Pré-mercado — 05/06/2026

Semana curta: 04/06 foi feriado e a sexta de emenda chega justo no dia do payroll dos EUA (9h30). O último pregão (quarta, 03/06) foi de risk-off pesado — Ibov −2,4% a 170.331, bancos e Vale martelados, dólar +1,3% e curva DI em disparada — no rastro do tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil. Hoje: Ásia no vermelho (China −1,8%), Europa de leve no azul, futuros US mistos (Nasdaq fut −1%), cripto caindo. Petróleo estável (Petrobras neutra), minério −0,9% (leve peso à Vale). PBR −0,08% e VALE −0,36% no pré em NY.

Assessoria NomosRelatórios exclusivos todos os dias para nossos clientes Falar com assessor
Trade Hunter · Insights
Trade Hunter · Insights

Pré-mercado — 05/06/2026

Pré-mercado · 05/06/2026 · Pré-mercado · último pregão 03/06 (4ª) · 04/06 foi Corpus Christi · Abertura de 05/06
O que move a abertura. Semana atípica e perigosa: quinta (04/06) foi Corpus Christi — sem pregão na B3 — e a sexta de emenda chega com liquidez fina justo no dia do payroll dos EUA (9h30, BRT). O pano de fundo é pesado: o último pregão fechado (quarta, 03/06) foi de forte aversão a risco no Brasil — o Ibovespa caiu ~2,4% para 170.331, com bancos e Vale martelados, o dólar subindo ~1,3% e a curva DI disparando, tudo no rastro do tarifaço de 25% dos EUA sobre mercadorias brasileiras (investigação da Seção 301 do USTR). Lá fora, a manhã é de Ásia no vermelho (China CSI 300 ▼1,79%, Nikkei ▼1,17%), Europa de leve no azul (CAC ▲0,54%, DAX ▲0,24%) e futuros dos EUA mistos com a tecnologia pesando (Nasdaq fut. ▼1,00%, S&P fut. ▼0,44%, Dow fut. ▲0,13%); a cripto cai forte (Bitcoin ▼2,5%, Ether ▼5,8%). O petróleo está estável (Brent ▼0,07%) — leitura neutra para a Petrobras — e o minério recua 0,91%, leve peso para a Vale. No doméstico, o WIN abre praticamente colado no ajuste de quarta (170.920): o tombo de −2,44% já aconteceu no pregão de 03/06, não é um novo gap. Viés de abertura: cauteloso, levemente negativo, com o tarifaço como overhang e o payroll mandando no humor.
Foto de pré-mercado às ~08:15 BRT de 05/06/2026. Fonte: Trade Hunter — back-abertura (feeds internacionais real-time), as_of 2026-06-05T11:15Z. Último pregão fechado na B3: quarta, 03/06 (04/06 = Corpus Christi).
Ibovespa (fech. 03/06)
170.331
▼~2,4% na 4ª
WIN · ajuste 03/06
170.920
▼2,44% na 4ª (vs 175.187)
WDO · ajuste 03/06
5.109,89
▲1,28% na 4ª (dólar mais forte)
S&P 500 fut.
7.567
▼0,44%
Nasdaq 100 fut.
30.183
▼1,00%
Brent
US$ 94,96
▼0,07% (estável)
DI jan/29
14,405%
▲0,39 p.p. vs fech. ant.
VIX
15,61
▲1,36%

Mercados do Oriente e Europa

A Ásia amanheceu no vermelho, com a China na lanterna (CSI 300 ▼1,79%) num dia de realização e dados de atividade mornos, seguida de Japão (Nikkei 225 ▼1,17%, pressionado pela força do iene e pela queda da tecnologia em NY) e Austrália (ASX 200 ▼0,80%). A Europa, em contraste, abriu de leve no azul: CAC 40 ▲0,54%, DAX ▲0,24% (futuro ▲0,36%) e FTSE 100 ▲0,19%, sustentada por bancos e energia e com os juros dos Bunds/Gilts recuando na margem. O quadro externo, somado à China fraca e ao minério em queda, não ajuda os papéis de commodities da B3 e reforça o tom defensivo herdado de quarta.

RegiãoÍndiceÚltimoVariação
ÁsiaCSI 300 (China)4.817▼1,79%
ÁsiaNikkei 225 (Japão)66.824▼1,17%
ÁsiaASX 200 (Austrália)8.641▼0,80%
EuropaCAC 40 (França)8.291▲0,54%
EuropaDAX (Alemanha)25.005▲0,24%
EuropaFTSE 100 (Reino Unido)10.410▲0,19%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (índices internacionais) • as_of 2026-06-05T11:15Z (~08:15 BRT). Variação vs. fechamento anterior. Ásia já fechada; Europa em pregão.

Pré-mercado americano

Os futuros dos EUA operam mistos, com a tecnologia no vermelho: Nasdaq 100 fut. ▼1,00% e S&P 500 fut. ▼0,44% devolvem parte do movimento de ontem, enquanto o Dow fut. ▲0,13% segura — uma rotação que já tinha aparecido no fechamento de quinta (Dow ▲1,73%, mas Nasdaq 100 ▼0,53%). Tudo gira em torno do relatório de emprego (payroll) das 9h30 (BRT), projetado fraco (+85 mil vagas, ante +115 mil) — número que pode reacender a aposta de corte do Fed, mas que esbarra no CPI da próxima quarta (projeção de inflação acelerando para 4,2% a/a). Os juros do Treasury de 10 anos cedem de leve (4,468%), o VIX sobe contido (15,61) e a cripto está em risk-off claro (Bitcoin ▼2,5%, Ether ▼5,8%). No radar de IA, a Nvidia certificou as três maiores fabricantes de memória para fornecer HBM4 (plataforma Vera Rubin).

Ativo (EUA)ÚltimoVariação
Dow Jones (fut.)51.737▲0,13%
S&P 500 (fut.)7.567▼0,44%
Nasdaq 100 (fut.)30.183▼1,00%
VIX (volatilidade)15,61▲1,36%
Treasury 10 anos4,468%▼0,13%
BitcoinUS$ 62.213▼2,50%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (futuros US, juros, cripto real-time) • as_of 2026-06-05T11:15Z. Fechamentos à vista (DJIA/S&P/Nasdaq) referem-se a 04/06, quando NY operou normalmente. Variação vs. fechamento anterior.

Commodities e moedas

O petróleo está de lado (Brent ▼0,07% a US$ 94,96; WTI ▼0,05% a US$ 92,99) depois de recuar quase 3% na quarta — leitura neutra para a Petrobras, que perde o gatilho de alta mas também não sofre pressão adicional. Do lado das mineradoras, o minério de ferro cai 0,91% (US$ 766) e as ações de mineração globais recuam no pré (BHP ▼1,21%, Rio Tinto ▼1,19%, Freeport ▼1,37%), compondo um leve vento contra para a Vale. O ouro recua de leve (▼0,28%) e a prata cede 1,76%. No câmbio, o dólar à vista fechou quarta em R$ 5,0415 (PTAX, ▲0,51%) e o real segue na defensiva com o ruído tarifário; lá fora o dólar está mais fraco contra os pares (EUR/USD ▲0,22%, GBP/USD ▲0,34%).

AtivoÚltimoVariaçãoLeitura p/ B3
Petróleo BrentUS$ 94,96▼0,07%Neutro p/ PETR3/4, PRIO
Petróleo WTIUS$ 92,99▼0,05%idem
Minério de ferroUS$ 766▼0,91%Leve peso p/ Vale e siderurgia
OuroUS$ 4.462,22▼0,28%
PrataUS$ 72,58▼1,76%
USD/BRL (PTAX 03/06)5,0415▲0,51%Real mais fraco (tarifaço)
EUR/USD1,1636▲0,22%
USD/JPY159,91▼0,07%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (commodities/moedas real-time) e economics.snapshot (PTAX) • as_of 2026-06-05T11:15Z. PTAX ref. 03/06 (último pregão).

ADRs Brasil — PBR e VALE (pré-mercado em NY)

Os dois pesos-pesados do índice abrem quase de lado lá fora, refletindo as commodities estáveis-a-fracas: a PBR (Petrobras) está praticamente no zero (▼0,08%), acompanhando o petróleo parado, e a VALE cede de leve (▼0,36%), no compasso do minério em queda e das mineradoras globais no vermelho. Sem gatilho próprio relevante no pré, o destino dos dois hoje deve ser ditado pelo payroll e pelo apetite a risco geral.

ADREmpresaÚltimo (US$)Fech. ant.Variação
PBRPetrobras18,0518,06▼0,08%
VALEVale15,7115,77▼0,36%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (ADRs Brasil) • leituras de 08:05–08:18 BRT, 05/06/2026. Variação vs. fechamento anterior em NY.

Calendário de indicadores

Semana atípica: quinta (04/06) foi Corpus Christi — B3 fechada, e muita gente emenda a sexta (05/06). A liquidez tende a encolher exatamente no dia do payroll dos EUA (9h30 BRT), o que amplifica a volatilidade de cada notícia. Gestão de risco redobrada na janela.

Hoje — sexta, 05/06

Hora (BRT)PaísEventoProjeção / AnteriorRelev.
09:30EUAPayroll (NFP, mai)proj. +85 mil / prév. +115 milAlta
09:30EUATaxa de Desemprego (mai)proj. 4,3% / prév. 4,3%Alta
09:30EUAGanho médio/hora (mai)proj. +0,3% m/m, +3,4% a/aAlta
11:00BRProdução e Vendas de Veículos — Anfavea (mai)prév. −9,5% / −7,8%Média
14:00EUASondas de petróleo Baker Hughesprév. 429Média
16:00EUACrédito ao Consumidor (abr)proj. US$ 17,8 bi / prév. 24,9 biBaixa

O que já saiu nesta semana (quarta, 03/06)

Brasil: Produção Industrial de abril surpreendeu (▲0,7% m/m vs proj. 0,4%; ▲2,7% a/a), mas os PMIs de maio desaceleraram (Serviços 50,4 vs 52,3; Composto 49,5, abaixo da linha de 50) e a balança comercial veio em US$ 7,82 bi. EUA: ADP +122 mil (acima), ISM Serviços 54,5 (forte) e pedidos de seguro-desemprego subiram a 225 mil (vs proj. 214 mil) — sinais de um mercado de trabalho que esfria nas bordas, contexto direto para o payroll de hoje.

Próximos dias

DataPaísEventoProjeção / Anterior
08/06 (seg)BRBoletim Focus
09/06 (ter)EUABalança Comercial (abr)proj. −US$ 55,2 bi
10/06 (qua)EUACPI (mai) — inflaçãoa/a proj. 4,2% (prév. 3,8%) · núcleo +0,5% m/m
11/06 (qui)EUAPPI (mai) + seguro-desemprego + OPEPPPI proj. +0,7% m/m
12/06 (sex)BRIPCA (mai)prév. +0,67% m/m / 4,39% a/a
12/06 (sex)EUAMichigan — sentimento e inflação (jun, prelim)proj. 46,6
17/06 (qua)BRCOPOM — decisão da Selicatual 14,50% a.a.

Fonte: Trade Hunter — economic_calendar (pg:economic_calendar) • as_of 2026-06-05T11:15Z. Horários convertidos para BRT (UTC−3). Feriado de Corpus Christi (04/06) conforme calendário B3.

Destaques do pregão de ontem — quarta, 03/06

Foi um pregão de aversão a risco generalizada: o Ibovespa cedeu para 170.331 pontos (~−2,4%), com o choque do tarifaço dos EUA (proposta de 25% sobre produtos brasileiros) batendo em cheio nos setores domésticos e na percepção de risco-país. O bloco bancário foi devastadoB3SA3 ▼4,79%, BPAC11 ▼4,53%, BBDC4 ▼2,14%, ITUB4 ▼2,00% e BBAS3 ▼1,56% —, ampliado pela disparada da curva DI. A Vale recuou 3,65% (R$ 81,90), pesando como sempre pelo seu tamanho no índice, enquanto a Petrobras segurou melhor (PETR4 ▼0,43%, R$ 41,39), amparada pelo petróleo. Nas pontas, a destruição foi nas small/mid caps e na saúde: DASA3 ▼11,69%, MLAS3 ▼10,86%, HAPV3 ▼9,16%, POSI3 ▼8,62% e CSAN3 ▼7,73%. Do lado verde, um padrão revelador: exportadores e defensivas resistiramBEEF3 ▲3,14% e SUZB3 ▲1,26% (beneficiados pelo real mais fraco), saneamento CSMG3 ▲3,18% e a PRIO3 ▲0,92%.

Maiores altasVar.Maiores baixasVar.Maior volumeR$
RAIZ4▲5,26%DASA3▼11,69%PETR41,67 bi
CSMG3▲3,18%MLAS3▼10,86%ITUB41,43 bi
BEEF3▲3,14%HAPV3▼9,16%VALE31,40 bi
BRAV3▲1,26%POSI3▼8,62%BPAC11682 mi
SUZB3▲1,26%PLPL3▼8,49%SBSP3615 mi
PRIO3▲0,92%CSAN3▼7,73%B3SA3558 mi

No fluxo anômalo do dia, chamaram atenção o BTG comprando BPAC11 a 3,0x a média e a XP vendendo ITUB4 a 2,6x, além de UBS comprando B3SA3 (2,1x) e SBSP3 dos dois lados (UBS comprando 2,2x / Goldman vendendo 2,4x). A LOGG3 foi o nome de maior anomalia de volume (AVAT 3,8x), com explosão de open interest em opções — vale o radar para algum evento em Log CP.

Fonte: Trade Hunter — session.summary / screener EOD da B3 (último pregão fechado, 03/06) • fluxo anômalo via Calc-Papeis (top atual vs P50 de 60 dias). AVAT = volume sobre a média. as_of 2026-06-05T11:15Z (foto do cache do último pregão).

Fechamento dos players de WIN e WDO — 03/06

O fechamento dos futuros conta uma história limpa de risk-off bem posicionado: no dia do tombo, o dinheiro institucional/estrangeiro estava vendido no índice e comprado em dólar — os dois lados certos da queda — enquanto o varejo ficou do lado errado.

WIN (mini-Ibovespa · WINM26)

Giro de R$ 652 bi em ~19,0 milhões de contratos, 31 corretoras, preço médio 171.893. No saldo financeiro líquido, a XP foi a grande compradora do índice em queda (+R$ 1,85 bi) — absorvendo a ponta comprada (varejo) que apanhou —, contra a Ágora fortemente vendida (−R$ 1,67 bi) e a Morgan Stanley (−R$ 944 mi), desks que shortaram o índice e acertaram a direção. JP Morgan (+R$ 488 mi) e BTG (+R$ 473 mi) também ficaram comprados. Em anomalia de volume, Merrill comprou 2,7x o normal e Mirae rodou ~2,4x os dois lados.

Maior volume% do diaMaiores compradores líq. (R$)Maiores vendedores líq. (R$)
XP — 31,9%compradorXP +1,85 biÁgora −1,67 bi
Ideal — 19,0%compradorJP Morgan +488 miMorgan St. −944 mi
BTG — 14,0%compradorBTG +473 miSantander −340 mi
Genial — 11,3%vendedorIdeal +358 miRenascença −285 mi
UBS — 7,5%mistoItaú +108 miGenial −208 mi

WDO (mini-dólar · WDON26)

Giro de R$ 137 bi em ~2,70 milhões de contratos, 29 corretoras, preço médio 5.087. Com o dólar subindo ~1,3% no dia, os grandes bancos ficaram comprados em dólar e lucraram: JP Morgan (+R$ 1,84 bi), Goldman (+R$ 1,12 bi) e BTG (+R$ 1,03 bi) lideraram a ponta compradora, com Tullett e Itaú atrás. Do outro lado, vendidos em dólar (apanhando) ficaram as casas de varejo: Ativa (−R$ 1,25 bi), XP (−R$ 1,01 bi), Necton (−R$ 968 mi) e CM Capital (−R$ 936 mi). O contraste é didático: banco estrangeiro comprado em dólar de proteção, varejo vendido na contramão do choque.

Maior volume% do diaComprador líq. de US$ (R$)Vendedor líq. de US$ (R$)
XP — 23,1%vendedorJP Morgan +1,84 biAtiva −1,25 bi
UBS — 12,6%vendedorGoldman +1,12 biXP −1,01 bi
BTG — 12,6%compradorBTG +1,03 biNecton −968 mi
Ideal — 9,8%compradorTullett +746 miCM Capital −936 mi
Genial — 9,4%compradorItaú +591 miUBS −695 mi

Fonte: Trade Hunter — market.eod.futures_players (pg:eod_futuros_trades) • data 2026-06-03 (as_of 2026-06-03T23:00Z). Tick em R$ já aplicado; saldo = financeiro líquido (compras − vendas). Amplitude média recente: WIN ~2.913 pts, WDO ~42,4 pts (9 pregões).

Fluxo e derivativos

O último dado de fluxo (02/06, ainda anterior ao choque de quarta) já mostrava o estrangeiro de saída — vendido R$ 45 mi no dia e ~R$ 0,9 bi no acumulado de junho — com os institucionais locais comprando (+R$ 1,8 bi no mês): o padrão de sempre, com o local segurando o índice enquanto o gringo reduz. A reação ao tarifaço de 03/06 só aparecerá nos próximos dados. Nos derivativos (ref. 02/06), o destaque ficou com a explosão de open interest em opções de LOGG (PUTs e CALLs disparando) — casando com o AVAT de 3,8x do papel — e com BRAV3 seguindo \"hard to borrow\" (aluguel a ~34% a.a.), nome com risco de squeeze.

Fonte: Trade Hunter — session.summary (fluxo estrangeiro B3 ref. 02/06; aluguel/opções ref. 02/06). A B3 divulga essas séries só pós-fechamento, com defasagem. as_of 2026-06-05T11:15Z.

Notícias do dia

  • Tarifaço EUA × Brasil (o tema do momento): os EUA propuseram tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras após a investigação da Seção 301 do USTR, por práticas consideradas \"irrazoáveis\". O governo Lula vê espaço para negociar (a Amcham fala em \"janela\"), mas promete responsabilizar politicamente a oposição se a negociação falhar; o representante comercial Greer diz que as tarifas ao Brasil são \"diferenciadas\" e que virão mais ações da Seção 301. Em paralelo, Trump reduziu de 25% para 15% a tarifa sobre alguns produtos de aço e alumínio. (G1 Economia, Poder360 — urgência alta)
  • Macro global: negociações de paz EUA–Irã seguem estagnadas em meio a hostilidades no Oriente Médio, e o foco do mercado se volta ao payroll de hoje. (Reuters)
  • Petrobras: a estatal ajustou o preço do diesel A rodoviário a partir de amanhã, sem impacto nas distribuidoras. (G1 Economia)
  • Tecnologia / IA: a Nvidia certificou as três maiores fabricantes de memória para fornecer HBM4 (plataforma Vera Rubin); o JP Morgan elevou a Tesla de \"abaixo da média\" para \"neutra\". (Bloomberg / Reuters)
  • Empresas BR: a Atom Educação (ATED3) informou que o contrato de intermediação da OPA entre Mirae Asset e Valorant Capital foi encerrado. (Reuters)

Fonte: Trade Hunter — news feed agregado (Reuters, Bloomberg, G1, Poder360) • manchetes de 05/06/2026, com o tema tarifário retomando notícias dos últimos dias. as_of 2026-06-05T11:15Z.

Nosso Ibovespa e a composição

O índice entra hoje em 170.331 pontos, já depois de absorver o choque de quarta. Olhando os maiores pesos da carteira, o saldo é de forças cruzadas com viés negativo:

  • Vale (VALE3) — peso de commodity no topo do índice: caiu 3,65% na quarta e hoje tem leitura levemente negativa no pré — minério ▼0,91%, China ▼1,79% e ADR VALE ▼0,36%. Sem alívio do exterior, segue como peso.
  • Petrobras (PETR3 + PETR4) — outro peso máximo: foi a blue chip que mais resistiu na quarta (PETR4 ▼0,43%) e hoje fica neutra: petróleo de lado e ADR PBR ▼0,08%. É o nome que pode \"segurar\" o índice se o resto piorar.
  • Bancões + B3 (ITUB4, BBAS3, BBDC4, BPAC11, B3SA3) — o maior bloco doméstico: é o ponto frágil. Apanharam forte na quarta (−1,6% a −4,8%) e seguem reféns do juro e do risco-país: a curva DI disparou (DI jan/29 a 14,405%, ▲0,39 p.p. vs fech. anterior; vértices intermediários ▲0,30 a ▲0,40 p.p.), com a Selic em 14,5% (COPOM em 17/06) e o prêmio fiscal/tarifário inflando a ponta longa. Juro subindo e CDS mais alto (120 bps) são vento direto contra o maior bloco do índice depois das commodities.
Síntese. Com a Vale levemente pressionada por minério e China fracos, a Petrobras neutra sem o empurrão do petróleo, e o bloco bancário sob a curva DI em disparada e o overhang do tarifaço, o saldo dos pesos-pesados é de abertura cautelosa, levemente negativa. O WIN colado no ajuste de quarta (170.920) e o dólar firme confirmam a indefinição — o mercado já precificou boa parte do susto de 03/06 e agora espera o payroll das 9h30 antes de decidir o próximo passo. Liquidez de feriado pede dobro de cautela.

Fonte: Trade Hunter — combinação de session.summary (pesos/volume e moves do índice, ref. 03/06), back-abertura (commodities/ADRs, 05/06) e economics.snapshot (DI/Selic/CDS). Composição discutida pelos maiores pesos por volume/relevância; não reproduz a ponderação oficial da carteira teórica do Ibovespa.

Macro de fundo

IndicadorValorReferência
Selic meta14,50% a.a.vigente (próx. COPOM 17/06)
Focus — Selic fim de 202613,25%29/05
Focus — IPCA 20265,09%29/05
IPCA (a/a)4,39%abr/26
IGP-M (a/a)1,96%mai/26
CDI14,40% a.a.jun/26
Taxa de desemprego5,8%abr/26
PIB (a/a)1,8%1º tri/26
Dívida bruta / PIB80,37%abr/26
CDS Brasil 5 anos120,4 bps04/06 (▲2 bps)
EUA — Fed Funds3,75%04/06
EUA — Treasury 10 anos4,47%05/06
EUA — VIX (fech. 04/06)15,2504/06

Fonte: Trade Hunter — economics.snapshot (pg:econ_data, econ_indicators) • as_of 2026-06-05T11:15Z; cada linha com sua data de referência.

Notas. Dados de pré-mercado (índices externos, commodities, moedas, ADRs, WIN/WDO) são leituras ao vivo de ~08:15 BRT de 05/06/2026. Os destaques de ações e o fechamento dos players de futuros referem-se ao último pregão fechado (quarta, 03/06) — quinta (04/06) foi Corpus Christi, sem pregão na B3. Fluxo estrangeiro e aluguel/opções têm defasagem (ref. 02/06). A variação de −2,44% do WIN é o movimento do pregão de 03/06 (vs ajuste de 02/06, 175.187), não um novo gap do pré de hoje. Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento.