Pré-mercado — 09/07/2026

Ásia firme com China +2,5%, petróleo sustentado pela tensão EUA–Irã e curva DI pressionada na véspera do IPCA, após Ibovespa cair 0,79% a 170.653 pts.

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Pré-mercado

Pré-mercado — 09/07/2026

09/07/2026 · O que abre o dia na B3: overnight, agenda e o ponto de partida do pregão

Quinta-feira abre com a geopolítica no centro da tela — EUA e Irã trocaram ataques pelo segundo dia no Estreito de Ormuz —, mas o board overnight é mais construtivo do que a manchete: futuros americanos em leve alta depois de uma quarta mista em NY, China fechando o dia de hoje em alta forte, metálicas firmes em bloco e Brent segurando o ganho acumulado da semana. Na B3, a referência é o pregão de ontem (08/07): Ibovespa a 170.653 pts (−0,79%), curva de juros pressionada na véspera do IPCA e VALE3 respondendo por boa parte do estrago. WIN e WDO só voltam a negociar às 09:00 — os valores abaixo são o ajuste de ontem, não cotação ao vivo.

S&P 500 futuro
7.541
+0,17% · agora
Nasdaq 100 futuro
29.649
+0,62% · agora
VIX
16,9
+4,3% ontem · estável agora
Brent
US$ 78,18
+0,2% agora · +2,7% ontem
Minério (Dalian)
745,5 CNY
+0,3% hoje
CSI 300 (China)
4.876
+2,54% · fechou hoje
WIN — ajuste 08/07
172.698 pts
−0,54% no pregão de ontem
WDO — ajuste 08/07
5.175,7 pts
PTAX 5,1552 (+0,18%)

Madrugada e pré-abertura

A Ásia encerrou o dia de hoje com a China na liderança: o CSI 300 saltou +2,54%, enquanto Nikkei (+0,13%) e ASX 200 (+0,07%) fecharam perto do zero. A Europa opera mista em andamento — DAX +0,20%, CAC 40 −0,22%, FTSE 100 −0,66%. Nos EUA, o fechamento de ontem foi misto e defensivo — Dow −1,09%, S&P 500 −0,44%, Nasdaq 100 +0,27% — e os futuros desta manhã apontam recuperação leve, com o Treasury de 10 anos parado em 4,58%.

ÍndiceÚltimoVar.Sessão
CSI 300 (China)4.876+2,54%fechou hoje
Nikkei 225 (Japão)67.666+0,13%fechou hoje
ASX 200 (Austrália)8.728+0,07%fechou hoje
FTSE 100 (Londres)10.425−0,66%em andamento
DAX (Frankfurt)24.948+0,20%em andamento
CAC 40 (Paris)8.271−0,22%em andamento
S&P 500 — futuro7.541+0,17%agora
Nasdaq 100 — futuro29.649+0,62%agora
Dow Jones — futuro52.614−0,01%agora
S&P 500 — à vista7.471−0,44%fechou ontem
Nasdaq 100 — à vista29.253+0,27%fechou ontem
Dow Jones — à vista52.348−1,09%fechou ontem

Commodities

Prata
+1,50% · US$ 59,18
Cobre
+1,34%
Níquel
+0,96%
Ouro
+0,74% · US$ 4.107
Minério (Dalian)
+0,27% · 745,5 CNY
Brent
+0,21% · US$ 78,18
WTI
+0,14% · US$ 73,59

Bloco metálico inteiro em alta nesta manhã — prata +1,50%, cobre +1,34%, níquel +0,96%, ouro +0,74% — com o minério em Dalian firme (+0,27%), combinação que conversa com o tom comprador da China hoje. No petróleo, Brent (US$ 78,18) e WTI (US$ 73,59) seguram quase toda a disparada de ontem (+2,7% e +1,9% no fechamento de 08/07), sustentados pelo segundo dia de ataques entre EUA e Irã na região do Estreito de Ormuz.

Moedas e ADRs

MoedaParNível agoraForça vs USD
Rúpia indianaUSD/INR95,40+0,28%
Rand sul-africanoUSD/ZAR16,37+0,27%
LibraGBP/USD1,3412+0,17%
Peso mexicanoUSD/MXN17,55+0,16%
IeneUSD/JPY162,41+0,14%
EuroEUR/USD1,1430+0,11%
Yuan offshoreUSD/CNH6,7992+0,09%
Peso colombianoUSD/COP3.341+0,01%
Lira turcaUSD/TRY46,87−0,05%
Peso chilenoUSD/CLP935,6−0,11%

Dólar levemente ofertado na madrugada: euro e libra em alta e o grupo emergente — rúpia, rand, peso mexicano e yuan — firmando contra a moeda americana, pano de fundo construtivo pros peers do real (o USD/BRL não negocia no pré; a última referência é a PTAX de ontem, 5,1552, +0,18%). Sem leitura atualizada do DXY nesta manhã — a última disponível é de 02/07 (120,7). Nos ADRs, a foto da pré-abertura de NY é de rotação: VALE aparece comprada e PBR devolve parte da alta da véspera.

VALE ADR — pré-NY, agora
US$ 14,27
+1,59% vs fechamento de ontem
PBR ADR — pré-NY, agora
US$ 17,07
−1,01% vs fechamento de ontem

Agenda do dia

Sem indicador doméstico de primeira linha hoje — o peso da agenda é todo americano, concentrado nos pedidos de seguro-desemprego (09:30) e nas vendas de casas usadas (11:00), com dois discursos de dirigentes do Fed no meio do caminho e leilão de Treasury de 30 anos à tarde. O evento da semana pro DI local fica pra amanhã: IPCA de junho às 09:00.

Hora (BRT)PaísEventoRelevânciaConsensoAnterior
09:30EUAPedidos iniciais de seguro-desempregoalta218 mil215 mil
09:30EUAPedidos contínuos de seguro-desempregomédia1,82 mi1,81 mi
10:00EUADiscurso de Williams (Fed NY, FOMC)média
11:00EUAVendas de casas usadas (junho)alta4,19 mi4,17 mi
11:30EUAEstoques de gás naturalbaixa60 bcf87 bcf
14:01EUALeilão de Treasury de 30 anosmédia5,050%
14:30EUADiscurso de Logan (Fed Dallas)baixa
17:30EUABalanço patrimonial do FedaltaUS$ 6,73 tri
Amanhã (10/07): IPCA de junho às 09:00 — leitura anterior: 0,58% no mês e 4,72% em 12 meses. Na véspera, a curva DI já abriu 10–12 bps nos vencimentos longos. Também amanhã: relatório mensal da IEA (06:00), WASDE (13:00) e posições especulativas em BRL no relatório da CFTC (16:30).

Agenda corporativa

Nenhum balanço relevante programado pra hoje. Na semana: Paranapanema (ITR 1T, 13/07), Camil (resultado do 1T26, 14/07) e Romi (2T26, 14/07); a Alliança Saúde entrega FRE (11/07) e DFP (15/07). Datas-ex: nenhuma data-ex de provento programada na janela dos próximos 7 dias.

Pregão de ontem (08/07) — o ponto de partida

Ibovespa (08/07)
170.653 pts
−0,79%
IMOB — imobiliário
−2,95%
pior setorial do dia
Petróleo e Gás
+1,40%
melhor setor do pregão
Put/Call (OI)
0,95
volume: 0,97

O Ibovespa caiu 0,79%, a 170.653 pts, num pregão de pressão dupla: VALE3 (−4,70%, R$ 2,14 bi girados — maior volume financeiro do dia) e a curva de juros abrindo 10–12 bps nos DIs longos, o que atropelou os setores sensíveis a juro — o IMOB despencou 2,95% e a construção civil dominou as baixas (CURY3 −7,78%, MDNE3 −7,29%, DIRR3 −6,42%, MRVE3 −5,66%, CYRE3 −4,88%). Na outra ponta, o petróleo em disparada sustentou PETR4 (+3,17%) e RECV3 (+5,84%). O pregão ainda teve histórias próprias: BABA34 +11,23% na esteira da China, CASH3 +4,63% com o Tzur elevando participação a 15,24% (girando 4,7× o volume médio de 60 pregões), NATU3 +4,60% com range de 12% no dia e UGPA3 +3,90% com giro de 2,8× a média.

Maiores altas

BABA34
+11,23%
HBOR3
+7,78%
RECV3
+5,84%
CASH3
+4,63%
NATU3
+4,60%
UGPA3
+3,90%
PETR4
+3,17%

Maiores baixas

CURY3
−7,78%
MDNE3
−7,29%
DIRR3
−6,42%
AURA33
−5,99%
MRVE3
−5,66%
CYRE3
−4,88%
VALE3
−4,70%

Setores

Petróleo e Gás+1,40%
Comunicações+0,59%
Tecnologia+0,54%
Consumo não cíclico+0,38%
Utilidade Pública−0,30%
Materiais Básicos−0,45%
Financeiro−0,60%
Bens Industriais−1,36%
Consumo Cíclico−1,47%
Saúde−1,71%

A amplitude conta a mesma história do índice: no consumo cíclico só 19,6% das ações subiram e no financeiro 23,3%, enquanto o setor de petróleo teve 60% de altas. Materiais Básicos caiu menos na média simples (−0,45%) do que sugere o tombo de VALE3 porque CMIN3 (+2,65%) e parte do aço seguraram a cesta.

Volume financeiro

VALE3
R$ 2,14 bi
PETR4
R$ 1,59 bi
ITUB4
R$ 778 mi
PRIO3
R$ 711 mi
BBDC4
R$ 606 mi
BPAC11
R$ 549 mi

Fluxo e players do índice

Na foto por corretora dentro do IBOV ontem, a ponta compradora líquida foi de Itaú (+R$ 108,9 mi), Goldman (+R$ 104,7 mi), Tullett (+R$ 99,4 mi), BTG (+R$ 76,4 mi) e Genial (+R$ 64,6 mi); na vendedora, UBS (−R$ 196,4 mi) e Citigroup (−R$ 164,5 mi) lideraram com folga. Vale a ressalva de sempre: bancos globais executam fluxo de clientes — o lado oscila muito de um pregão pro outro e deve ser lido como fluxo que passou pela corretora, não posição proprietária da casa.

Itaú
+R$ 108,9 mi
Goldman
+R$ 104,7 mi
Tullett
+R$ 99,4 mi
BTG
+R$ 76,4 mi
Genial
+R$ 64,6 mi
Necton
−R$ 33,9 mi
Morgan Stanley
−R$ 48,3 mi
BGC
−R$ 67,6 mi
Citigroup
−R$ 164,5 mi
UBS
−R$ 196,4 mi

No consolidado da B3 por tipo de investidor — que fecha com um dia de defasagem; último dado é do pregão de 07/07 —, o institucional segue como o grande vendedor: −R$ 577,1 mi no dia e −R$ 1,57 bi no acumulado de julho. O estrangeiro ficou no zero a zero (+R$ 12,2 mi no dia; +R$ 187,8 mi no mês), enquanto a pessoa física sustenta a ponta compradora (+R$ 302,5 mi no dia; +R$ 817,6 mi em julho).

Pessoa física
+R$ 302,5 mi
Bancos
+R$ 177,9 mi
Outros
+R$ 84,5 mi
Estrangeiro
+R$ 12,2 mi
Institucional
−R$ 577,1 mi

Futuros — posicionamento final (net) em WIN e WDO

WIN (WINQ26) — saldo final de 08/07

CorretoraNet (ctr)Net (R$)
UBS+20.045+R$ 696,3 mi
Genial+17.901+R$ 618,5 mi
BTG+7.467+R$ 254,8 mi
Morgan Stanley−13.418−R$ 461,8 mi
JP Morgan−11.263−R$ 389,1 mi
Ideal−11.151−R$ 380,8 mi

WDO (WDOQ26) — saldo final de 08/07

CorretoraNet (ctr)Net (R$)
UBS−33.547−R$ 1,74 bi
Tullett+21.133+R$ 1,10 bi
Renascença−19.793−R$ 1,02 bi
Morgan Stanley+18.914+R$ 981,5 mi
C6−18.668−R$ 967,3 mi
BTG+15.763+R$ 815,1 mi

No mini-índice (giro de 15,95 mi de contratos no WINQ26), UBS (+20.045 ctr) e Genial (+17.901 ctr) fecharam o dia com os maiores saldos líquidos compradores; Morgan Stanley (−13.418 ctr), JP Morgan (−11.263 ctr) e Ideal (−11.151 ctr) ficaram na ponta vendida. No mini-dólar, o destaque isolado foi o saldo vendedor da UBS: −33.547 ctr (≈ R$ 1,74 bi de nocional) — combinado com o saldo comprador da mesma casa no WIN, o fluxo que passou por ela ontem foi comprado em bolsa e vendido em dólar. No radar de volume atípico (base estatística curta — tratar como volume elevado, a confirmar, não como direção): Tullett girou 88,8 mil ctr na compra de WDO e a Ativa 68,6 mil na venda, ~1,8× o percentil 90 recente.

Radar corporativo — fatos de ontem à noite

  • VALE3 — a CVM solicitou esclarecimentos (Ofício 140/2026) sobre a renúncia de Daniel Stieler à presidência do conselho e, segundo a imprensa, abriu processo pra apurar o caso; a companhia confirmou contrato de não-competição com o ex-chairman. À parte, comunicou a renovação do contrato ferroviário com a MRS por ~R$ 51,3 bi (2026–2041).
  • DIRR3 — prévia operacional do 2T26 forte na contramão da queda de 6,42% do papel: vendas líquidas de R$ 1,7 bi (+5% t/t), lançamentos de R$ 2,1 bi (+105% t/t) e geração de caixa de R$ 130 mi.
  • SLCE3 — acordo de R$ 669,0 mi com o Grupo Radar pela alienação consensual do Bloco Mato Grosso, ficando com 8,9 mil hectares agricultáveis.
  • AMBP3 — acordo de reestruturação (RSA) firmado com credores das Green Notes; dívida alongada pra vencimentos em 2031 e 2033.
  • CSAN3 — S&P rebaixou o rating da Cosan pra B+, com perspectiva negativa.
  • ONCO3 — sem quórum nas assembleias pra debater a recuperação extrajudicial de R$ 1,5 bi em debêntures; a companhia diz que as negociações com credores seguem.
  • Bancos — juíza do caso Americanas apontou possível atuação coordenada de Itaú e Santander em decisão de busca e apreensão contra executivos, segundo a imprensa — manchete a monitorar em ITUB4 e SANB11 na abertura.

Curva de juros & expectativas

A curva DI vendeu na véspera do IPCA: +4 bps no jan/27 e +10 a +12 bps do jan/29 pra frente no pregão de ontem, com a inclinação 2a–10a do Tesouro em +0,34 pp. O DI de 1 ano segue em 14,15% — colado no CDI (14,15%) e abaixo da Selic vigente (14,25%). Lá fora, o Treasury de 10 anos fechou ontem em torno de 4,55–4,58%, deixando o spread Brasil–EUA de 10 anos em ~10 pp; o CDS de 5 anos do Brasil subiu a 125,7 bps (+1,2 no dia).

1514
Fechamento 08/07Fechamento 07/07% a.a. · vencimentos DI (jan/27 → jan/34)

Focus e política monetária

Focus (03/07)Mediana 2026Semana anteriorRevisão
Selic (fim de ano)14,00%14,00%estável
IPCA5,30%5,33%−0,03 pp
IGP-M5,68%6,15%−0,47 pp
CâmbioR$ 5,20R$ 5,20estável
PIB1,99%1,99%estável

O Focus de 03/07 trouxe a segunda semana seguida de alívio marginal no IPCA 2026 (5,30%) e um corte forte na projeção do IGP-M (−0,47 pp), com Selic terminal de 14,00%, câmbio em R$ 5,20 e PIB em 1,99% — quadro estável. No Copom, a Selic está em 14,25% após o corte de 25 bps de 17/06 (unânime), o terceiro do ciclo de calibração iniciado a partir dos 15,00%; o comunicado veio sem viés e explicitamente dependente de dados, com o horizonte relevante migrando pro 1T28 — próxima decisão em 04–05/08, e o IPCA de amanhã é insumo direto. Nos EUA, fed funds em 3,75% e dois discursos de dirigentes hoje (Williams às 10:00, Logan às 14:30).

Ibovespa hoje

O vetor externo da manhã favorece o principal peso do índice: China +2,54%, minério firme em Dalian e o ADR da VALE +1,59% na pré-abertura de NY, depois do −4,70% de ontem na B3 — combinação que, se confirmada na abertura, alivia o índice pelo lado de Materiais. No petróleo, Brent a US$ 78 mantém o suporte a PETR4, RECV3 e PRIO3, mas o ADR da Petrobras (−1,01% na pré de NY) sugere digestão da alta de +3,17% da véspera. No juro, sem dado doméstico hoje o DI fica refém dos claims americanos (09:30) e da expectativa pro IPCA de amanhã — depois de DIs longos +10–12 bps, a construção civil e o varejo entram no pregão como os elos mais sensíveis. E os bancos abrem sob a manchete do caso Americanas envolvendo Itaú e Santander.

Nota de calendário: o 9 de Julho é feriado estadual em São Paulo e não altera o pregão — a B3 opera em calendário nacional, com futuros a partir das 09:00.

O que observar na abertura
  • VALE3 × China: CSI 300 +2,54%, minério +0,3% e ADR +1,59% na pré de NY após o −4,70% de ontem — o papel define se o índice devolve a queda; o ruído de governança (CVM/renúncia de Stieler) segue no radar.
  • Juros e imobiliário: claims às 09:30 e IPCA de junho amanhã às 09:00 — com a curva vindo de abertura de 10–12 bps, CURY3, DIRR3 e MRVE3 ficam hipersensíveis; a prévia forte da Direcional testa se o micro segura o macro.
  • Ormuz e petróleo: segundo dia de ataques entre EUA e Irã; Brent em US$ 78 sustenta as petroleiras, mas realimenta o risco inflacionário global que o próprio Copom citou como vetor de cautela.