overnight, ao vivo às 07:02 BRT.
Placar overnight
O humor pré-abertura é de risco ligado. Os futuros americanos sobem com força (S&P +0,78%, Nasdaq +1,13%) depois de a sexta ter sido morna lá fora, e o WINQ26 acompanha, negociando perto de 176,3 mil no book contra um ajuste de sexta de 176.252. O alívio vem do petróleo: o Brent desabou −4,3% na sexta com a desescalada no Oriente Médio e devolve agora um modesto +1,5%, o que é vento a favor da inflação e do apetite por risco, ainda que pese nos nomes de óleo & gás. VIX em 18,4 e dólar futuro de lado (−0,09%) completam o quadro calmo.
Fonte: market.opening.snapshot (board ao vivo, as_of 29/06 07:02 BRT) · market.futures.adjustments (ajustes 26/06).
Madrugada e pré-abertura
| Mercado | Último | Var. | Sessão |
|---|---|---|---|
| Nikkei 225 🇯🇵 | 69.895 | +0,46% | fechou hoje |
| CSI 300 🇨🇳 | 4.926,9 | +1,21% | fechou hoje |
| ASX 200 🇦🇺 | 8.821 | +0,32% | fechou hoje |
| FTSE 100 🇬🇧 | 10.504 | +0,04% | em andamento |
| DAX 🇩🇪 | 24.680 | +0,04% | em andamento |
| CAC 40 🇫🇷 | 8.355 | −0,04% | em andamento |
| S&P 500 🇺🇸 | 7.344,8 | −0,17% | fechou sexta |
| Nasdaq-100 🇺🇸 | 29.118 | −1,09% | fechou sexta |
| Dow Jones 🇺🇸 | 51.876 | −0,09% | fechou sexta |
| Treasury 10a 🇺🇸 | 4,39% | + | em andamento |
A Ásia fechou no verde hoje: China e Hong Kong lideraram (Xangai/CSI 300 +1,21%) puxadas por saúde, consumo e chips, com Nikkei +0,46% e ASX +0,32%. A Europa abriu de lado (FTSE e DAX no zero a zero, CAC levemente negativo) — ganhos de tecnologia compensando a cautela com o cessar-fogo provisório no Oriente Médio. Os EUA fecharam a sexta mistos, com a tecnologia pesando (Nasdaq-100 −1,09%) e S&P/Dow praticamente de lado; mas os futuros agora apontam alta firme (seção acima), e o Treasury de 10 anos segue ancorado em ~4,39%. No câmbio externo, dólar estável (EUR/USD 1,1404, USD/JPY 161,89). Entre os ADRs brasileiros — olhando só PBR e VALE —, ambos vêm construtivos: a Petrobras (PBR) fechou a sexta a US$ 16,29 (−1,39%) mas opera +0,56% no pré-mercado, e a Vale (US$ 15,07, −0,33% na sexta) está de lado (+0,06%) — leitura neutra-positiva para PETR4 e VALE3 na abertura.
Fonte: market.opening.snapshot (Ásia/Europa/futuros/juros ao vivo 29/06) · market.intl.quote (fechamento EOD 26/06, âncora de ADRs).
Agenda do dia
| Horário (BRT) | País | Evento | Relevância |
|---|---|---|---|
| 08:00 | 🇧🇷 BR | IGP-M (jun) — anterior +0,84% | Alta |
| 08:25 | 🇧🇷 BR | Boletim Focus (BCB) | Média |
| 11:30 | 🇺🇸 EUA | Fed Dallas — atividade industrial (jun) | Baixa |
| 12:30 | 🇺🇸 EUA | Leilões de T-bills (3m/6m) | Baixa |
Dia leve de agenda: no Brasil, o IGP-M de junho (08:00) e o Boletim Focus (08:25) calibram a leitura de inflação e juros; nos EUA, só indicadores menores. O grosso vem ao longo da semana, com fechamento de trimestre/semestre amanhã (30/06) — possível window dressing — somado ao bloco fiscal brasileiro (Dívida Bruta/PIB, resultado primário e CAGED) e a JOLTS/Confiança do Consumidor lá fora. Em 01/07 saem ADP e ISM Industrial (EUA) e o PMI industrial brasileiro; e o ponto alto é o payroll dos EUA na quinta (02/07), com o mercado esperando 114 mil vagas (ante 172 mil) e desemprego em 4,3%.
Fonte: economics.calendar (as_of 29/06). Horários convertidos para BRT.
O pregão de sexta (26/06)
O Ibovespa subiu +0,76% aos 173.295 pontos, estendendo o patamar de máximas, com a alta espalhada e liderada pelos setores domésticos: Imobiliário (IMOB +1,72%), Consumo (ICON +1,64%) e Financeiro (IFNC +1,39%). Os grandes bancos puxaram o índice — ITUB4 +1,60%, BBDC4 +1,59%, B3SA3 +1,98% — enquanto os pesos de commodities seguraram o ganho: VALE3 −0,97% (a maior do dia em giro, R$ 1,98 bi) e PETR4 −1,25%.
Maiores altas
Maiores baixas
Nas pontas, dois eventos idiossincráticos dominaram: VVEO3 (Viveo) despencou −37,1% em volume 9,4× a média (o maior AVAT do dia entre ações), com o estoque de aluguel (BTB) explodindo +586% — short montado em cima do tombo; e a Braskem (BRKM5) caiu −9,34% depois de a S&P rebaixar o rating de "CCC−" para "D" (default seletivo). Pelo lado positivo, TOTS3 +5,81% foi o destaque líquido entre as large/mid caps.
Mapa setorial
O verde dominou: Financeiro com breadth de 93% das ações em alta, e só dois setores no vermelho — Materiais Básicos (−1,31%, derrubado por Braskem e Suzano) e Saúde (−2,92%, arrastado por VVEO3). Bens Industriais teve 83% das ações em alta, mas a média do setor ficou distorcida por um evento isolado em AZEV4 (+1.945%, não plotado aqui).
Posicionamento final em futuros
| Posição (net contratos) | WINQ26 — mini-Ibov | WDON26 — mini-dólar |
|---|---|---|
| Comprados (top 3) | Ativa +17.425 · Itaú +14.985 · Genial +9.756 | Necton +24.900 · Itaú +24.677 · Morgan +15.670 |
| Vendidos (top 3) | XP −16.426 · Goldman −14.105 · Ágora −10.871 | Renascença −26.523 · UBS −24.989 · XP −17.855 |
No mini-índice, a sexta terminou com Ativa, Itaú e Genial no maior comprado e XP, Goldman e Ágora no maior vendido. No mini-dólar, Necton e Itaú lideraram o comprado, contra Renascença e UBS no vendido — com anomalias de venda em Safra (3,95× a média) e Renascença (2,13×). Na carteira do Ibovespa à vista, o BTG foi o maior comprador líquido (+R$ 442 mi, 17,7% do volume), ao lado do Morgan Stanley (+R$ 133 mi), enquanto as casas estrangeiras venderam: UBS −R$ 333 mi, XP −R$ 239 mi, JP Morgan −R$ 200 mi e Goldman −R$ 151 mi.
Fluxo por participante (saldo de 25/06, R$ mi)
Aqui está a história por trás da máxima: o estrangeiro segue vendedor (−R$ 410,8 mi no dia 25/06 e −R$ 8,79 bi acumulados em junho), e quem está bancando o índice é o bid local — institucionais (+R$ 3,00 bi no mês) e pessoa física (+R$ 2,93 bi). O dado oficial de fluxo tem defasagem de ~2 pregões (as_of 25/06).
Fonte: market.session.summary, market.eod.highlights.market, market.sector, market.eod.futures_players, market.eod.index_flow (EOD 26/06) · flow.foreign (as_of 25/06).
Curva de juros
| Vértice | Brasil | EUA |
|---|---|---|
| Curto (1a / Fed) | 14,15% | 3,75% |
| 2 anos | 14,20% | 4,09% |
| 10 anos | 14,42% | 4,40% |
| Inclinação 2a–10a | +0,22 pp | +0,31 pp |
A curva DI ficou parada no alto, entre 14,05% (jan/27) e ~14,4% nos vértices longos, com inclinação levemente positiva (~+33 bps). Na sexta houve um leve alívio na ponta curta e ajuste de alta nos vértices longos. O pano de fundo justifica o prêmio: a Selic-meta segue em 14,25%, o Focus já revisou a Selic do fim do ano para cima, de 13,75% para 14,00% (precificando menos cortes), e o IPCA projetado (5,33%) roda acima do teto. Lá fora, o Treasury de 10a estável em 4,40% deixa o spread Brasil−EUA em ~10 pontos percentuais — carrego gordo que sustenta o real, mas que limita a expansão de múltiplos da bolsa.
Fonte: economics.yield_curve · market.opening.snapshot (curva DI 26/06) · economics.snapshot (Selic/IPCA/Focus, as_of 19–26/06).
Ibovespa hoje
O ponto de partida é positivo: o WINQ26 sobe ~0,9% no book, embalado pelo beta global — futuros dos EUA em alta de quase 1%, Ásia no verde e VIX contido, tudo na esteira da desescalada no Oriente Médio. O contraponto é setorial: o petróleo recuou forte na sexta e ensaia rebote tímido, o que tende a separar o índice em dois — pressão sobre PETR4, PRIO3 e RAIZ4 (óleo & gás) contra um efeito desinflacionário que ajuda consumo e a tese doméstica. O minério estável e os ADRs de VALE/PBR no zero a zero deixam as duas maiores do índice em leitura neutra-positiva. O real firme (~R$ 5,17) e o juro americano ancorado dão suporte ao fluxo, mas o pano de fundo de juro local alto e gringo vendedor pede seletividade.
- Petróleo × beta global: o índice pode abrir "comprado ex-energia" — sobe com o externo, mas com PETR4/PRIO3 na defensiva por causa do Brent (−4,3% na sexta). Bancos, que lideraram, e VALE3 (minério estável) são os fiéis da balança.
- Eventos idiossincráticos: reação de BRKM5 após o rebaixamento da S&P para "D" e o −9,3%; VVEO3 depois do −37% com aluguel (BTB) explodindo; e a Oi (OIBR), com a Justiça suspendendo no domingo a venda da UPI V.tal (R$ 4,5 bi).
- Fluxo e juros: o índice está em máxima apesar do gringo vendedor (−R$ 8,8 bi no mês) — o bid é local. IGP-M (08:00) e Focus (08:25) mexem na curva DI (Focus Selic já em 14%), e o fechamento de trimestre amanhã pode trazer window dressing.