Pré-mercado — 09/06/2026

Trégua Israel–Irã derruba o petróleo (Brent ▼1,9%) e tira o empurrão da Petrobras (PBR ▼0,6%), enquanto a China reverte para ▲1,9% e ampara a Vale (VALE ▲0,8%); Wall St. ressacou na 2ª (Nasdaq ▲1,6%) e os futuros US seguem no azul com VIX a 18. O risco volta a ser local: a curva DI torna a subir (jan/29 ~14,95%, ▲0,13 p.p.) e o dólar firma contra o real. Ibov fechou 08/06 a 168.669 (▼0,21%). Semana de CPI dos EUA (qua) e IPCA (sex), véspera de Copom + FOMC (17/06).

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Pré-mercado — 09/06/2026

Pré-mercado · 09/06/2026 · Abertura de 09/06 · último pregão fechado 08/06 (2ª)
O que move a abertura. O eixo da abertura virou em 24 horas. A notícia que dominava ontem — tensão no Oriente Médio empurrando o petróleo — deu lugar à de-escalada: Israel e Irã suspenderam os ataques mútuos, o petróleo recuou (Brent ▼1,94%, WTI ▼2,31%) e a Ásia engatou um repique de compras na baixa, com a China revertendo para ▲1,87% (de ▼2,14% ontem). Em Wall Street, a segunda-feira já fora de recuperação liderada pela tecnologia (Nasdaq 100 ▲1,58%, S&P 500 ▲0,26%, Dow ▼0,16%), e os futuros estendem o tom (Nasdaq fut. ▲0,83%, S&P fut. ▲0,47%), com o VIX cedendo para 18,0 (▼4,76%) e o juro de 10 anos americano aliviando para 4,54%. A Europa abre comprada (CAC ▲1,27%, DAX ▲0,61%). Para a B3, porém, o sinal é de mão dupla: o petróleo mais barato tira o pilar que sustentava a Petrobras (PBR ▼0,60% no pré), enquanto a China firme e o minério estável amparam a Vale (VALE ▲0,84%) — os dois maiores pesos praticamente se anulam, com leve vantagem para o lado comprador. O nó segue doméstico: a curva DI volta a subir (DI jan/29 ~14,95%, ▲0,13 p.p. vs. 08/06; jan/28 ▲0,17 p.p.) e o dólar futuro abre acima do ajuste (▲0,38%), no rastro do risco fiscal e da PEC que ameaça a autonomia do Banco Central — pressão que recai justamente sobre o maior bloco do índice, os bancões, ainda que suas ADRs abram no azul (BBD ▲3,36%, ITUB ▲0,84%). Viés de abertura: levemente construtivo / estável — o externo ajuda, o juro local segura. Tudo já de olho no CPI dos EUA (quarta) e no IPCA (sexta), antes do duelo Copom + Fed em 17/06.
Foto de pré-mercado às ~08:15 BRT de 09/06/2026. Fonte: Trade Hunter — back-abertura (feeds internacionais real-time), as_of 2026-06-09T11:15Z. Último pregão fechado na B3: segunda, 08/06.
Ibovespa (fech. 08/06)
168.669
▼0,21% na 2ª
WIN · pré (ajuste 169.101)
169.265
▼0,15% · ~no ajuste de 08/06
WDO · pré (ajuste 5.211,97)
5.223,5
▲0,38% (dólar mais firme)
S&P 500 fut.
7.450,62
▲0,47%
Nasdaq 100 fut.
29.699
▲0,83%
Brent
US$ 92,42
▼1,94% (tira suporte da PETR)
DI jan/29
14,95%
▲0,13 p.p. vs. 08/06
VIX
18,02
▼4,76% (medo segue cedendo)

Mercados do Oriente e Europa

A Ásia amanheceu majoritariamente no azul, num clássico repique de buy-the-dip ancorado na trégua Israel–Irã e na estabilização da tecnologia americana. O destaque é a virada da China: o CSI 300 subiu 1,87%, devolvendo boa parte do tombo de ▼2,14% de ontem — um alívio direto para as commodities metálicas e, por tabela, para a Vale e a siderurgia. A Austrália acompanhou forte (ASX 200 ▲1,47%, puxada por mineração) e o Japão fechou de leve no positivo (Nikkei 225 ▲0,34%). Na Europa, abertura comprada com CAC 40 ▲1,27% e DAX ▲0,61%, enquanto o FTSE 100 fica para trás (▲0,11%), travado pelas petrolíferas (BP e Shell no vermelho com o petróleo em queda). No agregado, o quadro externo é de apetite por risco — e, ao contrário de ontem, agora com a China ajudando os metais.

