Pré-mercado — 08/06/2026

Wall St. teve o pior pregão desde 2025 na sexta (Nasdaq-100 ▼4,77%) — payroll forte (+172 mil) reacendeu o medo de ALTA do Fed e a Broadcom afundou os chips; o Ibov resistiu (▼0,77%, 169.019). Hoje os futuros US repicam (Nasdaq fut. ▲1,2%, VIX ▼11%), Europa no azul e Ásia mista (China ▼2,14%). Petróleo ▲1,7% ampara a Petrobras (PBR ▲0,78%); minério ▼0,8% pesa na Vale (VALE ▲0,17%). O risco é local: curva DI dispara (jan/29 ▲0,44 p.p.) e dólar firme com a PEC que ameaça a autonomia do BC. Olhos no CPI dos EUA (qua) e no IPCA (sex), véspera do Copom (16-17/06).

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Pré-mercado — 08/06/2026

Pré-mercado · 08/06/2026 · Abertura de 08/06 · último pregão 05/06 (6ª)
O que move a abertura. O fim de semana não apaga o susto de sexta: Wall Street teve seu pior pregão desde 2025 (05/06) — Nasdaq 100 ▼4,77%, S&P 500 ▼2,81%, Dow ▼1,35% — num combo de payroll forte demais (+172 mil vagas vs. +80 mil esperadas, desemprego em 4,3%), que reacendeu o medo de ALTA de juros do Fed (o mercado já põe ~70% de chance de aperto até dezembro), somado à derrocada dos semicondutores depois de a Broadcom não elevar o guidance de IA (mais de US$ 1 tri evaporado em chips). O Ibovespa resistiu relativamente bem (▼0,77%, 169.019). Nesta segunda o humor tenta virar: futuros dos EUA repicam (Nasdaq fut. ▲1,20%, S&P fut. ▲0,67%) e o VIX recua de 21,6 para 19,1; a Europa abre no azul (CAC ▲1,27%, FTSE ▲1,01%) e a Ásia fica mista (Nikkei ▲1,61%, mas China ▼2,14%). O petróleo sobe forte (Brent ▲1,73%, WTI ▲2,00%) com a tensão no Oriente Médio — bom para a Petrobras —, enquanto o minério recua 0,78%, leve peso para a Vale. O nó é doméstico: o dólar futuro abre acima do ajuste e, sobretudo, a curva DI dispara (DI jan/29 ~14,81%, ▲0,44 p.p. vs. sexta) no rastro da PEC que ameaça a autonomia do Banco Central e dos juros globais em alta. Como contrapeso, as ADRs brasileiras abrem majoritariamente no azul em NY (PBR ▲0,78%, VALE ▲0,17%, bancos ▲0,4% a ▲2,4%, EWZ ▲0,28%). Viés de abertura: cautelosamente construtivo, mas indeciso — repique externo e petróleo de um lado, prêmio fiscal/juros local do outro, tudo com o mercado já mirando o CPI dos EUA na quarta e o IPCA na sexta.
Foto de pré-mercado às ~08:15 BRT de 08/06/2026. Fonte: Trade Hunter — back-abertura (feeds internacionais real-time), as_of 2026-06-08T11:15Z. Último pregão fechado na B3: sexta, 05/06.
Ibovespa (fech. 05/06)
169.019
▼0,77% na 6ª
WIN · ajuste 05/06
169.395
▼0,89% (vs. 170.920 na 4ª)
WDO · ajuste 05/06
5.181,79
▲1,41% (dólar mais forte)
S&P 500 fut.
7.450,75
▲0,67%
Nasdaq 100 fut.
29.377
▲1,20%
Brent
US$ 94,70
▲1,73% (ajuda Petrobras)
DI jan/29
14,81%
▲0,44 p.p. vs. sexta
VIX
19,10
▼11,45% (alívio)

Mercados do Oriente e Europa

A Ásia amanheceu mista: Japão (Nikkei 225 ▲1,61%) e Austrália (ASX 200 ▲0,74%) acompanharam o repique técnico de Wall Street, mas a China voltou para a lanterna (CSI 300 ▼2,14%) num dia de realização e dados de atividade mornos — o que não ajuda as commodities metálicas e reforça o vento contra na Vale e na siderurgia. A Europa abriu comprada: CAC 40 ▲1,27% e FTSE 100 ▲1,01%, puxados por bancos e energia (petróleo em alta), com o DAX de fora (▼0,22%, futuro ▼0,74%), ainda digerindo a tecnologia. O quadro externo, no agregado, é de alívio depois do tombo de sexta — mas a China fraca tira parte do empurrão dos papéis de minério.

RegiãoÍndiceÚltimoVariação
ÁsiaCSI 300 (China)4.713,64▼2,14%
ÁsiaNikkei 225 (Japão)64.848▲1,61%
ÁsiaASX 200 (Austrália)8.562,80▲0,74%
EuropaCAC 40 (França)8.217▲1,27%
EuropaFTSE 100 (Reino Unido)10.410,70▲1,01%
EuropaDAX (Alemanha)24.704,94▼0,22%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (índices internacionais) • as_of 2026-06-08T11:15Z (~08:15 BRT). Variação vs. fechamento anterior. Ásia já fechada; Europa em pregão.

Pré-mercado americano

Depois do pior pregão desde 2025, os futuros americanos ensaiam um repique técnico, com a tecnologia liderando a recompra: Nasdaq 100 fut. ▲1,20% e S&P 500 fut. ▲0,67%, enquanto o Dow fut. ▲0,25% segura. O VIX desce de 21,6 para 19,1 (▼11,45%), sinal de medo aliviando na margem. Mas há um porém relevante: os juros do Treasury de 10 anos seguem subindo (4,54%, ▲0,22%) — o mercado ainda processa o payroll forte de sexta (+172 mil vs. +80 mil esperados) e a virada do Fed para o "higher for longer", com aposta de alta de juros ganhando corpo. O grande teste é o CPI de quarta (10/06): a projeção é de inflação cheia acelerando para 4,2% a/a (de 3,8%), puxada por energia — um número quente em cima do emprego forte azedaria o repique.

Ativo (EUA)ÚltimoVariação
Dow Jones (fut.)51.056▲0,25%
S&P 500 (fut.)7.450,75▲0,67%
Nasdaq 100 (fut.)29.377▲1,20%
VIX (volatilidade)19,10▼11,45%
Treasury 10 anos4,541%▲0,22%
BitcoinUS$ 63.407▲0,17%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (futuros US, juros, cripto real-time) • as_of 2026-06-08T11:15Z. Fechamentos à vista de 05/06: Dow 50.866,78 (▼1,35%), S&P 500 7.371,36 (▼2,81%), Nasdaq 100 28.957,60 (▼4,77%). Variação dos futuros vs. fechamento anterior.

Commodities e moedas

O petróleo é o grande driver positivo da manhã: Brent ▲1,73% (US$ 94,70) e WTI ▲2,00% (US$ 92,33), no rastro da tensão no Oriente Médio — Trump fala em cessar-fogo Israel–Irã, mas mantém o "bloqueio até um acordo final". É combustível direto para a Petrobras e a PRIO. Na contramão, o minério recua 0,78% (US$ 759) e a Rio Tinto cai 0,74% no pré, compondo um vento contra para a Vale e a siderurgia. O ouro cede de leve (▼0,31%). No câmbio mora o paradoxo do dia: o dólar está fraco lá fora (EUR/USD ▲0,09%, USD/JPY ▼0,16%, AUD ▲0,56%), mas firme contra o real — o WDO abre acima do ajuste de sexta e a curva DI dispara. Tradução: o prêmio de risco que está subindo é local (fiscal + ameaça à autonomia do BC), não global.

AtivoÚltimoVariaçãoLeitura p/ B3
Petróleo BrentUS$ 94,70▲1,73%Positivo p/ PETR3/4, PRIO3
Petróleo WTIUS$ 92,33▲2,00%idem
Minério de ferroUS$ 759▼0,78%Leve peso p/ Vale e siderurgia
OuroUS$ 4.314,87▼0,31%
USD/BRL (WDO fut.)~5.203▲0,4% s/ ajusteReal na defensiva (fiscal/BC)
EUR/USD1,1532▲0,09%Dólar fraco lá fora…
USD/JPY159,99▼0,16%…mas firme contra o real

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (commodities/moedas real-time) • as_of 2026-06-08T11:15Z. WDO fut. ~5.203 vs. ajuste de 05/06 (5.181,79). PTAX de 03/06 (último disponível): R$ 5,0415.

ADRs Brasil — PBR e VALE (pré-mercado em NY)

Os dois maiores pesos do índice abrem no azul em NY, mas por motivos opostos. A PBR (Petrobras) sobe 0,78%, pegando carona no petróleo em alta — é o pilar positivo do Ibov hoje. A VALE avança apenas 0,17%, praticamente de lado: resiste apesar do minério em queda e da China fraca, mas sem gatilho próprio de alta. Como o saldo entre os dois define boa parte da direção do índice na largada, a leve vantagem do petróleo sobre o minério inclina o fiel da balança para o lado comprador — desde que o juro local não estrague a festa.

ADREmpresaÚltimo (US$)Fech. ant.Variação
PBRPetrobras17,8917,75▲0,78%
VALEVale15,2615,23▲0,17%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (ADRs Brasil) • leituras de ~08:15 BRT, 08/06/2026. Variação vs. fechamento anterior em NY. Para referência: a cesta de ADRs abriu majoritariamente no azul (BSBR ▲2,37%, ABEV ▲1,93%, SUZ ▲1,71%, NU ▲0,67%, ITUB ▲0,44%, BBD ▲0,50%; EWZ ▲0,28%).

Calendário de indicadores

A semana é de inflação. Hoje a agenda é fraca (destaque para o Boletim Focus); o peso vem no meio da semana: CPI dos EUA na quarta (10/06) e IPCA do Brasil na sexta (12/06) — esta a última grande referência antes do Copom (16–17/06). Depois do payroll forte, cada surpresa inflacionária vale dobrado para juros e câmbio.

Hoje — segunda, 08/06

Hora (BRT)PaísEventoProjeção / AnteriorRelev.
08:25BRBoletim Focus (expectativas de mercado)Média
12:00EUAExpectativas de inflação do consumidor — Fed NY (mai)prév. 3,6%Baixa
EUALeilões de Bills (3 e 6 meses)Baixa

Próximos dias

DataPaísEventoProjeção / Anterior
09/06 (ter)BR / EUAIGP-DI (mai) · Balança Comercial EUA · ADP semanalBalança proj. −US$ 55,2 bi
10/06 (qua)EUACPI (mai) — inflaçãoa/a proj. 4,2% (prév. 3,8%) · núcleo +0,5% m/m
11/06 (qui)BR / EUAPMS Serviços (abr) · PPI (mai) · seguro-desemprego · OPEPPPI proj. +0,7% m/m · claims 225 mil
12/06 (sex)BRIPCA (mai)proj. +0,67% m/m · 4,39% a/a
12/06 (sex)EUAMichigan — sentimento e inflação (jun, prelim)proj. 46,6 · infl. 1 ano 4,8%
16–17/06BRCOPOM — decisão da Selic (17/06)atual 14,50% a.a.

Fonte: Trade Hunter — economic_calendar (pg:economic_calendar) • as_of 2026-06-08T11:16Z. Horários convertidos para BRT (UTC−3). Datas do Copom conforme calendário do BCB (279ª reunião, 16–17/06/2026).

Destaques do pregão de ontem — sexta, 05/06

Foi um pregão de risk-off importado da tecnologia americana, com o Brasil resistindo melhor do que se temia: o Ibovespa cedeu para 169.019 pontos (▼0,77%). O estrago se concentrou na cesta de BDRs de semicondutores, que espelhou o Nasdaq lá fora: AVGO34 (Broadcom) ▼18,31% após não elevar o guidance de IA, ITLC34 (Intel) ▼11,06%, QCOM34 ▼8,37%, TSLA34 ▼6,01% — todo o complexo de chips (memória e processadores) derreteu junto. Entre as domésticas, a Vale recuou 3,47% (R$ 79,00) no compasso do minério e do risco, e a siderurgia apanhou (CSNA3 ▼10,33%, BRKM5 ▼6,52%). A Petrobras segurou melhor (PETR4 ▼0,51%, R$ 41,00), amparada pelo petróleo, e os bancões ficaram quase de lado (ITUB4 ▼0,03%, mas BBAS3 ▼2,39%). No verde, defensivas e casos próprios: PCAR3 ▲7,69%, EMBJ3 ▲4,42% (Embraer, R$ 518 mi de giro), CEAB3 ▲4,40% e JBSS32 ▲3,86%.

Maiores altasVar.Maiores baixasVar.Maior volumeR$
PCAR3▲7,69%AVGO34 (Broadcom)▼18,31%VALE31,82 bi
EMBJ3▲4,42%W1DC34 (W. Digital)▼15,89%PETR41,42 bi
CEAB3▲4,40%A1MD34 (AMD)▼13,11%ITUB41,35 bi
JBSS32▲3,86%ITLC34 (Intel)▼11,06%BBAS3992 mi
COCA34▲3,75%CSNA3▼10,33%EMBJ3518 mi
ROXO34▲3,74%QCOM34 (Qualcomm)▼8,37%EQTL3515 mi

No fluxo anômalo do dia, o destaque foi a acumulação do BTG em EQTL3 (acelerou na ponta compradora, +R$ 186 mi, no topo do livro em 78% dos pregões) e a Merrill acelerando vendas em VALE3 (−R$ 177 mi), pressão no maior peso do índice. A UBS inverteu o sinal em ITUB4 — de compradora habitual para vendedora líquida (−R$ 123 mi) —, e o volume anômalo concentrou-se em ETFs (BBOV11 7,8x a média, mais ETFs de cripto e ouro), típico de rebalance/realização num dia volátil.

Fonte: Trade Hunter — session.summary / screener EOD da B3 (último pregão fechado, 05/06) • fluxo anômalo via Calc-Papeis (top atual vs. P50 de 60 dias). AVAT = volume sobre a média de 60 pregões. as_of 2026-06-05T23:00Z (foto do cache do último pregão).

Fechamento dos players de WIN e WDO — sexta, 05/06

O fechamento dos futuros conta uma história limpa de risk-off bem posicionado: na sexta de queda, o dinheiro grande estava vendido no índice e comprado em dólar — os dois lados certos do dia.

WIN (mini-Ibovespa · WINM26)

Giro de R$ 612,7 bi em ~18,0 milhões de contratos, 30 corretoras, preço médio 170.350. No saldo financeiro líquido, a Morgan Stanley foi a grande compradora do índice na baixa (+R$ 1,63 bi) — comprando o índice em queda / cobrindo short —, contra a JP Morgan vendida (−R$ 944 mi), num racha entre os desks estrangeiros. UBS (−R$ 341 mi), Citigroup (−R$ 211 mi, que vendeu 7,6x o seu normal), Santander (−R$ 189 mi) e BTG (−R$ 149 mi) completaram a ponta vendedora; do lado comprador, Ágora (+R$ 347 mi), Genial (+R$ 299 mi) e Merrill (+R$ 144 mi). XP e Ideal dominaram o giro (50,3% do dia somados), mas com saldo pequeno — fluxo de varejo/agência. Em anomalia, a INTL comprou 12,8x a sua média.

Maior volume (% dia)Compradores líq. (R$)Vendedores líq. (R$)
XP — 29,8%Morgan Stanley +1,63 biJP Morgan −944 mi
Ideal — 20,5%Ágora +347 miUBS −341 mi
BTG — 13,5%Genial +299 miCitigroup −211 mi
Genial — 11,6%Merrill +144 miCM Capital −190 mi
UBS — 8,4%Santander −189 mi · BTG −149 mi

WDO (mini-dólar · WDON26)

Giro de R$ 163,1 bi em ~3,16 milhões de contratos, 29 corretoras, preço médio 5.156. Com o dólar subindo ~1,4% no ajuste, os grandes bancos ficaram comprados em dólar e acertaram a direção: BTG (+R$ 2,91 bi), UBS (+R$ 2,16 bi), Morgan Stanley (+R$ 1,94 bi) e Goldman (+R$ 1,45 bi) lideraram a ponta compradora de proteção. Do outro lado, vendidos em dólar (apanhando ou provendo liquidez): CM Capital (−R$ 2,65 bi, vendeu 2,4x o normal), XP (−R$ 2,49 bi), Ágora (−R$ 2,48 bi) e Necton (−R$ 1,61 bi). Em anomalia, Daycoval (11,8x), C6 (4,4x), Inter (4,2x) e Morgan (2,8x) entraram pesado comprando dólar — apetite institucional claro por proteção. O contraste é didático: banco grande comprado em dólar, varejo vendido na contramão do choque.

Maior volume (% dia)Comprador líq. de US$ (R$)Vendedor líq. de US$ (R$)
XP — 24,2%BTG +2,91 biCM Capital −2,65 bi
BTG — 13,6%UBS +2,16 biXP −2,49 bi
UBS — 12,0%Morgan Stanley +1,94 biÁgora −2,48 bi
Ideal — 10,8%Goldman +1,45 biNecton −1,61 bi
Ágora — 8,8%BGC +894 miTullett −1,02 bi

Fonte: Trade Hunter — market.eod.futures_players (pg:eod_futuros_trades) • data 2026-06-05 (as_of 2026-06-05T23:00Z). Tick em R$ já aplicado; saldo = financeiro líquido (compras − vendas). Amplitude média recente: WIN ~2.952 pts, WDO ~41,7 pts (8 pregões).

Fluxo estrangeiro e derivativos

O último dado de fluxo (ref. 03/06) mostra o estrangeiro de saída — vendido R$ 474,9 mi no dia e ~R$ 1,4 bi no acumulado de junho — com os locais segurando o índice: institucionais +R$ 166 mi e pessoa física +R$ 641,7 mi no dia (no mês, institucional +R$ 1,98 bi). É o padrão de sempre — gringo reduzindo risco-Brasil, local comprando a queda. Nos derivativos/aluguel (ref. 05/06), o destaque casa direto com a notícia do dia: o saldo de aluguel de USIM3 caiu 47,6% — coerente com a Kapitalo reduzindo posição em Usiminas (hoje a ~4,85%). Na ponta das taxas, a HBSA3 viu o aluguel disparar (+331 bps), papel ficando "hard to borrow" e com risco de pressão short.

Fonte: Trade Hunter — session.summary (fluxo estrangeiro B3 ref. 03/06; aluguel/BTB ref. 05/06). A B3 divulga essas séries só pós-fechamento, com defasagem. as_of 2026-06-05T23:00Z.

Notícias do dia

  • Autonomia do BC no radar (o tema doméstico do momento): economistas alertam que uma PEC em tramitação no Senado "facilita a cooptação do Banco Central" — risco direto à independência da autoridade monetária, que ajuda a explicar a disparada da curva DI e a firmeza do dólar nesta abertura. (Agência Brasil — urgência alta)
  • Tarifaço EUA × Brasil: o Brasil quer convencer os EUA de que um acordo é melhor do que taxar em 25%, com a janela de negociação correndo até meados de julho — overhang que segue pesando no risco-país e nos exportadores. (Agência Brasil / Folha)
  • Oriente Médio / petróleo: Trump afirma que Israel e Irã buscam um cessar-fogo imediato, mas que o "bloqueio permanece em vigor até um acordo final" — o ruído sustenta o petróleo em alta (Brent ▲1,73%). (Financial Juice / Reuters)
  • Usiminas (USIM3): a Kapitalo reduziu participação para ~4,85% na siderúrgica — movimento que aparece também no tombo do saldo de aluguel do papel. (Reuters)
  • Brasil & China: o governo planeja a 1ª emissão de "panda bonds" (títulos em yuan), a ser anunciada por Dario Durigan em viagem à China. (Poder360)
  • Agro & UE: o Brasil intensifica negociações com a União Europeia para barrar um veto sanitário à carne bovina (R$ 9 bi/ano em jogo) antes de 3 de setembro. (Poder360)

Fonte: Trade Hunter — news feed agregado (Reuters, Financial Juice, Agência Brasil, Poder360, Folha) • manchetes de 06–08/06/2026. as_of 2026-06-08T11:15Z.

Nosso Ibovespa e a composição

O índice entra hoje em 169.019 pontos, já depois de digerir o susto da tech americana. Olhando os maiores pesos da carteira, o saldo é de forças cruzadas — e a novidade negativa de hoje não vem das ações, vem da curva de juros:

  • Petrobras (PETR3 + PETR4) — peso máximo, lado positivo: com o petróleo ▲1,7% e a ADR PBR ▲0,78%, é a blue chip que mais ajuda na largada. Foi a que melhor resistiu na sexta e hoje vira motor — o pilar que pode segurar o índice se o juro pesar.
  • Vale (VALE3) — outro peso máximo, levemente contra: minério ▼0,78%, China ▼2,14% e Rio Tinto no vermelho. A ADR VALE ▲0,17% mostra resiliência, mas sem gatilho — segue como leve âncora do índice.
  • Bancões + B3 (ITUB4, BBAS3, BBDC4, BPAC11, B3SA3) — o maior bloco doméstico, o ponto frágil: as ADRs abrem no azul lá fora (ITUB ▲0,44%, BBD ▲0,50%, BSBR ▲2,37%), mas o preço local tende a ficar refém da curva DI em disparada. O DI jan/29 saltou para ~14,81% (de 14,375% na sexta, ▲0,44 p.p., em pregão volátil), com toda a curva subindo ▲0,3 a ▲0,4 p.p. no rastro da PEC da autonomia do BC e dos juros globais. Juro subindo + CDS em 120 bps = vento direto contra o maior bloco do índice depois das commodities.
  • Exportadoras/defensivas — alívio nas pontas: o real mais fraco ajuda nomes como Suzano (ADR SUZ ▲1,71%) e o agro/proteína; ABEV ▲1,93% no pré dá suporte ao bloco defensivo.
Síntese. A composição puxa para os dois lados: a Petrobras (petróleo) empurra, a Vale (minério/China) segura de leve, e o maior bloco — os bancões — fica preso na curva DI em disparada por causa do risco fiscal e da ameaça à autonomia do BC. Como as ADRs e o EWZ abrem no azul e os futuros americanos repicam, a leitura externa é construtiva e aponta para uma abertura levemente positiva; o swing factor é local — se a curva de juros e o dólar continuarem subindo, os bancos limitam o índice e anulam o empurrão do petróleo. Olho no CPI dos EUA (quarta) e no IPCA (sexta): são eles que decidem o tom até o Copom de 16–17/06.

Fonte: Trade Hunter — combinação de session.summary (pesos/volume e moves do índice, ref. 05/06), back-abertura (commodities/ADRs/DI, 08/06) e economics.snapshot (Selic/CDS). Composição discutida pelos maiores pesos por volume/relevância; não reproduz a ponderação oficial da carteira teórica do Ibovespa.

Macro de fundo

IndicadorValorReferência
Selic meta14,50% a.a.vigente (próx. Copom 17/06)
Focus — Selic fim de 202613,25%29/05
Focus — IPCA 20265,09%29/05
IPCA (a/a)4,39%abr/26
IGP-M (a/a)1,96%mai/26
CDI14,40% a.a.jun/26
Taxa de desemprego5,8%abr/26
PIB (a/a)1,8%1º tri/26
Dívida bruta / PIB80,37%abr/26
CDS Brasil 5 anos120,4 bps04/06 (▲2 bps)
EUA — Fed Funds3,75%04/06
EUA — Treasury 10 anos4,54%08/06 (pré)
EUA — VIX19,1008/06 (fech. 05/06: 21,57)

Fonte: Trade Hunter — economics.snapshot (pg:econ_data, econ_indicators) e back-abertura • as_of 2026-06-08T11:15Z; cada linha com sua data de referência.

Notas. Dados de pré-mercado (índices externos, commodities, moedas, ADRs, futuros US, WIN/WDO, DI) são leituras ao vivo de ~08:15 BRT de 08/06/2026 e podem oscilar até a abertura. Os destaques de ações e o fechamento dos players de futuros referem-se ao último pregão fechado (sexta, 05/06). Fluxo estrangeiro tem defasagem (ref. 03/06). A variação de ▼0,89% do WIN é o movimento de 05/06 (ajuste 169.395 vs. 170.920 de 03/06), não um novo gap do pré de hoje. Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento.