Pré-mercado — 23/07/2026

Ibovespa vem de +2,44% (177,5 mil pts); overnight tem Brent a US$ 98 (+4,5%), Kospi +4,4% e futuros US em queda — energia e juros dão o tom da abertura.

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Pré-mercado

Pré-mercado — 23/07/2026

22/07/2026 · Briefing do dia — quinta-feira, véspera da semana de COPOM e FOMC

O Ibovespa chega à quinta-feira embalado: fechou o pregão de 22/07 em 177.548 pontos, alta de 2,44% (≈ +4,2 mil pontos), com 9 dos 10 setores no verde e giro pesado nos blue chips. A madrugada, porém, veio dividida — o petróleo disparou e encostou em US$ 98, a Coreia subiu 4,4%, mas os futuros americanos caem e o VIX voltou a 17,7. O vetor mais claro da abertura é energia; o freio são os juros globais e a ressaca das big techs.

Placar overnight

Ibovespa (fech. 22/07)
177.548
+2,44% · ≈ +4,2 mil pts
WIN ago/26 (ajuste 22/07)
178.924
+2,34% no pregão
WDO ago/26 (ajuste 22/07)
5.068
−0,32% no pregão
S&P 500 fut (agora)
7.512
−0,38%
Brent (agora)
US$ 98,28
+4,48%
Kospi (hoje, fechada)
7.097
+4,40%
VIX
17,69
+6,31%
Minério Dalian (hoje)
747,5 yuan
+0,74%

WIN e WDO só voltam a negociar às 09:00 — os valores acima são os ajustes do último pregão, a referência de partida do dia.

Madrugada e pré-abertura

A Ásia fechou a sessão de hoje sem direção única: o Kospi disparou +4,40%, a 7.097 pontos — movimento que conversa com o capex bilionário projetado pela Alphabet na véspera (US$ 195–205 bi no ano, acima dos US$ 180–190 bi anteriores), combustível para a cadeia asiática de chips e memória —, enquanto Taiwan ficou no zero a zero (+0,06%), o Nikkei cedeu 0,08% e a China subiu 0,23%. A Europa opera em queda desde a abertura (DAX −0,65%, CAC −1,10%) e os futuros americanos devolvem mais um pouco: S&P −0,38%, Nasdaq −0,43% — nos EUA, quem paga a conta do capex de IA são as margens das próprias big techs, e o fechamento de ontem já mostrou isso (Nasdaq 100 −0,54%).

AtivoÚltimoVar.Sessão
Kospi (Coreia)7.096,89+4,40%hoje — fechada
Taiwan (TWII)44.850,81+0,06%hoje — fechada
Nikkei 22566.231−0,08%hoje — fechada
CSI 300 (China)4.728+0,23%hoje — fechada
ASX 200 (Austrália)8.823−0,60%hoje — fechada
DAX24.993−0,65%em andamento
CAC 408.345−1,10%em andamento
FTSE 10010.700−0,22%em andamento
S&P 5007.484,71−0,33%fechou ontem (22/07)
Nasdaq 10028.998−0,54%fechou ontem (22/07)
Dow Jones52.219−0,01%fechou ontem (22/07)
S&P 500 fut7.512−0,38%agora
Nasdaq 100 fut29.056−0,43%agora
Dow fut52.237−0,40%agora
Treasury 10 anos4,68%+5 bpagora
Brent / WTIUS$ 98,28 / US$ 90,18+4,48% / +3,84%agora
Ouro / PrataUS$ 4.089 / US$ 58,74−0,99% / −1,70%agora
Cobre / NíquelUS$ 13.713 / US$ 17.403−0,64% / +1,40%agora
Minério de ferro (Dalian)747,5 yuan+0,74%hoje — fechada
DXY101,14+0,02%agora
PBR / VALE (ADRs)US$ 19,16 / US$ 14,77+1,42% / −0,51%pré-market NY

No câmbio, o DXY está parado em 101,1 e os emergentes acordaram sem stress — peso mexicano +0,32%, rand +0,09%, peso chileno +0,17%, yuan firme (+0,14% contra o dólar), euro e libra no zero a zero — ou seja, a oscilação da madrugada está nas commodities e nos juros, não nas moedas. O Treasury de 10 anos subiu a 4,68% (+5 bp), com o JGB japonês também pressionado (2,77%). Nas metálicas, ouro e prata devolvem, o cobre cede 0,64% e o níquel sobe 1,40%; o minério em Dalian fechou a sessão de hoje em leve alta. Nos ADRs, PBR sobe +1,42% no pré de NY acompanhando o Brent, e VALE cede −0,51%.

Leitura HALO: sinal dividido — a tech-EM (Kospi) está eufórica com o ciclo de capex de IA, mas futuros US, Europa e metálicas apontam cautela na velha economia global. Para a B3, o vetor dominante é o petróleo perto de US$ 98: favorece o bloco de energia, enquanto Vale abre entre minério apenas estável e ruído novo de governança.

Agenda do dia

Quinta-feira sem indicador de peso no Brasil — o evento doméstico é o leilão de prefixados do Tesouro (LTN e NTN-F). Nos EUA, seguro-desemprego às 09:30 e balanço do Fed às 17:30.

Hora (BRT)PaísEventoRelevância
09:30EUAPedidos iniciais de seguro-desemprego (proj. 211 mil · ant. 208 mil)alta
11:30EUAEstoques de gás naturalbaixa
12:00EUAÍndice composto Fed Kansas City (jul)baixa
14:00EUALeilão de TIPS 10 anosmédia
17:30EUABalanço patrimonial do Fedalta
BRLeilão do Tesouro: LTN + NTN-F (prefixados) — horário no edital do dia

Na agenda corporativa: a WEG faz hoje a apresentação pública do resultado do 2T26 divulgado ontem; a Jalles Machado realiza AGO. Na segunda-feira (27/07), Vivo e TIM abrem a temporada do 2T das teles. Proventos: nenhuma data-ex mapeada nos próximos 10 dias — janela limpa de eventos ex-dividendo.

Pregão de ontem (22/07)

Dia de compra generalizada: +2,44% no Ibovespa, com o industrial (INDX) subindo 3,50% puxado pela WEG (+9,55%) — o lucro do 2T veio a R$ 1,56 bi (−2,1% a/a) e o papel girou R$ 1,58 bi, 4,8× a média de 60 pregões, maior volume relativo entre as ações do dia. PETR4 (+2,38%) liderou o giro financeiro com R$ 1,63 bi, VALE3 subiu +4,40% (R$ 1,34 bi) no dia em que a assembleia elegeu novo presidente do conselho, e B3SA3 avançou +5,42%. Na outra ponta, o dia foi de saída nos BDRs de tecnologia (GOGL34 −4,17%, M1TA34 −3,95%, TSLA34 −3,85%) — o índice de BDRs (BDRX, −0,63%) caiu na contramão da bolsa local, e o IFIX (−0,34%) também destoou.

Maiores altas

CVCB3
+13,39%
WEGE3
+9,55%
CSNA3
+6,30%
PINE4
+6,22%
CAML3
+6,10%
MBRF3
+5,89%
BRKM5
+5,75%
B3SA3
+5,42%

Maiores baixas

ONCO3
−14,29%
BHIA3
−9,89%
GOGL34
−4,17%
M1TA34
−3,95%
TSLA34
−3,85%
MSFT34
−2,38%

No volume relativo, além da WEG (4,8×), destaque para CXSE3 (3,2× a média, +horas de giro em R$ 302 mi) e INTB3 (2,0×, +5,70%). O mapa setorial fechou quase todo verde — só Comunicações caiu:

Bens Industriais+2,58%
Tecnologia+2,51%
Petróleo e Gás+2,51%
Materiais Básicos+2,32%
Consumo não Cíclico+2,30%
Consumo Cíclico+1,92%
Financeiro+1,75%
Utilidade Pública+1,73%
Saúde+1,06%
Comunicações−0,33%

Quem moveu o índice — corretoras no IBOV

Citigroup
+R$ 757 mi
Ágora
+R$ 490 mi
Goldman
+R$ 261 mi
Necton
+R$ 252 mi
JP Morgan
+R$ 165 mi
Genial
−R$ 111 mi
Merrill
−R$ 144 mi
Itaú
−R$ 311 mi
BTG
−R$ 517 mi
XP
−R$ 663 mi

O desenho do dia foi ponta compradora estrangeira × distribuição local: Citigroup (+R$ 757 mi líquidos nas ações do índice), Ágora (+R$ 490 mi) e Goldman (+R$ 261 mi) absorveram o que XP (−R$ 663 mi), BTG (−R$ 517 mi) e Itaú (−R$ 311 mi) venderam — padrão clássico de pregão de alta com o varejo/local realizando lucro contra fluxo que entra.

Futuros — WIN e WDO (saldo líquido do dia)

Morgan
+53,2 mil ctr
BGC
+21,5 mil ctr
Goldman
+19,0 mil ctr
JP Morgan
+11,2 mil ctr
Itaú
+10,0 mil ctr
UBS
−14,7 mil ctr
Citigroup
−21,6 mil ctr
Ágora
−25,4 mil ctr
XP
−29,8 mil ctr

No mini-índice, o maior saldo comprador do pregão passou pelo Morgan: +53,2 mil contratos líquidos, fluxo de compra 2,3× a mediana recente da casa (volume incomum, base de comparação curta — a confirmar). BGC (+21,5 mil) e Goldman (+19,0 mil) completaram a ponta compradora; XP (−29,8 mil), Ágora (−25,4 mil) e Citigroup (−21,6 mil) foram os líquidos vendedores. O cruzamento do dia é o Citigroup: praticamente só operou a ponta vendedora no WIN (23,1 mil vendidos × 1,5 mil comprados, 23× a mediana recente da casa) enquanto era o maior comprador líquido em ações do índice no à vista — fluxo consistente com rotação de exposição sintética para física, lembrando que é fluxo de cliente que passa pela corretora, não posição própria. No mini-dólar, XP líquida vendedora (−17,2 mil ctr) com Ativa (−9,2 mil) e Tullett (−8,7 mil) do mesmo lado, contra Necton (+9,0 mil) e Morgan (+6,9 mil).

Fluxo por participante — B3

Bancos
+R$ 226,6 mi
Pessoa física
+R$ 148,7 mi
Estrangeiro
+R$ 120,0 mi
Outros
−R$ 180,2 mi
Institucional
−R$ 315,2 mi
2.362-3.414
EstrangeiroInstitucionalR$ mi · pregões 08/07 → 21/07

No consolidado da B3 (fechado até 21/07 — o dado de 22/07 consolida ao longo de hoje): estrangeiro +R$ 120,0 mi, bancos +R$ 226,6 mi e PF +R$ 148,7 mi, contra institucional −R$ 315,2 mi. Julho segue com o desenho de gringo comprando (+R$ 4,34 bi no mês) e institucional local vendendo (−R$ 7,83 bi) — descolamento que ficou escancarado no vencimento de opções de 17/07 (+R$ 2,36 bi × −R$ 3,41 bi num dia só). Em opções, o pregão de 22/07 fechou com put/call de volume em 1,04 e de posições em aberto em 0,95 — leve proteção no giro, livro equilibrado.

Fatos e notícias que carregam para hoje

  • Vale: a assembleia elegeu Manuel “Ollie” Oliveira para presidir o conselho (com apoio da Previ); na madrugada, o conselho pediu a destituição de Marcelo Gasparino por vazamento de informações de reunião — ruído de governança aberto para o pregão.
  • Petrobras: recebeu R$ 1,7 bi do programa de subvenção do diesel.
  • WEG: lucro 2T de R$ 1,56 bi (−2,1% a/a); mercado pagou +9,55% no papel — apresentação pública hoje.
  • BRF: conselho aprovou dividendos/JCP intermediários no fim da tarde; MBRF3 subiu +5,89% no pregão.
  • Anima: controladores aumentaram participação — no radar porque o aluguel de ANIM3 subiu +233% em 21 pregões: short × controlador.
  • Mitre: aprovou programa de recompra de ações ON.
  • Oncoclínicas: GLQ Broad Street reduziu exposição; ONCO3 caiu −14,29%, maior queda do dia entre os papéis líquidos.

Juros e renda fixa — BR + EUA

Selic
14,25%
COPOM 28–29/07
Fed funds
3,50–3,75%
FOMC 28–29/07
DI jan/29
14,49%
+8 bp em 22/07
DI jan/33
14,71%
+5,5 bp em 22/07
Treasury 10a
4,68%
+5 bp overnight
NTN-B 2060
7,56%
juro real · 22/07

A curva DI abriu ontem mesmo com a bolsa forte: o DI jan/29 subiu 8 bp, para 14,49%, e o jan/33 avançou 5,5 bp, para 14,71% — miolo e ponta longa acompanharam o juro global (Treasury 10a de 4,63% no fechamento de 21/07 para 4,68% agora) e um choque de petróleo que é inflacionário na margem. Nos EUA, a 2 anos está em 4,26% (baliza do Fed) e a inclinação 2s10s em +37 bp; o spread Brasil–EUA de 10 anos roda em 10,2 pp.

1514
22/0721/07% a.a. · vencimento do DI

No juro real, as B longas seguram o patamar: NTN-B 2035 a 8,23%, 2037 a 8,07%, 2045 a 7,72% e 2060 a 7,56% (indicativas de 22/07).

8.77.6
NTN-B taxa indicativa% a.a. (juro real) · vencimento

O Tesouro oferta hoje LTN e NTN-F (prefixados). Referências de taxa de corte dos últimos leilões — o de hoje testa a demanda por prefixado com a curva mais alta:

BenchmarkÚltimo leilãoTaxa de corte
LTN 12 meses16/0713,90%
LTN 24 meses09/0714,26%
LTN 36 meses16/0714,29%
LTN 48 meses09/0714,46%
LTN 72 meses16/0714,51%
NTN-F 5 anos16/0714,47%
NTN-F 7 anos16/0714,57%
NTN-F 10 anos16/0714,59%
NTN-B 10 anos21/077,95%
NTN-B 35 anos21/077,47%
LFT 6 anos21/070,12%

No Focus de 17/07, a Selic 2026 segue parada em 14,00% e o IPCA caiu pela quarta semana seguida (5,33% → 5,15%), com câmbio em R$ 5,20 e PIB em 1,99%; o IPCA corrente roda a 4,64% a/a (junho). A Selic vigente é 14,25% após o corte de 75 bp de 17/06 — comunicação data-dependent, sem viés declarado, com o comitê citando exatamente petróleo e expectativas desancoradas como riscos.

Selic 2026 (Focus)
14,00%
estável
IPCA 2026 (Focus)
5,15%
4ª queda semanal
Câmbio 2026 (Focus)
R$ 5,20
estável
PIB 2026 (Focus)
1,99%
estável
Semana que vem é dupla: COPOM (Selic 14,25%) e FOMC (3,50%–3,75%) decidem juros em 28–29/07 — superquarta na próxima quarta-feira. O leilão de prefixados de hoje e os claims americanos das 09:30 são os últimos testes de humor antes do posicionamento final.

Ibovespa hoje — o que abre o dia

A conta da abertura: petróleo a US$ 98 (+4,5%) empurra a família Petrobras — PBR já sobe +1,4% no pré de NY — e dá sustentação ao bloco de energia, que ontem já subiu 2,5%. Do outro lado, minério apenas estável (+0,74%) e VALE ADR em queda (−0,51%) tiram tração do segundo maior peso do índice, agora com briga de conselho reaberta. O beta global é contra: futuros US em queda, VIX subindo 6,3% e Treasury longo a 4,68% pressionam o DI local — que já abriu 5–8 bp ontem — e seguram bancos e domésticas. O câmbio começa sem vetor: DXY parado, emergentes calmos e o mini-dólar vindo de −0,32%, com a PTAX de 21/07 em 5,078 e manchete de véspera de dólar no menor nível desde junho.

O que observar na abertura
  • Energia carrega, tech pesa: Brent a US$ 98,28 favorece PETR4/PRIO/RECV; a ressaca das big techs (Nasdaq fut −0,43%, BDRs de tech caindo desde ontem) testa o apetite por risco no agregado.
  • Continuação × realização nos 177,5 mil: o índice vem de +2,44% com giro forte e fluxo comprador estrangeiro; claims às 09:30 e o leilão de prefixados medem se o mercado banca novo teste dos 178 mil antes da superquarta de 28–29/07.
  • Vale no meio do fogo cruzado: minério estável, ADR em queda no pré e pedido de destituição de conselheiro na madrugada — papel que ontem subiu +4,4% com R$ 1,34 bi de giro vira o termômetro de governança do dia.