RegiãoÍndiceÚltimoVariação
ÁsiaCSI 300 (China)4.801,81▲1,87%
ÁsiaASX 200 (Austrália)8.647,80▲1,47%
ÁsiaNikkei 225 (Japão)65.678▲0,34%
EuropaCAC 40 (França)8.278,30▲1,27%
EuropaDAX (Alemanha)24.766,76▲0,61%
EuropaFTSE 100 (Reino Unido)10.361,55▲0,11%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (índices internacionais) • as_of 2026-06-09T11:15Z (~08:15 BRT). Variação vs. fechamento anterior. Ásia já fechada; Europa em pregão.

Pré-mercado americano

Depois de uma segunda-feira de recuperação (Nasdaq 100 ▲1,58%, S&P 500 ▲0,26%, com o Dow ainda de lado em ▼0,16%), os futuros estendem o repique técnico liderado pela tecnologia: Nasdaq 100 fut. ▲0,83% e S&P 500 fut. ▲0,47%, com o Dow fut. ▲0,25%. O termômetro de medo ajuda: o VIX cai para 18,0 (▼4,76%, ante 21,5 na sexta) e os juros do Treasury de 10 anos aliviam para 4,54% (▼0,44% hoje) — o petróleo mais barato e a de-escalada geopolítica jogam a favor da narrativa de inflação. Mas o grande teste é o CPI de quarta (10/06): a projeção é de inflação cheia acelerando para 4,2% a/a (de 3,8%), com núcleo +0,5% m/m — em cima do payroll forte de sexta, um número quente reacenderia o medo de Fed higher-for-longer e azedaria o repique.

Ativo (EUA)ÚltimoVariação
Dow Jones (fut.)50.982▲0,25%
S&P 500 (fut.)7.450,62▲0,47%
Nasdaq 100 (fut.)29.699▲0,83%
VIX (volatilidade)18,02▼4,76%
Treasury 10 anos4,544%▼0,44%
BitcoinUS$ 62.513▼0,87%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (futuros US, juros, cripto real-time) • as_of 2026-06-09T11:15Z. Fechamentos à vista de 08/06: Dow 50.786,01 (▼0,16%), S&P 500 7.402,68 (▲0,26%), Nasdaq 100 29.414,26 (▲1,58%). Variação dos futuros vs. fechamento anterior.

Commodities e moedas

O petróleo é o grande driver — agora negativo — da manhã: Brent ▼1,94% (US$ 92,42) e WTI ▼2,31% (US$ 89,20), devolvendo o prêmio de risco geopolítico depois de Israel e Irã suspenderem os ataques mútuos. É vento contra para Petrobras e PRIO — exatamente o inverso de ontem. Do lado dos metais, o quadro melhora: o minério fica quase de lado (US$ 760, ▼0,20%) e, com a China em alta, as mineradoras lá fora sobem (RIO ▲0,34%, BHP ▲0,47%, FCX ▲1,20%) — suporte para a Vale e a siderurgia. O ouro avança de leve (▲0,21%, US$ 4.339). No câmbio, repete-se o paradoxo: o dólar está fraco lá fora (EUR/USD ▲0,31%, GBP ▲0,44%, USD/JPY ~estável), mas firme contra o real — o WDO abre ▲0,38% acima do ajuste. Tradução: o prêmio de risco que sobe é local (fiscal + autonomia do BC), não global.

AtivoÚltimoVariaçãoLeitura p/ B3
Petróleo BrentUS$ 92,42▼1,94%Negativo p/ PETR3/4, PRIO3
Petróleo WTIUS$ 89,20▼2,31%idem
Minério de ferroUS$ 760▼0,20%Quase neutro; China ajuda a Vale
OuroUS$ 4.339,18▲0,21%
USD/BRL (WDO fut.)~5.223,5▲0,38% s/ ajusteReal na defensiva (fiscal/BC)
EUR/USD1,1568▲0,31%Dólar fraco lá fora…
USD/JPY160,16▼0,01%…mas firme contra o real

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (commodities/moedas real-time) • as_of 2026-06-09T11:15Z. WDO fut. ~5.223,5 vs. ajuste de 08/06 (5.211,97). PTAX de 08/06: R$ 5,1695 (▲0,88%). DXY 120,08 (05/06).

ADRs Brasil — PBR e VALE (pré-mercado em NY)

Os dois maiores pesos do índice trocaram de papel em relação a ontem. A VALE agora é a positiva (▲0,84%), amparada pela virada da China (▲1,87%) e pelo minério estável — vira a blue chip que ajuda na largada. A PBR (Petrobras) inverte para o vermelho (▼0,60%), entregando o pilar de alta que tinha ontem porque o petróleo recuou com a trégua no Oriente Médio. Como o saldo entre os dois define boa parte da direção do índice na abertura, a leve vantagem do minério/China sobre o petróleo inclina o fiel da balança discretamente para o lado comprador — desde que o juro local não estrague a festa.

ADREmpresaÚltimo (US$)Fech. ant.Variação
VALEVale15,1214,99▲0,84%
PBRPetrobras17,6417,75▼0,60%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (ADRs Brasil) • leituras de ~08:15 BRT, 09/06/2026. Variação vs. fechamento anterior em NY. Para referência, a cesta abriu mista: bancos no azul (BBD ▲3,36%, BSBR ▲0,91%, ITUB ▲0,84%, NU ▲0,56%), além de VIV ▲4,07%, SID ▲4,60% e SUZ ▲0,95%; no vermelho, GGB ▼2,92%, TIMB ▼2,72%, BAK ▼3,93% e UGP ▼13,53% (Ultrapar, forte queda isolada — provável ajuste por proventos a confirmar). EWZ ▲0,47%.

Calendário de indicadores

A semana é de inflação. Hoje a agenda é leve (no Brasil, IGP-DI; nos EUA, balança comercial e casas usadas). O peso vem no meio da semana: CPI dos EUA na quarta (10/06) e IPCA do Brasil na sexta (12/06) — a última grande referência antes do duelo Copom + FOMC na quarta seguinte (17/06). Depois do payroll forte, cada surpresa inflacionária vale dobrado para juros e câmbio.

Hoje — terça, 09/06

Hora (BRT)PaísEventoProjeção / AnteriorRelev.
07:00EUANFIB — Otimismo de Pequenas Empresas (mai)saiu 95,3 (proj. 96,0 · prév. 95,9)Baixa
08:00BRIGP-DI (mai)proj. +0,87% (prév. +2,41%)Média
09:15EUAADP — variação semanal de empregosproj. +35,75 milMédia
09:30EUABalança Comercial (abr)proj. −US$ 56,2 bi (prév. −60,3 bi)Média
11:00EUAVendas de Casas Usadas (mai)proj. 4,07 mi (prév. 4,02 mi)Alta
12:30EUAGDPNow — Fed de Atlanta (Q2)3,0%Média
14:00EUALeilão de Note de 3 anosMédia

Próximos dias

DataPaísEventoProjeção / Anterior
10/06 (qua)EUACPI (mai) — inflaçãoa/a proj. 4,2% (prév. 3,8%) · núcleo +0,5% m/m
11/06 (qui)BR / EUAPMS Serviços (abr) · PPI (mai) · seguro-desemprego · OPEP · WASDEPPI proj. +0,7% m/m · claims 225 mil
12/06 (sex)BRIPCA (mai)proj. +0,67% m/m · 4,39% a/a
12/06 (sex)EUAMichigan — sentimento e inflação (jun, prelim)proj. 46,6 · infl. 1 ano 4,8%
16/06 (ter)BRVendas no Varejo (abr) · IGP-10 (jun)varejo a/a proj. 4,0%
17/06 (qua)BR / EUACOPOM — Selic · FOMC — FedSelic 14,50% · Fed 3,75% (hold esperado em ambos)

Fonte: Trade Hunter — economic_calendar (pg:economic_calendar) • as_of 2026-06-09T11:16Z. Horários convertidos para BRT (UTC−3). Datas do Copom conforme calendário do BCB (279ª reunião, 16–17/06/2026); decisão do FOMC no mesmo dia.

