Pré-mercado — 15/07/2026

Ibovespa fechou 14/07 aos 176.641 (+0,51%) com os 10 setores no azul; hoje abre com tarifa de 25% dos EUA e UGPA3 pressionada após bloco de R$ 1,3 bi do CPPIB.

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Pré-mercado

Pré-mercado — 15/07/2026

15/07/2026 · Briefing do dia · B3 abre com tarifa de 25% e a ressaca do bloco da Ultrapar

O Ibovespa fechou o pregão de 14/07 aos 176.641 pontos (+0,51%, +902 pts), com os dez setores da bolsa no azul — o índice de preços ao consumidor dos EUA veio abaixo do esperado e derrubou a curva de juros brasileira de ponta a ponta, com o dólar no menor nível em um mês. Hoje o dia abre com dois pesos próprios: a tarifa de 25% dos EUA sobre mais de 4 mil produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor, e a ressaca do bloco de R$ 1,3 bi que zerou a posição do fundo de pensão canadense CPPIB em Ultrapar.

Ibovespa · 14/07
176.641
+0,51% · +902 pts
WIN · ajuste 14/07
178.561
mini fechado até 09:00
WDO · ajuste 14/07
5.095,71
−1,24% no pregão
S&P 500 fut.
7.604,38
+0,17% · em andamento
Brent
US$ 85,38
+0,77%
Minério
US$ 762
+1,13%
VIX
16,32
−1,09%
Treasury 10a
4,607%
+0,35%

Madrugada e pré-abertura

A noite foi de risco calmo. A Ásia fechou hoje sem direção única — Nikkei sustentando ganho leve enquanto China e Austrália cederam pouco. A Europa mal começou e já mostra dispersão: DAX destoando para baixo contra Londres e Paris no azul. Nos EUA, que fecharam ontem, o Nasdaq 100 puxou a sessão (+1,10%) depois do dado de inflação mais fraco, e os futuros seguem levemente positivos agora. O VIX a 16,32 (−1,09%) confirma que não há stress no pré.

PraçaÍndiceNívelVarSessão
ÁsiaNikkei 22568.358+0,31%hoje, fechando
ÁsiaCSI 3004.786,78−0,20%hoje, fechada
ÁsiaASX 2008.818,20−0,31%hoje, fechada
EuropaFTSE 10010.516,75+0,23%em andamento
EuropaCAC 408.351,40+0,18%em andamento
EuropaDAX24.948,18−0,79%em andamento
EUADow Jones52.508,27+0,02%fechou ontem
EUAS&P 5007.541,85+0,35%fechou ontem
EUANasdaq 10029.586,29+1,10%fechou ontem
EUAS&P 500 fut.7.604,38+0,17%em andamento
EUANasdaq 100 fut.29.919,75+0,44%em andamento
EUADow fut.52.894,50+0,20%em andamento

Commodities — o minério ajuda, o petróleo insiste

A pauta da B3 amanhece favorável nas duas pontas que mais pesam: minério a US$ 762 (+1,13%) e Brent a US$ 85,38 (+0,77%), com o WTI acompanhando. As metálicas industriais estão de lado (cobre praticamente parado, níquel de leve para baixo) e os metais preciosos cedem — ouro e prata ambos no vermelho, coerente com a menor demanda por proteção depois do dado de inflação americano.

Minério+1,13%
WTI+0,84%
Brent+0,77%
Cobre+0,04%
Níquel−0,07%
Ouro−0,57%
Prata−0,77%

Moedas e juros longos

O dólar está de lado contra praticamente tudo: as moedas desenvolvidas e o bloco emergente inteiro variam dentro de ±0,15%, sem tendência. É o pano de fundo de um pré-mercado sem evento cambial — o que joga o protagonismo do dia para a tarifa e para o IPP americano. Nos juros longos, o Treasury de 10 anos a 4,607% sobe de leve, mesma direção do Bund alemão; o JGB japonês é a exceção, cedendo.

ParCotaçãoVar
EUR/USD1,1417−0,04%
USD/JPY162,372+0,06%
GBP/USD1,3390−0,01%
AUD/USD0,6985+0,15%
USD/MXN17,419−0,05%
USD/ZAR16,3837+0,05%
USD/CLP925,88−0,06%
USD/CNH6,77850,00%
USD/TRY47,0286−0,01%
USD/COP3.256,87+0,02%
USD/INR96,2722+0,13%
Juro 10 anosTaxaVar
Estados Unidos4,607%+0,35%
Reino Unido4,987%+0,22%
Alemanha3,130%+0,61%
Japão2,684%−0,88%
China1,734%+0,17%
Índia6,772%−0,32%
Austrália4,898%−0,19%
Canadá3,572%+0,22%

Os ADRs brasileiros abrem o pré em compasso de espera: PBR a US$ 17,94 (+0,11%) e VALE a US$ 14,60 (+0,07%), ambos praticamente no lugar. A exceção — e o assunto do dia — está algumas seções abaixo. O DXY não tem leitura no feed desde 10/07 (120,50 naquela data); o par EUR/USD acima serve de referência do dólar nesta edição.

Agenda do dia

O dia tem dois blocos que importam. Às 09:00 sai o setor de serviços brasileiro de maio — o último retrato de atividade antes da próxima decisão de juros. Às 09:30 vem o IPP dos EUA, que é a segunda perna do teste de inflação americano: depois de o consumidor vir abaixo do esperado ontem, o consenso pede 0,0% no mês contra 1,1% da leitura anterior. Uma surpresa para cima aqui desfaz boa parte do alívio de ontem na curva. Fecham o dia o Livro Bege (15:00) e o fluxo cambial brasileiro (14:30), além de duas falas do Fed.

Hora (BRT)PaísEventoRelevânciaConsensoAnterior
09:00BRSetor de Serviços (Mai) — mensalalta1,2%
09:00BRSetor de Serviços (Mai) — anualalta1,9%
09:30USIPP (Jun) — mensalalta0,0%1,1%
09:30USNúcleo do IPP (Jun) — mensalmédia0,3%0,4%
09:30USEmpire State — atividade industrial (Jul)média9,305,70
09:45USDiscurso de Williams (FOMC)média
11:30USEstoques de petróleo bruto (EIA)alta−1,800 M+2,998 M
11:30USEstoques em Cushingmédia−0,052 M
14:00USDiscurso de Cook (Fed)baixa
14:30BRFluxo cambial estrangeiromédia−US$ 4,218 bi
15:00USLivro Begemédia

Agenda corporativa

Movimento fraco de resultados hoje — Camil (1T26), Romi (2T26) e Alliança Saúde (demonstrações anuais, com a companhia tendo comunicado ontem a prorrogação do calendário). O que interessa está na semana que vem: Neoenergia em 21/07 e WEG em 22/07 abrem a temporada do 2º trimestre para valer.

DataTickerEmpresaEvento
15/07CAMLCamil AlimentosResultado 1T26
15/07ROMIRomiResultado 2T26
15/07AALRAlliança SaúdeDemonstrações financeiras anuais
16/07AALRAlliança SaúdeEdital de convocação da AGO
21/07NEOENeoenergiaResultado 2T26 (ITR)
22/07WEGE3WEGResultado 2T26 (ITR)
23/07JALLJalles MachadoRealização da AGO

Sem datas-ex de proventos nos próximos 15 pregões — nenhuma queda de hoje deve ser lida como ajuste por dividendo.

O pregão de ontem — 14/07

Foi um dia de alta ampla, não de alta concentrada. O Ibovespa subiu 0,51% e fechou aos 176.641 pontos, mas o detalhe que conta é o breadth: os dez setores terminaram positivos, e Financeiro (83,3% das ações em alta) e Utilidade Pública (85,7%) tiveram quase todo o pelotão no azul. O gatilho foi externo — a inflação ao consumidor americana abaixo do esperado reduziu a aposta em alta de juros pelo Fed, e o alívio chegou aqui pela curva de juros e pelo câmbio. O índice ainda está cerca de 0,7% abaixo do pico da série de 12 pregões, marcado em 10/07 aos 177.866.

177.866170.653
Ibovespapontos · pregão (29/06 → 14/07)

Quem moveu o índice

VALE3 resolveu o dia praticamente sozinha: com 10,56% de peso e alta de 1,87%, entregou +295 pontos — mais do que as quatro maiores contribuições seguintes somadas. Do outro lado, o maior dreno foi UGPA3, tirando 63 pontos, seguida de BBDC4. Note o contraste dentro do próprio setor de mineração: enquanto a Vale carregava o índice, CMIN3 caía 6,42% e drenava 41 pontos.

VALE3
+295,4 pts
B3SA3
+75,6 pts
BBAS3
+71,6 pts
EQTL3
+66,5 pts
VBBR3
+46,4 pts
GGBR4
+45,3 pts
BRAV3
+40,7 pts
VIVT3
+40,2 pts
ITUB4
+40,0 pts
ENEV3
+40,0 pts
BBDC3
−6,3 pts
KLBN11
−9,3 pts
SUZB3
−16,8 pts
TOTS3
−19,2 pts
WEGE3
−20,3 pts
EMBJ3
−26,7 pts
PETR3
−37,1 pts
CMIN3
−41,5 pts
BBDC4
−51,4 pts
UGPA3
−63,1 pts

Pontas do pregão

Maiores altas

ONCO3
+26,67%
CVCB3
+11,29%
HAPV3
+6,72%
BRAV3
+6,56%
VAMO3
+4,97%
FRAS3
+4,62%
JALL3
+4,88%

Maiores baixas

CMIN3
−6,42%
RAIZ4
−6,06%
PCAR3
−5,43%
TRIS3
−3,69%
BPAC3
−3,10%
AMER3
−2,62%
BRKM5
−2,31%

ONCO3 disparou 26,67% no dia em que a companhia aprovou o pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 5,1 bi em dívidas — foi ela que puxou o setor de Saúde para +3,71%, o melhor do pregão. Do lado oposto, RAIZ4 caiu 6,06% depois de o conselho elevar o teor de etanol na gasolina de 30% para 32% por 180 dias, medida que também explica a alta de JALL3 (+4,88%).

Saúde+3,71%
Tec. Informação+1,25%
Comunicações+1,18%
Consumo Cíclico+1,09%
Materiais Básicos+0,88%
Bens Industriais+0,83%
Financeiro+0,79%
Utilidade Pública+0,75%
Consumo não Cíclico+0,26%
Petróleo e Gás+0,07%

Volume e volume relativo — o bloco da Ultrapar

UGPA3 girou R$ 1,84 bi, 10,6× a média de 60 pregões — o maior volume da bolsa, à frente de PETR4 e VALE3, em um papel que vale um oitavo do peso da Vale no índice. O motivo foi reportado pela imprensa (Brazil Journal, 14/07): o CPPIB, fundo de pensão canadense, vendeu 44 milhões de ações num block trade de R$ 1,3 bi e zerou sua participação de 4% na Ultrapar. O fluxo por corretora casa com a história — UBS acelerou como compradora líquida em +R$ 90,2 mi (contra uma média histórica de +R$ 3,2 mi por dia) e a Genial acelerou como vendedora em −R$ 46,5 mi. A companhia não protocolou fato relevante sobre a operação até o fechamento desta edição.

Maiores volumes financeiros

UGPA3
R$ 1,84 bi
PETR4
R$ 1,33 bi
VALE3
R$ 1,09 bi
BBDC4
R$ 989,1 mi
BPAC11
R$ 724,8 mi
ITUB4
R$ 671,5 mi
EQTL3
R$ 635,9 mi
B3SA3
R$ 551,3 mi

Volume relativo (× média de 60 pregões)

UGPA3
10,6×
FRAS3
3,5×
EZTC3
2,3×
CMIN3
2,0×
EQTL3
2,0×

Rankings de ações (exclui BDRs e ETFs). O volume relativo compara o giro do dia com a média de 60 pregões do próprio papel.

Fluxo — gringo contra gringo

O pregão de ontem teve uma característica pouco comum: as duas pontas extremas foram estrangeiras e quase espelhadas. Citigroup comprou R$ 539,7 mi líquidos nos papéis do índice enquanto Merrill vendeu R$ 548,1 mi — praticamente o mesmo número, sinais opostos. Vale a régua: são corretoras executando fluxo de cliente, não casas assumindo tese própria, e o lado delas vira de um dia para o outro.

Citigroup
+R$ 539,7 mi
UBS
+R$ 146,6 mi
JP Morgan
+R$ 81,5 mi
BGC
+R$ 78,1 mi
Morgan
+R$ 76,0 mi
Terra
−R$ 60,7 mi
Goldman
−R$ 73,7 mi
XP
−R$ 87,8 mi
BTG
−R$ 92,2 mi
Merrill
−R$ 548,1 mi

Alargando para os últimos 10 pregões, o quadro fica mais nítido e menos ruidoso: Morgan acumulou +R$ 2,28 bi nos papéis do Ibovespa, contra Merrill distribuindo −R$ 1,54 bi e UBS −R$ 981,3 mi. Não é um dia isolado — é uma rotação sustentada de posição entre as mesas estrangeiras ao longo de todo o mês.

Morgan
+R$ 2,28 bi
Ágora
+R$ 786,8 mi
Santander
+R$ 492,6 mi
Ativa
+R$ 408,2 mi
Goldman
+R$ 300,0 mi
BGC
+R$ 199,5 mi
XP
+R$ 180,4 mi
Safra
−R$ 355,6 mi
Ideal
−R$ 345,9 mi
Itaú
−R$ 474,3 mi
JP Morgan
−R$ 555,3 mi
UBS
−R$ 981,3 mi
Merrill
−R$ 1,54 bi

Estrangeiro, institucional e pessoa física

No consolidado por tipo de investidor, o mês tem um descolamento marcante: o estrangeiro está comprador em +R$ 1,13 bi no acumulado, enquanto o institucional local distribui −R$ 2,84 bi. O gringo entrando e o institucional brasileiro saindo é o eixo do mercado em julho.

Saldo do dia · 13/07

Pessoa física
+R$ 370,6 mi
Bancos
+R$ 154,8 mi
Outros
−R$ 23,1 mi
Estrangeiro
−R$ 177,5 mi
Institucional
−R$ 324,9 mi

Acumulado do mês · até 13/07

Estrangeiro
+R$ 1,13 bi
Inst. financeiras
+R$ 705,2 mi
Pessoa física
+R$ 519,8 mi
Outros
+R$ 488,0 mi
Institucional
−R$ 2,84 bi

O saldo por tipo de investidor tem defasagem de dois pregões: o dado de 14/07 ainda não foi consolidado e entra na leitura de amanhã. Os números acima são de 13/07.

Futuros — posicionamento no fim do pregão

No mini-índice, o JP Morgan terminou o dia com o maior saldo comprador da roda: +33.268 contratos (+R$ 1,19 bi), com XP e Goldman do lado oposto. No mini-dólar, a XP fechou líquida compradora em +42.794 contratos num pregão em que o dólar futuro caiu 1,24% — comprando na queda. Uma anomalia de volume chama atenção: o Citigroup girou 15.434 contratos de venda no WDO contra uma mediana histórica de 234, quase 66× o normal. É sinal de volume incomum, a confirmar — não de direção.

ContratoPlayerNet (contratos)Net (R$)
WINJP Morgan+33.268 ctr+R$ 1,19 bi
WINLEV+8.620 ctr+R$ 307,3 mi
WINBTG+1.951 ctr+R$ 68,9 mi
WINGenial−9.386 ctr−R$ 336,4 mi
WINGoldman−10.439 ctr−R$ 372,2 mi
WINXP−18.816 ctr−R$ 670,6 mi
WDOXP+42.794 ctr+R$ 2,19 bi
WDONecton+25.111 ctr+R$ 1,28 bi
WDOItaú−19.798 ctr−R$ 1,01 bi
WDOTerra−20.748 ctr−R$ 1,06 bi
WDORenascença−23.476 ctr−R$ 1,20 bi

Saldo líquido (compras − vendas) por corretora, contado pelo lado do negócio. O mini-índice negociou a um preço médio de 178.208 e o mini-dólar a 5.103,6.

Aluguel e opções

Um cruzamento merece registro: CMIN3 caiu 6,42%, girou 2,0× o volume médio e teve a taxa de aluguel subindo 296 bps — as três pernas do short pressionando o mesmo papel no mesmo dia. Nas posições de aluguel, os grandes saltos de 21 pregões estão em VVEO3 (+872%), BBDC3 (+235%) e ISAE4 (+159%). No book de opções, o Put/Call ratio por volume ficou em 1,13 e o de posições em aberto em 0,94 — leitura equilibrada, sem viés forte de proteção.

1,13
Put/Call por volume

Equilibrado

0,94
Put/Call em aberto

Equilibrado

Curva de juros & expectativas

Aqui está o efeito mais direto do dado americano: a curva DI cedeu de ponta a ponta no pregão de ontem, entre 6 e 21 bps, com o miolo da curva (F29/F30) puxando a queda. É o mercado tirando prêmio da inclinação depois que a inflação ao consumidor dos EUA reduziu a chance de aperto adicional do Fed — e o dólar acompanhou, fechando no menor nível em um mês.

1414
Curva DI · 14/07Fechamento 13/07% a.a. · vencimento (F27 → F34)
VencimentoTaxa (14/07)Fech. 13/07Variação
DI1F2713,895%13,955%−6,0 bps
DI1F2813,855%14,040%−18,5 bps
DI1F2914,020%14,230%−21,0 bps
DI1F3014,160%14,350%−19,0 bps
DI1F3114,215%14,380%−16,5 bps
DI1F3214,275%14,420%−14,5 bps
DI1F3314,285%14,410%−12,5 bps
DI1F3414,285%14,410%−12,5 bps

Na comparação internacional, o Brasil segue pagando 9,84 pontos percentuais a mais que os EUA no vértice de 10 anos. As duas curvas estão positivamente inclinadas — BR com 0,45 pp entre 2 e 10 anos, EUA com 0,36 pp.

VérticeBrasilEUA
Juro básico14,25% (Selic)3,75% (Fed Funds)
2 anos14,005%4,26%
5 anos14,445%
10 anos14,458%4,62%
Inclinação 2a–10a+0,45 pp+0,36 pp
Spread BR−EUA (10a)+9,84 pp

Focus e política monetária

O Focus da semana trouxe a notícia relevante: o IPCA projetado para 2026 caiu de 5,30% para 5,16% — a maior revisão para baixo da série recente, depois de meses colado em 5,3%. Selic (14,00%), câmbio (R$ 5,20) e PIB (1,99%) ficaram praticamente parados. A trajetória do IPCA nas últimas quatro leituras conta a história: 5,33% → 5,33% → 5,30% → 5,16%.

Projeção 2026AtualSemana anteriorRevisão
IPCA5,16%5,30%−0,14 pp
Selic14,00%14,00%0,00 pp
IGP-M5,61%5,68%−0,07 pp
CâmbioR$ 5,20R$ 5,200,00
PIB1,99%1,99%+0,00 pp
Dívida líquida / PIB69,87%69,84%+0,03 pp

A Selic está em 14,25% desde 18/06, quando o Copom cortou 25 bps por decisão unânime (7 a 0) — o terceiro corte seguido do mesmo tamanho, completando 75 bps de ciclo desde os 15,00%. O comitê não deu viés explícito e deixou o tamanho total do ciclo dependente dos dados, citando expectativas ainda desancoradas e o petróleo como risco de alta. Com o Brent a US$ 85 e o IPCA projetado cedendo, os dois vetores que o Copom monitora estão puxando em direções opostas neste momento. Nos EUA, o Fed Funds está em 3,75% e o mercado reduziu ontem as apostas em alta de juros — não há reunião do Fed esta semana, mas o Livro Bege sai hoje às 15:00.

O Ibovespa hoje

Três forças chegam à abertura puxando para lados diferentes.

A favor, a matéria-prima: minério em alta de 1,13% sustenta VALE3, que tem 10,56% do índice e foi quem carregou o pregão de ontem; Brent e WTI em alta sustentam PETR4, PETR3 e PRIO3. Some o alívio que veio da inflação americana — curva DI 6 a 21 bps mais baixa e dólar no menor nível em um mês — que é combustível direto para bancos e para os papéis de consumo e construção mais sensíveis a juro. O VIX a 16,32 e os futuros americanos no azul completam um pano de fundo externo tranquilo.

Contra, o específico brasileiro: a tarifa de 25% dos EUA sobre mais de 4 mil produtos está prevista para entrar em vigor hoje, após meses de negociação sem acordo, e a lista de exceções segue indefinida. É um risco de manchete que pode aparecer a qualquer hora do pregão e que atinge exportadores — siderurgia e proteína à frente.

E o idiossincrático: UGPA3, que tem 1,35% do índice, foi ao mesmo tempo o maior volume e o maior dreno de ontem por causa do bloco do CPPIB. O ADR do papel negocia em queda forte no pré-mercado americano — bem além do desconto do próprio bloco —, sinalizando que a reprecificação de hoje na B3 pode ser bem maior que os 1,98% de ontem. Vale a ressalva: é uma indicação de pré-mercado em livro fino, e só a abertura confirma. Um segundo evento de oferta pesa no mesmo setor: a Engie precificou ontem à noite seu follow-on a R$ 30,50 por ação, com R$ 8,4 bi movimentados e R$ 2,7 bi captados no mercado.

O que observar na abertura

  • UGPA3 e o tamanho do gap. O ADR aponta uma queda de dois dígitos no pré, contra os 1,98% de ontem e um bloco que saiu a desconto bem menor. O papel drenou 63 pontos do índice ontem sendo apenas 1,35% dele — o mesmo peso amplifica hoje. Observe se a UBS, que acelerou como compradora em +R$ 90,2 mi, sustenta ou devolve o papel.
  • A tarifa de 25% e a lista de exceções. Entra em vigor hoje sem definição sobre o que fica de fora. Exportadores — siderurgia (GGBR4, CSNA3), proteína e calçados — são a superfície de contato. Sem exceções, o efeito é imediato; com exceções amplas, vira alívio.
  • IPP dos EUA às 09:30, com o consenso em 0,0% no mês contra 1,1% anterior. É o teste que valida ou desfaz o alívio de ontem na curva DI. Surpresa para cima devolve prêmio à curva e pressiona o câmbio; confirmação do consenso reforça o movimento. O Livro Bege às 15:00 fecha o dia.

Referências desta edição: pregão fechado de 14/07 para bolsa, fluxo por corretora, futuros, aluguel e opções; saldo por tipo de investidor de 13/07 (14/07 ainda não consolidado); Focus de 10/07; internacional, commodities, moedas e ADRs ao vivo por volta das 07:00 BRT de 15/07. Mini-índice e mini-dólar estavam fechados no momento desta edição — abrem às 09:00; os valores citados são o ajuste de 14/07. Nos últimos 9 pregões, o mini-índice andou em média 2.869 pontos por dia e o mini-dólar 45,5 pontos.