Pré-mercado — 01/07/2026

Pré-mercado 01/07: Ibovespa fechou o semestre a 172 mil (−0,68%); minério e cobre em queda, dólar firme lá fora e dados de emprego nos EUA no radar.

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Pré-mercado

Pré-mercado — 01/07/2026

01/07/2026

Primeiro pregão do segundo semestre. A B3 encerrou o primeiro semestre em queda — Ibovespa a 172.024 pontos (−0,68%) no pregão de 30/06 — e abre hoje sobre um pano de fundo de commodities metálicas em baixa lá fora, dólar firme no exterior e uma agenda carregada de dados de emprego nos EUA, aquecimento para o payroll de quinta-feira.

Ibovespa
172.024
−0,68% fechou 30/06
S&P 500 fut.
7.530
−0,24% após +0,72% ontem
USD/BRL
R$ 5,18
+0,09% fechou 30/06
Brent
US$ 72,3
−0,88% em andamento
Minério de ferro
733
−1,68% hoje
Cobre
13.150
−1,74% hoje
Treasury 10a
4,47%
firme pré-payroll
VIX
16,9
+2,49% ainda baixo

Madrugada e pré-abertura

Nos Estados Unidos, que fecharam ontem (30/06), o fim do semestre foi de alta puxada por tecnologia: S&P 500 +0,72% (7.494), Nasdaq 100 +1,68% e Dow +0,26%. Nesta manhã, porém, os futuros americanos devolvem parte — S&P fut −0,24%, Nasdaq fut −0,47% —, num compasso de espera pelos dados de emprego. Na Ásia, que já fechou hoje, o tom foi de leve realização: Nikkei −0,22%, ASX australiano −0,92% e CSI 300 chinês −0,41%, este apesar de indicadores industriais chineses sólidos. A Europa opera em andamento perto da estabilidade (DAX +0,33%, FTSE −0,37%, CAC −0,46%). O destaque cambial da madrugada é o iene na mínima de 40 anos ante o dólar (USD/JPY 162,74), pressionado pela firmeza dos Treasuries antes do payroll.

PraçaNívelVar.Sessão
S&P 500 (EUA)7.494+0,72%fechou ontem
Nasdaq 100 (EUA)30.276+1,68%fechou ontem
Dow Jones (EUA)52.319+0,26%fechou ontem
S&P 500 futuro7.530−0,24%em andamento
Nasdaq 100 futuro30.380−0,47%em andamento
Nikkei 225 (Japão)70.759−0,22%fechou hoje
ASX 200 (Austrália)8.712−0,92%fechou hoje
CSI 300 (China)4.959−0,41%fechou hoje
DAX (Alemanha)25.079+0,33%em andamento
FTSE 100 (R. Unido)10.486−0,37%em andamento
CAC 40 (França)8.365−0,46%em andamento

Commodities

Minério de ferro−1,68%
Cobre−1,74%
Prata−1,00%
Ouro−0,56%
Brent−0,88%
WTI−0,85%
Níquel+0,35%

O quadro de commodities é o que mais pesa para a abertura da B3: minério de ferro (−1,68%) e cobre (−1,74%) lideram a queda dos metais, com ouro (−0,56%) e prata (−1,00%) recuando também; no petróleo, Brent (−0,88%, US$ 72,3) e WTI (−0,85%, US$ 70,0) cedem com as negociações indiretas EUA–Irã em Doha e o Estreito de Ormuz em pauta. Lá fora, os ADRs brasileiros anteciparam o humor na pré-abertura de Nova York: Vale −0,87% (US$ 14,91) e Petrobras (PBR) −0,36% (US$ 16,13).

Moedas & juros

No câmbio, dólar firme no exterior (euro −0,30%, libra −0,11%) respinga de forma mista nos emergentes — peso mexicano (+0,25%), rand (+0,22%) e rúpia (+0,69%) mais fracos, enquanto peso colombiano (−0,47%) e chileno (estável) resistem. Os juros de 10 anos sobem de forma generalizada (EUA ~4,47%, Alemanha 2,88%, Japão 2,70%), tônica que sustenta o dólar e tira apetite por risco.

Agenda do dia

HorárioEventoPaísRelev.
09:30Challenger — cortes de vagas (jun): 45,8 mil (ant. 97,0 mil)EUAbaixa
11:30Empréstimos bancários (mai)BRmédia
11:45Discurso de Mary Daly (Fed)EUAmédia
12:15ADP — emprego privado (jun): est. 118 milEUAalta
13:00PMI industrial S&P Global (jun): ant. 49,1BRmédia
13:45PMI industrial S&P Global (jun): est. 55,7EUAalta
14:00ISM industrial (jun): est. 53,8; preços 77,7EUAalta
14:30Estoques de petróleo (EIA): est. −2,9 mi bblEUAalta
17:30Fluxo cambial estrangeiroBRmédia
19:15Discurso de TrumpEUAalta

Na agenda corporativa a semana é fraca — sem balanços de peso, já que a temporada do 2º trimestre só engrena no fim de julho. Destaque para a São Martinho (SMTO3), com AGO em 03/07, e para a única data-ex relevante à frente: Bradesco (BBDC3/BBDC4) fica ex-JCP na quinta (03/07), R$ 0,3154 por ON e R$ 0,3469 por PN (yield ~1,9%), com pagamento só em 29/01/2027.

O pregão de ontem (30/06)

O último pregão do semestre foi de queda generalizada. O Ibovespa recuou 0,68%, aos 172.024 pontos, com o IBrX (−0,67%) e o IBRA (−0,68%) no mesmo compasso e amplitude negativa — só Tecnologia (+0,05%) e Saúde (+0,03%) escaparam no fechamento setorial. O giro se concentrou nas blue chips, quase todas no vermelho: Itaú (ITUB4 −0,78%, R$ 1,7 bi de volume), Petrobras (PETR4 −0,87%, R$ 1,2 bi) e Vale (VALE3 −0,23%) puxaram o financeiro, com a Sabesp (SBSP3, estável) em foco pelo noticiário da incorporação da EMAE.

Maiores altas

VVEO3
+10,94%
NATU3
+4,08%
PINE4
+2,61%
BRAV3
+2,58%
ORVR3
+2,53%
EGIE3
+2,14%

Maiores baixas

AMER3
−8,85%
ONCO3
−7,46%
ABCB4
−6,26%
FRAS3
−3,57%
BRKM5
−3,48%
GMAT3
−3,40%

Entre as pontas, Viveo (VVEO3, papel de baixo valor a R$ 0,71) saltou 10,94% e a Natura (NATU3 +4,08%) reagiu — com o aluguel da ação encarecendo forte (taxa de BTB pulou para ~60% a.a., de ~37%), sinal de short pressionado. Do lado negativo, Americanas (AMER3 −8,85%) voltou ao noticiário ao esclarecer reportagem sobre suposta fraude de R$ 54 bi apurada pela PF; Oncoclínicas (−7,46%) e ABC Brasil (−6,26%) completaram as maiores quedas.

Desempenho setorial

Tecnologia da Inf.+0,05%
Saúde+0,03%
Utilidade Pública−0,24%
Bens Industriais−0,39%
Consumo n/ Cíclico−0,48%
Financeiro−0,49%
Comunicações−0,99%
Materiais Básicos−1,16%
Petróleo e Gás−1,23%
Consumo Cíclico−1,29%

No mapa setorial o vermelho dominou: Consumo Cíclico (−1,29%), Petróleo e Gás (−1,23%) e Materiais Básicos (−1,16%) puxaram a queda — os dois últimos em linha com a fraqueza das commodities, tema que segue vivo nesta manhã. Financeiro (−0,49%) e Utilidade Pública (−0,24%) recuaram menos.

Fluxo & derivativos

Na ponta do fluxo, junho fechou com o investidor estrangeiro sacando R$ 8,1 bilhões da B3 no mês — absorvidos pela pessoa física (+R$ 2,8 bi), pelos institucionais (+R$ 2,6 bi) e pelas instituições financeiras (+R$ 2,2 bi). No dado consolidado mais recente (29/06), porém, o gringo virou comprador pontual (+R$ 666 mi), com os institucionais do outro lado (−R$ 767 mi).

Estrangeiro
−R$ 8,09 bi
Pessoa física
+R$ 2,84 bi
Institucional
+R$ 2,64 bi
Inst. financeiras
+R$ 2,20 bi

Saldo líquido por participante — acumulado de junho na B3.

ContratoLíquido comprador (net)Líquido vendedor (net)
WIN — mini-IbovJP Morgan +16,0 mil · UBS +10,9 mil · Ideal +10,4 milMorgan −25,2 mil · Renascença −10,7 mil · BTG −5,8 mil
WDO — mini-dólarNecton +39,2 mil · BGC +32,2 mil · Renascença +27,6 milÁgora −35,6 mil · Morgan −32,6 mil · UBS −19,4 mil

Saldo líquido (compras − vendas) em contratos no fechamento de 30/06; WIN e WDO só voltam a negociar às 09:00. Bancos estrangeiros atuam como executores de fluxo de clientes — o lado oscila muito dia a dia. No mercado de opções, a razão put/call por volume fechou em 2,11 (bastante put girando, viés de proteção no dia), ainda que a posição em aberto (PCR 0,97) siga próxima da neutralidade.

Juros & expectativas

A curva de juros doméstica segue ancorada perto de 14% e quase plana: DI de jan/27 a 14,00%, jul/28 a 14,07% e o vértice longo de jan/36 a 14,18% — inclinação de apenas 18 pontos-base entre pontas. Nos EUA, a curva mostra Treasury de 2 anos a 4,10% e de 10 anos a 4,38% (firmando para ~4,47% nesta manhã), deixando o prêmio Brasil–EUA de 10 anos em torno de 10 pontos percentuais.

jan/27jan/36

O Boletim Focus mais recente (26/06) manteve a Selic projetada para o fim de 2026 em 14,00% — mas a trajetória é reveladora: essa mediana subiu de 13,00% no começo de maio para 14,00% agora, sinal de que o mercado passou a embutir menos corte à frente. O IPCA esperado para 2026 segue escorregando para cima (5,33%, ante 4,91% em maio), desancorado do teto da meta; o câmbio projetado fica em R$ 5,20 e o PIB em ~2,0%.

08/mai26/jun

Trajetória da mediana Focus para a Selic de fim de 2026, últimas 8 semanas.

Copom — Selic 14,25%

Terceiro corte do "ciclo de calibração" (−25 bps em 17/06, decisão unânime 7×0; −75 bps acumulados desde os 15,00%). A comunicação foi cautelosa, sem viés nem guidance e totalmente data-dependente: inflação desancorada e riscos fiscal e externo (petróleo/Oriente Médio) mantêm o tom neutro-cauteloso. Próxima reunião no fim de julho.

Fed — 3,50%–3,75%

Em compasso de espera, com o comitê dividido — há dissidência pedindo corte e resistência a adotar viés de afrouxamento. O gatilho da vez não é reunião, e sim os dados: ADP hoje e, sobretudo, o payroll de quinta (est. 114 mil) definem o humor de juros lá fora.

Ibovespa hoje

O balanço de forças para a abertura é levemente contrário ao risco. Do lado externo, a queda simultânea de minério (−1,7%) e cobre (−1,7%) é vento contra direto para Vale e a mineração/siderurgia — justamente o setor mais fraco de ontem —, enquanto o petróleo em baixa modera as petroleiras (ainda que a Petrobras carregue temas próprios: subsídio ao diesel de R$ 1,1 bi recebido e nova fórmula de preço do gás natural). Treasuries firmes (~4,47%) e dólar forte no exterior tendem a pesar sobre bancos e beta, e os futuros americanos no vermelho tiram força do WIN, que só abre às 09:00. No campo doméstico, a curva de juros estável em 14% e as expectativas de inflação ainda subindo limitam a expansão de múltiplos, e o ruído eleitoral — pesquisas de intenção de voto ganhando espaço no noticiário — adiciona prêmio de risco. Contrapeso: os BDRs de tecnologia voando ontem (AMD, ASML, TSMC) mostram que o apetite global por tech segue vivo, e o gringo esboçou uma compra pontual no último dado de fluxo.

O que observar na abertura
  • Commodities metálicas: minério e cobre em queda de ~1,7% pressionam VALE3 e Materiais Básicos na largada; o ADR da Vale já vinha −0,9% na pré-abertura.
  • Dia de emprego nos EUA: ADP (12h15), ISM industrial (14h) e discursos do Fed são o esquenta para o payroll de quinta — Treasury 10a firme e dólar forte no radar do beta e dos bancos.
  • Agenda local: Bradesco (BBDC3/BBDC4) vira ex-JCP na quinta (03/07); Suzano concluiu a JV com a Kimberly-Clark; e as pesquisas eleitorais adicionam volatilidade idiossincrática.