Destaques do pregão de ontem — segunda, 08/06

Foi um pregão morno e levemente negativo, de digestão: enquanto Wall Street se recuperava, o Ibovespa cedeu para ~168.669 pontos (▼0,21%), preso entre blue chips de sinais trocados. Entre os pesos-pesados, a Petrobras segurou o índice (PETR4 ▲0,76%, R$ 41,20, R$ 1,40 bi de giro — o petróleo ainda subia na 2ª), contra Vale ▼0,76% (R$ 78,10), Itaú ▼0,90% e B3 ▼1,36%. O grande nome do dia foi a WEG (▲3,53%, R$ 43,96), com o BTG acumulando 1,8x o normal na ponta compradora. Ainda no verde, Raia Drogasil ▲2,23% e PRIO ▲2,21%. No vermelho, destaque para o complexo CosanCSAN3 ▼4,46% e Rumo (RAIL3) ▼3,08% com volume de R$ 542 mi e AVAT 3,0x —, além de MRV ▼4,46%, Natura ▼3,19%, Positivo ▼6,56% e Light ▼5,11%. Curiosidade do grupo: a Raízen (RAIZ4) disparou ▲10% na contramão da controladora. No radar de AVAT, a Log CP (LOGG3) negociou 5,3x a média com a OI de opções explodindo (CALL ▲110%, PUT ▲121%) — sinal de operação estruturada no papel.

Maiores altasVar.Maiores baixasVar.Maior volumeR$
RAIZ4▲10,00%LJQQ3▼6,82%PETR41,40 bi
TUPY3▲4,13%POSI3▼6,56%VALE31,22 bi
PCAR3▲3,57%LIGT3▼5,11%ITUB4895 mi
WEGE3▲3,53%PINE4▼5,02%B3SA3647 mi
EVEN3▲2,45%MRVE3▼4,46%RAIL3542 mi
RADL3▲2,23%CSAN3▼4,46%WEGE3424 mi

No fluxo anômalo do dia, o BTG foi o protagonista comprador: acelerou em EQTL3 (2,85x a mediana de 60 dias) e em WEGE3 (1,78x, ajudando a empurrar a WEG ▲3,5%). Do outro lado, a JP Morgan despejou B3SA3 (vendeu 2,25x o normal, papel ▼1,36%) e o Itaú vendeu RADL3 (2,09x) mesmo com a ação subindo — distribuição na alta. A XP apareceu comprando o ETF BOVA11 (1,78x).

Fonte: Trade Hunter — session.summary / screener EOD da B3 (pregão de 08/06) • fluxo anômalo via Calc-Papeis (top atual vs. P50 de 60 dias). AVAT = volume sobre a média de 60 pregões. Ibovespa ~168.669 estimado pelo fechamento de referência (168.668,72) vs. 169.019 de 05/06.

Fechamento dos players de WIN e WDO — segunda, 08/06

O fechamento dos minis mostra o habitual racha entre os desks estrangeiros no índice e uma clara acumulação de dólar pelos bancos grandes — coerente com o real na defensiva.

WIN (mini-Ibovespa · WINM26)

Giro de R$ 585,7 bi em ~17,3 milhões de contratos, 31 corretoras, preço médio 169.385. No saldo financeiro líquido, a ponta comprada do índice ficou com UBS (+R$ 446,5 mi), Itaú (+R$ 360,9 mi) e BTG (+R$ 239,2 mi); do lado vendido, Ideal (−R$ 671,5 mi) e Morgan Stanley (−R$ 604,3 mi) dominaram. Como sempre, XP e Ideal concentraram o giro (~50% somados, fluxo de varejo/agência), com saldo pequeno no caso da XP (−R$ 167 mi). Em anomalia, a Ativa girou os dois lados pesado (~2,2x sua média) e a INTL vendeu 4,2x o normal.

Maior volume (% dia)Compradores líq. (R$)Vendedores líq. (R$)
XP — 29,8%UBS +446,5 miIdeal −671,5 mi
Ideal — 20,4%Itaú +360,9 miMorgan Stanley −604,3 mi
BTG — 14,2%BTG +239,2 miXP −167,1 mi
Genial — 11,3%Genial +79,4 mi
UBS — 7,1%

WDO (mini-dólar · WDON26)

Giro de R$ 161,4 bi em ~3,11 milhões de contratos, 30 corretoras, preço médio 5.198,76. Com o dólar firme, os grandes bancos ficaram comprados em dólar: BTG (+R$ 1,31 bi), Itaú (+R$ 1,03 bi) e UBS (+R$ 814 mi) lideraram a ponta de proteção. Do outro lado, vendidos em dólar (provendo liquidez / na contramão): Ágora (−R$ 1,44 bi), Necton (−R$ 1,39 bi), BGC (−R$ 1,04 bi) e XP (−R$ 623 mi). Em anomalia, a Citigroup vendeu 11,3x o seu normal e LEV (4,6x) e ABN (3,3x) entraram pesado comprando dólar. O contraste se repete: banco grande comprado em proteção, mesas de agência vendidas.

Maior volume (% dia)Comprador líq. de US$ (R$)Vendedor líq. de US$ (R$)
XP — 24,3%BTG +1,31 biÁgora −1,44 bi
BTG — 14,3%Itaú +1,03 biNecton −1,39 bi
UBS — 12,5%UBS +814 miBGC −1,04 bi
Ideal — 11,1%Genial +335 miXP −623 mi
Genial — 7,4%Ideal +233 mi

Fonte: Trade Hunter — market.eod.futures_players (pg:eod_futuros_trades) • data 2026-06-08 (dia arquivado). Tick em R$ já aplicado; saldo = financeiro líquido (compras − vendas). % do dia ≈ participação por contratos. Amplitude média recente: WIN ~2.973 pts, WDO ~53,6 pts (8 pregões).

Fluxo estrangeiro e derivativos

O último dado de fluxo (ref. 05/06) mostra dupla saída do dinheiro institucional: o estrangeiro vendeu R$ 448,8 mi e o institucional local, R$ 773,4 mi no dia, com a pessoa física (+R$ 313,3 mi) e os bancos (+R$ 732,9 mi) absorvendo. No acumulado de junho, o gringo já está vendido em ~R$ 1,85 bi, enquanto o institucional segue comprador no mês (+R$ 1,20 bi) — o padrão de sempre, gringo reduzindo risco-Brasil e local comprando. Nos derivativos/aluguel (ref. 08/06), a explosão de OI de opções da LOGG casa com o AVAT de 5,3x do papel (operação estruturada), e nas taxas de aluguel a Light (LIGT3) ficou mais cara de alugar (+116 bps) — papel hard-to-borrow, coerente com a queda de ▼5,11% e risco de pressão short.

Fonte: Trade Hunter — session.summary (fluxo estrangeiro B3 ref. 05/06; aluguel/BTB e OI de opções ref. 08/06). A B3 divulga essas séries só pós-fechamento, com defasagem. as_of 2026-06-09T11:15Z.

Notícias do dia

  • Oriente Médio / petróleo (o gatilho do dia): Israel e Irã suspenderam os ataques mútuos, e as ações asiáticas se recuperaram com compras na baixa enquanto o petróleo recuou — a de-escalada é o que tira o prêmio de risco do barril e, com ele, o suporte da Petrobras nesta abertura. (Reuters — urgência máxima)
  • Fiscal / pré-sal: o Senado analisa usar o fundo do pré-sal para financiar dívidas do agro — mais uma frente de gasto que alimenta o prêmio de risco fiscal por trás da curva DI em alta. (Agência Brasil)
  • Tarifaço EUA × Brasil: segue o overhang da ameaça de tarifa de 25%, com a janela de negociação correndo — pressão sobre exportadores e risco-país. (UOL / Folha)
  • M&A doméstico: a fintech Asaas comprou a Helena CRM por R$ 150 milhões, a maior aquisição da sua história. (Reuters)
  • Tech / geopolítica: Taiwan avalia restrições mais duras à exportação de chips de IA para a China, alinhando-se aos EUA — ruído no complexo de semicondutores que já derrubou as BDRs de chips na sexta. (Bloomberg)
  • Juros globais: ex-diretor afirma que o BoJ pode elevar a taxa já em outubro — pano de fundo para os juros longos lá fora. (Bloomberg)
  • Agro & UE: o Brasil negocia para barrar um veto sanitário da União Europeia à carne e à soja antes do prazo. (Folha)

Fonte: Trade Hunter — news feed agregado (Reuters, Bloomberg, Agência Brasil, UOL, Folha, Poder360) • manchetes de 09/06/2026. as_of 2026-06-09T11:15Z.

Nosso Ibovespa e a composição

O índice entra hoje em ~168.669 pontos, com a fotografia dos maiores pesos invertida em relação a ontem — e, de novo, a novidade negativa não vem das ações, vem da curva de juros:

  • Vale (VALE3) — peso máximo, hoje do lado positivo: a virada da China (CSI 300 ▲1,87%), o minério estável e as mineradoras lá fora no azul (RIO, BHP, FCX) sustentam o papel; a ADR VALE ▲0,84% confirma. É a blue chip que puxa o índice na largada — exatamente o papel que a Petrobras fazia ontem.
  • Petrobras (PETR3 + PETR4) — outro peso máximo, hoje levemente contra: com o petróleo ▼1,94% após a trégua Israel–Irã, a ADR PBR ▼0,60% devolve o empurrão de ontem. Foi quem segurou o índice na 2ª (PETR4 ▲0,76%), mas hoje vira leve lastro.
  • Bancões + B3 (ITUB4, BBAS3, BBDC4, BPAC11, B3SA3) — o maior bloco doméstico, o ponto frágil: as ADRs abrem no azul (BBD ▲3,36%, ITUB ▲0,84%, BSBR ▲0,91%, NU ▲0,56%), mas o preço local fica refém da curva DI, que volta a subir: o DI jan/29 foi a ~14,95% (de 14,81% no fechamento de 08/06, ▲0,13 p.p.) e o jan/28 ▲0,17 p.p., com toda a curva pressionada pelo risco fiscal / PEC da autonomia do BC e CDS a 123,7 bps. Juro subindo = vento direto contra o maior bloco do índice depois das commodities.
  • Exportadoras / defensivas — alívio nas pontas: o real mais fraco ajuda Suzano (ADR SUZ ▲0,95%) e proteínas; Vivo (VIV ▲4,07%) anima as telecoms.
Síntese. O pano de fundo externo é construtivo — China revertendo, futuros US no azul, VIX caindo, de-escalada geopolítica —, mas com dois contrapesos: (1) o petróleo em queda tira o pilar da Petrobras, que de líder de ontem vira leve lastro hoje, e (2) a curva DI volta a subir, prendendo os bancões. Entre os dois maiores pesos, a balança quase se anula (VALE ▲0,84% vs. PBR ▼0,60%), com leve vantagem para a Vale. Como o EWZ ▲0,47% e a maioria das ADRs abrem no azul, a leitura aponta para uma abertura levemente positiva / estável; o swing factor é local — se a curva de juros e o dólar seguirem subindo, os bancos limitam o índice e anulam o alívio externo. Olho no CPI dos EUA (quarta) e no IPCA (sexta): são eles que definem o tom até o Copom + FOMC de 17/06.

Fonte: Trade Hunter — combinação de session.summary (moves e volume do índice, 08/06), back-abertura (commodities/ADRs/DI, 09/06) e economics.snapshot (Selic/CDS). Composição discutida pelos maiores pesos por volume/relevância; não reproduz a ponderação oficial da carteira teórica do Ibovespa.

Macro de fundo

IndicadorValorReferência
Selic meta14,50% a.a.vigente (próx. Copom 17/06)
Focus — Selic fim de 202613,50%05/06 (▲0,25 p.p.)
Focus — IPCA 20265,11%05/06
IPCA (a/a)4,39%abr/26
IGP-M (a/a)1,96%mai/26
CDI14,40% a.a.jun/26
Taxa de desemprego5,8%abr/26
PIB (a/a)1,8%1º tri/26
Dívida bruta / PIB80,37%abr/26
CDS Brasil 5 anos123,7 bps09/06 (▲1,5 bps)
EUA — Fed Funds3,75%08/06
EUA — Treasury 10 anos4,54%09/06 (pré)
EUA — VIX18,0209/06 (fech. 08/06: 18,82)

Fonte: Trade Hunter — economics.snapshot (pg:econ_data, econ_indicators) e back-abertura • as_of 2026-06-09T11:16Z; cada linha com sua data de referência. Focus refletindo a leitura de 05/06 (mediana).

Notas. Dados de pré-mercado (índices externos, commodities, moedas, ADRs, futuros US, WIN/WDO, DI) são leituras ao vivo de ~08:15 BRT de 09/06/2026 e podem oscilar até a abertura. Os destaques de ações e o fechamento dos players de futuros referem-se ao último pregão fechado (segunda, 08/06). O fluxo estrangeiro tem defasagem (ref. 05/06). A variação de ▼0,15% do WIN é o pré-mercado vs. o fechamento anterior do contrato; o ajuste oficial de 08/06 foi 169.101. Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento.