Pré-mercado — 03/06/2026

Exterior em leve risk-off com petróleo ▲2,3% (tensão no Oriente Médio) e juros globais em alta. Ibovespa fechou 02/06 a ~174,2 mil (+1,2%) puxado por Vale (+4,1%) e siderurgia (+6 a +8%). Hoje PBR ▲0,45% e VALE ▼0,74% se anulam nos dois maiores pesos; DI cede na ponta e alivia bancos; tarifaço de 25% dos EUA pesa. Goldman comprou WIN (+R$1,6 bi); gringo saiu −R$885 mi no 1º dado de junho. WIN colado no ajuste (175.230 vs 175.187). Corpus Christi 5ª encurta a semana do payroll.

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Pré-mercado — 03/06/2026

Pré-mercado · 03/06/2026 · Abertura de 03/06 • petróleo ▲2,3% reanima a Petrobras, minério ▼ tira da Vale e o DI cede aliviando bancos; tarifaço de 25% dos EUA é o overhang. WIN colado no ajuste; semana curta (Corpus Christi 5ª) rumo ao payroll de sexta.
O que move a abertura. Manhã de leve risk-off lá fora puxado pelo petróleo. O Brent dispara ▲2,3% (US$ 98,17) e o WTI ▲2,3% (US$ 95,89) com a reescalada das tensões no Oriente Médio/Irã — o que esfria o apetite por risco global, mas devolve o protagonismo à Petrobras. Os juros longos sobem no mundo (Treasury 10a 4,48%, Bund ▲1,4%, JGB ▲2,3%, com o iene de novo na zona de intervenção de 160), pressionando a Europa no vermelho (DAX ▼0,99%) e deixando os futuros dos EUA mistos à espera do ADP (09h15) e do ISM Serviços (11h), aperitivos do payroll de sexta. A Ásia fechou positiva (Nikkei ▲1,45%, China ▲0,49%). No doméstico, o Ibovespa vem de um pregão forte (02/06, +1,2%, a ~174,2 mil) puxado por Vale e aço; hoje o WIN abre colado no ajuste (175.230 vs 175.187) e o quadro dos pesos-pesados se inverte — PBR ▲0,45% ganha do minério ▼0,57% que tira da VALE ▼0,74%. Sobre tudo paira o overhang do tarifaço de 25% dos EUA (Seção 301) sobre o Brasil, com reunião ministerial do Lula às 10h. Viés de abertura: morno/indefinido, com PETR e bancos (DI cedendo) do lado positivo e o risco-Brasil tarifário do lado negativo.
Foto de pré-mercado às ~08:16 BRT de 03/06/2026. Fonte: Trade Hunter — back-abertura (feeds internacionais real-time), as_of 2026-06-03T11:16Z.
Ibovespa (fech. 02/06)
174.198
▲~1,2% no pregão de 02/06
WIN · WINM26
175.230
▲0,02% vs ajuste 175.187 — colado
WDO · WDON26
5.041
▼0,08% vs ajuste 5.045
S&P 500 fut.
7.616,8
▼0,09%
Brent
US$ 98,17
▲2,26%
VIX
16,05
▲1,78%
USD/BRL (PTAX 02/06)
5,016
▼0,28% — real firme
DI jan/27
14,16%
▼4,5 bps — afrouxa

Mercados do Oriente e Europa

A Ásia fechou no azul. O Japão foi o destaque (Nikkei ▲1,45%), mesmo com os juros dos JGBs em forte alta (10 anos ▲2,33%) e o iene de volta à zona de intervenção de 160 — o que levou autoridades de Tóquio a um novo alerta verbal. A China subiu de leve (CSI 300 ▲0,49%), enquanto a Austrália recuou marginalmente (ASX 200 ▼0,18%). Na Europa, abertura generalizadamente negativa: a alta dos preços do petróleo e dos juros longos (Bund 10 anos ▲1,41%) pesa sobre o sentimento, e economistas do BCE alertaram em blog para um risco inflacionário maior do que em 2022 na Zona do Euro. O DAX lidera as perdas (▼0,99%).

RegiãoÍndiceÚltimoVariação
ÁsiaNikkei 225 (Japão)68.475▲1,45%
ÁsiaCSI 300 (China)4.939▲0,49%
ÁsiaASX 200 (Austrália)8.757▼0,18%
EuropaDAX (Alemanha)24.875▼0,99%
EuropaFTSE 100 (Reino Unido)10.344▼0,46%
EuropaCAC 40 (França)8.173▼0,40%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (índices internacionais) • as_of 2026-06-03T11:16Z (~08:16 BRT). Variação vs. fechamento anterior. Ásia já fechada; Europa em pregão.

Pré-mercado americano

Os futuros dos EUA operam mistos, fazendo uma pausa perto das máximas históricas após o forte rali de tecnologia/IA — o S&P tenta estender a sequência de altas mais longa em mais de três décadas. A alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio moderam o apetite por risco, enquanto os juros longos sobem (Treasury 10 anos a 4,48%, ▲0,8%), em parte pelos gastos recordes de infraestrutura de IA remodelando a oferta de dívida. O VIX sobe de forma contida (16,05) e a cripto avança (Bitcoin ▲0,82%). A agenda do dia é cheia: ADP (09h15), ISM/PMI Serviços (11h) e Livro Bege (15h) — tudo lido como prévia do payroll de sexta-feira, o grande evento da semana. O JPMorgan reforçou a tese de um "superciclo de lucros" levando as ações a novas máximas.

Ativo (EUA)ÚltimoVariação
Dow Jones (fut.)51.241▼0,31%
S&P 500 (fut.)7.616,8▼0,09%
Nasdaq 100 (fut.)30.774▲0,20%
VIX (volatilidade)16,05▲1,78%
Treasury 10 anos4,481%▲0,8%
BitcoinUS$ 67.204▲0,82%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (futuros US, juros, cripto real-time) • as_of 2026-06-03T11:16Z. Variação vs. fechamento anterior.

Commodities e moedas

O petróleo é o motor do dia: Brent ▲2,26% (US$ 98,17) e WTI ▲2,26% (US$ 95,89), com a reescalada das tensões no Oriente Médio/Irã recolocando prêmio de risco no barril — leitura positiva para PETR3/4 e PRIO3. Do outro lado, o minério de ferro recua (▼0,57%, US$ 780), um vento contra marginal para Vale e siderurgia depois do rali de ontem. O ouro cede (▼0,59%) e o níquel cai (▼1,08%). No câmbio, o dólar à vista fechou 02/06 em R$ 5,016 (PTAX, ▼0,28%) e o WDO de julho opera marginalmente abaixo do ajuste — real firme, apesar do ruído tarifário. O CDS de 5 anos segue ancorado em 118 bps.

AtivoÚltimoVariaçãoLeitura p/ B3
Petróleo BrentUS$ 98,17▲2,26%Suporte p/ PETR3/4, PRIO3
Petróleo WTIUS$ 95,89▲2,26%idem
Minério de ferroUS$ 780▼0,57%Leve vento contra p/ Vale e siderurgia
OuroUS$ 4.462▼0,59%
NíquelUS$ 19.023▼1,08%
USD/BRL (PTAX 02/06)5,016▼0,28%Real firme
EUR/USD1,1618▼0,12%
USD/JPY159,80▼0,09%Iene na zona de intervenção (160)

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (commodities/moedas real-time) e economics.snapshot (PTAX/CDS) • as_of 2026-06-03T11:16Z. PTAX ref. 02/06.

ADRs Brasil — PBR e VALE (pré-mercado em NY)

Os dois maiores pesos do índice trocam de lado em relação a ontem, no compasso das commodities: a PBR (Petrobras) sobe, acompanhando a disparada do petróleo, enquanto a VALE cede de leve, pressionada pelo minério em baixa e devolvendo parte do salto de ▲4,1% que teve na B3 no pregão de 02/06.

ADREmpresaÚltimo (US$)Fech. ant.Variação
PBRPetrobras18,8018,72▲0,45%
VALEVale16,6916,82▼0,74%

Fonte: Trade Hunter — back-abertura (ADRs Brasil) • leituras de 08:14–08:16 BRT, 03/06/2026. Variação vs. fechamento anterior em NY.

Calendário de indicadores

Semana curta: quinta-feira (04/06) é Corpus Christi — não há pregão na B3. Com muita gente emendando a sexta (05/06), a liquidez tende a encolher justamente no dia do payroll dos EUA. Planeje posição e gestão de risco para a janela.

Hoje — quarta, 03/06

Hora (BRT)PaísEventoAnterior / ProjeçãoRelev.
09:00BRProdução Industrial (abr) — m/m e a/aant. +0,1% m/m · +4,3% a/aAlta
09:15EUAEmprego privado ADP (mai)proj. 109KAlta
10:00BRPMI Serviços / Composto S&P Global (mai)comp. ~52,4Média
10:45EUAPMI Serviços S&P (mai)proj. 51,0Média
11:00EUAISM Serviços (mai) + Encomendas à Indústria (abr)ISM proj. 53,6 · fábrica ant. +1,5%Alta
11:30EUAEIA — estoques de petróleo (sem.)ant. −3,3MMédia
14:30BRFluxo Cambial Estrangeiro (sem.)Média
15:00EUALivro Bege (Beige Book)Média
15:00BRBalança Comercial (mai)proj. ~US$ 10,5 biAlta

Resto da semana

DataPaísEventoAnterior / Projeção
04/06 (qui)BR⚠️ Corpus Christi — sem pregão na B3
04/06 (qui)EUASeguro-desemprego (inicial) + Challenger + Produtividadeproj. 211K / ant. 215K
05/06 (sex)EUAPayroll (NFP, mai) + Desemprego + Ganho/horaNFP proj. ~115K · desemp. 4,3% · ganho +0,3% m/m
05/06 (sex)BRProdução e Vendas de Veículos (mai)ant. −9,5% / −7,8%
10/06 (qua)EUACPI (mai)a/a proj. ~3,8%
12/06 (sex)BRIPCA (mai)mensal proj. ~0,67% · a/a ~4,39%

Fonte: Trade Hunter — economic_calendar (pg:economic_calendar) • as_of 2026-06-03T11:16Z. Horários convertidos para BRT (UTC−3). Feriado de Corpus Christi (04/06) conforme calendário B3. Próximo COPOM em 17/06 (Selic em 14,50%).

Destaques do pregão de ontem — terça, 02/06

Terça foi de rali puxado por commodities e siderurgia, e o Ibovespa subiu ~1,2%, fechando a ~174.198 pontos. A Vale (VALE3 ▲4,11%, R$ 85,06) — maior peso e maior giro do dia (R$ 1,56 bi) — liderou junto com o aço: CSNA3 ▲8,40%, USIM5 ▲8,03%, GGBR4 ▲6,31% (R$ 462 mi), GOAU4 ▲5,91% e CMIN3 ▲4,41%. A LOGG3 foi o destaque de fluxo (▲5,87% com AVAT 4,53x, a maior do dia). A Petrobras destoou (PETR4 ▼0,74%, ainda assim 2º maior giro com R$ 1,14 bi), num pregão em que os bancos vieram mistos/levemente positivos (ITUB4 ▲0,61%, BPAC11 ▲1,00%, B3SA3 ▲0,37%, ITSA4 ▲1,02%). Do lado das quedas, RAIZ4 ▼5,00% após anunciar plano de recuperação extrajudicial, além de CASH3 ▼5,73%, MGLU3 ▼2,58% e WEGE3 ▼2,21% (R$ 422 mi de giro).

Maiores altasVar.Maiores baixasVar.Maior volumeR$
VVEO3▲9,70%CASH3▼5,73%VALE31,56 bi
CSNA3▲8,40%RAIZ4▼5,00%PETR41,14 bi
USIM5▲8,03%HBOR3▼4,13%ITUB4919 mi
GGBR4▲6,31%SYNE3▼3,19%B3SA3636 mi
GOAU4▲5,91%CAML3▼3,10%AXIA3492 mi
LOGG3▲5,87%GGPS3▼3,10%RENT3477 mi

Fonte: Trade Hunter — session.summary / screener da B3 (último pregão fechado, 02/06; agregador ao vivo) • AVAT = volume sobre a média. Variação vs. fechamento anterior. Índice de 02/06 (174.198) ante 01/06 (172.197). as_of 2026-06-03T11:16Z (foto do cache do último pregão). Obs.: o arquivo EOD de ações (pg:daily_ohlcv_acoes) ainda não havia processado 02/06 no horário desta foto.

Fechamento dos players de WIN e WDO — 02/06

WIN (mini-Ibovespa · WINM26)

Giro de R$ 654 bi em 18,7 milhões de contratos, 31 corretoras, preço médio 174.738. No saldo financeiro líquido, o destaque foi o Goldman fortemente comprado (+R$ 1,59 bi / +45.448 contratos) — desk montando posição no índice num dia de alta de commodities. Acompanharam comprando Genial (+R$ 575 mi), Itaú (+R$ 372 mi), JP Morgan (+R$ 367 mi) e Morgan (+R$ 333 mi). Do lado vendedor, XP (−R$ 1,02 bi), Ideal (−R$ 783 mi), BTG (−R$ 634 mi), Ágora (−R$ 402 mi) e UBS (−R$ 252 mi). Em anomalia de volume, Merrill vendeu 2,5x e Citigroup comprou 2,4x o normal.

Maior volume% do diaSaldo comprador (R$)Saldo vendedor (R$)
XP — 31,7%vendedorGoldman +1,59 biXP −1,02 bi
Ideal — 18,5%vendedorGenial +575 miIdeal −783 mi
BTG — 14,8%vendedorItaú +372 miBTG −634 mi
Genial — 11,2%compradorJP Morgan +367 miÁgora −402 mi
UBS — 7,3%vendedorMorgan +333 miUBS −252 mi

WDO (mini-dólar · WDON26)

Giro de R$ 98,5 bi em 1,95 milhão de contratos, 29 corretoras, preço médio 5.047 — pregão de rolagem (o WDO de junho venceu e o contrato de julho assumiu a ponta), o que explica as anomalias gigantes de volume (Toro rodou ~350x a média nos dois lados). No saldo, o BGC foi o grande comprador líquido de dólar (+R$ 3,48 bi), contra os vendedores Morgan (−R$ 2,39 bi), Tullett (−R$ 1,55 bi) e UBS (−R$ 1,44 bi) — o UBS repetindo o papel de vendedor de dólar do pregão anterior. XP (+R$ 1,18 bi) e Genial (+R$ 475 mi) também compraram.

Maior volume% do diaComprador líq. de US$ (R$)Vendedor líq. de US$ (R$)
XP — 23,0%compradorBGC +3,48 biMorgan −2,39 bi
UBS — 13,1%vendedorXP +1,18 biTullett −1,55 bi
BTG — 12,7%compradorGenial +475 miUBS −1,44 bi
Genial — 10,8%compradorCM Capital +386 miItaú −586 mi
Ideal — 8,8%compradorSantander +356 miTerra −487 mi

Fonte: Trade Hunter — market.eod.futures_players (pg:eod_futuros_trades) • data 2026-06-02 (as_of 2026-06-02T23:00Z). Tick em R$ já aplicado; saldo = financeiro líquido (compras − vendas). % do dia = participação no volume. Amplitude média recente: WIN ~2.915 pts, WDO ~43,1 pts (9 pregões).

Fluxo e derivativos

No fluxo, o primeiro dado de junho (ref. 01/06) trouxe o estrangeiro vendido em −R$ 885 mi, com os institucionais locais firmes do outro lado (+R$ 1,41 bi) e a pessoa física comprando (+R$ 212 mi) — o local segurando o índice enquanto o gringo sai, padrão que vem desde maio. Atenção ao Fluxo Cambial de hoje (14h30), que já saiu negativo em US$ 3,6 bi no recorte semanal. Nos derivativos (ref. 02/06), o destaque foi a LOGG3: explosão de open interest de opções (PUTs +10.002%, CALLs +1.995%) casada com a AVAT 4,53x e a alta de ▲5,87% — claramente o papel da rodada. No aluguel (BTB), BRAV3 segue "hard-to-borrow" (taxa em ~34% a.a., +73 bps — risco de squeeze) e o saldo de AZUL3 caiu −65% (redução de posição short sobre R$ 8,7 bi). LILY34 teve salto de taxa (+449 bps).

Fonte: Trade Hunter — session.summary (fluxo estrangeiro B3 ref. 01/06; aluguel/opções ref. 02/06). B3 divulga essas séries só pós-fechamento. Fluxo Cambial via economic_calendar. as_of 2026-06-03T11:16Z.

Notícias do dia

  • Tarifaço EUA × Brasil (tema do dia): o USTR concluiu investigação da Seção 301 e propôs tarifa adicional de 25% sobre exportações do Brasil — dentro de um pacote contra ~60 países, sob alegação de "trabalho forçado". Estimativas falam em até US$ 15 bi/ano de impacto (Amcham) e US$ 4,1 bi em exportações ameaçadas (MDIC). Lula convocou reunião ministerial às 10h no Planalto; a China rejeitou as acusações e criticou as sobretaxas. (Reuters / Bloomberg / Agência Brasil, 00:01–08:13 BRT)
  • Petróleo / geopolítica: Brent e WTI ▲2,3% com a reescalada das tensões no Oriente Médio/Irã; manchetes citam possível alívio do bloqueio ao Irã "até o Labor Day". Futuros dos EUA recuam com o petróleo esfriando o apetite por risco. (Invezz / Reuters / Financial Juice)
  • Juros / câmbio global: economistas do BCE alertam para risco inflacionário maior que em 2022 na Zona do Euro; o iene voltou à zona de intervenção de 160, levando a novo alerta de Tóquio. (Reuters)
  • Corporativo Brasil: o Bradesco reduziu participação na Brava Energia (BRAV3) para 3,04% (de 12,18%), via operações de empréstimo; a Raízen (RAIZ) divulgou fato relevante sobre minuta do plano de recuperação extrajudicial (assembleias de debenturistas e CRA). (Reuters / CVM)
  • Lá fora: Macy's elevou guidance (1º crescimento trimestral em ~4 anos); JPMorgan vê "superciclo de lucros" levando ações a recordes; Eli Lilly licenciou tecnologia de edição genética da Ascidian (até US$ 1,9 bi). (Bloomberg / Reuters)

Fonte: Trade Hunter — news feed agregado (Bloomberg, Reuters, Financial Juice, G1, Agência Brasil) • manchetes de 03/06/2026, 00:01–08:16 BRT. as_of 2026-06-03T11:16Z.

Fatos relevantes e comunicados (03/06)

Dia esvaziado de fatos relevantes domésticos: o feed da CVM amanheceu dominado por comunicados de BDRs — disponibilização de informações de companhias estrangeiras via Banco B3 (Alphabet, JPMorgan, Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo, Honda, Ryanair, National Grid, Medtronic, Palo Alto, Sigma Lithium, NXP, GDS, News Corp, Xcel, Franklin, ORIX, VTEX, GoPro). O único Fato Relevante local foi o da Raízen (RAIZ), sobre a minuta do plano de recuperação extrajudicial e a convocação de assembleias de debenturistas e CRA.

Fonte: Trade Hunter — informes/CVM (comunicados ao mercado entregues em 03/06/2026, ~07:00–08:01 BRT). PDFs em informes.tradehunter.app. as_of 2026-06-03T11:16Z.

Nosso Ibovespa e a composição

O índice entra hoje vindo de um pregão forte (~174.198 pts, +1,2% em 02/06), mas com forças cruzadas dentro da própria composição — e, em relação a ontem, os dois maiores pesos inverteram de lado:

  • Vale (VALE3) — maior peso: foi a estrela de ontem (▲4,11%, maior giro com R$ 1,56 bi) e puxou o índice. Hoje a leitura vira levemente negativaminério ▼0,57% e ADR VALE ▼0,74% —, podendo devolver parte do ganho.
  • Petrobras (PETR3 + PETR4): destoou ontem (PETR4 ▼0,74%) num dia de commodities, mas hoje recupera o protagonismo com Brent ▲2,3% e ADR PBR ▲0,45%. Suporte positivo para o maior bloco de peso ao lado da Vale.
  • Siderurgia e mineração (CSNA3, USIM5, GGBR4, GOAU4, CMIN3): voaram ontem (+6% a +8%); sem catalisador novo e com minério em leve queda, há risco de realização hoje.
  • Bancões + B3 (ITUB4, BBDC4, BBAS3, BPAC11, B3SA3) — o maior bloco doméstico: vieram mistos/positivos ontem e hoje ganham um alívio na margem com a curva DI cedendo na ponta (DI jan/27 ▼4,5 bps a 14,16%; jan/28 ▼6,5 bps). Selic em 14,50% (próximo COPOM 17/06).
Síntese. Com a Petrobras reanimada pelo petróleo, a Vale levemente pressionada pelo minério, a siderurgia arriscando realização e os bancos aliviados pelo DI em queda, o saldo dos pesos-pesados é de abertura morna/indefinida — coerente com o WIN colado no ajuste (175.230 vs 175.187). O contrapeso macro é o tarifaço de 25% dos EUA, o overhang do risco-Brasil, embora real firme (5,016) e CDS estável (118 bps) mostrem que ainda não há precificação de pânico. No tabuleiro de fluxo, o Goldman comprou índice ontem (+R$ 1,59 bi) enquanto o gringo saiu −R$ 885 mi no 1º dado de junho. Gatilhos do dia: produção industrial BR (09h), ADP (09h15), ISM Serviços (11h) e a reunião ministerial do Lula (10h) — com o payroll de sexta e o feriado de quinta moldando uma semana de liquidez fina.

Fonte: Trade Hunter — combinação de session.summary (pesos/volume e fluxo do índice, ref. 02/06), back-abertura (commodities/ADRs/futuros, 03/06) e economics.snapshot (DI/Selic/CDS). Composição discutida pelos maiores pesos por volume; não inclui a ponderação oficial da carteira teórica.

Macro de fundo

IndicadorValorReferência
Selic meta14,50% a.a.vigente (próx. COPOM 17/06)
Focus — Selic fim de 202613,25%29/05
Focus — IPCA 20265,09%29/05
IPCA (a/a)4,39%abr/26
IGP-M (a/a)1,96%mai/26
CDI14,40% a.a.jun/26
Taxa de desemprego5,8%abr/26
PIB (a/a)1,8%1º tri/26
Dívida bruta / PIB80,37%abr/26
CDS Brasil 5 anos118,4 bps03/06
USD/BRL (PTAX)5,01602/06
EUA — Fed Funds3,75%02/06
EUA — Treasury 10 anos4,48%03/06
EUA — VIX16,0503/06 (pré)
BrentUS$ 98,1703/06 (pré)

Fonte: Trade Hunter — economics.snapshot (pg:econ_data, econ_indicators) e back-abertura • as_of 2026-06-03T11:16Z; cada linha com sua data de referência.

Notas. Dados de pré-mercado (índices externos, commodities, moedas, ADRs, WIN/WDO) são leituras ao vivo de ~08:16 BRT de 03/06/2026. Destaques de ações referem-se ao último pregão fechado (terça, 02/06), via cache do agregador — o arquivo EOD de ações ainda não havia processado 02/06 nesta foto. Players de futuros são EOD de 02/06. Fluxo estrangeiro tem defasagem (ref. 01/06) e aluguel/opções refletem o último pregão publicado (02/06) — a B3 divulga essas séries só pós-fechamento. A variação do WIN/WDO no pré é medida contra o ajuste oficial de 02/06. Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento.