Pré-mercado — 24/06/2026

B3 chega à abertura embalada por 3 altas seguidas (Ibov 171,3 mil, +0,52%) e desafiando o tombo da tech lá fora (Nasdaq −3,3%, VIX +12,6%); futuros dos EUA e minério ensaiam alívio, mas dólar a R$5,18 e gringo vendido no mês (−R$6,5 bi) seguram o fôlego.</parameter> <parameter name="tags">["panorama", "pré-mercado", "b3", "ibovespa", "macro"]

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Pré-mercado

Pré-mercado — 24/06/2026

24/06/2026 · Briefing antes da abertura · pregão de 24 de junho

Briefing pré-abertura de 24/06/2026 (~07h BRT). B3 = pregão fechado de ontem (23/06); internacional = overnight, com cada sessão rotulada. Fontes: Trade Hunter MCP (B3/CVM/BCB/Anbima).

Ibovespa · ontem
171.259
+0,52% +885 pts
S&P 500 fut
7.444
+0,09% cash −1,32% ontem
Nasdaq-100 fut
29.789
+0,41% cash −3,29% ontem
USD/BRL · PTAX ontem
5,174
+0,68% máx desde mar
Brent
US$ 75,69
−1,45% overnight
Minério de ferro
744
+0,74% overnight
VIX · ontem
19,5
+12,6% medo em alta
WIN fut (Q26)
174.800
+0,76% ajuste 174.367

Placar: B3 EOD 23/06 · futuros/commodities/câmbio em andamento (snapshot 24/06 ~07h01) · VIX e PTAX fecharam 23/06. Fonte: Trade Hunter MCP.

Madrugada e pré-abertura

A noite foi de ressaca da tecnologia. Os EUA fecharam ontem com o Nasdaq-100 despencando −3,29% e o S&P 500 cedendo −1,32% — enquanto o Dow segurou (−0,09%), num dia clássico de rotação de growth para value. O VIX saltou para 19,5 (+12,6%). Nesta manhã o humor melhora à margem: os futuros em andamento ensaiam recuperação (S&P +0,09%, Nasdaq +0,41%). A Ásia fechou hoje mista e resiliente (Nikkei +0,09%, China +0,48%), e a Europa, em andamento, abre mais fraca, com o DAX em −1,03% sob o mesmo peso de chips e autos. O Treasury de 10 anos recua a 4,48% no overnight (vinha de 4,51%), o dólar se fortalece lá fora (EUR/USD −0,31%) e o petróleo perde fôlego (Brent −1,45%), com o minério na contramão (+0,74%). Os ADRs PBR (US$ 16,99, −0,22%) e VALE (US$ 15,29, −0,16%) operam praticamente estáveis na pré-abertura.

AtivoÚltimoVarSessão
🇯🇵 Nikkei 22569.305+0,09%fechou hoje
🇨🇳 CSI 3004.943+0,48%fechou hoje
🇩🇪 DAX24.636−1,03%em andamento
🇬🇧 FTSE 10010.447−0,11%em andamento
🇺🇸 S&P 500 (cash)7.374−1,32%fechou ontem
🇺🇸 Nasdaq-100 (cash)29.347−3,29%fechou ontem
🇺🇸 fut S&P 5007.444+0,09%em andamento
🇺🇸 fut Nasdaq-10029.789+0,41%em andamento
US Treasury 10a4,48%−0,35%em andamento
BrentUS$ 75,69−1,45%em andamento
WTIUS$ 72,06−1,57%em andamento
OuroUS$ 4.063−1,31%em andamento
EUR/USD1,1347−0,31%em andamento
ADR PBRUS$ 16,99−0,22%pré-abertura
ADR VALEUS$ 15,29−0,16%pré-abertura

Índices/commodities/câmbio: snapshot de abertura 24/06 ~07h01 (var vs. fechamento anterior). Fonte: Trade Hunter MCP.

Agenda do dia

Dia de dados de segunda linha — o prato cheio fica para amanhã (IPCA-15 no Brasil e núcleo do PCE nos EUA). Hoje, atenção à Confiança do Consumidor (FGV) pela manhã, às vendas de casas novas e aos estoques de petróleo (EIA) nos EUA, e ao resultado do teste de estresse bancário do Fed no fim da tarde.

Horário (BRT)EventoProjeção / ant.Relevância
08:00🇧🇷 Confiança do Consumidor FGV (jun)ant. 88,8média
09:30🇺🇸 Licenças de Construção (mai) / Conta Corrente Q11,413M / −212Bmédia
11:00🇺🇸 Venda de Casas Novas (mai)638 mil (622)alta
11:30🇺🇸 Estoques de Petróleo — EIA−3,9M bblalta
14:00🇺🇸 Leilão de Treasury Notes 5 anosant. 4,182%média
14:30🇧🇷 Fluxo Cambial Estrangeiro (semanal)ant. US$ 1,54 bimédia
17:00🇺🇸 Teste de Estresse Bancário do Fedmédia

No radar de amanhã (25/06): IPCA-15 de junho 🇧🇷 (alta) e núcleo do PCE / PIB Q1 🇺🇸 (alta). Fonte: economic_calendar / Trade Hunter MCP, as-of 24/06.

Pregão de ontem — B3 nadou contra a maré

O Ibovespa fechou 23/06 aos 171.259 pontos (+0,52%, +885 pts), no 3º pregão seguido de alta e mostrando rara resiliência: subiu mesmo com o derretimento da tecnologia americana e com a maior fatia do índice, a VALE3, em queda. O combustível foi doméstico — a ata do Copom (divulgada ontem) derrubou os DIs curtos e turbinou consumo e serviços. No setorial, foi um dia quase verde: só Materiais Básicos ficou no vermelho, e feio (breadth de apenas 5,3% — 18 das 19 ações caíram), arrastado pelo minério e pelo aço (USIM5 −5,35%).

Maiores altas

MBRF3
+10,33%
TTEN3
+6,37%
LIGT3
+5,28%
CVCB3
+4,80%
VIVA3
+4,68%
ASAI3
+3,77%
RAIL3
+3,61%
CSAN3
+3,29%

Maiores baixas (ações BR)

MGLU3
−5,35%
USIM5
−5,35%
VALE3
−1,88%
PRIO3
−0,76%

À parte: BDRs de tech caíram em bloco espelhando o Nasdaq — TSLA34 −5,33%, TSMC34 −5,57%, ASML34 −6,00%, ITLC34 −5,57%.

Setorial

Consumo n/Cíclico+2,03%
Comunicações+1,39%
Tecnologia+1,13%
Petróleo & Gás+1,02%
Utilidade Púb.+0,96%
Consumo Cíclico+0,58%
Saúde+0,24%
Bens Industriais+0,16%
Financeiro+0,13%
Materiais Básicos−0,94%

Volume concentrado em VALE3 (R$ 1,46 bi), PETR4 (R$ 1,08 bi) e B3SA3 (R$ 1,04 bi). Fonte: B3 EOD 23/06 · Trade Hunter MCP.

Fluxo & posicionamento

O fluxo por investidor (último consolidado, 22/06) confirma o roteiro do mês: o estrangeiro segue vendedor (−R$ 2,09 bi no dia, −R$ 6,46 bi no mês), com o institucional local bancando o índice (+R$ 1,52 bi no dia, +R$ 1,64 bi no mês) ao lado da pessoa física (+R$ 2,60 bi no mês).

Saldo por investidor · 22/06 (R$)

Estrangeiro
−2,09 bi
Institucional
+1,52 bi
Inst. Financ.
+458 mi
Pessoa Física
+19 mi

WIN — saldo dos players · contratos, 23/06

Citigroup
+20.528
Goldman
+17.302
Itaú
+12.470
Morgan
−33.915
Ideal
−9.171

Citigroup comprou WIN 12,3× acima do seu normal — anomalia do dia.

No WDO, o jogo foi de compra de dólar pelos grandes: Itaú (+31.492 contratos, +R$ 1,63 bi), UBS (+28.559, +R$ 1,48 bi), Goldman (+22.714) e Morgan (+20.448) montaram comprado, contra a venda de XP (−27.006, −R$ 1,40 bi), BGC (−22.223) e Ágora (−21.248) — leitura coerente com o real fechando mais fraco (PTAX 5,174, +0,68%). No mercado de opções, o Put/Call por volume ficou em 1,74 (mais puts que calls, viés defensivo), com o PCR por contratos em aberto equilibrado (0,97).

Curva de juros

jan/27 · 14,22% jan/29 · 14,76% jan/34 · 14,55%

A curva de DI desenha uma leve corcunda: a ponta curta (DI jan/27, ~14,22%) é a mais baixa, o miolo de 2028–2029 concentra o pico em ~14,76%, e a parte longa volta a ceder para ~14,55%. É o retrato de uma Selic ainda alta (meta 14,25%) com o mercado precificando afrouxamento gradual à frente — e o trecho curto já aliviou ontem após a ata do Copom. Lá fora, a curva americana segue positivamente inclinada (Fed funds 3,75%, 2a 4,24%, 10a 4,51%). O spread Brasil−EUA de 10 anos permanece largo, em ~10,2 pontos percentuais, e o CDS de 5 anos estável em 124,7 bps.

Brasil

DI 1 ano14,15%
Tesouro 2a14,64%
Tesouro 5a14,85%
Tesouro 10a14,71%

EUA

Fed Funds3,75%
Treasury 2a4,24%
Treasury 10a4,51%
Spread BR−US 10a+10,2 pp

Curva DI: fechamentos de 23/06. Tesouro/Treasuries: economics.yield_curve, as-of 22–23/06. Fonte: BCB/Anbima · Trade Hunter MCP.

Radar de fatos & notícias

Pingou no after e na madrugada: o Bradesco aprovou R$ 3,5 bi em JCP (R$ 0,32/ON e R$ 0,347/PN); a Petrobras informou produção +14% a/a em maio e anunciou resgate antecipado de global notes; na Vale, conselheiro apontou conflito de interesse no voto de Daniel Stieler sobre sua própria destituição — ruído de governança a acompanhar. A Braskem prestou esclarecimentos sobre o risco geológico em Maceió após reportagem; a Neogrid caminha para squeeze-out (Dalpe atingiu 95,18%); a Azevedo & Travassos comprou a Engie Soluções de Iluminação Pública (EV de R$ 108,2 mi); e o BRB afastou três funcionários após operação policial (Operação Parasitas).

No exterior, a leitura segue dominada por tecnologia: FedEx caía ~7% após guidance de margens; a sul-coreana SK Hynix mira US$ 29 bi em listagem nos EUA para bancar o boom de IA; a Holanda pressiona Washington a aliviar restrições a chips da ASML; e o iene rondava a mínima de 40 anos. No Brasil, o governo anunciou em Xangai a 1ª emissão de Panda Bonds (títulos em yuans).

Fontes: CVM (informes 23–24/06) e feed de notícias Reuters/Bloomberg/agências, 23–24/06 · Trade Hunter MCP. Comunicados de BDRs via Banco B3 filtrados.

Ibovespa hoje — o que conecta os pontos

A abertura tende a equilibrar duas forças. De um lado, alívio externo na margem: futuros americanos no azul depois do tombo da tech, Treasury de 10 anos recuando e minério em alta (+0,74%), o que pode estancar a sangria da VALE3 e do complexo metálico. Do outro, pressões persistentes: o dólar a R$ 5,18 (máxima desde fim de março) com o gringo vendido no mês (−R$ 6,46 bi), o petróleo em queda (Brent −1,45%) pesando em PETR4/PRIO3, e um VIX a 19,5 que ainda exige cautela. O WIN abre +0,76%, mas o tom de risk-off global manda no curto prazo.

O que observar na abertura
  • Minério × VALE3: o minério +0,74% no overnight tenta reverter a queda de ontem (VALE3 −1,88%); de olho se o metálico (USIM5 −5,35%) reage ou segue refém do risk-off.
  • Tech global e BDRs: após Nasdaq-100 −3,29% e VIX +12,6% (ambos fecharam ontem), os futuros dos EUA ensaiam alívio (Nasdaq fut +0,41%) — BDRs de tecnologia (TSLA34, TSMC34, ASML34) e o apetite por risco ditam o tom.
  • Real e juros: dólar a R$ 5,18 e saída de estrangeiro contra DIs curtos cedendo pós-ata do Copom — tração doméstica (consumo, utilities) versus pressão cambial nos exportadores. Na agenda: Confiança FGV (08h) e, nos EUA, casas novas e estoques de petróleo.

Sem recomendação direcional. Dados B3 EOD de 23/06 e overnight de 24/06 (~07h01 BRT). Fonte: Trade Hunter MCP (B3, CVM, BCB, Anbima).