Long & Short — 15/07/2026
Long & Short de 15/07: 8 pares cointegrados e 8 correlacionados esticados; o de maior |z| tem a ponta short a 22,07% a.a. e AXIA3/EQTL3 aparece nas 3 lentes.
Long & Short — 15/07/2026
Placar do dia
O stress de pares de hoje tem um endereço e um pedágio. O endereço são três setores: Materiais Básicos, onde a CMIN3 é a ponta vendida em 3 dos 8 pares cointegrados com |z| ≥ 2; Financeiro, onde a ITUB4 é a ponta comprada em 3 dos 10 pares da correlação livre; e Utilidade Pública, que entrega o único par do dia esticado nas três lentes. O pedágio é o aluguel.
Das seis pontas vendidas dos destaques, cinco custam entre 0,02% e 0,13% a.a. — praticamente de graça. A sexta é a CMIN3, a ponta vendida do par de maior |z| do levantamento, e ela fechou o pregão de 14/07 a 22,07% a.a., no percentil 99,8 do próprio histórico de 404 pregões, com 14,03 pregões de days-to-cover. É o filtro que separa par de tela de par de mesa: nas 12 pernas dos destaques, uma ordem de R$ 100 mil consome no máximo 0,34% do volume médio diário — a liquidez não é o problema de hoje, o aluguel é.
As duas lentes também não olham para o mesmo lugar. A cointegração, com janela de 200 pregões, acha relações cruzadas entre setores — só 3 dos 8 pares com |z| ≥ 2 são do mesmo setor — e reversões de 4,5 a 9,3 pregões. A correlação, ancorada na MM20, acha pares colados dentro do setor: 6 dos 8 são do mesmo setor, e o z alto vem de desvios percentuais minúsculos (GGBR4/GOAU4 marca z = +2,73 com apenas +1,98% de distância da MM20, porque o desvio-padrão do ratio é de 0,73%).
Cointegração — ranking livre
Spread estacionário por ADF na janela de 200 pregões, β entre 0,3 e 3, liquidez mínima de R$ 10 mi nas duas pernas e sem penny stock. A montagem é a do motor: beta-neutro, por quantidade (qty_a = β · qty_b) — não por financeiro. Os 8 primeiros têm |z| ≥ 2; as duas últimas linhas vêm de uma passada com o corte afrouxado para |z| ≥ 1,5, para completar os 10.
| Par | Setor A → B | z | MV | ADF | β | R² | Montagem (motor) | Notional/perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CMIN3 / YDUQ3 | Mat. Básicos → Cons. Cíclico | −3,43 | 6,5 | ok | 1,428 | 0,750 | V 19.607 CMIN3 / C 7.815 YDUQ3 | R$ 100,0 mil / R$ 70,0 mil |
| CMIN3 / SBFG3 | Mat. Básicos → Cons. Cíclico | −2,42 | 7,1 | ok | 0,785 | 0,575 | V 19.607 CMIN3 / C 12.374 SBFG3 | R$ 100,0 mil / R$ 127,5 mil |
| PRIO3 / UGPA3 | Petróleo e Gás (mesmo) | +2,42 | 9,3 | ok | 0,597 | 0,877 | C 1.737 PRIO3 / V 5.562 UGPA3 | R$ 100,0 mil / R$ 167,5 mil |
| PRIO3 / VBBR3 | Petróleo e Gás (mesmo) | +2,40 | 7,0 | ok | 0,540 | 0,877 | C 1.737 PRIO3 / V 5.563 VBBR3 | R$ 100,0 mil / R$ 185,2 mil |
| GGPS3 / PLPL3 | Bens Ind. → Cons. Cíclico | −2,32 | 4,5 | ok | 1,277 | 0,927 | V 7.716 GGPS3 / C 9.436 PLPL3 | R$ 100,0 mil / R$ 78,3 mil |
| SAUD3 / TUPY3 | Saúde → Bens Ind. | +2,28 | 5,2 | ok | 0,588 | 0,622 | C 6.514 SAUD3 / V 10.540 TUPY3 | R$ 100,0 mil / R$ 169,9 mil |
| BEEF3 / CMIN3 | Cons. ñ Cíc. → Mat. Básicos | +2,21 | 5,5 | ok | 0,337 | 0,698 | C 26.881 BEEF3 / V 58.193 CMIN3 | R$ 100,0 mil / R$ 296,8 mil |
| BPAC11 / IGTI11 | Financeiro (mesmo) | −2,11 | 5,2 | ok | 0,762 | 0,900 | V 1.725 BPAC11 / C 5.004 IGTI11 | R$ 100,0 mil / R$ 131,1 mil |
| ITUB3 / RIAA3 | Financeiro → Cons. Cíclico | −1,94 | 5,2 | ok | 0,793 | 0,833 | V 2.185 ITUB3 / C 14.176 RIAA3 | R$ 100,0 mil / R$ 126,0 mil |
| CXSE3 / TEND3 | Financeiro → Cons. Cíclico | −1,93 | 5,7 | ok | 1,213 | 0,817 | V 4.522 CXSE3 / C 2.382 TEND3 | R$ 100,0 mil / R$ 82,4 mil |
leitura Repare na coluna de notional: beta-neutro não é caixa-neutro. Quando o β é pequeno e os preços das pernas são diferentes, os financeiros divergem — BEEF3 / CMIN3 (β 0,337) sai com R$ 296,8 mil vendidos contra R$ 100,0 mil comprados, uma exposição desbalanceada de 2,97×. É o preço de hedgear quantidade, não dinheiro. Os pares de β próximo de 1 (CXSE3/TEND3, GGPS3/PLPL3) saem quase equilibrados.
Cointegração — mesmo setor
Os três pares mesmo-setor com |z| ≥ 2 — PRIO3/UGPA3, PRIO3/VBBR3 e BPAC11/IGTI11 — já aparecem na tabela livre acima, então aqui vão os seguintes da fila, todos com o corte afrouxado para |z| ≥ 1,5. Saíram 4, não 6: o universo mesmo-setor cointegrado se esgota em 7 pares, e 3 deles já foram mostrados.
| Par | Setor | z | MV | ADF | β | R² | Montagem (motor) | Notional/perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EGIE3 / ISAE4 | Utilidade Pública | +1,83 | 6,3 | ok | 1,047 | 0,819 | C 3.098 EGIE3 / V 3.264 ISAE4 | R$ 100,0 mil / R$ 95,5 mil |
| ITUB3 / PSSA3 | Financeiro | +1,80 | 5,6 | ok | 0,348 | 0,685 | C 2.185 ITUB3 / V 5.286 PSSA3 | R$ 100,0 mil / R$ 287,0 mil |
| AXIA3 / EQTL3 | Utilidade Pública | +1,67 | 5,5 | ok | 0,443 | 0,858 | C 1.900 AXIA3 / V 5.506 EQTL3 | R$ 100,0 mil / R$ 225,5 mil |
| ABCB4 / IRBR3 | Financeiro | +1,56 | 3,7 | ok | 0,605 | 0,830 | C 4.156 ABCB4 / V 2.930 IRBR3 | R$ 100,0 mil / R$ 165,2 mil |
Aqui também aparecem os desbalanceamentos: ITUB3/PSSA3 (β 0,348) sai 2,87× e AXIA3/EQTL3 (β 0,443) sai 2,25×. EGIE3/ISAE4, com β 1,047, é o par mais equilibrado do dia — R$ 100,0 mil contra R$ 95,5 mil.
Cointegração — os 3 destaques
CMIN3 / YDUQ3 Mat. Básicos → Cons. Cíclico maior |z| do dia
Operação: Vender CMIN3 / Comprar YDUQ3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| CMIN3 | Vender | R$ 5,10 | 19.607 | R$ 99.996 |
| YDUQ3 | Comprar | R$ 8,96 | 7.815 | R$ 70.022 |
β-neutro · razão β = 1,43 (1,43 CMIN3 por 1 YDUQ3) · por QUANTIDADE (não financeiro).
Banda de ±2σ em ±0,1483. O resíduo furou a banda inferior, foi a −0,3578 e devolveu para −0,2541 — daí o z de −3,43. O desvio escala com a janela: −1,33 em 50 pregões, −3,05 em 100, −3,31 em 150, −3,43 em 200.
Perna LONG · YDUQ3 (Yduqs — educação)
Técnico (14/07): IFR 51,9 · %B 73,9 · StochRSI 93,8 (topo) · ADX 15,1 (sem tendência). Médias empilhadas de baixa, preço abaixo da nuvem de Ichimoku, SuperTrend e SAR de baixa. Está a 14,9% da faixa de 52 semanas e a −41,4% da máxima do período; −23,7% em 63 pregões e −37,4% em 12 meses.
Fluxo (21 pregões): BTG +R$ 17,4 mi com 76,2% de persistência e Itaú +R$ 9,6 mi (76,2%) acumulando; Morgan −R$ 20,1 mi e Goldman −R$ 11,3 mi distribuindo.
Drivers: sem fato relevante ou notícia própria na janela — só a agenda de balanços do 2º tri.
Fundamento: cobertura setorial de Consumo Cíclico não levantada nesta edição — lacuna declarada.
Perna SHORT · CMIN3 (CSN Mineração — minério)
Técnico (14/07): IFR 65,2 · %B 92,1 · CCI 174,9 · ADX 25,9 com DI+ 38,0 contra DI− 13,3 = alta forte. Score de viés 100 (alta), acima da nuvem. Subiu +12,1% em 5 pregões e +16,2% em 21, com AVAT 1,86 — mas fechou 14/07 em engolfo de baixa, −6,42% no dia.
Fundamento (2025): ROE de 24,69% — o 6º maior de Materiais Básicos — com margem líquida de 9,15% sobre receita de R$ 18,03 bi. Lucro de R$ 1,65 bi, −63,6% no ano.
Fluxo (21 pregões): Necton +R$ 114,2 mi com 81% de persistência e JP Morgan +R$ 95,2 mi; do outro lado, Goldman −R$ 75,7 mi com persistência de 4,8% — comprador em apenas 1 dos 21 pregões.
Executabilidade — é aqui que o par de maior |z| do dia trava. O aluguel da CMIN3 saiu de 0,61% para 22,07% a.a. em 21 pregões (+3.518%), o que a coloca no percentil 99,8 do próprio histórico de 404 pregões e a 5,25× a média de 21 pregões (9,59× a de 63). O estoque de aluguel subiu +45,4% em 21 pregões e +60,8% em 63, o short interest é de 2,62% do capital (8,64% do free float) e o days-to-cover está em 14,03 pregões. Ou seja: o short já está lotado, a saída é lenta e a ação subiu 16,2% mesmo assim — o desenho clássico de risco de squeeze.
Em dinheiro: 22,07% a.a. sobre R$ 99.996 dá ≈ R$ 88 por pregão de carrego, ou ≈ R$ 570 na meia-vida de 6,5 pregões — 0,57% do notional da perna, corroído antes de qualquer convergência. Execução em si é tranquila: CMIN3 tem ADTV de R$ 37,97 mi (0,26% para R$ 100 mil, Operável) e YDUQ3 R$ 45,76 mi (0,22%, Operável). Vol e beta são altos nas duas — CMIN3 48,4% e beta 1,479; YDUQ3 45,0% e beta 1,663 —, então o hedge β do motor, que é OLS de preços, não neutraliza o risco de mercado.
Tese: spread esticado (z −3,43, esticado em 2 das 3 lentes — o ratio simples marca z +2,36 no percentil 96,7, mesmo lado), long sobrevendida e com BTG e Itaú acumulando de forma persistente, short fundamentalmente forte mas tecnicamente exausta. O que decide não é a estatística, é o carrego: o maior |z| do dia é também a única ponta short cara do dia.
PRIO3 / UGPA3 Petróleo e Gás — mesmo segmento ADF mais forte do dia
Operação: Comprar PRIO3 / Vender UGPA3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| PRIO3 | Comprar | R$ 57,57 | 1.737 | R$ 99.999 |
| UGPA3 | Vender | R$ 30,11 | 5.562 | R$ 167.472 |
β-neutro · razão β = 0,60 (0,60 PRIO3 por 1 UGPA3) · por QUANTIDADE (não financeiro) · exposição 1,67× maior na perna vendida.
Banda de ±2σ em ±0,1022. O resíduo saiu de −0,1245 e cruzou a banda superior até 0,1659, fechando em 0,1238. Escala com a janela: 1,65 em 50 pregões, 1,82 em 100, 2,14 em 150, 2,42 em 200.
Perna LONG · PRIO3 (PRIO — E&P)
Técnico (14/07): candle de martelo · IFR 53,2 · %B 85,0 · StochRSI 94,8 · ADX 25,6 (alta forte) · golden cross ativo · divergência de alta regular no MACD. Está a −21,1% da máxima de 52 semanas, na posição 60,3% da faixa, e sobe +39,0% no ano.
Fundamento (2025): margem líquida de 14,45% — a 3ª melhor do setor — sobre receita de R$ 15,58 bi. Mas ROE de apenas 8,73% (7º entre 8) e lucro −78,1% no ano.
Fluxo (21 pregões): Tullett +R$ 193,9 mi (80% de persistência), Itaú +R$ 133,5 mi (71,4%) e INTL +R$ 107,5 mi (76,5%); Morgan −R$ 178,5 mi, BTG −R$ 133,6 mi e Citi −R$ 113,5 mi do outro lado.
Drivers: o governo prorrogou por até 60 dias o imposto de 12% sobre exportação de óleo bruto (09/07) — atrito para exportador; e o Brent a US$ 80 com a tensão no Estreito de Ormuz (13/07) roda o setor.
Perna SHORT · UGPA3 (Ultrapar — distribuição)
Técnico (14/07): IFR 70,3 — sobrecomprada · %B 86,4 · ADX 37,6, o mais forte das 12 pernas · médias empilhadas de alta, acima da nuvem · CMF +0,447 (fluxo comprador forte) · AVAT 7,34. Subiu +24,9% em 21 pregões e +83,3% em 12 meses; está na posição 93,3% da faixa de 52 semanas, a apenas −3,56% da máxima.
Fundamento (2025): ROE de 14,34% — o 3º do setor, contra 8,73% da PRIO3 — e lucro +0,6% no ano, contra −78,1%. Margem líquida fina, de 1,79%, sobre receita de R$ 142,37 bi.
Fluxo (21 pregões): seis acumuladores — Morgan +R$ 232,5 mi (71,4%), UBS +R$ 170,5 mi, Citi +R$ 90,0 mi, JP Morgan +R$ 85,3 mi, Santander +R$ 63,9 mi (76,2%) e BTG +R$ 45,7 mi (66,7%); só Merrill −R$ 310,4 mi e Goldman −R$ 183,4 mi do outro lado.
Driver: a companhia aprovou em 17/06 um programa de recompra de até 18.000.000 de ações ON (1,61% do capital), vigente de 18/06/2026 a 17/06/2027, com R$ 7,66 bi em reservas de lucros disponíveis.
Executabilidade. A ponta short é barata e fácil: UGPA3 a 0,05% a.a. (percentil 16,6), short interest de 2,76% e days-to-cover de 3,43 pregões. Liquidez sobra nas duas — PRIO3 tem ADTV de R$ 527,29 mi (7ª mais líquida de 537 ações, 0,02% para R$ 100 mil) e UGPA3 R$ 157,38 mi (36ª, 0,06%). Volatilidade contida: 27,2% e 25,8%. O ponto de atenção é o beta: PRIO3 está com beta de −0,565 contra o Ibovespa em 63 pregões e UGPA3 com +0,937 — as pernas reagem ao índice em direções opostas, então este par não é neutro de mercado.
Tese: é o spread estatisticamente mais robusto do dia — ADF com p = 0,0009, R² 0,877, mesmo segmento —, a ponta short é barata e o timing técnico confirma (UGPA3 com IFR 70,3 colada na máxima de 52 semanas). Contra a tese, dois fatos duros: o motor manda vender exatamente onde há um comprador estrutural — recompra da própria companhia ativa desde 18/06 e seis corretoras acumulando —, e o fundamento de 2025 justifica o spread em vez de contradizê-lo (a ponta vendida tem ROE maior e lucro crescendo; a comprada tem lucro caindo 78%).
GGPS3 / PLPL3 Bens Ind. → Cons. Cíclico melhor ajuste · reversão mais rápida
Operação: Vender GGPS3 / Comprar PLPL3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| GGPS3 | Vender | R$ 12,96 | 7.716 | R$ 99.999 |
| PLPL3 | Comprar | R$ 8,30 | 9.436 | R$ 78.319 |
β-neutro · razão β = 1,28 (1,28 GGPS3 por 1 PLPL3) · por QUANTIDADE (não financeiro).
Banda de ±2σ em ±0,1198. O resíduo perdeu a banda inferior, foi a −0,1606 e fechou em −0,1392. Estável entre janelas: −2,11 em 100 pregões, −2,34 em 150, −2,32 em 200.
Perna LONG · PLPL3 (Plano&Plano — incorporação)
Técnico (14/07): IFR 46,8 · %B 56,3 · score de viés −74, o mais baixista das 12 pernas. Médias empilhadas de baixa, abaixo da nuvem, SuperTrend e SAR de baixa, CMF −0,254. Está na posição 7,9% da faixa de 52 semanas — praticamente no fundo — a −52,2% da máxima, com −40,8% em 63 pregões. Squeeze de volatilidade ativo (Bollinger dentro do Keltner), AVAT 0,51.
Fluxo (21 pregões): fluxo pequeno, como esperado de um papel de R$ 29,5 mi de ADTV — Santander +R$ 6,0 mi e JP Morgan +R$ 4,7 mi comprando, XP −R$ 7,7 mi vendendo.
Drivers: sem notícia ou fato próprio na janela.
Fundamento: cobertura setorial de Consumo Cíclico não levantada nesta edição — lacuna declarada.
Perna SHORT · GGPS3 (GPS Participações — serviços)
Técnico (14/07): IFR 61,8 · %B 92,9 · StochRSI 99,8 — o topo absoluto das 12 pernas · ADX 25,4 (alta forte). Subiu +13,9% em 21 pregões e está em 4 pregões consecutivos de alta, mas segue −21,2% abaixo da média de 200 e na posição 21,3% da faixa de 52 semanas.
Fundamento: valor de mercado de R$ 9,75 bi; −20,3% em 63 pregões e −17,9% em 12 meses.
Fluxo (21 pregões): os dois maiores gringos distribuindo com persistência — Goldman −R$ 49,5 mi com persistência de 19% (vendedor em 17 dos 21 pregões) e UBS −R$ 45,7 mi com 9,5% (vendedor em 19 dos 21). Do lado comprador, XP +R$ 37,7 mi e Santander +R$ 36,8 mi.
Executabilidade. Aluguel da GGPS3 é barato — 0,13% a.a., percentil 19,6, em linha com a própria média de 21 pregões (0,99×). Mas o days-to-cover é de 11,65 pregões e o short interest chega a 11,58% do free float, com o estoque +32,4% em 21 pregões e +91,1% em 63: barato de carregar, lento de desmontar. Execução ok nas duas pernas (GGPS3 0,21% do ADTV, PLPL3 0,27%), mas PLPL3 é a perna mais fina do relatório (ADTV R$ 29,5 mi, 98ª de 537) e a mais volátil (54,4% ao ano, contra 31,9% da GGPS3) — a ponta comprada oscila 1,7× mais que a vendida.
Tese: o melhor ajuste do bloco (R² 0,927) com a reversão mais rápida (4,5 pregões), esticado em 2 das 3 lentes (o ratio simples marca z +2,00 no percentil 95,6, mesmo lado), short barato e — o ponto mais forte — o fluxo institucional está do lado da tese nas duas pernas, com Goldman e UBS distribuindo a ponta vendida em 17 e 19 dos 21 pregões. Contra: DTC de 11,65 na short e a assimetria de liquidez e volatilidade da long.
Correlação — ranking livre
Pares que andam juntos (correlação ≥ 0,70) cujo ratio esticou contra a MM20. Aqui a montagem é caixa-neutro: mesmo financeiro por perna, ~R$ 100 mil de cada lado, quantidade arredondada a lote de 100. O lado é determinístico — z > 0 significa perna A cara, então vende A e compra B. Os 8 primeiros têm |z| ≥ 2; as duas últimas linhas vêm da passada com |z| ≥ 1,5.
| Par | Setor | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Montagem (caixa-neutro) | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| GGBR4 / GOAU4 | Mat. Básicos (mesmo) | 0,947 | +2,73 | +1,98% | V GGBR4 / C GOAU4 | V 4.100 GGBR4 / C 9.500 GOAU4 | R$ 100,0 mil / R$ 100,2 mil |
| AXIA3 / EQTL3 | Utilidade Pública (mesmo) | 0,700 | −2,63 | −9,36% | C AXIA3 / V EQTL3 | C 2.000 AXIA3 / V 2.500 EQTL3 | R$ 100,0 mil / R$ 100,9 mil |
| SIMH3 / VAMO3 | Financeiro → Cons. Cíclico | 0,765 | −2,61 | −8,22% | C SIMH3 / V VAMO3 | C 12.900 SIMH3 / V 32.200 VAMO3 | R$ 100,1 mil / R$ 100,1 mil |
| ITSA4 / ITUB4 | Financeiro (mesmo) | 0,956 | +2,44 | +1,27% | V ITSA4 / C ITUB4 | V 7.200 ITSA4 / C 2.300 ITUB4 | R$ 100,3 mil / R$ 99,3 mil |
| B3SA3 / RENT3 | Financeiro → Cons. Cíclico | 0,709 | +2,41 | +7,87% | V B3SA3 / C RENT3 | V 6.300 B3SA3 / C 2.500 RENT3 | R$ 99,4 mil / R$ 101,0 mil |
| B3SA3 / ITUB4 | Financeiro (mesmo) | 0,704 | +2,30 | +4,50% | V B3SA3 / C ITUB4 | V 6.300 B3SA3 / C 2.300 ITUB4 | R$ 99,4 mil / R$ 99,3 mil |
| BBDC3 / ITUB4 | Financeiro (mesmo) | 0,810 | +2,01 | +2,19% | V BBDC3 / C ITUB4 | V 6.100 BBDC3 / C 2.300 ITUB4 | R$ 99,4 mil / R$ 99,3 mil |
| BRAP4 / VALE3 | Mat. Básicos (mesmo) | 0,919 | +1,97 | +2,50% | V BRAP4 / C VALE3 | V 4.600 BRAP4 / C 1.300 VALE3 | R$ 100,8 mil / R$ 97,1 mil |
| MOVI3 / RENT3 | Cons. Cíclico (mesmo) | 0,738 | −1,92 | −4,20% | C MOVI3 / V RENT3 | C 11.500 MOVI3 / V 2.500 RENT3 | R$ 100,3 mil / R$ 101,0 mil |
| B3SA3 / ITSA4 | Financeiro (mesmo) | 0,717 | +1,90 | +3,20% | V B3SA3 / C ITSA4 | V 6.300 B3SA3 / C 7.200 ITSA4 | R$ 99,4 mil / R$ 100,3 mil |
leitura A coluna "dist MM20" mostra o que o z sozinho esconde. Correlação alta e desvio grande são coisas opostas aqui: os dois pares mais colados — ITSA4/ITUB4 (0,956) e GGBR4/GOAU4 (0,947) — abrem z acima de 2,4 com desvios de apenas +1,27% e +1,98%, porque o desvio-padrão do ratio deles é de 0,52% e 0,73%. Já os pares de correlação baixa — AXIA3/EQTL3 (0,700) e SIMH3/VAMO3 (0,765) — precisam de −9,36% e −8,22% de descolamento para chegar ao mesmo z. Vale reparar no SIMH3/VAMO3: o ratio está no percentil 0 da janela de 90 pregões, ou seja, no ponto mais baixo de toda a série, ainda que o z de 90 pregões (−1,83) não acuse pela largura do desvio-padrão.
Correlação — mesmo setor
Dos 14 pares com |z| ≥ 1,5, 12 são do mesmo setor — e os 8 de maior |z| já estão na tabela livre. Saíram 4, não 6, pelo mesmo motivo do bloco anterior: a fila se esgota.
| Par | Setor | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Montagem (caixa-neutro) | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CYRE3 / DIRR3 | Cons. Cíclico | 0,735 | +1,77 | +6,58% | V CYRE3 / C DIRR3 | V 4.500 CYRE3 / C 7.900 DIRR3 | R$ 101,0 mil / R$ 100,1 mil |
| ITUB3 / ITUB4 | Financeiro | 0,937 | +1,73 | +0,71% | V ITUB3 / C ITUB4 | V 2.200 ITUB3 / C 2.300 ITUB4 | R$ 100,6 mil / R$ 99,3 mil |
| CPLE3 / EQTL3 | Utilidade Pública | 0,708 | −1,70 | −3,23% | C CPLE3 / V EQTL3 | C 6.700 CPLE3 / V 2.500 EQTL3 | R$ 100,7 mil / R$ 100,9 mil |
| CURY3 / DIRR3 | Cons. Cíclico | 0,817 | +1,66 | +3,36% | V CURY3 / C DIRR3 | V 3.000 CURY3 / C 7.900 DIRR3 | R$ 98,6 mil / R$ 100,1 mil |
Dois sinais de reforço aqui: CPLE3/EQTL3 repete a EQTL3 como ponta vendida, o mesmo lado que AXIA3/EQTL3 aponta — duas leituras independentes dizendo que a Equatorial está cara contra as pares dela. E DIRR3 aparece como ponta comprada em dois pares de construção civil (contra CYRE3 e contra CURY3).
Correlação — os 3 destaques
GGBR4 / GOAU4 Siderurgia — mesmo segmento maior z do bloco
Operação: Vender GGBR4 / Comprar GOAU4
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| GGBR4 | Vender | R$ 24,38 | 4.100 | R$ 99.958 |
| GOAU4 | Comprar | R$ 10,55 | 9.500 | R$ 100.225 |
Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna, lote de 100.
Perna LONG · GOAU4 (Metalúrgica Gerdau)
Técnico (14/07): IFR 61,6 · %B 100,1 — rompeu a banda superior de Bollinger · StochRSI 96,0 · MFI 71,3 · harami de alta · médias empilhadas de alta, acima da nuvem. Posição 87,7% da faixa de 52 semanas. Divergência de baixa oculta no MACD — o único sinal contra.
Fundamento (2025): ROE 2,62% · margem líquida 2,02% · receita R$ 69,86 bi · lucro R$ 1,41 bi, −69,3% no ano.
Fluxo (21 pregões): Goldman +R$ 26,2 mi (61,9%), BTG +R$ 20,3 mi (61,9%) e Morgan +R$ 17,4 mi acumulando; UBS −R$ 47,0 mi distribuindo.
Perna SHORT · GGBR4 (Gerdau)
Técnico (14/07): IFR 62,5 · %B 103,2 — mais fora da banda que a GOAU4 · StochRSI 96,9 · Williams %R −1,05 · estocástico 99,0 · CCI 162,2 · MFI 76,4. Médias empilhadas de alta, posição 85,7% da faixa de 52 semanas. Divergência de alta regular no MACD.
Fundamento (2025): ROE 2,64% · margem líquida 2,03% · receita R$ 69,86 bi · lucro R$ 1,42 bi, −69,2% no ano.
Fluxo (21 pregões): Itaú +R$ 151,7 mi com 81% de persistência, INTL +R$ 101,9 mi (70,6%), Ágora +R$ 96,3 mi e Santander +R$ 89,4 mi (71,4%) — o smart money está comprando a ponta vendida. XP −R$ 147,5 mi e Morgan −R$ 144,6 mi do outro lado.
Fundamento comparado — o par mais "puro" do relatório. Compare as duas fichas: receita idêntica (R$ 69,86 bi), lucro de R$ 1,418 bi contra R$ 1,414 bi, ROE de 2,64% contra 2,62%, margem de 2,03% contra 2,02%, queda de lucro de 69,2% contra 69,3%. Não é coincidência — a Metalúrgica Gerdau é a holding controladora da Gerdau, então é o mesmo negócio econômico em duas cascas. Aqui não existe tese fundamental separando as pernas: o desvio é 100% estrutural e técnico.
Executabilidade. Aluguel da GGBR4 a 0,05% a.a., no percentil 6,9 — quase o piso do próprio histórico —, com DTC de 5,53 e o estoque −17,96% em 21 pregões e −37,97% em 63: os shorts estão saindo, não entrando. Liquidez folgada (GGBR4 ADTV R$ 210,18 mi, 0,05% para R$ 100 mil; GOAU4 R$ 77,30 mi, 0,13%). Volatilidade e beta praticamente gêmeos: 28,4% e beta 0,861 contra 28,6% e 0,914 — o par caixa-neutro fica naturalmente neutro de mercado.
Tese: o maior z do bloco (+2,73) num par de correlação 0,947 e fundamento idêntico, com as duas pernas líquidas, aluguel no chão e betas gêmeos — tecnicamente o par mais limpo de executar do dia. Os poréns são dois: o desvio é de apenas +1,98% contra a MM20 e, na lente de 90 pregões, o ratio está no percentil 63,3 — dentro da banda, esticado em 1 lente só; e o Itaú comprou R$ 151,7 mi da ponta vendida em 17 dos 21 pregões.
AXIA3 / EQTL3 Energia Elétrica — mesmo segmento único nas 3 lentes
Operação: Comprar AXIA3 / Vender EQTL3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| AXIA3 | Comprar | R$ 50,02 | 2.000 | R$ 100.040 |
| EQTL3 | Vender | R$ 40,42 | 2.500 | R$ 101.050 |
Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna, lote de 100.
Confluência — o único par do dia esticado nas três lentes, todas apontando o mesmo lado.
| Lente | Métrica | Leitura | Lado |
|---|---|---|---|
| Cointegração (200 pregões) | z +1,67 · ADF ok · β 0,443 · R² 0,858 · MV 5,5 | spread acima da média | Comprar AXIA3 / Vender EQTL3 |
| Correlação (MM20) | z −2,65 · dist −9,47% · corr 0,700 | ratio abaixo da MM20 | Comprar AXIA3 / Vender EQTL3 |
| Ratio simples (90 pregões) | z −2,49 · percentil 1,1 · faixa 1,2748–1,4909 | ratio no extremo inferior | Comprar AXIA3 / Vender EQTL3 |
Nenhum outro par do levantamento aparece nas três. É também a ilustração mais limpa das duas convenções de montagem: o mesmo par sai desbalanceado 2,25× pelo motor beta-neutro (R$ 100,0 mil contra R$ 225,5 mil, por causa do β de 0,443) e equilibrado pelo caixa-neutro (R$ 100,0 mil contra R$ 101,1 mil).
Perna LONG · AXIA3 (Axia Energia)
Técnico (14/07): doji com harami cross · IFR 45,6 · %B 31,2 (parte baixa da banda) · estocástico 23,2 · CCI −74,3 · score de viés −37. Abaixo da nuvem, SAR de baixa, −19,7% em 63 pregões. Divergência de alta oculta no IFR e no MACD — preço fez fundo mais alto e o oscilador fez fundo mais baixo.
Fundamento (2025): margem líquida de 15,89% — 3,3× a da EQTL3 — e lucro de R$ 6,56 bi, 2,6× o da EQTL3, com receita menor (R$ 41,28 bi). Mas ROE de 5,54% contra 8,84%, e lucro −36,8% no ano.
Fluxo (21 pregões): Merrill +R$ 351,3 mi (61,9%), Itaú +R$ 342,0 mi, UBS +R$ 239,9 mi (66,7%) e XP +R$ 165,3 mi com 81% de persistência; Goldman −R$ 285,2 mi, Morgan −R$ 328,1 mi e BTG −R$ 211,6 mi.
Driver: em 15/07 saiu a oferta primária de 22,2 mi de ações PN da ISA Energia, com precificação marcada para 23/07 — é oferta de papel no setor de transmissão, não evento da própria companhia.
Perna SHORT · EQTL3 (Equatorial)
Técnico (14/07): engolfo de alta · IFR 61,6 · %B 94,6 · estocástico 95,5 · CCI 140,4 · MFI 70,1 · Aroon up 100 — nova máxima na janela · CMF +0,254 · AVAT 2,17 · score de viés 100 (alta). Subiu +6,6% em 21 pregões.
Fundamento (2025): ROE de 8,84% contra 5,54% da AXIA3, mas margem líquida de apenas 4,81% sobre receita de R$ 52,07 bi. Lucro de R$ 2,50 bi, −33,5% no ano.
Fluxo (21 pregões): Goldman +R$ 298,6 mi com 76,2% de persistência, UBS +R$ 244,3 mi (71,4%), Morgan +R$ 108,6 mi (76,2%) e BTG +R$ 81,9 mi; Merrill −R$ 215,4 mi, Citi −R$ 192,6 mi e Itaú −R$ 125,9 mi.
Drivers: a companhia está em conversas com a matriz italiana da Enel, em Roma, junto com a Iberdrola, para adquirir ativos da Enel Brasil (06/07); e a Aneel abriu consulta sobre o "Fator X", que altera a remuneração das distribuidoras (14/07).
O par está sendo disputado por dois gringos em lados opostos — e os dois montaram exatamente esta operação. O Merrill está do lado da tese: comprou +R$ 351,3 mi de AXIA3 e vendeu −R$ 215,4 mi de EQTL3. O Goldman montou o inverso: vendeu −R$ 285,2 mi de AXIA3 e comprou +R$ 298,6 mi de EQTL3, com 76,2% de persistência. Não é fluxo difuso: são as duas pernas, nas duas direções, pelas duas casas. O que os separa é a leitura do M&A da Enel Brasil.
Executabilidade — a melhor do relatório. EQTL3 aluga a 0,04% a.a. (percentil 8,9), com DTC de 4,89, short interest de 2,97% e o estoque −38,4% em 21 pregões. As duas pernas estão entre as 20 ações mais líquidas da B3 — AXIA3 é a 8ª (ADTV R$ 525,60 mi, 0,02% para R$ 100 mil) e EQTL3 a 17ª (R$ 304,19 mi, 0,03%). Volatilidade de 28,0% e 25,9%; betas de 1,429 e 1,204, próximos o bastante para o caixa-neutro ficar quase neutro de mercado.
Tese: o único par esticado nas três lentes com o mesmo lado, mesmo segmento, as duas pernas no top 20 de liquidez, short a 0,04% a.a. com saída em 4,9 pregões, e o técnico confirmando dos dois lados — long com divergência de alta oculta no IFR e no MACD, short com Aroon em nova máxima e %B em 94,6. O fundamento é simétrico (lucro caindo cerca de um terço nas duas em 2025), o que reforça a leitura de desvio estatístico e não de descolamento de resultado. O contra é o catalisador: a ponta vendida está comprada com o M&A da Enel Brasil e a consulta do Fator X no radar — e o Goldman acumulou R$ 298,6 mi dela em 16 dos 21 pregões.
ITSA4 / ITUB4 Financeiro — holding × controlada maior correlação do dia
Operação: Vender ITSA4 / Comprar ITUB4
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| ITSA4 | Vender | R$ 13,93 | 7.200 | R$ 100.296 |
| ITUB4 | Comprar | R$ 43,18 | 2.300 | R$ 99.314 |
Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna, lote de 100.
Perna LONG · ITUB4 (Itaú Unibanco)
Técnico (14/07): IFR 64,4 · ADX 29,1 (alta forte) · Aroon oscilador 92 · %B 85,4 · harami de alta · médias empilhadas de alta, acima da nuvem. Posição 71,3% da faixa de 52 semanas, +8,8% em 21 pregões. Divergência de alta oculta no MACD — confirma a continuidade.
Fundamento (2025): ROE de 21,32% — o 7º do setor Financeiro — com margem líquida de 11,84%, receita de R$ 387,12 bi e lucro de R$ 45,85 bi, +8,8% no ano.
Fluxo (21 pregões): Goldman +R$ 694,6 mi (81%), Merrill +R$ 661,4 mi (76,2%) e BGC +R$ 654,9 mi com 95,2% de persistência — comprador em 20 dos 21 pregões. R$ 2,01 bi somados. Do outro lado, Morgan −R$ 596,1 mi, XP −R$ 591,1 mi e UBS −R$ 587,3 mi.
Perna SHORT · ITSA4 (Itaúsa)
Técnico (14/07): IFR 62,4 · ADX 26,0 · Aroon oscilador 92 · %B 87,4 · CMF −0,019. Posição 80,6% da faixa de 52 semanas, +9,6% em 21 pregões. Divergência de baixa regular no IFR e no MACD — preço fez topo mais alto e os osciladores fizeram topo mais baixo. É o sinal técnico que confirma o lado vendido.
Fundamento (2025): ROE de 17,72%, contra 21,32% da ITUB4, e lucro de R$ 16,55 bi, +11,2% no ano. A base sinaliza lucro maior que a receita — é holding, o resultado vem de equivalência patrimonial.
Fluxo (21 pregões): JP Morgan +R$ 139,8 mi (57,1%), Genial +R$ 95,6 mi e Merrill +R$ 77,2 mi (71,4%) comprando; XP −R$ 145,7 mi, Morgan −R$ 73,2 mi e Citi −R$ 69,8 mi distribuindo.
Executabilidade — a ponta short mais fácil do relatório. ITSA4 aluga a 0,02% a.a., no percentil 7,2, com o menor short interest do conjunto (1,24% do capital, 1,53% do free float) e days-to-cover de 2,49 pregões — o estoque caiu 29,0% em 21 pregões e 47,3% em 63. Liquidez: ITSA4 é a 16ª ação mais líquida (ADTV R$ 360,25 mi, 0,03% para R$ 100 mil) e ITUB4 é a 3ª de 537 (R$ 1.037,64 mi, 0,01%). São também as duas pernas de menor volatilidade do relatório — 22,1% e 21,0% — com betas quase iguais (1,271 e 1,206).
Tese: a maior correlação do dia (0,956) no par holding × controlada, com o técnico confirmando dos dois lados (divergência de baixa regular na vendida, de alta oculta na comprada), o fundamento a favor (ROE de 21,32% contra 17,72%) e o fluxo também — Goldman, Merrill e BGC somaram R$ 2,01 bi comprando a ponta longa, com o BGC dentro em 20 dos 21 pregões, enquanto a XP distribuiu R$ 145,7 mi da vendida. É a execução mais barata e mais líquida do levantamento. O porém é o tamanho do prêmio: o desvio é de +1,27% contra a MM20 e o ratio está no percentil 38,9 da janela de 90 pregões — o par só está esticado na lente de 20 pregões.
Leitura
O fio condutor de hoje é que a estatística e a tradabilidade apontam para lados opostos. O par de maior |z| do levantamento (CMIN3/YDUQ3, z −3,43, ADF ok, meia-vida de 6,5 pregões) é o único dos seis destaques cuja ponta vendida é cara: 22,07% a.a., percentil 99,8 do próprio histórico, 14 pregões de days-to-cover, estoque de aluguel +45,4% em 21 pregões enquanto a ação subia 16,2%. As outras cinco pontas vendidas custam de 0,02% a 0,13% a.a. Nas 12 pernas dos destaques, uma ordem de R$ 100 mil consome no máximo 0,34% do volume médio diário — hoje o filtro que separa par de tela de par de mesa é o aluguel, não a liquidez.
Concentração setorial. A cointegração se concentra em Materiais Básicos pela via da CMIN3, ponta vendida em 3 dos 8 pares com |z| ≥ 2 — os três herdam o mesmo problema de aluguel. A correlação se concentra no Financeiro, com a ITUB4 como ponta comprada em 3 dos 10 pares livres, e em Utilidade Pública, onde a EQTL3 aparece como ponta vendida em duas leituras independentes (contra AXIA3 e contra CPLE3).
Livre contra mesmo setor. As duas lentes têm vocações opostas. Na correlação, 12 dos 14 pares com |z| ≥ 1,5 são do mesmo setor — a MM20 acha pares colados dentro de casa, e por isso a tabela mesmo-setor esgotou em 4 linhas: os 8 melhores já estavam na livre. Na cointegração, só 7 dos 21 são do mesmo setor — a janela de 200 pregões acha relações cruzadas (minério contra educação, serviços contra incorporação), que rendem |z| maior mas exigem mais fé na estacionariedade do que na economia do par.
Cointegração e correlação medem coisas diferentes — e montam diferente. A cointegração entrega teste de estacionariedade (ADF), meia-vida e a montagem beta-neutro do motor, mas o preço disso é a exposição desbalanceada: BEEF3/CMIN3 sai 2,97×, ITUB3/PSSA3 2,87× e AXIA3/EQTL3 2,25× — todos com β abaixo de 0,45, porque beta-neutro hedgeia quantidade e não dinheiro. A correlação entrega financeiro igual por perna, mas sem teste nenhum, e o z alto pode ser só a estreiteza do desvio-padrão: GGBR4/GOAU4 e ITSA4/ITUB4 abrem z acima de 2,4 com desvios de +1,98% e +1,27%, e nos dois casos o ratio está no meio da distribuição de 90 pregões (percentis 63,3 e 38,9). O AXIA3/EQTL3 é a demonstração das duas convenções no mesmo par: desbalanceado 2,25× pelo beta-neutro, equilibrado em ~R$ 100 mil por perna pelo caixa-neutro.
Confluência. Das 3 lentes, apenas AXIA3/EQTL3 aparece esticado nas três com o mesmo lado (coint z +1,67, corr z −2,65, ratio z −2,49 no percentil 1,1). CMIN3/YDUQ3 e GGPS3/PLPL3 estão em duas. GGBR4/GOAU4 e ITSA4/ITUB4, apesar do z alto, estão em uma só. E há um caso de leitura fora da tabela: SIMH3/VAMO3 tem o ratio no percentil 0 da janela de 90 pregões — no ponto mais baixo de toda a série — sem que o z de 90 pregões acuse, por causa da largura do desvio-padrão.
Os números do dia — rankings, montagens e preços — são do intradia de 15/07 (motor de cointegração calculado às 10h). Aluguel, fluxo institucional, ficha técnica, liquidez, volatilidade e beta são do fechamento de 14/07. Fundamentos referem-se ao exercício de 2025. Lacunas desta edição: não foi levantado o ranking fundamentalista do setor de Consumo Cíclico, então as pernas YDUQ3 e PLPL3 aparecem sem comparação de ROE, margem e crescimento contra os pares setoriais.