Pré-mercado — 09/06/2026
Trégua Israel–Irã derruba o petróleo (Brent ▼1,9%) e tira o empurrão da Petrobras (PBR ▼0,6%), enquanto a China reverte para ▲1,9% e ampara a Vale (VALE ▲0,8%); Wall St. ressacou na 2ª (Nasdaq ▲1,6%) e os futuros US seguem no azul com VIX a 18. O risco volta a ser local: a curva DI torna a subir (jan/29 ~14,95%, ▲0,13 p.p.) e o dólar firma contra o real. Ibov fechou 08/06 a 168.669 (▼0,21%). Semana de CPI dos EUA (qua) e IPCA (sex), véspera de Copom + FOMC (17/06).
Pré-mercado — 09/06/2026
Foto de pré-mercado às ~08:15 BRT de 09/06/2026. Fonte: Trade Hunter — back-abertura (feeds internacionais real-time), as_of 2026-06-09T11:15Z. Último pregão fechado na B3: segunda, 08/06.
Mercados do Oriente e Europa
A Ásia amanheceu majoritariamente no azul, num clássico repique de buy-the-dip ancorado na trégua Israel–Irã e na estabilização da tecnologia americana. O destaque é a virada da China: o CSI 300 subiu 1,87%, devolvendo boa parte do tombo de ▼2,14% de ontem — um alívio direto para as commodities metálicas e, por tabela, para a Vale e a siderurgia. A Austrália acompanhou forte (ASX 200 ▲1,47%, puxada por mineração) e o Japão fechou de leve no positivo (Nikkei 225 ▲0,34%). Na Europa, abertura comprada com CAC 40 ▲1,27% e DAX ▲0,61%, enquanto o FTSE 100 fica para trás (▲0,11%), travado pelas petrolíferas (BP e Shell no vermelho com o petróleo em queda). No agregado, o quadro externo é de apetite por risco — e, ao contrário de ontem, agora com a China ajudando os metais.
| Região | Índice | Último | Variação |
|---|---|---|---|
| Ásia | CSI 300 (China) | 4.801,81 | ▲1,87% |
| Ásia | ASX 200 (Austrália) | 8.647,80 | ▲1,47% |
| Ásia | Nikkei 225 (Japão) | 65.678 | ▲0,34% |
| Europa | CAC 40 (França) | 8.278,30 | ▲1,27% |
| Europa | DAX (Alemanha) | 24.766,76 | ▲0,61% |
| Europa | FTSE 100 (Reino Unido) | 10.361,55 | ▲0,11% |
Fonte: Trade Hunter — back-abertura (índices internacionais) • as_of 2026-06-09T11:15Z (~08:15 BRT). Variação vs. fechamento anterior. Ásia já fechada; Europa em pregão.
Pré-mercado americano
Depois de uma segunda-feira de recuperação (Nasdaq 100 ▲1,58%, S&P 500 ▲0,26%, com o Dow ainda de lado em ▼0,16%), os futuros estendem o repique técnico liderado pela tecnologia: Nasdaq 100 fut. ▲0,83% e S&P 500 fut. ▲0,47%, com o Dow fut. ▲0,25%. O termômetro de medo ajuda: o VIX cai para 18,0 (▼4,76%, ante 21,5 na sexta) e os juros do Treasury de 10 anos aliviam para 4,54% (▼0,44% hoje) — o petróleo mais barato e a de-escalada geopolítica jogam a favor da narrativa de inflação. Mas o grande teste é o CPI de quarta (10/06): a projeção é de inflação cheia acelerando para 4,2% a/a (de 3,8%), com núcleo +0,5% m/m — em cima do payroll forte de sexta, um número quente reacenderia o medo de Fed higher-for-longer e azedaria o repique.
| Ativo (EUA) | Último | Variação |
|---|---|---|
| Dow Jones (fut.) | 50.982 | ▲0,25% |
| S&P 500 (fut.) | 7.450,62 | ▲0,47% |
| Nasdaq 100 (fut.) | 29.699 | ▲0,83% |
| VIX (volatilidade) | 18,02 | ▼4,76% |
| Treasury 10 anos | 4,544% | ▼0,44% |
| Bitcoin | US$ 62.513 | ▼0,87% |
Fonte: Trade Hunter — back-abertura (futuros US, juros, cripto real-time) • as_of 2026-06-09T11:15Z. Fechamentos à vista de 08/06: Dow 50.786,01 (▼0,16%), S&P 500 7.402,68 (▲0,26%), Nasdaq 100 29.414,26 (▲1,58%). Variação dos futuros vs. fechamento anterior.
Commodities e moedas
O petróleo é o grande driver — agora negativo — da manhã: Brent ▼1,94% (US$ 92,42) e WTI ▼2,31% (US$ 89,20), devolvendo o prêmio de risco geopolítico depois de Israel e Irã suspenderem os ataques mútuos. É vento contra para Petrobras e PRIO — exatamente o inverso de ontem. Do lado dos metais, o quadro melhora: o minério fica quase de lado (US$ 760, ▼0,20%) e, com a China em alta, as mineradoras lá fora sobem (RIO ▲0,34%, BHP ▲0,47%, FCX ▲1,20%) — suporte para a Vale e a siderurgia. O ouro avança de leve (▲0,21%, US$ 4.339). No câmbio, repete-se o paradoxo: o dólar está fraco lá fora (EUR/USD ▲0,31%, GBP ▲0,44%, USD/JPY ~estável), mas firme contra o real — o WDO abre ▲0,38% acima do ajuste. Tradução: o prêmio de risco que sobe é local (fiscal + autonomia do BC), não global.
| Ativo | Último | Variação | Leitura p/ B3 |
|---|---|---|---|
| Petróleo Brent | US$ 92,42 | ▼1,94% | Negativo p/ PETR3/4, PRIO3 |
| Petróleo WTI | US$ 89,20 | ▼2,31% | idem |
| Minério de ferro | US$ 760 | ▼0,20% | Quase neutro; China ajuda a Vale |
| Ouro | US$ 4.339,18 | ▲0,21% | — |
| USD/BRL (WDO fut.) | ~5.223,5 | ▲0,38% s/ ajuste | Real na defensiva (fiscal/BC) |
| EUR/USD | 1,1568 | ▲0,31% | Dólar fraco lá fora… |
| USD/JPY | 160,16 | ▼0,01% | …mas firme contra o real |
Fonte: Trade Hunter — back-abertura (commodities/moedas real-time) • as_of 2026-06-09T11:15Z. WDO fut. ~5.223,5 vs. ajuste de 08/06 (5.211,97). PTAX de 08/06: R$ 5,1695 (▲0,88%). DXY 120,08 (05/06).
ADRs Brasil — PBR e VALE (pré-mercado em NY)
Os dois maiores pesos do índice trocaram de papel em relação a ontem. A VALE agora é a positiva (▲0,84%), amparada pela virada da China (▲1,87%) e pelo minério estável — vira a blue chip que ajuda na largada. A PBR (Petrobras) inverte para o vermelho (▼0,60%), entregando o pilar de alta que tinha ontem porque o petróleo recuou com a trégua no Oriente Médio. Como o saldo entre os dois define boa parte da direção do índice na abertura, a leve vantagem do minério/China sobre o petróleo inclina o fiel da balança discretamente para o lado comprador — desde que o juro local não estrague a festa.
| ADR | Empresa | Último (US$) | Fech. ant. | Variação |
|---|---|---|---|---|
| VALE | Vale | 15,12 | 14,99 | ▲0,84% |
| PBR | Petrobras | 17,64 | 17,75 | ▼0,60% |
Fonte: Trade Hunter — back-abertura (ADRs Brasil) • leituras de ~08:15 BRT, 09/06/2026. Variação vs. fechamento anterior em NY. Para referência, a cesta abriu mista: bancos no azul (BBD ▲3,36%, BSBR ▲0,91%, ITUB ▲0,84%, NU ▲0,56%), além de VIV ▲4,07%, SID ▲4,60% e SUZ ▲0,95%; no vermelho, GGB ▼2,92%, TIMB ▼2,72%, BAK ▼3,93% e UGP ▼13,53% (Ultrapar, forte queda isolada — provável ajuste por proventos a confirmar). EWZ ▲0,47%.
Calendário de indicadores
Hoje — terça, 09/06
| Hora (BRT) | País | Evento | Projeção / Anterior | Relev. |
|---|---|---|---|---|
| 07:00 | EUA | NFIB — Otimismo de Pequenas Empresas (mai) | saiu 95,3 (proj. 96,0 · prév. 95,9) | Baixa |
| 08:00 | BR | IGP-DI (mai) | proj. +0,87% (prév. +2,41%) | Média |
| 09:15 | EUA | ADP — variação semanal de empregos | proj. +35,75 mil | Média |
| 09:30 | EUA | Balança Comercial (abr) | proj. −US$ 56,2 bi (prév. −60,3 bi) | Média |
| 11:00 | EUA | Vendas de Casas Usadas (mai) | proj. 4,07 mi (prév. 4,02 mi) | Alta |
| 12:30 | EUA | GDPNow — Fed de Atlanta (Q2) | 3,0% | Média |
| 14:00 | EUA | Leilão de Note de 3 anos | — | Média |
Próximos dias
| Data | País | Evento | Projeção / Anterior |
|---|---|---|---|
| 10/06 (qua) | EUA | CPI (mai) — inflação | a/a proj. 4,2% (prév. 3,8%) · núcleo +0,5% m/m |
| 11/06 (qui) | BR / EUA | PMS Serviços (abr) · PPI (mai) · seguro-desemprego · OPEP · WASDE | PPI proj. +0,7% m/m · claims 225 mil |
| 12/06 (sex) | BR | IPCA (mai) | proj. +0,67% m/m · 4,39% a/a |
| 12/06 (sex) | EUA | Michigan — sentimento e inflação (jun, prelim) | proj. 46,6 · infl. 1 ano 4,8% |
| 16/06 (ter) | BR | Vendas no Varejo (abr) · IGP-10 (jun) | varejo a/a proj. 4,0% |
| 17/06 (qua) | BR / EUA | COPOM — Selic · FOMC — Fed | Selic 14,50% · Fed 3,75% (hold esperado em ambos) |
Fonte: Trade Hunter — economic_calendar (pg:economic_calendar) • as_of 2026-06-09T11:16Z. Horários convertidos para BRT (UTC−3). Datas do Copom conforme calendário do BCB (279ª reunião, 16–17/06/2026); decisão do FOMC no mesmo dia.
Destaques do pregão de ontem — segunda, 08/06
Foi um pregão morno e levemente negativo, de digestão: enquanto Wall Street se recuperava, o Ibovespa cedeu para ~168.669 pontos (▼0,21%), preso entre blue chips de sinais trocados. Entre os pesos-pesados, a Petrobras segurou o índice (PETR4 ▲0,76%, R$ 41,20, R$ 1,40 bi de giro — o petróleo ainda subia na 2ª), contra Vale ▼0,76% (R$ 78,10), Itaú ▼0,90% e B3 ▼1,36%. O grande nome do dia foi a WEG (▲3,53%, R$ 43,96), com o BTG acumulando 1,8x o normal na ponta compradora. Ainda no verde, Raia Drogasil ▲2,23% e PRIO ▲2,21%. No vermelho, destaque para o complexo Cosan — CSAN3 ▼4,46% e Rumo (RAIL3) ▼3,08% com volume de R$ 542 mi e AVAT 3,0x —, além de MRV ▼4,46%, Natura ▼3,19%, Positivo ▼6,56% e Light ▼5,11%. Curiosidade do grupo: a Raízen (RAIZ4) disparou ▲10% na contramão da controladora. No radar de AVAT, a Log CP (LOGG3) negociou 5,3x a média com a OI de opções explodindo (CALL ▲110%, PUT ▲121%) — sinal de operação estruturada no papel.
