Panorama de Abertura — 29/06/2026
B3 abre a semana após sexta firme (+0,76%); overnight construtivo (futuros US verdes, VIX cedendo) mas com Ormuz aceso e gringo vendedor no mês.
Panorama de Abertura — 29/06/2026
1. Placar overnight
| Ativo | Nível | Var. | Sessão |
|---|---|---|---|
| S&P 500 futuro | 7.438 | +0,50% | em andamento |
| Nasdaq 100 futuro | 29.530 | +0,55% | em andamento |
| S&P 500 (à vista) | 7.344 | −0,17% | fechou sexta |
| VIX | 18,4 | −2,54% | fechou sexta |
| USD/BRL (PTAX) | 5,189 | −0,40% | sexta |
| DXY | 120,4 | +0,84% | — |
| Brent | US$ 73,2 | +0,85% | em andamento |
| Minério (Dalian) | 742,5 | +0,20% | Ásia hoje |
| Ajuste WINQ26 | 174.994 | — | sexta |
| Ajuste WDON26 | 5.186 | — | sexta |
2. Madrugada e pré-abertura
Ásia (hoje): sessão mista e sem direção forte — Nikkei −0,72%, ASX −0,13%, mas CSI 300 chinês no azul (+0,12%) e o minério de ferro sustentado em Dalian (+0,2%), o que é positivo para o bloco de mineração e siderurgia na B3. Europa (em andamento): abertura travada — FTSE +0,24% e CAC +0,13%, mas DAX pesado (−1,29%). EUA (fecharam sexta): o índice à vista veio de leve baixa (S&P −0,17%, Nasdaq −1,09%), mas os futuros já apontam recuperação (S&P +0,5%) com o VIX cedendo.
No câmbio o real fechou sexta firme (USD/BRL 5,19, −0,4%), embora o DXY siga forte lá fora (120,4). Treasury de 10 anos estável em 4,38%. ADRs Brasil sexta: destaque positivo para Nubank (+5,7%), Bradesco (+3,3%), Ambev (+2,9%), Sabesp (+2,8%) e Itaú (+2,5%) — leitura altista para os bancos. Do lado negativo, os papéis ligados a aço/papel apanharam: BAK/Braskem −7,1%, SUZ/Suzano −4,7%, SID/CSN −2,3%.
3. Agenda da semana
Semana de virada de mês e trimestre — atenção a indicadores de atividade e à abertura de julho. No internacional, o foco segue na escalada geopolítica em Ormuz e nos desdobramentos da ameaça de Trump de tarifa de 100% a países que adotem imposto sobre serviços digitais. No Brasil, anúncios do governo (Lula apresenta o Desenrola Adimplentes na segunda às 9h30) e a continuidade do debate fiscal após a dívida pública superar R$ 9 trilhões. Sem evento macro de primeira linha agendado para a abertura da segunda — o tom será dado pelo exterior e pelo fluxo.
4. O pregão de sexta (26/06)
O Ibovespa subiu 0,76% e fechou em 173.295 pontos, com o pano de fundo de DIs curtos cedendo após a ata do Copom. A liderança foi doméstica e sensível a juro: IMOB +1,72%, ICON (consumo) +1,64%, IFNC (financeiro) +1,39% e elétricas (IEEX) +1,13%. O setor de papel e celulose destoou — Suzano caiu 5,26% em forte volume (R$ 470 mi) — e o grande estresse do dia ficou em Braskem (BRKM5 −9,34%), com a S&P rebaixando o rating da companhia de "CCC−" para "D" (default).
| Ticker | Var. | Volume |
|---|---|---|
| VALE3 | −0,97% | R$ 1,98 bi |
| BBDC4 | +1,59% | R$ 980 mi |
| ITUB4 | +1,60% | R$ 973 mi |
| PETR4 | −1,25% | R$ 889 mi |
| B3SA3 | +1,98% | R$ 861 mi |
Altas: TOTS3 +5,81% (volume forte, R$ 142 mi), LWSA3 +5,06%, CYRE4 +4,65%. Baixas pesadas: VVEO3 −37% (evento específico), BRKM5 −9,34% (default S&P), SUZB3 −5,26%. AVAT alto em BDRs (BKNG34 16×, MSFT34 10×) — sexta de rebalanceamento.
Fluxo e players: no Ibovespa, BTG (+R$ 442 mi) e Morgan Stanley (+R$ 133 mi) foram os maiores compradores, contra UBS (−R$ 333 mi), XP (−R$ 239 mi) e JP Morgan (−R$ 200 mi) do lado vendedor. No agregado da B3 (dado de 24/06), o estrangeiro saiu R$ 856 mi e o institucional (+R$ 340 mi) e PF (+R$ 262 mi) absorveram. Nos minis, sexta teve XP fortemente vendida em WIN (−16,4 mil contratos) e WDO (−17,9 mil), com Ativa e Itaú do lado comprador no índice; em dólar, UBS liderou a ponta vendida (−25 mil) contra Necton e Itaú comprados.
5. Curva de juros
A curva DI fechou sexta com viés de queda nos vértices curtos e leve abertura nos longos — movimento clássico pós-ata mais branda no curto, com prêmio fiscal nos longos. DI jan/27 a 14,05% (−4 bps), DI jan/28 a 14,18%, e a ponta longa (jan/36+) ancorada em ~14,38%, com inclinação de apenas +33 bps no trecho. O mercado segue precificando Selic terminal na casa de 14% (Focus). Nos EUA, Treasury de 10 anos estável em 4,38%. Juro real alto continua sendo o principal vento contrário para os ativos de risco domésticos e para os múltiplos da bolsa.
6. Ibovespa na abertura da segunda
Os drivers se cruzam assim: minério sustentado na Ásia + China no azul dão suporte a VALE3 e ao bloco de materiais, ainda que CSN/Usiminas carreguem o overhang do aço importado e dos ADRs fracos de sexta. O petróleo firme com Ormuz é faca de dois gumes — bom para PETR4 na receita, mas o risco geopolítico pesa no humor global. Bancos vêm embalados pelos ADRs (Itaú, Bradesco, Nu todos verdes lá fora) e pela queda do DI curto. O real firme e o VIX recuando ajudam o beta, mas a saída persistente do gringo (−R$ 8,4 bi no mês) é o teto da festa.
- Petróleo & Ormuz — escalada no Estreito mantém Brent firme; PETR4 e o humor de risco global reagem à manchete. Acompanhar se vira aversão a risco.
- Bancos — ADRs verdes (Nu +5,7%, Bradesco, Itaú) + DI curto cedendo apontam abertura comprada em IFNC; é o setor que pode puxar o índice.
- Aço/papel sob pressão — Braskem em default (S&P "D"), Suzano e CSN fracos nos ADRs; o bloco de materiais ex-Vale começa a semana na defensiva.
Dados: B3, CVM, BCB — Trade Hunter MCP. Pregão de referência: 26/06/2026 (EOD). Overnight: leitura de sexta à noite / Ásia e Europa em andamento. Sem chamada direcional.