Long & Short — 16/07/2026
Long & Short do pregão: PRIO×Ultrapar e Simpar×Vamos entre os destaques; a ponta short do maior |z| (CMIN3) aluga a 22,5% a.a., percentil 99,8 — o filtro que decide o par.
Long & Short — 16/07/2026
O stress de pares hoje se concentra em três eixos: o complexo Itaú (ON×PN e Itaúsa×banco dominam a correlação), petróleo (PRIO×Ultrapar no mesmo setor) e o cruzamento commodity×varejo (CSN Mineração×Centauro). O universo veio estreito — 11 pares cointegrados e 7 correlacionados com |z|≥2 no fechamento de 15/07 —, então três dos quatro screeners foram afrouxados uma vez para |z|≥1,5 (linhas marcadas com †). A diferença entre as lentes importa: a cointegração (janela 200) captura spreads estacionários de médio prazo, enquanto a correlação flagra desvios recentes contra a MM20 de 20 pregões. E o filtro que decide se o par sai do papel — o custo de alugar a ponta vendida — reprova apenas 1 dos 6 destaques.
Placar do dia
Meia-vida curta e ADF estacionário em todos os cointegrados destacados; o par de maior |z| do dia (CMIN3/SBFG3) é justamente o que tropeça na tradabilidade — a ponta vendida (CMIN3) aluga a 22,52% ao ano, no percentil 99,8 do histórico. Os outros cinco destaques têm short trivial (≤1,3% a.a.). Pano de fundo desta quinta (16/07): a nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros derrubou o Ibovespa e pressionou mineração e petróleo, o que ajuda a explicar parte das distorções de commodity abaixo.
Cointegração — ranking livre (10)
Spread do resíduo estacionário (ADF) na janela de 200 pregões; a montagem é a do motor — beta-neutro, quantidades na razão do β (não financeiro). Onde os dois notionais divergem muito (ITUB3/PSSA3 100k×281k, β 0,36; CMIN3/MBRF3 100k×201k), a exposição fica desbalanceada — beta-neutro não é dollar-neutral. CMIN3 aparece como ponta vendida em três pares (o rali recente a encareceu vs vários papéis).
| Par | Setor A→B | z | MV | ADF | β | Montagem (motor) | Notional/perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CMIN3/SBFG3 | Mineração→Comércio | −3,12 | 8,3 | sim | 0,78 | V 19.083 CMIN3 / C 12.780 SBFG3 | R$ 100k · 128k |
| PRIO3/UGPA3 | Petróleo (=) | +2,98 | 10,7 | sim | 0,60 | C 1.739 PRIO3 / V 5.373 UGPA3 | R$ 100k · 167k |
| ITSA4/RIAA3 | Holding→Vestuário | −2,66 | 3,9 | sim | 0,92 | V 7.178 ITSA4 / C 12.858 RIAA3 | R$ 100k · 109k |
| PRIO3/VBBR3 | Petróleo (=) | +2,64 | 7,4 | sim | 0,54 | C 1.739 PRIO3 / V 5.483 VBBR3 | R$ 100k · 185k |
| ALOS3/AXIA3 | Financeiro→Utilidade | −2,48 | 4,6 | sim | 1,32 | V 3.542 ALOS3 / C 1.504 AXIA3 | R$ 100k · 76k |
| ITUB3/PSSA3 | Financeiro (=) | +2,34 | 5,7 | sim | 0,36 | C 2.198 ITUB3 / V 5.082 PSSA3 | R$ 100k · 281k |
| RDOR3/YDUQ3 | Saúde→Educação | −2,11 | 5,1 | sim | 1,68 | V 2.777 RDOR3 / C 6.798 YDUQ3 | R$ 100k · 60k |
| GGPS3/PLPL3 | Bens Ind.→Consumo | −2,09 | 4,5 | sim | 1,28 | V 7.806 GGPS3 / C 9.444 PLPL3 | R$ 100k · 78k |
| IRBR3/RIAA3 | Financeiro→Vestuário | −2,07 | 5,0 | sim | 1,46 | V 1.765 IRBR3 / C 8.067 RIAA3 | R$ 100k · 68k |
| CMIN3/MBRF3 | Mineração→Alimentos | −2,05 | 11,3 | sim | 0,50 | V 19.083 CMIN3 / C 13.023 MBRF3 | R$ 100k · 201k |
CMIN3/MBRF3 tem R² de 0,19 (ajuste fraco) — cointegrado, mas de qualidade estatística inferior aos demais.
Cointegração — mesmo setor (6)
Só os três primeiros passam o corte estrito |z|≥2; do quarto em diante é o afrouxamento único para |z|≥1,5 (†). Os dois pares de petróleo (PRIO como ponta comprada) e o ITUB3/PSSA3 lideram tanto aqui quanto no ranking livre — é a confluência estrutural do dia.
| Par | Setor | z | MV | ADF | β | Montagem (motor) | Notional/perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PRIO3/UGPA3 | Petróleo | +2,98 | 10,7 | sim | 0,60 | C 1.739 PRIO3 / V 5.373 UGPA3 | R$ 100k · 167k |
| PRIO3/VBBR3 | Petróleo | +2,64 | 7,4 | sim | 0,54 | C 1.739 PRIO3 / V 5.483 VBBR3 | R$ 100k · 185k |
| ITUB3/PSSA3 | Financeiro | +2,34 | 5,7 | sim | 0,36 | C 2.198 ITUB3 / V 5.082 PSSA3 | R$ 100k · 281k |
| ABCB4/IRBR3 † | Financeiro | +1,92 | 3,7 | sim | 0,60 | C 4.201 ABCB4 / V 2.920 IRBR3 | R$ 100k · 165k |
| EGIE3/ISAE4 † | Utilidade | +1,90 | 6,7 | sim | 1,04 | C 3.265 EGIE3 / V 3.470 ISAE4 | R$ 100k · 96k |
| AXIA3/EQTL3 † | Utilidade | +1,83 | 5,8 | sim | 0,45 | C 1.983 AXIA3 / V 5.550 EQTL3 | R$ 100k · 224k |
† afrouxado para |z|≥1,5 (universo mesmo-setor com apenas 3 pares no corte estrito).
Cointegração — 3 destaques
CMIN3 / SBFG3 z −3,12 cross-setor
Operação: Vender CMIN3 / Comprar SBFG3 — confluência 2/3 lentes: cointegração (z −3,12) + ratio 90d (z +3,33, percentil 97,8, CMIN3 caro); correlação não flagra (papéis de setores distintos).
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| CMIN3 | Vender | 5,24 | 19.083 | R$ 99.995 |
| SBFG3 | Comprar | 10,03 | 12.780 | R$ 128.183 |
Beta-neutro · razão β = 0,78 (0,78 CMIN3 por SBFG3) · por QUANTIDADE (não financeiro); notionais 100k×128k (1,3×).
Comprar · SBFG3 (Grupo SBF / Centauro)
Varejo esportivo perto do fundo: posição de 9,9% na faixa de 52 semanas, −34% do topo, RSI 46 e %B 40, com divergência de alta regular em RSI e MACD. Fundamento virando: 1T26 com receita +14,9% e lucro +10,2% a/a, margem bruta 50,8% — apesar do lucro anual de 2025 (R$ 328 mi) ter caído 38,8%. Fluxo de 3 meses comprador em Ágora e Morgan.
Vender · CMIN3 (CSN Mineração)
Mineradora que correu +20% em 21 pregões (%B 94, RSI 68, ADX 27 em alta forte). Motor do rali: notícia de acordo de fornecimento de minério com estatal chinesa (24/06) e recompra de até 50 mi de ações. Mas o lucro de 2025 caiu 63,6% (R$ 1,65 bi) e o 1T26 teve receita −5,3%. Goldman distribuiu R$ 180 mi em 3 meses. Hoje, a tarifa dos EUA pressiona a tese de commodity.
Tradabilidade: a ponta vendida é o problema — CMIN3 aluga a 22,52% a.a. (percentil 99,8; 8,6× a média de 63 pregões), DTC 14,3 dias → hard-to-borrow / risco de squeeze. Execução operável nas duas pernas (CMIN3 0,2%, SBFG3 0,6% do volume médio). Volatilidade 63d: CMIN3 49% (β 1,13), SBFG3 44% (β 1,71).
PRIO3 / UGPA3 z +2,98 mesmo setor · petróleo
Operação: Vender UGPA3 / Comprar PRIO3 — confluência 2/3 lentes: cointegração (z +2,98, R² 0,87) + ratio 90d (z −2,19, percentil 2,2, PRIO3 barato vs UGPA3).
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| PRIO3 | Comprar | 57,50 | 1.739 | R$ 99.993 |
| UGPA3 | Vender | 31,10 | 5.373 | R$ 167.100 |
Beta-neutro · razão β = 0,60 (0,60 UGPA3 por PRIO3) · por QUANTIDADE; notionais 100k×167k (1,7×) → exposição desbalanceada (beta-neutro, não dollar-neutral).
Comprar · PRIO3 (PetroRio)
Produtora que ficou para trás (−11,7% em 63 pregões) apesar do 1T26 forte: receita +47% a/a, margem EBITDA 67%, lucro R$ 2,41 bi. Produção em rampa — 4º poço de Wahoo aberto em 16/06, 178 mil boepd em junho. Golden cross formado; beta vs Ibov de 0,10 (descorrelacionada). Smart money acumulando forte: Morgan +R$ 1,83 bi, Goldman +R$ 1,12 bi e Itaú +R$ 570 mi em 3 meses.
Vender · UGPA3 (Ultrapar / Ipiranga)
Distribuidora na máxima histórica (posição 99,3% em 52 semanas, +30% em 21 pregões), RSI 74 sobrecomprado, %B 93, ADX 37. Corrida sustentada por 1T26 excepcional (lucro +152% a/a, EBITDA +105% com Ipiranga e Hidrovias), recompra de 18 mi de ações (17/06) e recomendação de compra reiterada por casa de research. Aluguel trivial (0,05% a.a.).
Tradabilidade: a mais limpa do bloco — UGPA3 aluga a 0,05% a.a. (percentil 16,5), DTC 3,6 → short trivial. Execução irrelevante nos dois (PRIO3 0,02%, UGPA3 0,06% do volume médio; ambos mega-líquidos). Volatilidade 63d: PRIO3 35% (β 0,10), UGPA3 29% (β 1,10). Ressalva: notional da ponta vendida 67% maior.
ITSA4 / RIAA3 z −2,66 cross-setor · meia-vida 3,9
Operação: Vender ITSA4 / Comprar RIAA3 — confluência 2/3 lentes: cointegração (z −2,66) + ratio 90d (z +2,77, percentil 98,9, ITSA4 caro vs RIAA3); reversão rápida (meia-vida 3,9).
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| ITSA4 | Vender | 13,93 | 7.178 | R$ 99.990 |
| RIAA3 | Comprar | 8,49 | 12.858 | R$ 109.164 |
Beta-neutro · razão β = 0,92 (0,92 ITSA4 por RIAA3) · por QUANTIDADE; notionais ~equilibrados (100k×109k).
Comprar · RIAA3 (Guararapes / Riachuelo)
Varejo têxtil sobrevendido no curto prazo (RSI2 23, %B 19, marubozu de baixa) e −17% em 63 pregões, com divergência de alta oculta. Fundamento em recuperação em 2025 (lucro R$ 1,48 bi, +527% a/a, ROE 27,6%, EBITDA +116%), embora o 1T26 tenha vindo fraco (lucro R$ 5 mi, margem 0,2% — sazonalidade do varejo). Fluxo comprador em Ágora e XP.
Vender · ITSA4 (Itaúsa)
Holding cujo valor segue essencialmente o Itaú; esticada para cima (RSI 63, %B 86, ADX 27 em alta forte) e com divergência de baixa no MACD, posição 81% em 52 semanas. É a ponta líquida e barata de shortar (aluguel 0,02% a.a.). O spread contra RIAA3 é puramente estatístico — não há elo fundamental entre holding financeira e varejo de vestuário.
Tradabilidade: ITSA4 aluga a 0,02% a.a. (percentil 7,2), DTC 3,0 → short trivial. Atenção à ponta comprada: RIAA3 é fina — R$ 109 mil representam ~1,2% do volume médio diário (zona de cautela), volatilidade 42% e β 1,79. ITSA4 tem execução irrelevante (0,02%).
Correlação — ranking livre (10)
Pares que andam juntos (correlação ≥ 0,7) cujo ratio esticou contra a MM20 de 20 pregões; montagem caixa-neutro (~R$ 100 mil por perna, financeiros iguais). O bloco é dominado pelo complexo Itaú (ON×PN, Itaúsa×Itaú) e por pares contra RENT3. Os desvios contra a MM20 variam muito — de 1,6% (Itaú, ratio muito colado) a −11,25% (Simpar×Vamos, a dislocação real).
| Par | Setor | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ITUB3/ITUB4 | Bancos (=) | 0,94 | +3,24 | +1,86% | V ITUB3 / C ITUB4 | ~R$ 100k |
| SIMH3/VAMO3 | Holding→Aluguel | 0,76 | −2,69 | −11,25% | C SIMH3 / V VAMO3 | ~R$ 100k |
| ITSA4/ITUB4 | Financeiro (=) | 0,96 | +2,63 | +1,60% | V ITSA4 / C ITUB4 | ~R$ 100k |
| B3SA3/RENT3 | Financeiro→Aluguel | 0,71 | +2,21 | +8,15% | V B3SA3 / C RENT3 | ~R$ 100k |
| ECOR3/MOTV3 | Bens Industriais (=) | 0,74 | −2,19 | −3,37% | C ECOR3 / V MOTV3 | ~R$ 100k |
| CPLE3/EQTL3 | Utilidade (=) | 0,71 | −2,04 | −3,80% | C CPLE3 / V EQTL3 | ~R$ 100k |
| AXIA3/EQTL3 | Utilidade (=) | 0,70 | −2,01 | −7,77% | C AXIA3 / V EQTL3 | ~R$ 100k |
| EQTL3/ITSA4 † | Utilidade→Holding | 0,74 | −1,95 | −1,37% | C EQTL3 / V ITSA4 | ~R$ 100k |
| BBDC4/RENT3 † | Financeiro→Aluguel | 0,73 | +1,86 | +6,24% | V BBDC4 / C RENT3 | ~R$ 100k |
| ITSA4/RENT3 † | Holding→Aluguel | 0,73 | +1,81 | +6,83% | V ITSA4 / C RENT3 | ~R$ 100k |
† afrouxado para |z|≥1,5. RENT3 (Localiza) aparece como ponta comprada em três pares — segue barata vs financeiras correlatas.
Correlação — mesmo setor (6)
Filtrando as duas pernas ao mesmo setor, o topo é o complexo Itaú (correlações de 0,94–0,96, ratios colados) e as utilities (EQTL3 como ponta vendida recorrente). O único par com desvio de MM20 mais gordo aqui é AXIA3/EQTL3 (−7,77%).
| Par | Setor | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ITUB3/ITUB4 | Bancos | 0,94 | +3,24 | +1,86% | V ITUB3 / C ITUB4 | ~R$ 100k |
| ITSA4/ITUB4 | Financeiro | 0,96 | +2,63 | +1,60% | V ITSA4 / C ITUB4 | ~R$ 100k |
| ECOR3/MOTV3 | Bens Industriais | 0,74 | −2,19 | −3,37% | C ECOR3 / V MOTV3 | ~R$ 100k |
| CPLE3/EQTL3 | Utilidade | 0,71 | −2,04 | −3,80% | C CPLE3 / V EQTL3 | ~R$ 100k |
| AXIA3/EQTL3 | Utilidade | 0,70 | −2,01 | −7,77% | C AXIA3 / V EQTL3 | ~R$ 100k |
| CURY3/CYRE3 † | Consumo Cíclico | 0,74 | −1,81 | −4,43% | C CURY3 / V CYRE3 | ~R$ 100k |
† afrouxado para |z|≥1,5.
Correlação — 3 destaques
ITUB3 / ITUB4 z +3,24 mesmo setor · ON×PN
Operação: Vender ITUB3 / Comprar ITUB4 — confluência 1 forte + 1 fraca: correlação vs MM20 esticada (z +3,24), mas o ratio de 90 pregões marca z 1,4 (dentro da banda, percentil 93) → dislocação recente, não extremo de 90d.
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| ITUB3 (ON) | Vender | 45,49 | 2.200 | R$ 100.078 |
| ITUB4 (PN) | Comprar | 43,14 | 2.300 | R$ 99.222 |
Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna (financeiros iguais).
Comprar · ITUB4 (PN)
A classe mais líquida (volume médio R$ 958 mi/dia) e menos esticada: RSI 60, posição 68,6% em 52 semanas. Execução irrelevante (0,01% do volume).
Vender · ITUB3 (ON)
A ordinária correu mais que a preferencial: RSI 65, posição 90,5% em 52 semanas, ADX 40 (tendência muito forte) e divergência de baixa no MACD. Mesma empresa — sem divergência fundamental, é diferencial de classe puro.
Tradabilidade: ponto de atenção na ponta vendida — shortar a ON custa 1,31% a.a. (percentil 82,7) mas o DTC é de 31 dias (float pequeno, 456 mi de ações), o que encarece o carrego e a saída. ITUB4 é trivial. Volatilidade baixa (~21%), β ~1,1–1,2.
SIMH3 / VAMO3 z −2,69 matriz × subsidiária
Operação: Vender VAMO3 / Comprar SIMH3 — confluência 2/3 forte: correlação vs MM20 (z −2,69) + ratio 90d (z −2,36, percentil 0 — fundo da faixa de 90 pregões). A dislocação mais profunda do bloco.
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| SIMH3 | Comprar | 7,71 | 13.000 | R$ 100.230 |
| VAMO3 | Vender | 3,12 | 32.000 | R$ 99.840 |
Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna (financeiros iguais).
Comprar · SIMH3 (Simpar — matriz)
Holding (controla Vamos, Movida, JSL, Automob, Banco BBC) no fundo do poço: posição 5,8% em 52 semanas, −45% do topo, com squeeze de volatilidade (TTM) ativo e SAR virando para alta. Muito alavancada (dívida/PL 8,0); vendeu a Ciclus Amazônia por R$ 276 mi (01/07); rating Fitch BB-/AA(bra) estável.
Vender · VAMO3 (Vamos — subsidiária)
A locadora de caminhões repicou +11% em 5 pregões e está esticada no curtíssimo prazo (%B 98,8, StochRSI 93, doji/harami). Fez aumento de capital de R$ 600 mi em maio (diluição, ações a R$ 3,85), com BNDESPar assumindo 5,39% e recompra de 7%. Aluguel praticamente zero (0,08% a.a., percentil 0).
Tradabilidade: VAMO3 aluga a 0,08% a.a. (percentil 0), DTC 6,6, short interest de 16% do free float → trivial. Execução operável (SIMH3 0,56%, VAMO3 0,32% do volume). Alerta de risco: par de beta alto (SIMH3 β 2,28, VAMO3 β 1,97) e alavancagem estrutural elevada nas duas pontas.
ITSA4 / ITUB4 z +2,63 holding × banco
Operação: Vender ITSA4 / Comprar ITUB4 — confluência 1 forte + 1 fraca: correlação vs MM20 (z +2,63, a maior correlação do bloco, 0,96), mas o ratio de 90 pregões marca z 0,81 (dentro da banda) → estreitamento recente do desconto de holding.
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| ITSA4 | Vender | 13,93 | 7.200 | R$ 100.296 |
| ITUB4 | Comprar | 43,14 | 2.300 | R$ 99.222 |
Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna (financeiros iguais).
Comprar · ITUB4 (Itaú PN)
O ativo econômico subjacente da Itaúsa. Menos esticado que a holding no período recente (RSI 60, posição 68,6%). Mega-líquido, execução irrelevante.
Vender · ITSA4 (Itaúsa — holding)
A holding subiu mais que o banco (RSI 63, posição 81%, divergência de baixa no MACD), estreitando o desconto. Aluguel de 0,02% a.a. — a ponta vendida mais barata do relatório. Como o principal ativo da Itaúsa é o próprio Itaú, não há divergência fundamental — é convergência de desconto de holding.
Tradabilidade: ITSA4 aluga a 0,02% a.a. (percentil 7,2), DTC 3,0 → trivial. Duas pernas mega-líquidas (impacto ≤0,02%), volatilidade baixa (~23%), β 1,2–1,3. É o par de execução mais confortável dos seis destaques.
Leitura
O fio condutor é a tradabilidade, não o |z|. Cinco dos seis destaques têm ponta vendida barata (≤1,31% a.a.); só o CMIN3 — justamente a maior distorção do dia — é intradável na prática, com aluguel a 22,52% no percentil 99,8. O par mais completo é PRIO3/UGPA3: mesmo setor, R² alto, short trivial e smart money já do lado comprado.
| Ponta SHORT | Aluguel % a.a. | Percentil 18m | DTC (dias) | SI free-float % | Leitura |
|---|---|---|---|---|---|
| CMIN3 | 22,52 | 99,8 | 14,3 | 8,83 | Hard-to-borrow / squeeze |
| ITUB3 (ON) | 1,31 | 82,7 | 31,3 | 13,05 | Fricção — DTC alto |
| VAMO3 | 0,08 | 0,0 | 6,6 | 16,32 | Trivial |
| UGPA3 | 0,05 | 16,5 | 3,6 | 3,18 | Trivial |
| ITSA4 | 0,02 | 7,2 | 3,0 | 1,53 | Trivial |
Duas famílias de setup convivem hoje. A cointegração (janela 200, beta-neutro) entrega reversões estatísticas testadas de médio prazo, com dois recortes distintos: o par de petróleo mesmo-setor (PRIO×UGPA, spread econômico entre upstream barato e downstream esticado) e os cruzamentos estatísticos de commodity/holding contra papéis castigados (CMIN×SBFG, ITSA4×RIAA3). A correlação (caixa-neutro) captura desvios recentes contra a MM20 de 20 pregões — e aqui vale a ressalva de confluência: os pares intra-Itaú (ITUB3×ITUB4 e ITSA4×ITUB4) aparecem esticados na lente de 20 dias mas dentro da banda na lente de 90 dias, ou seja, dislocações curtas de alta probabilidade e baixa magnitude; a distorção genuína e profunda do bloco é SIMH3×VAMO3, com o ratio no percentil 0 de 90 pregões. Vários dos destaques são pares estruturais (mesma empresa ON×PN, holding×banco, matriz×subsidiária), em que a reversão é de desconto/diferencial de classe, não de divergência fundamental. O "lado" de cada par é o sinal do motor estatístico e da lente de ratio — reportado como dado, sem recomendação direcional.