Long & Short — 27/07/2026
Só 8 pares cointegrados com |z|≥2 e 5 têm RIAA3 na ponta comprada; aluguel barato na linha toda — a fricção do dia está no days-to-cover.
Long & Short — 27/07/2026
O motor varreu 36.046 combinações de pares na janela de 200 pregões e devolveu um universo estreito: apenas 8 com resíduo estacionário e |z| ≥ 2. O fechamento de referência é o de 24/07 (sexta) — o pregão de hoje, 27/07, está em curso e não entra nos números abaixo.
1. Placar do dia
O stress de pares hoje tem um eixo só: das 8 combinações cointegradas com |z| ≥ 2, cinco têm RIAA3 (Guararapes) na ponta comprada — contra o índice, contra banco médio, contra mineradora, contra bolsa. Não é um par esticado; é uma ação que se descolou de tudo ao mesmo tempo, depois de cair 14,4% em 21 pregões e 20,5% em 63. O segundo bloco de stress está em Consumo Cíclico machucado (YDUQ3 e SBFG3 aparecem repetidamente na ponta comprada dos pares afrouxados).
Cointegração e correlação apontam para lugares diferentes. A cointegração (janela 200, spread estacionário) encontra o desvio em nomes de segunda linha e cross-setor. A correlação (ratio vs MM20, corr ≥ 0,70) está quase inteiramente dentro do setor Financeiro: 8 dos 10 pares do ranking livre são intra-Financeiro, com ALOS3 e a família Bradesco em quase todos. São dois mercados distintos de reversão convivendo no mesmo pregão.
A checagem que mata par de papel — a ponta vendida é shortável? — passou com folga hoje. Das 6 pontas vendidas dos destaques, nenhuma tem aluguel caro: a mais salgada é BOVA11 a 0,53% a.a. (percentil 24 do próprio histórico) e BBDC4 está a 0,01% a.a., percentil 0 — o mínimo dos 408 dias de histórico. A fricção do dia não é preço de aluguel, é tempo de saída: RAPT4 carrega short de 17,02% do free float e 15,2 pregões de days-to-cover.
2. Cointegração — ranking livre
Spread estacionário por ADF na janela de 200 pregões, β entre 0,3 e 3, liquidez mínima de R$ 10 mi nas duas pernas e preço acima de R$ 1. A coluna Montagem é a do motor, verbatim — quantidades β-neutras, não recalculadas. Pares marcados com z<2 entraram pelo afrouxamento único de min_abs_z para 1,5 (sem ele, o ranking teria 7 linhas).
| Par | Setor A → B | z | MV | ADF | β | Montagem (motor) | Notional A / B |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BOVA11 x RIAA3 | Índice → Consumo Cíclico | −3,07 | 4,9 | estacionário | 1,182 | V 584 BOVA11 / C 11.016 RIAA3 | R$ 99.835 / R$ 84.493 |
| ABCB4 x RIAA3 | Financeiro → Consumo Cíclico | −2,88 | 5,2 | estacionário | 0,979 | V 4.210 ABCB4 / C 13.317 RIAA3 | R$ 99.988 / R$ 102.141 |
| RAPT4 x YDUQ3 | Bens Industriais → Consumo Cíclico | −2,77 | 8,2 | estacionário | 1,205 | V 20.703 RAPT4 / C 10.662 YDUQ3 | R$ 99.995 / R$ 82.950 |
| PINE4 x RIAA3 | Financeiro → Consumo Cíclico | −2,62 | 6,3 | estacionário | 0,541 | V 7.639 PINE4 / C 24.083 RIAA3 | R$ 99.995 / R$ 184.717 |
| BRAP4 x RIAA3 | Materiais Básicos → Consumo Cíclico | −2,46 | 4,6 | estacionário | 0,707 | V 4.629 BRAP4 / C 18.433 RIAA3 | R$ 99.986 / R$ 141.381 |
| IRBR3 x RIAA3 | Financeiro → Consumo Cíclico | −2,20 | 6,4 | estacionário | 1,342 | V 1.857 IRBR3 / C 9.712 RIAA3 | R$ 99.981 / R$ 74.491 |
| B3SA3 x RIAA3 | Financeiro → Consumo Cíclico | −2,05 | 7,3 | estacionário | 0,716 | V 6.476 B3SA3 / C 18.209 RIAA3 | R$ 99.989 / R$ 139.663 |
| ALUP11 x IGTI11 · z<2 | Utilidade Pública → Financeiro | −1,93 | 4,4 | estacionário | 1,312 | V 3.045 ALUP11 / C 3.137 IGTI11 | R$ 99.967 / R$ 76.198 |
| RIAA3 x VALE3 · z<2 | Consumo Cíclico → Materiais Básicos | +1,93 | 4,8 | estacionário | 1,065 | C 13.037 RIAA3 / V 1.247 VALE3 | R$ 99.994 / R$ 93.824 |
| SMAL11 x VAMO3 · z<2 | Índice → Consumo Cíclico | +1,93 | 4,2 | estacionário | 2,380 | C 951 SMAL11 / V 13.327 VAMO3 | R$ 99.903 / R$ 41.980 |
MV = meia-vida em pregões. V = vender, C = comprar. A montagem é β-neutra por NOTIONAL: o motor dimensiona as pernas de modo que notional A ÷ notional B = β. Onde os dois notionais divergem muito, a exposição fica desbalanceada — SMAL11 x VAMO3 é o caso extremo do dia (2,4×), e PINE4 x RIAA3 vem logo atrás (1,8×). β-neutro não é caixa-neutro.
Os 8 pares que passam no corte |z| ≥ 2. Sete dos oito têm z negativo — o spread está comprimido, não esticado para cima.
3. Cointegração — mesmo setor
| Par | Setor | z | MV | ADF | β | Montagem (motor) | Notional A / B |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PRIO3 x UGPA3 | Petróleo. Gás e Biocombustíveis (mesmo segmento) | +2,96 | 17,7 | estacionário · p 0,0075 | 0,612 | C 1.700 PRIO3 / V 4.998 UGPA3 | R$ 99.994 / R$ 163.485 |
É o par de maior qualidade estatística do relatório — o menor p-valor do teste ADF (0,0075), as duas pernas no mesmo segmento (Exploração, Refino e Distribuição) e liquidez de R$ 176,9 mi na perna menos líquida. Em compensação, tem a meia-vida mais longa (17,7 pregões contra a mediana de 5,3): é a operação mais lenta da lista.
4. Cointegração — os 3 destaques
Selecionados por |z| alto, meia-vida curta, ADF estacionário e β positivo. O terceiro lugar por |z| bruto seria ABCB4 x RIAA3 (−2,88), mas ele repete a mesma ponta comprada do primeiro destaque — foi trocado por RAPT4 x YDUQ3 (−2,77), que traz duas pernas novas e a melhor confluência de lentes do dia.
BOVA11 / RIAA3 Índice × Consumo Cíclico maior |z| do dia
Operação: Vender BOVA11 / Comprar RIAA3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| BOVA11 | Vender | 170,95 | 584 | R$ 99.835 |
| RIAA3 | Comprar | 7,67 | 11.016 | R$ 84.493 |
β-neutro · razão β = 1,182 aplicada aos notionais (99.835 ÷ 84.493 = 1,18) · quantidades verbatim do motor, não recalculadas · exposição equilibrada (1,18×).
Dossiê das pontas
LONG · RIAA3 Guararapes / Riachuelo
Técnico: RSI 34,3 · %B 2,55 (colado na banda inferior) · StochRSI 15,0 · Estocástico K 1,32 e Williams %R −98,7 (fundo absoluto) · ADX 16,3 sem tendência, mas DI− 34,2 contra DI+ 18,5. Está 10,4% abaixo da MM21 e 11,4% abaixo da MM50, com Aroon marcando nova mínima na janela. O contraponto: divergência de alta oculta no IFR e no MACD — preço fez fundo mais alto que o oscilador.
Fundamento: aqui está a dissonância. A Guararapes fechou 2025 com crescimento de lucro de +527,4% — o 4º maior da bolsa — sobre receita de R$ 10,5 bi, margem líquida de 14,05% e ROE de 27,56% (32ª do mercado). A ação negocia 33,3% abaixo da máxima de 52 semanas e acumula −26,7% de drawdown vs o pico.
Fluxo (21 pregões): Morgan Stanley é o maior acumulador, +R$ 6,24 mi com persistência de 81% (comprador líquido em 17 dos 21 dias). BTG +R$ 3,55 mi e Santander +R$ 3,64 mi. Do outro lado, Itaú −R$ 5,02 mi e UBS −R$ 4,59 mi.
Execução: ADTV R$ 15,88 mi (percentil 78,8) · ordem de R$ 84,5 mil = 0,53% do volume diário → Operável.
SHORT · BOVA11 ETF do Ibovespa
Técnico: RSI 49,8 · %B 49,7 (exatamente no meio das bandas) · ADX 19,1 sem tendência, dentro da nuvem de Ichimoku, SuperTrend e SAR em alta. Score de viés +47 (alta). Ou seja: a ponta vendida não está esticada — todo o desvio do par vem da perna comprada.
Aluguel: taxa de 0,53% a.a., percentil 24 dos 404 dias de histórico (barata), short interest 1,55%. O days-to-cover aparece em 52,3, mas num ETF com criação e resgate primário esse número não mede a dificuldade real de cobrir.
Execução: a ficha de liquidez do motor não cobre ETFs — lacuna registrada. Pela liquidez apurada na janela de cointegração (R$ 809,3 mi/dia), a ordem de R$ 99,8 mil representa 0,012% do giro diário: irrelevante.
Fundamento: não se aplica — a perna vendida é o índice. O par é, na prática, uma ação contra o mercado.
Confluência (3 lentes): cointegração z −3,07 ✔ · ratio simples de 90 pregões z +2,97, percentil 98,9 (BOVA11 caro vs RIAA3, mesmo lado) ✔ · correlação: o par não consta da matriz do motor (liquidez ou correlação fora do corte) — lente não avaliável. 2 de 3.
Tese: spread no extremo de 200 pregões (z −3,07, 2 lentes, resíduo 1,5× fora da banda 2σ), long com fundamento excepcional (lucro +527%, ROE 27,6%) e sobrevendida com divergência de alta, short barato e líquido, meia-vida de 4,9 pregões — com a ressalva de que o par carrega beta de mercado comprado e a queda de RIAA3 não tem driver público mapeado (sem notícia em 14 dias, último informe CVM em 08/05).
PRIO3 / UGPA3 Petróleo e Gás — mesmo segmento melhor ADF
Operação: Comprar PRIO3 / Vender UGPA3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| PRIO3 | Comprar | 58,82 | 1.700 | R$ 99.994 |
| UGPA3 | Vender | 32,71 | 4.998 | R$ 163.485 |
β-neutro · razão β = 0,612 aplicada aos notionais (99.994 ÷ 163.485 = 0,61) · quantidades verbatim do motor · exposição desbalanceada: a perna vendida é 1,63× a comprada (β-neutro, não caixa-neutro).
Dossiê das pontas
LONG · PRIO3 E&P — Prio
Técnico: RSI 55,4 · %B 77,1 · StochRSI 85,4 · ADX 19,6 sem tendência definida · MFI 77,2 · abaixo da nuvem de Ichimoku, mas com SuperTrend e SAR em alta e MACD virado (histograma +0,697). Score +37, viés de alta. Está 19,4% abaixo da máxima de 52 semanas e 12,9% acima da MM200.
Fundamento: não figura no top-50 de ROE nem no de crescimento de lucro de 2025 — o spread aqui não vem de dissonância fundamental medida. Valor de mercado de R$ 51,3 bi contra R$ 36,5 bi da ponta vendida.
Fluxo (21 pregões): Itaú +R$ 202,5 mi com persistência de 85,7% e BTG +R$ 132,0 mi acumulando. Mas o estrangeiro está do outro lado: JP Morgan −R$ 241,9 mi, Goldman −R$ 205,3 mi e UBS −R$ 91,2 mi distribuindo a perna comprada.
Execução: ADTV R$ 525,2 mi — 8ª ação mais líquida de 534 (percentil 98,7). Ordem de R$ 100 mil = 0,02% → Operável.
SHORT · UGPA3 Ultrapar
Técnico: é a ressalva principal do par. RSI 72,1 (sobrecomprado), ADX 38,6 = tendência de alta forte, DI+ 42,8, médias empilhadas em alta, acima da nuvem, CMF +0,517 (fluxo comprador intenso). Está a 2,04% da máxima de 52 semanas, com máxima da série em 23/07 — um pregão antes do fechamento de referência. Acumula +122,8% em 252 pregões e +29,5% só nos últimos 21.
Aluguel: taxa de 0,11% a.a. — barata em nível absoluto, mas percentil 69,7 e subindo rápido: +266,7% contra a referência de 21 dias e 2,11× a média de 63 pregões. O estoque cresceu 16,4% em 21 dias. É short fácil (days-to-cover 2,4), porém com crowding incipiente.
Fluxo (21 pregões): alerta forte. Morgan Stanley foi comprador líquido em 21 dos 21 pregões (persistência 100%), +R$ 333,9 mi, e JP Morgan somou +R$ 412,4 mi. Merrill sustenta o outro lado com −R$ 456,8 mi.
Execução: ADTV R$ 164,0 mi (percentil 93,6) · ordem de R$ 163,5 mil ≈ 0,10% → Operável.
Confluência (3 lentes): cointegração z +2,96 ✔ · ratio simples de 90 pregões z −1,92, percentil 1,1 (quase o mínimo da janela; mesmo lado, mas abaixo do corte) · correlação z −1,09, mesmo lado. 1 lente acima de 2, com as outras duas alinhadas em direção.
Tese: o par com melhor pedigree estatístico do relatório (menor p-valor de ADF, mesmo segmento, liquidez institucional nas duas pernas) e o de pior tradabilidade prática — short contra tendência de alta forte com Morgan Stanley comprando em 100% dos pregões, correlação diária de 0,16 e meia-vida de 17,7 pregões.
RAPT4 / YDUQ3 Bens Industriais × Consumo Cíclico 3 lentes alinhadas
Operação: Vender RAPT4 / Comprar YDUQ3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| RAPT4 | Vender | 4,83 | 20.703 | R$ 99.995 |
| YDUQ3 | Comprar | 7,78 | 10.662 | R$ 82.950 |
β-neutro · razão β = 1,205 aplicada aos notionais (99.995 ÷ 82.950 = 1,21) · quantidades verbatim do motor · exposição equilibrada (1,21×).
Dossiê das pontas
LONG · YDUQ3 Yduqs — educação
Técnico: o timing casa. RSI 35,3 · %B 9,28 · StochRSI 8,80 (fundo, abaixo de 10) · MFI 18,1 · posição na faixa de 52 semanas em 4,7% — praticamente no piso do ano. E o candle de 24/07 foi um engolfo de alta com AVAT 1,68 (volume 68% acima da média): reversão com volume no fundo. Contra: médias empilhadas em baixa, 31,1% abaixo da MM200 e CMF −0,23.
Fundamento: ressalva relevante. O setor de serviços educacionais teve 2025 forte — Cruzeiro do Sul +105,7% de lucro, Salta +58,4%, Vitru +28,1%, Ânima +25,5% — e YDUQ3 não aparece no top-50. A recuperação setorial não passou por ela.
Fluxo (21 pregões): Itaú +R$ 20,17 mi (persistência 81%), UBS +R$ 15,95 mi e BTG +R$ 11,77 mi (85,7%) acumulando. Merrill é o vendedor isolado, −R$ 58,37 mi.
Execução: ADTV R$ 44,9 mi (percentil 84,8) · ordem de R$ 83,0 mil = 0,18% → Operável.
SHORT · RAPT4 Randon
Técnico: StochRSI 93,0 (topo, acima de 90), Estocástico K 88,5 e Williams %R −11,5 — esticada no curto prazo — dentro de uma estrutura de baixa: 14,0% abaixo da MM200, abaixo da nuvem, SuperTrend em baixa, posição de 52 semanas em 19,9%. Candle de martelo com harami de baixa.
Aluguel — o ponto sensível: a taxa é irrisória (0,10% a.a., percentil 37,1) e vem despencando: −95,1% contra a referência de 63 dias, quando estava em 2,02% a.a. Só que a posição vendida ainda é grande — short interest de 13,44% das ações emitidas e 17,02% do free float — e o days-to-cover é de 15,2 pregões. Barato de carregar, lento de desmontar: é o maior risco de squeeze do relatório.
Fluxo (21 pregões): contra a tese. JP Morgan +R$ 7,13 mi (persistência 81%) e Morgan Stanley +R$ 6,42 mi (76,2%) acumulando a ponta vendida. XP sustenta o outro lado com −R$ 14,45 mi.
Execução: ADTV R$ 22,4 mi (percentil 79,9) · ordem de R$ 100 mil = 0,45% → Operável, mas é a perna mais fina dos destaques.
Confluência (3 lentes) — a melhor do dia: cointegração z −2,77 ✔ · ratio simples de 90 pregões z +2,34, percentil 97,8 ✔ · correlação z +1,74, com o ratio 13,05% acima da MM20 (o maior desvio percentual do relatório; a lente não passa no corte porque a correlação entre as pernas é 0,48, abaixo de 0,70). As três apontam o mesmo lado: vender RAPT4, comprar YDUQ3.
Tese: spread esticado com as 3 lentes apontando o mesmo lado, short tecnicamente no topo do oscilador dentro de tendência de baixa, long no piso de 52 semanas com engolfo de alta e volume, meia-vida de 8,2 pregões e beta de mercado neutralizado — com duas ressalvas: o days-to-cover de 15,2 na ponta vendida e o fato de JP Morgan e Morgan Stanley estarem comprando exatamente a perna que a estatística manda vender.
5. Correlação — ranking livre
Pares que andam juntos (correlação ≥ 0,70) com o ratio esticado contra a própria MM20. Montagem caixa-neutra: mesmo financeiro nas duas pernas, ~R$ 100 mil cada, arredondado a lote de 100. Só os dois primeiros passam em |z| ≥ 2; do terceiro em diante o corte foi afrouxado uma vez para 1,5 z<2.
| Par | Setor | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ALOS3 x BBDC4 | Financeiro (mesmo) | 0,716 | −2,05 | −5,05% | C ALOS3 / V BBDC4 | ~R$ 100 mil |
| ALOS3 x ITUB4 | Financeiro (mesmo) | 0,729 | −2,04 | −3,07% | C ALOS3 / V ITUB4 | ~R$ 100 mil |
| BBDC4 x EQTL3 · z<2 | Financeiro → Utilidade Pública | 0,706 | +1,97 | +3,64% | V BBDC4 / C EQTL3 | ~R$ 100 mil |
| ALOS3 x MOTV3 · z<2 | Financeiro → Bens Industriais | 0,727 | −1,92 | −2,56% | C ALOS3 / V MOTV3 | ~R$ 100 mil |
| BBDC3 x EQTL3 · z<2 | Financeiro → Utilidade Pública | 0,714 | +1,92 | +3,97% | V BBDC3 / C EQTL3 | ~R$ 100 mil |
| BBDC3 x ITSA4 · z<2 | Financeiro (mesmo) | 0,808 | +1,92 | +2,45% | V BBDC3 / C ITSA4 | ~R$ 100 mil |
| BBDC4 x ITSA4 · z<2 | Financeiro (mesmo) | 0,794 | +1,91 | +2,13% | V BBDC4 / C ITSA4 | ~R$ 100 mil |
| BBDC4 x MULT3 · z<2 | Financeiro (mesmo) | 0,719 | +1,88 | +4,16% | V BBDC4 / C MULT3 | ~R$ 100 mil |
| B3SA3 x ITSA4 · z<2 | Financeiro (mesmo) | 0,719 | +1,88 | +4,13% | V B3SA3 / C ITSA4 | ~R$ 100 mil |
| ALOS3 x B3SA3 · z<2 | Financeiro (mesmo) | 0,702 | −1,84 | −6,93% | C ALOS3 / V B3SA3 | ~R$ 100 mil |
C = comprar, V = vender. O lado é determinístico: ratio = preço A ÷ preço B; z > 0 significa A caro contra B, e a reversão favorece vender A e comprar B. ALOS3 x B3SA3 tem o maior desvio absoluto do bloco (−6,93% da MM20) apesar do z menor, porque a banda desse par é mais larga.
6. Correlação — mesmo setor
O ranking mesmo-setor devolveu 12 pares, dos quais 10 exibidos — mas 7 deles já constam da tabela livre acima. Após remover as repetições sobram os 3 abaixo. Não é um recorte: é a sobreposição quase total entre os dois rankings, e ela é a leitura do dia — o bloco de correlação de hoje é essencialmente um bloco intra-Financeiro.
| Par | Subsetor A → B | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ITUB4 x MULT3 | Bancos → Exploração de Imóveis | 0,736 | +1,82 | +2,06% | V ITUB4 / C MULT3 | ~R$ 100 mil |
| ALOS3 x BBDC3 | Exploração de Imóveis → Bancos | 0,723 | −1,80 | −5,37% | C ALOS3 / V BBDC3 | ~R$ 100 mil |
| GGBR4 x GOAU4 | Siderurgia → Siderurgia (mesmo segmento) | 0,947 | +1,76 | +1,32% | V GGBR4 / C GOAU4 | ~R$ 100 mil |
Concentração do ranking livre de correlação por setor e por nome. O bloco inteiro gira em torno de dois eixos: ALOS3 (sempre na ponta comprada) e a família Bradesco (sempre na vendida).
7. Correlação — os 3 destaques
Os dois primeiros por |z|, mais GGBR4 x GOAU4 — que entra por outro mérito: é o par de maior correlação do mercado hoje (0,947) e o de maior ajuste de regressão do relatório (R² 0,980).
ALOS3 / BBDC4 Financeiro — mesmo setor ratio no mínimo de 90 pregões
Operação: Comprar ALOS3 / Vender BBDC4
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| ALOS3 | Comprar | 26,19 | 3.800 | R$ 99.522 |
| BBDC4 | Vender | 18,48 | 5.400 | R$ 99.792 |
Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna, arredondado a lote de 100 · diferença entre as pernas de apenas 0,3%.
MM20 rolante calculada a partir da série diária de ratio — o valor final da derivação (1,4926) coincide exatamente com o do motor.
Dossiê das pontas
LONG · ALOS3 Allos — shoppings
Técnico: sobrevendida no extremo. RSI 38,5 · RSI2 10,7 · %B −4,02: rompeu a banda inferior de Bollinger · Estocástico K 0,00 e Williams %R −100 (fundo absoluto) · StochRSI 12,2. O alerta: o candle foi um marubozu de baixa fechando na mínima — pressão vendedora até o último negócio, sem sinal de reversão — e há divergência de baixa regular no MACD.
Fundamento: fora do top-50 de ROE e de crescimento de lucro de 2025. O comparável direto do setor, Iguatemi, cresceu lucro 45,7% com ROE de 12,52%.
Drivers: dividendo intermediário de R$ 0,2919/ação (ex em 24/07, paga 04/08); Selo Pró-Ética da CGU em 07/07; e um esclarecimento à CVM em 23/06 sobre projeção de receita de R$ 700 mi em projetos multiuso — a empresa esclareceu que o valor é consolidado (100% dos ativos), com parcela atribuível menor.
Fluxo (21 pregões): Itaú +R$ 37,37 mi (persistência 81%) e Ágora +R$ 27,14 mi acumulando; o estrangeiro vende — UBS −R$ 41,77 mi, JP Morgan −R$ 32,17 mi, Santander −R$ 33,73 mi.
Execução: ADTV R$ 140,6 mi (percentil 92,7) · ordem 0,07% → Operável.
SHORT · BBDC4 Bradesco PN
Técnico: não está esticada. RSI 53,5 · %B 59,7 · ADX 22,7 (alta incipiente, DI+ 27,5) · SuperTrend e SAR em alta · CMF +0,188 · dentro da nuvem. Score +76, viés de alta. Há divergência de baixa regular no MACD — o único argumento técnico do lado vendido.
Aluguel — o mais barato do relatório: taxa de 0,01% a.a., percentil 0 — o mínimo absoluto dos 408 dias de histórico. Short interest 4,62%, days-to-cover 8,15. O estoque caiu 26,0% em 5 pregões e 26,8% em 21: posições tomadas sendo desmontadas em bloco, sem pressão de custo.
Fundamento: fora do top-50 de ROE de 2025. Entre os bancos, quem aparece é BTG (ROE 20,75%, lucro +50,4%), BMG (+110,2%) e Inter (+43,6%) — o Bradesco não figura em nenhum dos dois rankings.
Driver de hoje: o Bradesco protocolou na CVM, hoje às 16:07, ata de Conselho de Administração com eleição de diretor e mandato no Conselho.
Execução: ADTV R$ 587,2 mi — 5ª mais líquida de 534 · ordem 0,02% → Operável.
Confluência (3 lentes): correlação z −2,05 ✔ · ratio simples de 90 pregões z −3,00 no percentil 0,0 — o ratio atual É o mínimo da janela ✔ · cointegração na janela 200: z −0,12 e ADF não-estacionário (p 0,579, R² 0,443) ✘. E há uma inversão a registrar: nas janelas curtas o resíduo aparece do lado oposto — z +2,14 em 50 pregões e +2,48 em 100. 2 lentes a favor, 1 contra, com o curto prazo apontando o inverso.
Tese: ratio no mínimo absoluto de 90 pregões com long rompendo a banda inferior de Bollinger e short com aluguel no percentil 0, beta neutralizado e as duas pernas entre as 40 mais líquidas da bolsa — mas com um quinto do sinal explicado pelo provento ex de 24/07, a cointegração de curto prazo apontando o lado contrário e o fluxo estrangeiro comprando a ponta vendida.
BBDC3 / ITSA4 Financeiro — banco × holding
Operação: Vender BBDC3 / Comprar ITSA4
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| BBDC3 | Vender | 16,09 | 6.200 | R$ 99.758 |
| ITSA4 | Comprar | 13,45 | 7.400 | R$ 99.530 |
Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna · diferença entre as pernas de 0,2%.
Dossiê das pontas
LONG · ITSA4 Itaúsa — holding
Técnico: pullback dentro de tendência de alta. RSI 48,6 · RSI2 13,6 · %B 27,7 · StochRSI 13,1 · candle marubozu de baixa — mas com divergência de alta oculta no IFR e no MACD, que é padrão de continuação de alta. Médias empilhadas em alta, golden cross ativo, 7,3% acima da MM200, posição de 52 semanas em 73,2%.
Fundamento: fora do top-50 de ROE e crescimento de 2025.
Fluxo (21 pregões): BTG +R$ 160,76 mi e UBS +R$ 139,27 mi (persistência 71,4%) acumulando com peso. Do lado vendedor, XP com −R$ 220,95 mi — a maior distribuição individual de todo o relatório.
Execução: ADTV R$ 358,3 mi (16ª mais líquida) · ordem 0,03% → Operável.
SHORT · BBDC3 Bradesco ON
Técnico: a ressalva do par. ADX 27,9 = tendência de alta forte, DI+ 29,4, médias empilhadas em alta, RSI 55,5, %B 61,5, 4,1% acima da MM200. Só o SAR aponta baixa. Vender contra tendência de alta forte.
Aluguel: taxa de 0,02% a.a. (percentil 22,3), short interest de apenas 0,61% das emitidas (2,21% do free float), days-to-cover 5,06 — barato e rápido. O dado que salta: o estoque de aluguel caiu 69,4% em 5 pregões, de 105,5 mi para 32,3 mi de ações — desmontagem massiva de posições tomadas.
Driver de hoje: mesma ata protocolada às 16:07 — eleição de diretor e mandato no Conselho de Administração do Bradesco.
Execução: ADTV R$ 106,9 mi (percentil 91,7) · ordem 0,09% → Operável.
Confluência (3 lentes): correlação z +1,92 (abaixo do corte de 2, entrou pelo afrouxamento) · ratio simples de 90 pregões z +0,81, percentil 82,2 ✘ · cointegração 200: z +0,69, ADF não-estacionário (p 0,802) e meia-vida de 47,6 pregões ✘. 1 lente, e fraca. É o par de segunda maior correlação do bloco (0,808) e o menos esticado — entra pela qualidade do co-movimento, não pela magnitude do desvio. Betas de 1,163 e 1,231 deixam a exposição de mercado em ~+0,07.
Tese: desvio modesto (+2,45% da MM20) entre duas pernas que andam muito juntas, com long em pullback tecnicamente saudável e short barato — mas contra tendência de alta forte na ponta vendida, sem confirmação de nenhuma das outras duas lentes e com o spread revertendo em meia-vida de 47,6 pregões, se reverter.
GGBR4 / GOAU4 Siderurgia — mesmo segmento maior correlação do mercado
Operação: Vender GGBR4 / Comprar GOAU4
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| GGBR4 | Vender | 24,26 | 4.100 | R$ 99.466 |
| GOAU4 | Comprar | 10,52 | 9.500 | R$ 99.940 |
Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna · diferença de 0,5%. Estrutura societária: Metalúrgica Gerdau (GOAU4) é a holding controladora da Gerdau (GGBR4) — o spread é, na essência, o desconto de holding.
Dossiê das pontas
LONG · GOAU4 Metalúrgica Gerdau
Técnico: tendência de alta forte. ADX 26,6 · DI+ 30,6 · RSI 63,1 · %B 78,7 · CMF +0,319 · MFI 82,0 · acima da nuvem, médias empilhadas em alta, posição de 52 semanas em 94,3%, a 2,32% da máxima do período. Candle spinning top (indecisão) e divergência de baixa oculta nos osciladores.
Fundamento: fora do top-50 de ROE e crescimento de 2025.
Fluxo (21 pregões) — o achado do par: Goldman Sachs é o maior acumulador de GOAU4, +R$ 30,56 mi com persistência de 71,4%, seguido de Morgan Stanley +R$ 19,87 mi (71,4%). XP distribui −R$ 33,51 mi.
Execução: ADTV R$ 77,0 mi (percentil 88,7) · ordem 0,13% → Operável.
SHORT · GGBR4 Gerdau
Técnico: a ressalva. Tendência de alta forte (ADX 26,3, DI+ 28,6), RSI 65,1, %B 82,1, CMF +0,21, MFI 87,3, Aroon marcando nova máxima na janela, posição de 52 semanas em 95,8% — a 1,58% da máxima do período. Score técnico +100. Vender aqui é vender força.
Aluguel: taxa de 0,02% a.a., percentil 1,9 (quase o mínimo de 412 dias), short interest 4,12%, days-to-cover 6,52. O estoque caiu 25,4% em 63 pregões e a taxa recuou 97,9% no mesmo período (estava em 0,95% a.a.). Short barato e desafogado.
Drivers: a plataforma P-33, vendida pela Petrobras à Gerdau em 2023, segue para desmantelamento no Estaleiro Rio Grande (24/07). No setor: venda de aços planos por distribuidores subiu 1,2% em junho na comparação anual (dado do Inda, 23/07), e a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros (16/07) segue no radar da siderurgia.
Fluxo (21 pregões): Goldman Sachs é o maior distribuidor de GGBR4, −R$ 96,03 mi, com UBS −R$ 82,33 mi e Merrill −R$ 66,51 mi. Do lado comprador, JP Morgan +R$ 84,53 mi e Santander +R$ 78,47 mi.
Execução: ADTV R$ 210,5 mi (percentil 95,3) · ordem 0,05% → Operável.
Confluência (3 lentes): correlação z +1,76 (abaixo do corte, entrou afrouxado) · ratio simples de 90 pregões z +1,07, percentil 88,9 ✘ · cointegração 200: z −0,85 — lado oposto — e ADF não-estacionário (p 0,563) ✘. Nenhuma lente acima de 2. O mérito do par não é a magnitude do desvio (apenas +1,32% da MM20): é a qualidade do co-movimento — correlação 0,947, R² de 0,980 na regressão e β de 1,001, o encaixe mais perfeito do relatório. Betas de 0,832 e 0,907 vs Ibovespa deixam a exposição de mercado em ~+0,08.
Tese: o par mais colado da bolsa (correlação 0,947, R² 0,980) com desvio pequeno mas com o smart money já posicionado dos dois lados e aluguel da ponta vendida no percentil 1,9 — contra o fato de que nenhuma das três lentes cruza o limiar de 2 e a perna vendida está a 1,58% da máxima de 52 semanas em tendência de alta forte.
8. Leitura
O fio condutor de hoje é a escassez. De 36.046 combinações varridas, oito passam no teste de cointegração com |z| ≥ 2 e duas no de correlação — e foi preciso afrouxar o corte de z para 1,5 uma vez para preencher as tabelas. Quando o universo aperta desse jeito, o pouco que sobra costuma ser concentrado, e foi: cinco dos oito pares cointegrados têm a mesma ação na ponta comprada e oito dos dez pares de correlação estão dentro do setor Financeiro.
As duas lentes contam histórias que não se cruzam. A cointegração — reversão estatística testada por ADF, montagem β-neutra por notional — encontrou o desvio fora do índice: Guararapes contra tudo, Randon contra Yduqs, Prio contra Ultrapar. A correlação — desvio da relação histórica recente, montagem caixa-neutra — ficou presa em bancos, holdings e shoppings. Nenhum par aparece nos dois blocos. Vale registrar que dos seis destaques, só um (RAPT4 x YDUQ3) tem duas lentes acima de 2 apontando o mesmo lado; três têm uma, e GGBR4 x GOAU4 não tem nenhuma.
Na tradabilidade, o quadro é incomum: o aluguel não é o filtro hoje. Nenhuma das seis pontas vendidas custa mais de 0,53% a.a., duas estão em percentil abaixo de 25 do próprio histórico e BBDC4 está no percentil 0 dos 408 dias. Todas as onze pernas com ficha de liquidez executam R$ 100 mil abaixo de 1% do volume diário — classe Operável em todas. A fricção migrou para outro lugar: o tempo de saída (RAPT4 com 17,02% do free float vendido e 15,2 pregões de days-to-cover) e o beta residual que a regressão de preços não neutraliza — BOVA11 x RIAA3 fica com ~+0,5 de exposição comprada em mercado e PRIO3 x UGPA3, líquida vendida, enquanto RAPT4 x YDUQ3 e ALOS3 x BBDC4 saem praticamente neutros.
Duas ressalvas fecham a leitura. A primeira é técnica e mensurável: um quinto do desvio de ALOS3 x BBDC4 é provento, não mercado — reagregando o dividendo ex de 24/07, o z cai de −2,05 para −1,62. A segunda é sobre onde o dinheiro grande está: em três dos seis destaques, o fluxo institucional de 21 pregões está comprando justamente a perna que a estatística manda vender (Morgan Stanley em 21 de 21 pregões em UGPA3; JP Morgan e Morgan Stanley em RAPT4; Morgan, Merrill e Goldman em BBDC4). A exceção é GGBR4 x GOAU4, onde o Goldman está dos dois lados na direção da tese.
Lacunas desta edição
- Cointegração mesmo setor: apenas 1 par disponível contra o alvo de 6, mesmo após o afrouxamento de z. Universo exaurido, não recortado.
- Correlação mesmo setor: só 3 pares após remover os que já constam do ranking livre — a sobreposição entre os dois rankings é de 7 em 10.
- BOVA11: a ficha de liquidez e impacto de execução não cobre ETFs; o impacto foi estimado pela liquidez apurada na janela de cointegração.
- RIAA3: sem notícia na janela de 14 dias e último informe CVM em 08/05 — a queda de 14,4% em 21 pregões não tem driver público mapeado nesta edição.
- Fundamento comparado: das doze pernas analisadas, só RIAA3 figura nos rankings de ROE e crescimento de lucro de 2025 — nos demais pares, o spread não tem dissonância fundamental medida por trás.
- Pregão de hoje (27/07): o briefing ao vivo devolveu as tabelas de altas, baixas, volume e AVAT vazias no momento da apuração; todos os números deste estudo são do fechamento de 24/07.