| Maiores altas | Var. | Maiores baixas | Var. | Maior volume | R$ |
|---|---|---|---|---|---|
| RAIZ4 | ▲10,00% | LJQQ3 | ▼6,82% | PETR4 | 1,40 bi |
| TUPY3 | ▲4,13% | POSI3 | ▼6,56% | VALE3 | 1,22 bi |
| PCAR3 | ▲3,57% | LIGT3 | ▼5,11% | ITUB4 | 895 mi |
| WEGE3 | ▲3,53% | PINE4 | ▼5,02% | B3SA3 | 647 mi |
| EVEN3 | ▲2,45% | MRVE3 | ▼4,46% | RAIL3 | 542 mi |
| RADL3 | ▲2,23% | CSAN3 | ▼4,46% | WEGE3 | 424 mi |
No fluxo anômalo do dia, o BTG foi o protagonista comprador: acelerou em EQTL3 (2,85x a mediana de 60 dias) e em WEGE3 (1,78x, ajudando a empurrar a WEG ▲3,5%). Do outro lado, a JP Morgan despejou B3SA3 (vendeu 2,25x o normal, papel ▼1,36%) e o Itaú vendeu RADL3 (2,09x) mesmo com a ação subindo — distribuição na alta. A XP apareceu comprando o ETF BOVA11 (1,78x).
Fonte: Trade Hunter — session.summary / screener EOD da B3 (pregão de 08/06) • fluxo anômalo via Calc-Papeis (top atual vs. P50 de 60 dias). AVAT = volume sobre a média de 60 pregões. Ibovespa ~168.669 estimado pelo fechamento de referência (168.668,72) vs. 169.019 de 05/06.
Fechamento dos players de WIN e WDO — segunda, 08/06
O fechamento dos minis mostra o habitual racha entre os desks estrangeiros no índice e uma clara acumulação de dólar pelos bancos grandes — coerente com o real na defensiva.
WIN (mini-Ibovespa · WINM26)
Giro de R$ 585,7 bi em ~17,3 milhões de contratos, 31 corretoras, preço médio 169.385. No saldo financeiro líquido, a ponta comprada do índice ficou com UBS (+R$ 446,5 mi), Itaú (+R$ 360,9 mi) e BTG (+R$ 239,2 mi); do lado vendido, Ideal (−R$ 671,5 mi) e Morgan Stanley (−R$ 604,3 mi) dominaram. Como sempre, XP e Ideal concentraram o giro (~50% somados, fluxo de varejo/agência), com saldo pequeno no caso da XP (−R$ 167 mi). Em anomalia, a Ativa girou os dois lados pesado (~2,2x sua média) e a INTL vendeu 4,2x o normal.
| Maior volume (% dia) | Compradores líq. (R$) | Vendedores líq. (R$) |
|---|---|---|
| XP — 29,8% | UBS +446,5 mi | Ideal −671,5 mi |
| Ideal — 20,4% | Itaú +360,9 mi | Morgan Stanley −604,3 mi |
| BTG — 14,2% | BTG +239,2 mi | XP −167,1 mi |
| Genial — 11,3% | Genial +79,4 mi | — |
| UBS — 7,1% | — | — |
WDO (mini-dólar · WDON26)
Giro de R$ 161,4 bi em ~3,11 milhões de contratos, 30 corretoras, preço médio 5.198,76. Com o dólar firme, os grandes bancos ficaram comprados em dólar: BTG (+R$ 1,31 bi), Itaú (+R$ 1,03 bi) e UBS (+R$ 814 mi) lideraram a ponta de proteção. Do outro lado, vendidos em dólar (provendo liquidez / na contramão): Ágora (−R$ 1,44 bi), Necton (−R$ 1,39 bi), BGC (−R$ 1,04 bi) e XP (−R$ 623 mi). Em anomalia, a Citigroup vendeu 11,3x o seu normal e LEV (4,6x) e ABN (3,3x) entraram pesado comprando dólar. O contraste se repete: banco grande comprado em proteção, mesas de agência vendidas.
| Maior volume (% dia) | Comprador líq. de US$ (R$) | Vendedor líq. de US$ (R$) |
|---|---|---|
| XP — 24,3% | BTG +1,31 bi | Ágora −1,44 bi |
| BTG — 14,3% | Itaú +1,03 bi | Necton −1,39 bi |
| UBS — 12,5% | UBS +814 mi | BGC −1,04 bi |
| Ideal — 11,1% | Genial +335 mi | XP −623 mi |
| Genial — 7,4% | Ideal +233 mi | — |
Fonte: Trade Hunter — market.eod.futures_players (pg:eod_futuros_trades) • data 2026-06-08 (dia arquivado). Tick em R$ já aplicado; saldo = financeiro líquido (compras − vendas). % do dia ≈ participação por contratos. Amplitude média recente: WIN ~2.973 pts, WDO ~53,6 pts (8 pregões).
Fluxo estrangeiro e derivativos
O último dado de fluxo (ref. 05/06) mostra dupla saída do dinheiro institucional: o estrangeiro vendeu R$ 448,8 mi e o institucional local, R$ 773,4 mi no dia, com a pessoa física (+R$ 313,3 mi) e os bancos (+R$ 732,9 mi) absorvendo. No acumulado de junho, o gringo já está vendido em ~R$ 1,85 bi, enquanto o institucional segue comprador no mês (+R$ 1,20 bi) — o padrão de sempre, gringo reduzindo risco-Brasil e local comprando. Nos derivativos/aluguel (ref. 08/06), a explosão de OI de opções da LOGG casa com o AVAT de 5,3x do papel (operação estruturada), e nas taxas de aluguel a Light (LIGT3) ficou mais cara de alugar (+116 bps) — papel hard-to-borrow, coerente com a queda de ▼5,11% e risco de pressão short.
Fonte: Trade Hunter — session.summary (fluxo estrangeiro B3 ref. 05/06; aluguel/BTB e OI de opções ref. 08/06). A B3 divulga essas séries só pós-fechamento, com defasagem. as_of 2026-06-09T11:15Z.
Notícias do dia
- Oriente Médio / petróleo (o gatilho do dia): Israel e Irã suspenderam os ataques mútuos, e as ações asiáticas se recuperaram com compras na baixa enquanto o petróleo recuou — a de-escalada é o que tira o prêmio de risco do barril e, com ele, o suporte da Petrobras nesta abertura. (Reuters — urgência máxima)
- Fiscal / pré-sal: o Senado analisa usar o fundo do pré-sal para financiar dívidas do agro — mais uma frente de gasto que alimenta o prêmio de risco fiscal por trás da curva DI em alta. (Agência Brasil)
- Tarifaço EUA × Brasil: segue o overhang da ameaça de tarifa de 25%, com a janela de negociação correndo — pressão sobre exportadores e risco-país. (UOL / Folha)
- M&A doméstico: a fintech Asaas comprou a Helena CRM por R$ 150 milhões, a maior aquisição da sua história. (Reuters)
- Tech / geopolítica: Taiwan avalia restrições mais duras à exportação de chips de IA para a China, alinhando-se aos EUA — ruído no complexo de semicondutores que já derrubou as BDRs de chips na sexta. (Bloomberg)
- Juros globais: ex-diretor afirma que o BoJ pode elevar a taxa já em outubro — pano de fundo para os juros longos lá fora. (Bloomberg)
- Agro & UE: o Brasil negocia para barrar um veto sanitário da União Europeia à carne e à soja antes do prazo. (Folha)
Fonte: Trade Hunter — news feed agregado (Reuters, Bloomberg, Agência Brasil, UOL, Folha, Poder360) • manchetes de 09/06/2026. as_of 2026-06-09T11:15Z.
Nosso Ibovespa e a composição
O índice entra hoje em ~168.669 pontos, com a fotografia dos maiores pesos invertida em relação a ontem — e, de novo, a novidade negativa não vem das ações, vem da curva de juros:
- Vale (VALE3) — peso máximo, hoje do lado positivo: a virada da China (CSI 300 ▲1,87%), o minério estável e as mineradoras lá fora no azul (RIO, BHP, FCX) sustentam o papel; a ADR VALE ▲0,84% confirma. É a blue chip que puxa o índice na largada — exatamente o papel que a Petrobras fazia ontem.
- Petrobras (PETR3 + PETR4) — outro peso máximo, hoje levemente contra: com o petróleo ▼1,94% após a trégua Israel–Irã, a ADR PBR ▼0,60% devolve o empurrão de ontem. Foi quem segurou o índice na 2ª (PETR4 ▲0,76%), mas hoje vira leve lastro.
- Bancões + B3 (ITUB4, BBAS3, BBDC4, BPAC11, B3SA3) — o maior bloco doméstico, o ponto frágil: as ADRs abrem no azul (BBD ▲3,36%, ITUB ▲0,84%, BSBR ▲0,91%, NU ▲0,56%), mas o preço local fica refém da curva DI, que volta a subir: o DI jan/29 foi a ~14,95% (de 14,81% no fechamento de 08/06, ▲0,13 p.p.) e o jan/28 ▲0,17 p.p., com toda a curva pressionada pelo risco fiscal / PEC da autonomia do BC e CDS a 123,7 bps. Juro subindo = vento direto contra o maior bloco do índice depois das commodities.
- Exportadoras / defensivas — alívio nas pontas: o real mais fraco ajuda Suzano (ADR SUZ ▲0,95%) e proteínas; Vivo (VIV ▲4,07%) anima as telecoms.
Fonte: Trade Hunter — combinação de session.summary (moves e volume do índice, 08/06), back-abertura (commodities/ADRs/DI, 09/06) e economics.snapshot (Selic/CDS). Composição discutida pelos maiores pesos por volume/relevância; não reproduz a ponderação oficial da carteira teórica do Ibovespa.
Macro de fundo
| Indicador | Valor | Referência |
|---|---|---|
| Selic meta | 14,50% a.a. | vigente (próx. Copom 17/06) |
| Focus — Selic fim de 2026 | 13,50% | 05/06 (▲0,25 p.p.) |
| Focus — IPCA 2026 | 5,11% | 05/06 |
| IPCA (a/a) | 4,39% | abr/26 |
| IGP-M (a/a) | 1,96% | mai/26 |
| CDI | 14,40% a.a. | jun/26 |
| Taxa de desemprego | 5,8% | abr/26 |
| PIB (a/a) | 1,8% | 1º tri/26 |
| Dívida bruta / PIB | 80,37% | abr/26 |
| CDS Brasil 5 anos | 123,7 bps | 09/06 (▲1,5 bps) |
| EUA — Fed Funds | 3,75% | 08/06 |
| EUA — Treasury 10 anos | 4,54% | 09/06 (pré) |
| EUA — VIX | 18,02 | 09/06 (fech. 08/06: 18,82) |
Fonte: Trade Hunter — economics.snapshot (pg:econ_data, econ_indicators) e back-abertura • as_of 2026-06-09T11:16Z; cada linha com sua data de referência. Focus refletindo a leitura de 05/06 (mediana).
Notas. Dados de pré-mercado (índices externos, commodities, moedas, ADRs, futuros US, WIN/WDO, DI) são leituras ao vivo de ~08:15 BRT de 09/06/2026 e podem oscilar até a abertura. Os destaques de ações e o fechamento dos players de futuros referem-se ao último pregão fechado (segunda, 08/06). O fluxo estrangeiro tem defasagem (ref. 05/06). A variação de ▼0,15% do WIN é o pré-mercado vs. o fechamento anterior do contrato; o ajuste oficial de 08/06 foi 169.101. Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento.