Pré-mercado — 18/06/2026

Viés levemente negativo para o Ibovespa na abertura: petróleo e minério em queda pressionam PETR4/VALE3 e o DI sobe forte após Selic a 14,25%, com alívio só parcial vindo de futuros US e Ásia no positivo.

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Pré-mercado

Pré-mercado — 18/06/2026

18/06/2026 · Briefing pré-abertura da B3 · quinta-feira, 18/06/2026

Manhã de risco misto. Lá fora, futuros americanos sobem firme e a Ásia fechou no azul com o desanuviamento entre EUA e Irã (reabertura do Estreito de Ormuz, EUA devem liberar waivers para o petróleo iraniano) — o que joga o petróleo para baixo. Para o Ibovespa, porém, esse mesmo petróleo em queda, somado a minério recuando e a um Fed que manteve a porta aberta para alta de juros, pesa nos dois maiores nomes do índice. No doméstico, a curva DI abre em alta forte após o corte da Selic para 14,25% — visto como insuficiente — e o ruído político-fiscal da Operação Compliance Zero. Dados de abertura: as_of 18/06 ~08:18 BRT (fonte: back-abertura-dev). EOD: 17/06 (session_summary / eod_futuros_trades).

+0,67%
S&P 500 fut. · 7.543
+0,30%
Dólar fut. (WDO) · R$ 5,12
−1,27%
Brent · US$ 78,54
−1,13%
Minério de ferro · 747,00
−5,86%
VIX · 17,35
171.511
Ajuste WIN ontem (WINQ26)
R$ 5.093,875
Ajuste WDO ontem (WDON26)

Agenda do dia

Sem indicador de alta/média relevância agendado no Brasil para hoje — o foco doméstico é o dia seguinte ao COPOM (Selic cortada para 14,25% ontem). Nos EUA, bateria de dados às 9h30. Fonte: economic_calendar, as_of 18/06 11:17 BRT (horários convertidos para BRT).

Horário (BRT)PaísEventoRelevância
09:30EUAPedidos Iniciais de Seguro-Desemprego (proj. 225K · ant. 229K)Alta
09:30EUAFed Filadélfia — Atividade Industrial, jun (proj. 9,8 · ant. −0,4)Alta
09:30EUAPedidos Contínuos de Seguro-Desemprego (proj. 1.800K)Média
09:30EUAFed Filadélfia — Emprego, jun (ant. −2,8)Média
11:00EUAÍndice de Indicadores Antecedentes, mai (proj. 0,1%)Média
14:00EUAContagem de Sondas Baker HughesMédia
17:30EUABalanço Patrimonial do Federal ReserveAlta

Pregão de ontem (17/06)

O Ibovespa fechou em 168.454 pts numa sessão de aversão a risco — a Reuters reportou que os ativos da América Latina recuaram amplamente na quarta após o Fed manter a porta aberta para alta de juros este ano. Depois do fechamento, o COPOM cortou a Selic para 14,25% (−0,25 pp), corte que entidades classificaram como "insuficiente" (Agência Brasil). Pesaram VALE3 (−2,24%), a siderurgia (CSNA3 −6,14%, USIM5 −5,54%) e B3SA3 (−2,21%); os bancos seguraram o índice (ITUB4 +1,16%, ITSA4 +1,64%). Fonte: session_summary, EOD 17/06.

Maiores altasMaiores baixas
ONCO3 +7,41%PCAR3 −11,58%
CSAN3 +5,81%JALL3 −9,70%
HBSA3 +3,94%NATU3 −8,32%
EMBJ3 +3,92% (giro R$ 605 mi)PLPL3 −7,23%
QUAL3 +3,82%CSNA3 −6,14% · USIM5 −5,54%

Fluxo e anomalias: giro liderado por PETR4 (R$ 2,57 bi), VALE3 (R$ 1,63 bi) e ITSA4 (R$ 1,58 bi, RVOL 3,57). Fluxo por investidor (as_of 16/06): estrangeiro −R$ 1,20 bi (−R$ 4,52 bi no mês) contra institucional +R$ 1,22 bi (+R$ 3,39 bi no mês). O put/call ratio de opções subiu para 3,17 (volume), leitura defensiva. Sem fluxo intradiário anômalo sinalizado no dia.

Posicionamento final dos players — futuros (saldo líquido, top 3 por lado):

ContratoCompradores (saldo)Vendedores (saldo)
WIN (WINQ26)Morgan +58.596 (R$ 2,03 bi) · Goldman +23.941 · Citigroup +11.065JP Morgan −30.774 (−R$ 1,07 bi) · Ágora −18.150 · Ideal −10.919
WDO (WDON26)Tullett +20.644 (R$ 1,05 bi) · Goldman +20.524 · BGC +20.348XP −38.021 (−R$ 1,93 bi) · Ativa −30.768 · Santander −20.405

Destaque de anomalia: no WIN, a Renascença operou ~38.000× sua mediana de contratos na ponta compradora. Fonte: eod_futuros_trades, 17/06.

Madrugada e pré-abertura

Dados as_of 18/06 ~08:18 BRT (back-abertura-dev), salvo indicação.

  • Ásia (fechamento): Nikkei +1,85% (71.199), CSI 300 +0,21%; ASX 200 −0,16%.
  • Europa (em andamento): CAC 40 +0,48%, DAX −0,14%, FTSE 100 −0,57%. O BoE manteve os juros em 3,75% (voto 7×2, dois membros pediam alta).
  • Futuros US: S&P +0,67%, Nasdaq +1,36%, Dow +0,26% — recuperando a queda da quarta (S&P à vista −1,04%). VIX 17,35 (−5,86%).
  • Commodities: Brent US$ 78,54 (−1,27%) e WTI US$ 75,38 (−1,84%) em baixa com o desanuviamento Irã; minério de ferro 747,00 (−1,13%); ouro US$ 4.247,88 (−0,21%).
  • Moedas: dólar forte no exterior (EUR/USD −0,37%, GBP/USD −0,58%); dólar futuro (WDO) a R$ 5,12 (+0,30%).
  • Treasury 10y: 4,464%. O Fed manteve os fed funds em 3,75% ontem e deixou a porta aberta para alta — o mercado já precifica duas altas até o 1T/2027.
  • ADRs (NY, pré-abertura): PBR US$ 16,67 (−0,73%, acompanhando o petróleo); VALE US$ 15,55 (+0,12%, praticamente estável apesar do minério).

Ibovespa hoje

O índice abre puxado por forças opostas. Pelo lado externo, o beta global é favorável — futuros US e Ásia no positivo dão suporte ao WIN. Mas a composição do Ibovespa neutraliza boa parte disso:

  • Minério e petróleo em queda → VALE3 e PETR4, os dois maiores pesos do índice, tendem a abrir pressionadas. Os ADRs confirmam o tom (PBR −0,73%; VALE apenas estável). Siderúrgicas (CSNA3, USIM5), já castigadas ontem, seguem na linha de tiro.
  • Juros US firmes + dólar forte globalmente → câmbio e bancos. O dólar futuro sobe (+0,30%, R$ 5,12); juros americanos elevados pressionam emergentes, mas um DI doméstico mais alto tende a favorecer a margem dos bancões (ITUB4/BBDC/ITSA4), justamente os papéis que seguraram o índice ontem.
  • Curva DI em alta forte (DI1F29 +1,94%, DI1F30 +1,99%) após a Selic a 14,25% lida como insuficiente, somada ao ruído fiscal/político (Operação Compliance Zero, que atinge o líder do governo no Senado) — vento contra estrutural para a bolsa.
O que observar na abertura
  • Pesos-pesados: PETR4 e VALE3 sob pressão de petróleo (−1,3%) e minério (−1,1%); os ADRs (PBR −0,73%) devem ditar o tom dos dois maiores nomes do índice.
  • Curva DI × bancos: com o DI longo disparando pós-Selic, ver se ITUB4/ITSA4/BBDC sustentam o índice contra a ponta de commodities — foi o que evitou um tombo maior ontem.
  • 09:30 BRT — Jobless Claims + Philly Fed (alta relevância): surpresa forte realimenta a tese de Fed hawkish e mexe em dólar, DI e no apetite por risco que sustenta o WIN.

Notas e lacunas

  • A variação percentual exata do Ibovespa no pregão de ontem não foi retornada pelos snapshots (disponível apenas o nível de fechamento, 168.454 pts); a direção (baixa) foi inferida do contexto de mercado (Reuters/movers/VALE).
  • O DXY no snapshot estava defasado (12/06); usei o dólar futuro (WDO) como proxy ao vivo do real para a leitura cambial.
  • O calendário econômico não trouxe eventos do Brasil para hoje — não há indicador de alta/média relevância agendado no doméstico (o COPOM ocorreu ontem).