Pré-mercado — 07/07/2026
Ásia pesada e futuros de NY mistos após Ibov −0,93%; Vale troca o comando do conselho, gringo volta a comprar em julho e DI alivia na ponta longa.
Pré-mercado — 07/07/2026
Terça-feira abre com o exterior dividido: a Ásia fechou pesada — Nikkei −2,48%, com o juro longo japonês em alta —, os futuros de NY devolvem parte do rali de tecnologia de ontem e o petróleo sobe mais de 1%. Na B3, a referência é uma segunda-feira (06/07) uniformemente vermelha: Ibovespa a 172.447,58 (−0,93%), todos os índices da casa em queda e um trio de construtoras derretendo com volume muito acima da média. No radar de hoje: IGP-DI às 08:00, veículos às 11:00 e a reação de VALE3 à troca no comando do conselho.
Madrugada e pré-abertura
A sessão asiática de hoje fechou no vermelho: o Nikkei caiu 2,48%, aos 68.439 pontos, no dia em que o juro do título japonês de 10 anos subiu a 2,85% a.a. — combinação que volta a apertar o carrego global de risco. O CSI 300 cedeu 1,03% e o ASX ficou no zero a zero. A Europa opera mista no início da manhã (FTSE +0,23%, DAX −0,45%). Nos EUA ainda não há sessão de hoje: o que vale é o fechamento de ontem — S&P 500 +0,72%, Nasdaq 100 +1,26% e Dow +0,29%, na primeira sessão após o feriado prolongado — e, agora de manhã, os futuros devolvem parte do movimento, com o contrato do Nasdaq em −0,88% e o do S&P em −0,11%.
| Praça | Último | Var. | Sessão |
|---|---|---|---|
| Nikkei 225 | 68.439 | −2,48% | hoje — fechada |
| CSI 300 (China) | 4.792,0 | −1,03% | hoje — fechada |
| ASX 200 | 8.826,9 | −0,04% | hoje — fechada |
| FTSE 100 | 10.708,7 | +0,23% | hoje — em andamento |
| DAX | 25.702,9 | −0,45% | hoje — em andamento |
| CAC 40 | 8.510,4 | +0,09% | hoje — em andamento |
| S&P 500 | 7.536,9 | +0,72% | fechou ontem (NY) |
| Nasdaq 100 | 29.697,9 | +1,26% | fechou ontem (NY) |
| Dow Jones | 53.055,9 | +0,29% | fechou ontem (NY) |
| S&P 500 futuro | 7.583,6 | −0,11% | agora |
| Nasdaq 100 futuro | 29.677,3 | −0,88% | agora |
| Dow futuro | 53.493 | +0,23% | agora |
| Treasury 10 anos | 4,49% a.a. | +0,49% | agora |
| JGB 10 anos (Japão) | 2,85% a.a. | +1,13% | hoje |
| Ativo | Último | Var. | Sessão |
|---|---|---|---|
| Brent | US$ 72,78 | +1,10% | agora |
| WTI | US$ 69,16 | +0,89% | agora |
| Minério de ferro (Ásia) | 735,5 | −0,47% | hoje |
| Ouro | US$ 4.132,45 | −0,79% | agora |
| Prata | US$ 60,96 | −1,76% | agora |
| Cobre | US$ 13.391,50 | −0,12% | agora |
| Níquel | US$ 16.362,50 | −0,77% | agora |
| EUR/USD | 1,1424 | −0,15% | agora |
| USD/JPY | 161,94 | −0,10% | agora |
| USD/MXN | 17,42 | +0,18% | agora |
| USD/ZAR | 16,24 | +0,25% | agora |
| USD/CLP | 926,5 | −0,13% | agora |
| USD/CNH | 6,799 | +0,06% | agora |
| USD/TRY | 46,83 | +0,03% | agora |
| USD/COP | 3.355 | −2,21% | agora |
| USD/INR | 94,96 | −0,39% | agora |
Nas commodities, o quadro é de energia firme e metais em pausa: Brent +1,10% e WTI +0,89% agora, contra ouro −0,79%, prata −1,76% e minério −0,47% na Ásia; o cobre segura perto da estabilidade em meio às manchetes de demanda por infraestrutura de IA. Nas moedas, o dólar roda sem tendência contra as desenvolvidas (EUR/USD −0,15%) e as emergentes operam bem-comportadas — destaque para o peso colombiano, que avança 2,2% com o noticiário eleitoral do país como pano de fundo. Entre os ADRs brasileiros, PBR negocia a US$ 16,35 no pré de NY (+0,5% sobre o fechamento de ontem, US$ 16,26) e VALE a US$ 14,94 (−1,0% vs US$ 15,09) — o pré já precifica a notícia do conselho da mineradora. O VIX aparece a 15,83 (+1,67%) depois de fechar ontem a 15,63.
Agenda do dia
Terça de agenda sem evento de alta relevância — o peso da semana fica para amanhã (varejo no Brasil e atas do FOMC nos EUA). Hoje, o teste local é o IGP-DI logo às 08:00 e os dados de veículos de junho às 11:00; lá fora, balança comercial americana e leilão de Treasuries de 3 anos.
| Hora (BRT) | País | Evento | Relevância |
|---|---|---|---|
| 08:00 | BR | IGP-DI de junho (anterior +0,87%) | média |
| 08:00 | EUA | Discurso de Bowman (Fed) | média |
| 09:15 | EUA | ADP semanal de empregos (anterior 30,75 mil) | média |
| 09:30 | EUA | Balança comercial de maio (projeção −US$ 78,3 bi) | média |
| 11:00 | BR | Vendas de veículos de junho (anterior +10,6% m/m) | média |
| 11:00 | BR | Produção de veículos de junho (anterior +6,3% m/m) | média |
| 12:30 | EUA | GDPNow do Fed de Atlanta (2T) | média |
| 13:00 | EUA | Perspectiva de energia de curto prazo (EIA) | média |
| 14:00 | EUA | Leilão de Treasuries de 3 anos | média |
| 17:30 | EUA | Estoques semanais de petróleo (API) | média |
Agenda corporativa: hoje a Sequoia (SEQL3) divulga o 1T26 e realiza sua AGO; na semana, Paranapanema (13/07), Camil e Romi (14/07) reportam resultados. Em proventos, não há data-ex marcada na janela dos próximos 10 dias na base — o evento de caixa relevante é o pagamento de R$ 100 mi em dividendos da Moura Dubeux (R$ 1,1837 por ação ON, posição de 30/12/25) em 14/07.
Pregão de ontem (06/07) — preço e setores
A segunda-feira foi de queda disseminada: o Ibovespa cedeu 0,93%, a 172.447,58 pontos, e todos os índices da B3 fecharam no vermelho — do BDRX (−0,18%) ao IMOB (−2,54%). A pressão veio dos pesos-pesados: VALE3 −1,26% (R$ 966 mi negociados, maior giro do dia), PETR4 −1,39%, ITUB4 −0,63%, BBDC4 −1,64% e ABEV3 −2,33%. No agregado setorial, nenhum setor fechou positivo: Petróleo & Gás segurou o empate técnico (−0,03%, com BRAV3 +3,18%) e Consumo Cíclico ficou na lanterna (−3,32%, com só 6,5% das ações do setor em alta). O mini-índice (WINQ26) caiu 1,34%, a 174.535 pontos, com ajuste em 174.658; o dólar teve PTAX de 5,167 (−0,09%), com o à vista encerrando perto de 5,13.
Maiores altas
Maiores baixas
O dado que salta do pregão é o derretimento do bloco de construção/imobiliário fora do índice: GFSA3 −30,69% com volume 5,6× a média de 60 pregões, HBOR3 −25,11% (7,6×) e HBRE3 −21,62% (11,5×) — movimento com participação relevante, não escorregão de papel ilíquido. Para HBOR3 e HBRE3 não havia comunicado novo na base até o fechamento desta edição; no caso da Gafisa, o dia terminou com o comunicado da Redwood (detalhado adiante). No aluguel, a posição tomada em HBOR3 saltou 80,8% no dia, e a taxa de LIGT3 subiu 873 bps, para 23,5% a.a. — short caro e pressionado. Na outra ponta do índice, LREN3 (−4,80%), TOTS3 (−4,80%) e BRKM5 (−4,65%) completaram as quedas, enquanto CXSE3 fez a sessão mais interessante do lado comprador: +0,15% num dia de queda geral, com R$ 301,7 mi girados (3,4× a média) e o estoque de opções da casa crescendo ~25% (calls +24,9%, puts +26,6%).
Maiores volumes financeiros
Fluxo e posicionamento
Dentro do Ibovespa, a segunda-feira teve um desenho claro de fluxo estrangeiro vendendo no à vista e mesas locais absorvendo: Merrill (−R$ 337,5 mi), Citigroup (−R$ 255,9 mi) e Goldman (−R$ 87,0 mi) lideraram a ponta vendedora líquida nos papéis do índice, enquanto BTG (+R$ 390,8 mi), XP (+R$ 229,6 mi) e Genial (+R$ 210,4 mi) ficaram com a compra — lembrando que corretora executa fluxo de cliente, não tese própria.
No consolidado por participante da B3 (fechado até 03/07 — o dado de segunda ainda não consolidou), a virada do mês trocou o sinal do cabo de guerra: o estrangeiro comprou R$ 698,1 mi em 03/07 e acumula +R$ 675,9 mi em julho, depois de fechar junho com saída de R$ 7,79 bi; o institucional local vendeu R$ 679,6 mi no dia e acumula −R$ 599,8 mi no mês, com a pessoa física levemente comprada (+R$ 50,4 mi).
Futuros — o net dos players em WIN e WDO (06/07)
No mini-índice, a segunda fechou com Goldman (−31,9 mil contratos, −R$ 1,12 bi) e Morgan (−30,9 mil, −R$ 1,08 bi) como maiores vendedores líquidos, contra Ideal (+25,5 mil), JP Morgan (+14,7 mil) e XP (+14,4 mil) na ponta compradora — saldo contado pelo lado do negócio, sem leitura de agressão; nos bancos estrangeiros, é fluxo de cliente que passou pela casa. No mini-dólar, BTG saiu líquido vendedor de 29,7 mil contratos (−R$ 1,54 bi), contra XP (+18,5 mil) e Tullett (+17,5 mil) compradores. O giro foi gordo: 16,0 mi de contratos de WIN (R$ 558,5 bi nocionais) a preço médio de 174.737 pontos.
WIN — saldo líquido
WDO — saldo líquido
No radar de giro incomum, a LEV movimentou 4,4× seu volume típico na compra de WIN, e C6 e Goldman giraram 1,9–2,2× o normal na venda de WDO — volume elevado, a confirmar (base histórica curta), sem leitura de direção. Nas opções, o pregão fechou com o giro carregado em puts, mas sem estresse no estoque:
giro do dia puxado por puts
estoque equilibrado
No open interest, além do bloco de CXSE (calls +24,9%, puts +26,6%), chamaram atenção SLCE (calls +92,2%) e UGPA (puts +46,3%, calls +33,9%) — posições novas relevantes montadas na segunda.
Fatos & notícias da noite
- Tarifas EUA × Brasil: na madrugada, Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay pediram ao USTR a isenção de produtos brasileiros da tarifa de 25% em investigação — tema segue como risco de manchete pro pregão.
- AMER3: a imprensa da madrugada reporta que a PF passou a questionar a versão do ex-CEO Sérgio Rial sobre a revelação do rombo contábil; ontem o papel subiu 7,26%.
- ENJU3: ação abaixo de R$ 1,00 desde 11/06; a companhia tem até 11/08 para reenquadrar a cotação e admite propor grupamento.
- SANB11: emissão de R$ 1,39 bi em letras financeiras subordinadas (Nível II do patrimônio de referência).
- Focus: manchete de ontem aponta a mediana de IPCA 2026 reduzida a 5,30% no boletim novo (a série na base vai até 26/06, em 5,33%).
Curva de juros & expectativas
O DI fechou a segunda-feira em queda concentrada na ponta longa — jan/30 cedeu 10 bps (14,27%) e jan/33, 10,5 bps (14,32%), enquanto o jan/27 ficou praticamente parado em 13,99%, colado na Selic de 14,25%. A leitura: o trecho curto está ancorado no ciclo de calibração do Copom, e o prêmio longo respirou com a mediana de inflação do Focus cedendo na margem. A curva segue positivamente inclinada (2a–10a em +0,415 p.p. nos títulos públicos). Nos EUA, o Treasury de 10 anos roda a 4,49% (2 anos em 4,14%), deixando o diferencial Brasil–EUA de 10 anos em 10,0 p.p. Os contratos de DI estão fechados no pré-mercado — os níveis abaixo são o fechamento de ontem.
No Focus (leitura de 26/06, a mais recente na base), a Selic de fim de 2026 parou em 14,00% depois de duas altas seguidas de projeção em junho — há 4 semanas a mediana era 13,50%. IPCA em 5,33% (cedendo 0,005 p.p. na semana), câmbio em 5,20 e PIB em +1,99%:
| Indicador (Focus 2026) | Mediana em 26/06 | Há 4 semanas (05/06) |
|---|---|---|
| Selic (fim de ano) | 14,00% a.a. | 13,50% a.a. |
| IPCA | 5,33% | 5,11% |
| Câmbio (USD/BRL) | 5,20 | 5,15 |
| PIB | +1,99% | +1,91% |
| IGP-M | 6,15% | 6,10% |
| Dívida líquida/PIB | 69,82% | 69,80% |
Copom: a Selic está em 14,25% a.a. após o corte de 25 pb de 17/06 — decisão unânime, sem viés e explicitamente dependente de dados, com o horizonte relevante migrando para o 1T28; a próxima decisão sai em 5 de agosto. Fed: fed funds em 3,75%, com as atas do FOMC de amanhã às 15:00 como próximo marcador de rumo.
Ibovespa hoje
A conta da abertura combina três vetores. Beta global: a referência do WIN é o ajuste de 174.658 pontos, e o exterior chega dividido — Ásia pesada e futuro do Nasdaq em −0,88% de um lado, petróleo +1,1% e Europa perto do zero do outro; a amplitude média do mini nos últimos 9 pregões foi de ~2.743 pontos, régua útil para o tamanho de dia que o overnight sugere. Micro dos pesos: VALE3 abre digerindo a renúncia do presidente do conselho, com minério −0,47% e ADR −1,0% no pré — é o maior peso do índice; PETR4/PETR3 e BRAV3 têm o Brent acima de US$ 72 e o caixa novo da subvenção como suporte de narrativa; bancos seguem colados no DI, que ontem aliviou na ponta longa. Fluxo: o estrangeiro virou comprador na virada do mês (+R$ 675,9 mi em julho até 03/07) enquanto o institucional local vende — e, nos futuros, a segunda terminou com Goldman e Morgan carregando o maior net vendedor do WIN. Agenda local leve (IGP-DI às 08:00, veículos às 11:00) deixa o pregão mais sensível a manchete — tarifas EUA×Brasil incluídas — do que a indicador.
- VALE3 e a cadeira do conselho: reação do papel à sucessão, com ADR indicando −1,0% no pré de NY e minério −0,47% na Ásia — pelo peso do papel, é o teste do dia para o índice.
- WIN contra o ajuste de 174.658 pts: com Goldman (−31,9 mil ctr) e Morgan (−30,9 mil ctr) tendo fechado a segunda como maiores vendedores líquidos do mini e o exterior dividido, a primeira hora diz se a faixa de 172 mil do à vista segura.
- Fluxo × agenda: IGP-DI (08:00) e veículos (11:00) no local; acompanhar se o sinal comprador do estrangeiro em julho (+R$ 675,9 mi) sobrevive ao dia — amanhã o calendário pesa (varejo BR + atas do FOMC).