Long & Short — 15/07/2026

Long & Short de 15/07: 8 pares cointegrados e 8 correlacionados esticados; o de maior |z| tem a ponta short a 22,07% a.a. e AXIA3/EQTL3 aparece nas 3 lentes.

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Long & Short

Long & Short — 15/07/2026

14/07/2026 · Pares por cointegração e correlação — rankings, montagem do motor e tradabilidade das pontas

Placar do dia

Cointegrados |z|≥2
8
de 36.046 pares · janela 200
Correlacionados |z|≥2
8
de 33.153 · corr ≥ 0,70
Maior |z| do dia
−3,43
CMIN3 / YDUQ3 · ADF ok
Meia-vida mediana
6,0
pregões (cointegração)
Mesmo setor
3 de 8
cointegrados |z|≥2
Ponta short cara
1 de 6
CMIN3 · 22,07% a.a.

O stress de pares de hoje tem um endereço e um pedágio. O endereço são três setores: Materiais Básicos, onde a CMIN3 é a ponta vendida em 3 dos 8 pares cointegrados com |z| ≥ 2; Financeiro, onde a ITUB4 é a ponta comprada em 3 dos 10 pares da correlação livre; e Utilidade Pública, que entrega o único par do dia esticado nas três lentes. O pedágio é o aluguel.

Das seis pontas vendidas dos destaques, cinco custam entre 0,02% e 0,13% a.a. — praticamente de graça. A sexta é a CMIN3, a ponta vendida do par de maior |z| do levantamento, e ela fechou o pregão de 14/07 a 22,07% a.a., no percentil 99,8 do próprio histórico de 404 pregões, com 14,03 pregões de days-to-cover. É o filtro que separa par de tela de par de mesa: nas 12 pernas dos destaques, uma ordem de R$ 100 mil consome no máximo 0,34% do volume médio diário — a liquidez não é o problema de hoje, o aluguel é.

As duas lentes também não olham para o mesmo lugar. A cointegração, com janela de 200 pregões, acha relações cruzadas entre setores — só 3 dos 8 pares com |z| ≥ 2 são do mesmo setor — e reversões de 4,5 a 9,3 pregões. A correlação, ancorada na MM20, acha pares colados dentro do setor: 6 dos 8 são do mesmo setor, e o z alto vem de desvios percentuais minúsculos (GGBR4/GOAU4 marca z = +2,73 com apenas +1,98% de distância da MM20, porque o desvio-padrão do ratio é de 0,73%).

Cointegração — ranking livre

Spread estacionário por ADF na janela de 200 pregões, β entre 0,3 e 3, liquidez mínima de R$ 10 mi nas duas pernas e sem penny stock. A montagem é a do motor: beta-neutro, por quantidade (qty_a = β · qty_b) — não por financeiro. Os 8 primeiros têm |z| ≥ 2; as duas últimas linhas vêm de uma passada com o corte afrouxado para |z| ≥ 1,5, para completar os 10.

ParSetor A → BzMVADFβMontagem (motor)Notional/perna
CMIN3 / YDUQ3Mat. Básicos → Cons. Cíclico−3,436,5ok1,4280,750V 19.607 CMIN3 / C 7.815 YDUQ3R$ 100,0 mil / R$ 70,0 mil
CMIN3 / SBFG3Mat. Básicos → Cons. Cíclico−2,427,1ok0,7850,575V 19.607 CMIN3 / C 12.374 SBFG3R$ 100,0 mil / R$ 127,5 mil
PRIO3 / UGPA3Petróleo e Gás (mesmo)+2,429,3ok0,5970,877C 1.737 PRIO3 / V 5.562 UGPA3R$ 100,0 mil / R$ 167,5 mil
PRIO3 / VBBR3Petróleo e Gás (mesmo)+2,407,0ok0,5400,877C 1.737 PRIO3 / V 5.563 VBBR3R$ 100,0 mil / R$ 185,2 mil
GGPS3 / PLPL3Bens Ind. → Cons. Cíclico−2,324,5ok1,2770,927V 7.716 GGPS3 / C 9.436 PLPL3R$ 100,0 mil / R$ 78,3 mil
SAUD3 / TUPY3Saúde → Bens Ind.+2,285,2ok0,5880,622C 6.514 SAUD3 / V 10.540 TUPY3R$ 100,0 mil / R$ 169,9 mil
BEEF3 / CMIN3Cons. ñ Cíc. → Mat. Básicos+2,215,5ok0,3370,698C 26.881 BEEF3 / V 58.193 CMIN3R$ 100,0 mil / R$ 296,8 mil
BPAC11 / IGTI11Financeiro (mesmo)−2,115,2ok0,7620,900V 1.725 BPAC11 / C 5.004 IGTI11R$ 100,0 mil / R$ 131,1 mil
ITUB3 / RIAA3Financeiro → Cons. Cíclico−1,945,2ok0,7930,833V 2.185 ITUB3 / C 14.176 RIAA3R$ 100,0 mil / R$ 126,0 mil
CXSE3 / TEND3Financeiro → Cons. Cíclico−1,935,7ok1,2130,817V 4.522 CXSE3 / C 2.382 TEND3R$ 100,0 mil / R$ 82,4 mil

leitura Repare na coluna de notional: beta-neutro não é caixa-neutro. Quando o β é pequeno e os preços das pernas são diferentes, os financeiros divergem — BEEF3 / CMIN3 (β 0,337) sai com R$ 296,8 mil vendidos contra R$ 100,0 mil comprados, uma exposição desbalanceada de 2,97×. É o preço de hedgear quantidade, não dinheiro. Os pares de β próximo de 1 (CXSE3/TEND3, GGPS3/PLPL3) saem quase equilibrados.

Cointegração — mesmo setor

Os três pares mesmo-setor com |z| ≥ 2 — PRIO3/UGPA3, PRIO3/VBBR3 e BPAC11/IGTI11 — já aparecem na tabela livre acima, então aqui vão os seguintes da fila, todos com o corte afrouxado para |z| ≥ 1,5. Saíram 4, não 6: o universo mesmo-setor cointegrado se esgota em 7 pares, e 3 deles já foram mostrados.

ParSetorzMVADFβMontagem (motor)Notional/perna
EGIE3 / ISAE4Utilidade Pública+1,836,3ok1,0470,819C 3.098 EGIE3 / V 3.264 ISAE4R$ 100,0 mil / R$ 95,5 mil
ITUB3 / PSSA3Financeiro+1,805,6ok0,3480,685C 2.185 ITUB3 / V 5.286 PSSA3R$ 100,0 mil / R$ 287,0 mil
AXIA3 / EQTL3Utilidade Pública+1,675,5ok0,4430,858C 1.900 AXIA3 / V 5.506 EQTL3R$ 100,0 mil / R$ 225,5 mil
ABCB4 / IRBR3Financeiro+1,563,7ok0,6050,830C 4.156 ABCB4 / V 2.930 IRBR3R$ 100,0 mil / R$ 165,2 mil

Aqui também aparecem os desbalanceamentos: ITUB3/PSSA3 (β 0,348) sai 2,87× e AXIA3/EQTL3 (β 0,443) sai 2,25×. EGIE3/ISAE4, com β 1,047, é o par mais equilibrado do dia — R$ 100,0 mil contra R$ 95,5 mil.

Cointegração — os 3 destaques

CMIN3 / YDUQ3 Mat. Básicos → Cons. Cíclico maior |z| do dia

z (resíduo)
−3,43
Meia-vida
6,5
pregões
ADF
estacionário
p = 0,0273
β (hedge)
1,428
0,750
Lentes esticadas
2 de 3

Operação: Vender CMIN3 / Comprar YDUQ3

PernaLadoPreçoQtdNotional
CMIN3VenderR$ 5,1019.607R$ 99.996
YDUQ3ComprarR$ 8,967.815R$ 70.022

β-neutro · razão β = 1,43 (1,43 CMIN3 por 1 YDUQ3) · por QUANTIDADE (não financeiro).

0.10-0.36
resíduoresíduo · últimos 64 pregões → 15/07

Banda de ±2σ em ±0,1483. O resíduo furou a banda inferior, foi a −0,3578 e devolveu para −0,2541 — daí o z de −3,43. O desvio escala com a janela: −1,33 em 50 pregões, −3,05 em 100, −3,31 em 150, −3,43 em 200.

Perna LONG · YDUQ3 (Yduqs — educação)

Técnico (14/07): IFR 51,9 · %B 73,9 · StochRSI 93,8 (topo) · ADX 15,1 (sem tendência). Médias empilhadas de baixa, preço abaixo da nuvem de Ichimoku, SuperTrend e SAR de baixa. Está a 14,9% da faixa de 52 semanas e a −41,4% da máxima do período; −23,7% em 63 pregões e −37,4% em 12 meses.

Fluxo (21 pregões): BTG +R$ 17,4 mi com 76,2% de persistência e Itaú +R$ 9,6 mi (76,2%) acumulando; Morgan −R$ 20,1 mi e Goldman −R$ 11,3 mi distribuindo.

Drivers: sem fato relevante ou notícia própria na janela — só a agenda de balanços do 2º tri.

Fundamento: cobertura setorial de Consumo Cíclico não levantada nesta edição — lacuna declarada.

Perna SHORT · CMIN3 (CSN Mineração — minério)

Técnico (14/07): IFR 65,2 · %B 92,1 · CCI 174,9 · ADX 25,9 com DI+ 38,0 contra DI− 13,3 = alta forte. Score de viés 100 (alta), acima da nuvem. Subiu +12,1% em 5 pregões e +16,2% em 21, com AVAT 1,86 — mas fechou 14/07 em engolfo de baixa, −6,42% no dia.

Fundamento (2025): ROE de 24,69% — o 6º maior de Materiais Básicos — com margem líquida de 9,15% sobre receita de R$ 18,03 bi. Lucro de R$ 1,65 bi, −63,6% no ano.

Fluxo (21 pregões): Necton +R$ 114,2 mi com 81% de persistência e JP Morgan +R$ 95,2 mi; do outro lado, Goldman −R$ 75,7 mi com persistência de 4,8% — comprador em apenas 1 dos 21 pregões.

Executabilidade — é aqui que o par de maior |z| do dia trava. O aluguel da CMIN3 saiu de 0,61% para 22,07% a.a. em 21 pregões (+3.518%), o que a coloca no percentil 99,8 do próprio histórico de 404 pregões e a 5,25× a média de 21 pregões (9,59× a de 63). O estoque de aluguel subiu +45,4% em 21 pregões e +60,8% em 63, o short interest é de 2,62% do capital (8,64% do free float) e o days-to-cover está em 14,03 pregões. Ou seja: o short já está lotado, a saída é lenta e a ação subiu 16,2% mesmo assim — o desenho clássico de risco de squeeze.

Em dinheiro: 22,07% a.a. sobre R$ 99.996 dá ≈ R$ 88 por pregão de carrego, ou ≈ R$ 570 na meia-vida de 6,5 pregões — 0,57% do notional da perna, corroído antes de qualquer convergência. Execução em si é tranquila: CMIN3 tem ADTV de R$ 37,97 mi (0,26% para R$ 100 mil, Operável) e YDUQ3 R$ 45,76 mi (0,22%, Operável). Vol e beta são altos nas duas — CMIN3 48,4% e beta 1,479; YDUQ3 45,0% e beta 1,663 —, então o hedge β do motor, que é OLS de preços, não neutraliza o risco de mercado.

Tese: spread esticado (z −3,43, esticado em 2 das 3 lentes — o ratio simples marca z +2,36 no percentil 96,7, mesmo lado), long sobrevendida e com BTG e Itaú acumulando de forma persistente, short fundamentalmente forte mas tecnicamente exausta. O que decide não é a estatística, é o carrego: o maior |z| do dia é também a única ponta short cara do dia.

PRIO3 / UGPA3 Petróleo e Gás — mesmo segmento ADF mais forte do dia

z (resíduo)
+2,42
Meia-vida
9,3
pregões
ADF
estacionário
p = 0,0009
β (hedge)
0,597
0,877
Lentes esticadas
1 + 1 na borda

Operação: Comprar PRIO3 / Vender UGPA3

PernaLadoPreçoQtdNotional
PRIO3ComprarR$ 57,571.737R$ 99.999
UGPA3VenderR$ 30,115.562R$ 167.472

β-neutro · razão β = 0,60 (0,60 PRIO3 por 1 UGPA3) · por QUANTIDADE (não financeiro) · exposição 1,67× maior na perna vendida.

0.17-0.12
resíduoresíduo · últimos 46 pregões → 15/07

Banda de ±2σ em ±0,1022. O resíduo saiu de −0,1245 e cruzou a banda superior até 0,1659, fechando em 0,1238. Escala com a janela: 1,65 em 50 pregões, 1,82 em 100, 2,14 em 150, 2,42 em 200.

Perna LONG · PRIO3 (PRIO — E&P)

Técnico (14/07): candle de martelo · IFR 53,2 · %B 85,0 · StochRSI 94,8 · ADX 25,6 (alta forte) · golden cross ativo · divergência de alta regular no MACD. Está a −21,1% da máxima de 52 semanas, na posição 60,3% da faixa, e sobe +39,0% no ano.

Fundamento (2025): margem líquida de 14,45% — a 3ª melhor do setor — sobre receita de R$ 15,58 bi. Mas ROE de apenas 8,73% (7º entre 8) e lucro −78,1% no ano.

Fluxo (21 pregões): Tullett +R$ 193,9 mi (80% de persistência), Itaú +R$ 133,5 mi (71,4%) e INTL +R$ 107,5 mi (76,5%); Morgan −R$ 178,5 mi, BTG −R$ 133,6 mi e Citi −R$ 113,5 mi do outro lado.

Drivers: o governo prorrogou por até 60 dias o imposto de 12% sobre exportação de óleo bruto (09/07) — atrito para exportador; e o Brent a US$ 80 com a tensão no Estreito de Ormuz (13/07) roda o setor.

Perna SHORT · UGPA3 (Ultrapar — distribuição)

Técnico (14/07): IFR 70,3 — sobrecomprada · %B 86,4 · ADX 37,6, o mais forte das 12 pernas · médias empilhadas de alta, acima da nuvem · CMF +0,447 (fluxo comprador forte) · AVAT 7,34. Subiu +24,9% em 21 pregões e +83,3% em 12 meses; está na posição 93,3% da faixa de 52 semanas, a apenas −3,56% da máxima.

Fundamento (2025): ROE de 14,34% — o 3º do setor, contra 8,73% da PRIO3 — e lucro +0,6% no ano, contra −78,1%. Margem líquida fina, de 1,79%, sobre receita de R$ 142,37 bi.

Fluxo (21 pregões): seis acumuladores — Morgan +R$ 232,5 mi (71,4%), UBS +R$ 170,5 mi, Citi +R$ 90,0 mi, JP Morgan +R$ 85,3 mi, Santander +R$ 63,9 mi (76,2%) e BTG +R$ 45,7 mi (66,7%); só Merrill −R$ 310,4 mi e Goldman −R$ 183,4 mi do outro lado.

Driver: a companhia aprovou em 17/06 um programa de recompra de até 18.000.000 de ações ON (1,61% do capital), vigente de 18/06/2026 a 17/06/2027, com R$ 7,66 bi em reservas de lucros disponíveis.

Executabilidade. A ponta short é barata e fácil: UGPA3 a 0,05% a.a. (percentil 16,6), short interest de 2,76% e days-to-cover de 3,43 pregões. Liquidez sobra nas duas — PRIO3 tem ADTV de R$ 527,29 mi (7ª mais líquida de 537 ações, 0,02% para R$ 100 mil) e UGPA3 R$ 157,38 mi (36ª, 0,06%). Volatilidade contida: 27,2% e 25,8%. O ponto de atenção é o beta: PRIO3 está com beta de −0,565 contra o Ibovespa em 63 pregões e UGPA3 com +0,937 — as pernas reagem ao índice em direções opostas, então este par não é neutro de mercado.

Tese: é o spread estatisticamente mais robusto do dia — ADF com p = 0,0009, R² 0,877, mesmo segmento —, a ponta short é barata e o timing técnico confirma (UGPA3 com IFR 70,3 colada na máxima de 52 semanas). Contra a tese, dois fatos duros: o motor manda vender exatamente onde há um comprador estrutural — recompra da própria companhia ativa desde 18/06 e seis corretoras acumulando —, e o fundamento de 2025 justifica o spread em vez de contradizê-lo (a ponta vendida tem ROE maior e lucro crescendo; a comprada tem lucro caindo 78%).

GGPS3 / PLPL3 Bens Ind. → Cons. Cíclico melhor ajuste · reversão mais rápida

z (resíduo)
−2,32
Meia-vida
4,5
pregões — a mais rápida
ADF
estacionário
p = 0,0142
β (hedge)
1,277
0,927
melhor ajuste do dia
Lentes esticadas
2 de 3

Operação: Vender GGPS3 / Comprar PLPL3

PernaLadoPreçoQtdNotional
GGPS3VenderR$ 12,967.716R$ 99.999
PLPL3ComprarR$ 8,309.436R$ 78.319

β-neutro · razão β = 1,28 (1,28 GGPS3 por 1 PLPL3) · por QUANTIDADE (não financeiro).

0.09-0.16
resíduoresíduo · últimos 37 pregões → 15/07

Banda de ±2σ em ±0,1198. O resíduo perdeu a banda inferior, foi a −0,1606 e fechou em −0,1392. Estável entre janelas: −2,11 em 100 pregões, −2,34 em 150, −2,32 em 200.

Perna LONG · PLPL3 (Plano&Plano — incorporação)

Técnico (14/07): IFR 46,8 · %B 56,3 · score de viés −74, o mais baixista das 12 pernas. Médias empilhadas de baixa, abaixo da nuvem, SuperTrend e SAR de baixa, CMF −0,254. Está na posição 7,9% da faixa de 52 semanas — praticamente no fundo — a −52,2% da máxima, com −40,8% em 63 pregões. Squeeze de volatilidade ativo (Bollinger dentro do Keltner), AVAT 0,51.

Fluxo (21 pregões): fluxo pequeno, como esperado de um papel de R$ 29,5 mi de ADTV — Santander +R$ 6,0 mi e JP Morgan +R$ 4,7 mi comprando, XP −R$ 7,7 mi vendendo.

Drivers: sem notícia ou fato próprio na janela.

Fundamento: cobertura setorial de Consumo Cíclico não levantada nesta edição — lacuna declarada.

Perna SHORT · GGPS3 (GPS Participações — serviços)

Técnico (14/07): IFR 61,8 · %B 92,9 · StochRSI 99,8 — o topo absoluto das 12 pernas · ADX 25,4 (alta forte). Subiu +13,9% em 21 pregões e está em 4 pregões consecutivos de alta, mas segue −21,2% abaixo da média de 200 e na posição 21,3% da faixa de 52 semanas.

Fundamento: valor de mercado de R$ 9,75 bi; −20,3% em 63 pregões e −17,9% em 12 meses.

Fluxo (21 pregões): os dois maiores gringos distribuindo com persistência — Goldman −R$ 49,5 mi com persistência de 19% (vendedor em 17 dos 21 pregões) e UBS −R$ 45,7 mi com 9,5% (vendedor em 19 dos 21). Do lado comprador, XP +R$ 37,7 mi e Santander +R$ 36,8 mi.

Executabilidade. Aluguel da GGPS3 é barato — 0,13% a.a., percentil 19,6, em linha com a própria média de 21 pregões (0,99×). Mas o days-to-cover é de 11,65 pregões e o short interest chega a 11,58% do free float, com o estoque +32,4% em 21 pregões e +91,1% em 63: barato de carregar, lento de desmontar. Execução ok nas duas pernas (GGPS3 0,21% do ADTV, PLPL3 0,27%), mas PLPL3 é a perna mais fina do relatório (ADTV R$ 29,5 mi, 98ª de 537) e a mais volátil (54,4% ao ano, contra 31,9% da GGPS3) — a ponta comprada oscila 1,7× mais que a vendida.

Tese: o melhor ajuste do bloco (R² 0,927) com a reversão mais rápida (4,5 pregões), esticado em 2 das 3 lentes (o ratio simples marca z +2,00 no percentil 95,6, mesmo lado), short barato e — o ponto mais forte — o fluxo institucional está do lado da tese nas duas pernas, com Goldman e UBS distribuindo a ponta vendida em 17 e 19 dos 21 pregões. Contra: DTC de 11,65 na short e a assimetria de liquidez e volatilidade da long.

Correlação — ranking livre

Pares que andam juntos (correlação ≥ 0,70) cujo ratio esticou contra a MM20. Aqui a montagem é caixa-neutro: mesmo financeiro por perna, ~R$ 100 mil de cada lado, quantidade arredondada a lote de 100. O lado é determinístico — z > 0 significa perna A cara, então vende A e compra B. Os 8 primeiros têm |z| ≥ 2; as duas últimas linhas vêm da passada com |z| ≥ 1,5.

ParSetorCorr.zdist MM20LadoMontagem (caixa-neutro)Fin./perna
GGBR4 / GOAU4Mat. Básicos (mesmo)0,947+2,73+1,98%V GGBR4 / C GOAU4V 4.100 GGBR4 / C 9.500 GOAU4R$ 100,0 mil / R$ 100,2 mil
AXIA3 / EQTL3Utilidade Pública (mesmo)0,700−2,63−9,36%C AXIA3 / V EQTL3C 2.000 AXIA3 / V 2.500 EQTL3R$ 100,0 mil / R$ 100,9 mil
SIMH3 / VAMO3Financeiro → Cons. Cíclico0,765−2,61−8,22%C SIMH3 / V VAMO3C 12.900 SIMH3 / V 32.200 VAMO3R$ 100,1 mil / R$ 100,1 mil
ITSA4 / ITUB4Financeiro (mesmo)0,956+2,44+1,27%V ITSA4 / C ITUB4V 7.200 ITSA4 / C 2.300 ITUB4R$ 100,3 mil / R$ 99,3 mil
B3SA3 / RENT3Financeiro → Cons. Cíclico0,709+2,41+7,87%V B3SA3 / C RENT3V 6.300 B3SA3 / C 2.500 RENT3R$ 99,4 mil / R$ 101,0 mil
B3SA3 / ITUB4Financeiro (mesmo)0,704+2,30+4,50%V B3SA3 / C ITUB4V 6.300 B3SA3 / C 2.300 ITUB4R$ 99,4 mil / R$ 99,3 mil
BBDC3 / ITUB4Financeiro (mesmo)0,810+2,01+2,19%V BBDC3 / C ITUB4V 6.100 BBDC3 / C 2.300 ITUB4R$ 99,4 mil / R$ 99,3 mil
BRAP4 / VALE3Mat. Básicos (mesmo)0,919+1,97+2,50%V BRAP4 / C VALE3V 4.600 BRAP4 / C 1.300 VALE3R$ 100,8 mil / R$ 97,1 mil
MOVI3 / RENT3Cons. Cíclico (mesmo)0,738−1,92−4,20%C MOVI3 / V RENT3C 11.500 MOVI3 / V 2.500 RENT3R$ 100,3 mil / R$ 101,0 mil
B3SA3 / ITSA4Financeiro (mesmo)0,717+1,90+3,20%V B3SA3 / C ITSA4V 6.300 B3SA3 / C 7.200 ITSA4R$ 99,4 mil / R$ 100,3 mil

leitura A coluna "dist MM20" mostra o que o z sozinho esconde. Correlação alta e desvio grande são coisas opostas aqui: os dois pares mais colados — ITSA4/ITUB4 (0,956) e GGBR4/GOAU4 (0,947) — abrem z acima de 2,4 com desvios de apenas +1,27% e +1,98%, porque o desvio-padrão do ratio deles é de 0,52% e 0,73%. Já os pares de correlação baixa — AXIA3/EQTL3 (0,700) e SIMH3/VAMO3 (0,765) — precisam de −9,36% e −8,22% de descolamento para chegar ao mesmo z. Vale reparar no SIMH3/VAMO3: o ratio está no percentil 0 da janela de 90 pregões, ou seja, no ponto mais baixo de toda a série, ainda que o z de 90 pregões (−1,83) não acuse pela largura do desvio-padrão.

Correlação — mesmo setor

Dos 14 pares com |z| ≥ 1,5, 12 são do mesmo setor — e os 8 de maior |z| já estão na tabela livre. Saíram 4, não 6, pelo mesmo motivo do bloco anterior: a fila se esgota.

ParSetorCorr.zdist MM20LadoMontagem (caixa-neutro)Fin./perna
CYRE3 / DIRR3Cons. Cíclico0,735+1,77+6,58%V CYRE3 / C DIRR3V 4.500 CYRE3 / C 7.900 DIRR3R$ 101,0 mil / R$ 100,1 mil
ITUB3 / ITUB4Financeiro0,937+1,73+0,71%V ITUB3 / C ITUB4V 2.200 ITUB3 / C 2.300 ITUB4R$ 100,6 mil / R$ 99,3 mil
CPLE3 / EQTL3Utilidade Pública0,708−1,70−3,23%C CPLE3 / V EQTL3C 6.700 CPLE3 / V 2.500 EQTL3R$ 100,7 mil / R$ 100,9 mil
CURY3 / DIRR3Cons. Cíclico0,817+1,66+3,36%V CURY3 / C DIRR3V 3.000 CURY3 / C 7.900 DIRR3R$ 98,6 mil / R$ 100,1 mil

Dois sinais de reforço aqui: CPLE3/EQTL3 repete a EQTL3 como ponta vendida, o mesmo lado que AXIA3/EQTL3 aponta — duas leituras independentes dizendo que a Equatorial está cara contra as pares dela. E DIRR3 aparece como ponta comprada em dois pares de construção civil (contra CYRE3 e contra CURY3).

Correlação — os 3 destaques

GGBR4 / GOAU4 Siderurgia — mesmo segmento maior z do bloco

Correlação
0,947
z (ratio vs MM20)
+2,73
Ratio atual
2,3109
MM20 2,266
Distância da MM20
+1,98%
Desvio-padrão
0,73%
Lentes esticadas
1 de 3

Operação: Vender GGBR4 / Comprar GOAU4

PernaLadoPreçoQtdNotional
GGBR4VenderR$ 24,384.100R$ 99.958
GOAU4ComprarR$ 10,559.500R$ 100.225

Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna, lote de 100.

2.32.2
ratio GGBR4/GOAU4MM20ratio · 20/04 → intradia 15/07

Perna LONG · GOAU4 (Metalúrgica Gerdau)

Técnico (14/07): IFR 61,6 · %B 100,1 — rompeu a banda superior de Bollinger · StochRSI 96,0 · MFI 71,3 · harami de alta · médias empilhadas de alta, acima da nuvem. Posição 87,7% da faixa de 52 semanas. Divergência de baixa oculta no MACD — o único sinal contra.

Fundamento (2025): ROE 2,62% · margem líquida 2,02% · receita R$ 69,86 bi · lucro R$ 1,41 bi, −69,3% no ano.

Fluxo (21 pregões): Goldman +R$ 26,2 mi (61,9%), BTG +R$ 20,3 mi (61,9%) e Morgan +R$ 17,4 mi acumulando; UBS −R$ 47,0 mi distribuindo.

Perna SHORT · GGBR4 (Gerdau)

Técnico (14/07): IFR 62,5 · %B 103,2 — mais fora da banda que a GOAU4 · StochRSI 96,9 · Williams %R −1,05 · estocástico 99,0 · CCI 162,2 · MFI 76,4. Médias empilhadas de alta, posição 85,7% da faixa de 52 semanas. Divergência de alta regular no MACD.

Fundamento (2025): ROE 2,64% · margem líquida 2,03% · receita R$ 69,86 bi · lucro R$ 1,42 bi, −69,2% no ano.

Fluxo (21 pregões): Itaú +R$ 151,7 mi com 81% de persistência, INTL +R$ 101,9 mi (70,6%), Ágora +R$ 96,3 mi e Santander +R$ 89,4 mi (71,4%) — o smart money está comprando a ponta vendida. XP −R$ 147,5 mi e Morgan −R$ 144,6 mi do outro lado.

Fundamento comparado — o par mais "puro" do relatório. Compare as duas fichas: receita idêntica (R$ 69,86 bi), lucro de R$ 1,418 bi contra R$ 1,414 bi, ROE de 2,64% contra 2,62%, margem de 2,03% contra 2,02%, queda de lucro de 69,2% contra 69,3%. Não é coincidência — a Metalúrgica Gerdau é a holding controladora da Gerdau, então é o mesmo negócio econômico em duas cascas. Aqui não existe tese fundamental separando as pernas: o desvio é 100% estrutural e técnico.

Executabilidade. Aluguel da GGBR4 a 0,05% a.a., no percentil 6,9 — quase o piso do próprio histórico —, com DTC de 5,53 e o estoque −17,96% em 21 pregões e −37,97% em 63: os shorts estão saindo, não entrando. Liquidez folgada (GGBR4 ADTV R$ 210,18 mi, 0,05% para R$ 100 mil; GOAU4 R$ 77,30 mi, 0,13%). Volatilidade e beta praticamente gêmeos: 28,4% e beta 0,861 contra 28,6% e 0,914 — o par caixa-neutro fica naturalmente neutro de mercado.

Tese: o maior z do bloco (+2,73) num par de correlação 0,947 e fundamento idêntico, com as duas pernas líquidas, aluguel no chão e betas gêmeos — tecnicamente o par mais limpo de executar do dia. Os poréns são dois: o desvio é de apenas +1,98% contra a MM20 e, na lente de 90 pregões, o ratio está no percentil 63,3 — dentro da banda, esticado em 1 lente só; e o Itaú comprou R$ 151,7 mi da ponta vendida em 17 dos 21 pregões.

AXIA3 / EQTL3 Energia Elétrica — mesmo segmento único nas 3 lentes

Correlação
0,700
z (ratio vs MM20)
−2,65
Ratio atual
1,2375
MM20 1,367
Distância da MM20
−9,47%
Lentes esticadas
3 de 3
todas no mesmo lado
Ponta short
0,04% a.a.
DTC 4,9

Operação: Comprar AXIA3 / Vender EQTL3

PernaLadoPreçoQtdNotional
AXIA3ComprarR$ 50,022.000R$ 100.040
EQTL3VenderR$ 40,422.500R$ 101.050

Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna, lote de 100.

1.51.2
ratio AXIA3/EQTL3MM20ratio · 20/04 → intradia 15/07

Confluência — o único par do dia esticado nas três lentes, todas apontando o mesmo lado.

LenteMétricaLeituraLado
Cointegração (200 pregões)z +1,67 · ADF ok · β 0,443 · R² 0,858 · MV 5,5spread acima da médiaComprar AXIA3 / Vender EQTL3
Correlação (MM20)z −2,65 · dist −9,47% · corr 0,700ratio abaixo da MM20Comprar AXIA3 / Vender EQTL3
Ratio simples (90 pregões)z −2,49 · percentil 1,1 · faixa 1,2748–1,4909ratio no extremo inferiorComprar AXIA3 / Vender EQTL3

Nenhum outro par do levantamento aparece nas três. É também a ilustração mais limpa das duas convenções de montagem: o mesmo par sai desbalanceado 2,25× pelo motor beta-neutro (R$ 100,0 mil contra R$ 225,5 mil, por causa do β de 0,443) e equilibrado pelo caixa-neutro (R$ 100,0 mil contra R$ 101,1 mil).

Perna LONG · AXIA3 (Axia Energia)

Técnico (14/07): doji com harami cross · IFR 45,6 · %B 31,2 (parte baixa da banda) · estocástico 23,2 · CCI −74,3 · score de viés −37. Abaixo da nuvem, SAR de baixa, −19,7% em 63 pregões. Divergência de alta oculta no IFR e no MACD — preço fez fundo mais alto e o oscilador fez fundo mais baixo.

Fundamento (2025): margem líquida de 15,89% — 3,3× a da EQTL3 — e lucro de R$ 6,56 bi, 2,6× o da EQTL3, com receita menor (R$ 41,28 bi). Mas ROE de 5,54% contra 8,84%, e lucro −36,8% no ano.

Fluxo (21 pregões): Merrill +R$ 351,3 mi (61,9%), Itaú +R$ 342,0 mi, UBS +R$ 239,9 mi (66,7%) e XP +R$ 165,3 mi com 81% de persistência; Goldman −R$ 285,2 mi, Morgan −R$ 328,1 mi e BTG −R$ 211,6 mi.

Driver: em 15/07 saiu a oferta primária de 22,2 mi de ações PN da ISA Energia, com precificação marcada para 23/07 — é oferta de papel no setor de transmissão, não evento da própria companhia.

Perna SHORT · EQTL3 (Equatorial)

Técnico (14/07): engolfo de alta · IFR 61,6 · %B 94,6 · estocástico 95,5 · CCI 140,4 · MFI 70,1 · Aroon up 100 — nova máxima na janela · CMF +0,254 · AVAT 2,17 · score de viés 100 (alta). Subiu +6,6% em 21 pregões.

Fundamento (2025): ROE de 8,84% contra 5,54% da AXIA3, mas margem líquida de apenas 4,81% sobre receita de R$ 52,07 bi. Lucro de R$ 2,50 bi, −33,5% no ano.

Fluxo (21 pregões): Goldman +R$ 298,6 mi com 76,2% de persistência, UBS +R$ 244,3 mi (71,4%), Morgan +R$ 108,6 mi (76,2%) e BTG +R$ 81,9 mi; Merrill −R$ 215,4 mi, Citi −R$ 192,6 mi e Itaú −R$ 125,9 mi.

Drivers: a companhia está em conversas com a matriz italiana da Enel, em Roma, junto com a Iberdrola, para adquirir ativos da Enel Brasil (06/07); e a Aneel abriu consulta sobre o "Fator X", que altera a remuneração das distribuidoras (14/07).

O par está sendo disputado por dois gringos em lados opostos — e os dois montaram exatamente esta operação. O Merrill está do lado da tese: comprou +R$ 351,3 mi de AXIA3 e vendeu −R$ 215,4 mi de EQTL3. O Goldman montou o inverso: vendeu −R$ 285,2 mi de AXIA3 e comprou +R$ 298,6 mi de EQTL3, com 76,2% de persistência. Não é fluxo difuso: são as duas pernas, nas duas direções, pelas duas casas. O que os separa é a leitura do M&A da Enel Brasil.

Executabilidade — a melhor do relatório. EQTL3 aluga a 0,04% a.a. (percentil 8,9), com DTC de 4,89, short interest de 2,97% e o estoque −38,4% em 21 pregões. As duas pernas estão entre as 20 ações mais líquidas da B3 — AXIA3 é a 8ª (ADTV R$ 525,60 mi, 0,02% para R$ 100 mil) e EQTL3 a 17ª (R$ 304,19 mi, 0,03%). Volatilidade de 28,0% e 25,9%; betas de 1,429 e 1,204, próximos o bastante para o caixa-neutro ficar quase neutro de mercado.

Tese: o único par esticado nas três lentes com o mesmo lado, mesmo segmento, as duas pernas no top 20 de liquidez, short a 0,04% a.a. com saída em 4,9 pregões, e o técnico confirmando dos dois lados — long com divergência de alta oculta no IFR e no MACD, short com Aroon em nova máxima e %B em 94,6. O fundamento é simétrico (lucro caindo cerca de um terço nas duas em 2025), o que reforça a leitura de desvio estatístico e não de descolamento de resultado. O contra é o catalisador: a ponta vendida está comprada com o M&A da Enel Brasil e a consulta do Fator X no radar — e o Goldman acumulou R$ 298,6 mi dela em 16 dos 21 pregões.

ITSA4 / ITUB4 Financeiro — holding × controlada maior correlação do dia

Correlação
0,956
a maior do dia
z (ratio vs MM20)
+2,44
Ratio atual
0,3226
MM20 0,3186
Distância da MM20
+1,27%
Ponta short
0,02% a.a.
DTC 2,5 — a mais fácil
Lentes esticadas
1 de 3

Operação: Vender ITSA4 / Comprar ITUB4

PernaLadoPreçoQtdNotional
ITSA4VenderR$ 13,937.200R$ 100.296
ITUB4ComprarR$ 43,182.300R$ 99.314

Caixa-neutro: ~R$ 100 mil por perna, lote de 100.

0.330.32
ratio ITSA4/ITUB4MM20ratio · 20/04 → intradia 15/07

Perna LONG · ITUB4 (Itaú Unibanco)

Técnico (14/07): IFR 64,4 · ADX 29,1 (alta forte) · Aroon oscilador 92 · %B 85,4 · harami de alta · médias empilhadas de alta, acima da nuvem. Posição 71,3% da faixa de 52 semanas, +8,8% em 21 pregões. Divergência de alta oculta no MACD — confirma a continuidade.

Fundamento (2025): ROE de 21,32% — o 7º do setor Financeiro — com margem líquida de 11,84%, receita de R$ 387,12 bi e lucro de R$ 45,85 bi, +8,8% no ano.

Fluxo (21 pregões): Goldman +R$ 694,6 mi (81%), Merrill +R$ 661,4 mi (76,2%) e BGC +R$ 654,9 mi com 95,2% de persistência — comprador em 20 dos 21 pregões. R$ 2,01 bi somados. Do outro lado, Morgan −R$ 596,1 mi, XP −R$ 591,1 mi e UBS −R$ 587,3 mi.

Perna SHORT · ITSA4 (Itaúsa)

Técnico (14/07): IFR 62,4 · ADX 26,0 · Aroon oscilador 92 · %B 87,4 · CMF −0,019. Posição 80,6% da faixa de 52 semanas, +9,6% em 21 pregões. Divergência de baixa regular no IFR e no MACD — preço fez topo mais alto e os osciladores fizeram topo mais baixo. É o sinal técnico que confirma o lado vendido.

Fundamento (2025): ROE de 17,72%, contra 21,32% da ITUB4, e lucro de R$ 16,55 bi, +11,2% no ano. A base sinaliza lucro maior que a receita — é holding, o resultado vem de equivalência patrimonial.

Fluxo (21 pregões): JP Morgan +R$ 139,8 mi (57,1%), Genial +R$ 95,6 mi e Merrill +R$ 77,2 mi (71,4%) comprando; XP −R$ 145,7 mi, Morgan −R$ 73,2 mi e Citi −R$ 69,8 mi distribuindo.

Executabilidade — a ponta short mais fácil do relatório. ITSA4 aluga a 0,02% a.a., no percentil 7,2, com o menor short interest do conjunto (1,24% do capital, 1,53% do free float) e days-to-cover de 2,49 pregões — o estoque caiu 29,0% em 21 pregões e 47,3% em 63. Liquidez: ITSA4 é a 16ª ação mais líquida (ADTV R$ 360,25 mi, 0,03% para R$ 100 mil) e ITUB4 é a 3ª de 537 (R$ 1.037,64 mi, 0,01%). São também as duas pernas de menor volatilidade do relatório — 22,1% e 21,0% — com betas quase iguais (1,271 e 1,206).

Tese: a maior correlação do dia (0,956) no par holding × controlada, com o técnico confirmando dos dois lados (divergência de baixa regular na vendida, de alta oculta na comprada), o fundamento a favor (ROE de 21,32% contra 17,72%) e o fluxo também — Goldman, Merrill e BGC somaram R$ 2,01 bi comprando a ponta longa, com o BGC dentro em 20 dos 21 pregões, enquanto a XP distribuiu R$ 145,7 mi da vendida. É a execução mais barata e mais líquida do levantamento. O porém é o tamanho do prêmio: o desvio é de +1,27% contra a MM20 e o ratio está no percentil 38,9 da janela de 90 pregões — o par só está esticado na lente de 20 pregões.

Leitura

O fio condutor de hoje é que a estatística e a tradabilidade apontam para lados opostos. O par de maior |z| do levantamento (CMIN3/YDUQ3, z −3,43, ADF ok, meia-vida de 6,5 pregões) é o único dos seis destaques cuja ponta vendida é cara: 22,07% a.a., percentil 99,8 do próprio histórico, 14 pregões de days-to-cover, estoque de aluguel +45,4% em 21 pregões enquanto a ação subia 16,2%. As outras cinco pontas vendidas custam de 0,02% a 0,13% a.a. Nas 12 pernas dos destaques, uma ordem de R$ 100 mil consome no máximo 0,34% do volume médio diário — hoje o filtro que separa par de tela de par de mesa é o aluguel, não a liquidez.

Concentração setorial. A cointegração se concentra em Materiais Básicos pela via da CMIN3, ponta vendida em 3 dos 8 pares com |z| ≥ 2 — os três herdam o mesmo problema de aluguel. A correlação se concentra no Financeiro, com a ITUB4 como ponta comprada em 3 dos 10 pares livres, e em Utilidade Pública, onde a EQTL3 aparece como ponta vendida em duas leituras independentes (contra AXIA3 e contra CPLE3).

Livre contra mesmo setor. As duas lentes têm vocações opostas. Na correlação, 12 dos 14 pares com |z| ≥ 1,5 são do mesmo setor — a MM20 acha pares colados dentro de casa, e por isso a tabela mesmo-setor esgotou em 4 linhas: os 8 melhores já estavam na livre. Na cointegração, só 7 dos 21 são do mesmo setor — a janela de 200 pregões acha relações cruzadas (minério contra educação, serviços contra incorporação), que rendem |z| maior mas exigem mais fé na estacionariedade do que na economia do par.

Cointegração e correlação medem coisas diferentes — e montam diferente. A cointegração entrega teste de estacionariedade (ADF), meia-vida e a montagem beta-neutro do motor, mas o preço disso é a exposição desbalanceada: BEEF3/CMIN3 sai 2,97×, ITUB3/PSSA3 2,87× e AXIA3/EQTL3 2,25× — todos com β abaixo de 0,45, porque beta-neutro hedgeia quantidade e não dinheiro. A correlação entrega financeiro igual por perna, mas sem teste nenhum, e o z alto pode ser só a estreiteza do desvio-padrão: GGBR4/GOAU4 e ITSA4/ITUB4 abrem z acima de 2,4 com desvios de +1,98% e +1,27%, e nos dois casos o ratio está no meio da distribuição de 90 pregões (percentis 63,3 e 38,9). O AXIA3/EQTL3 é a demonstração das duas convenções no mesmo par: desbalanceado 2,25× pelo beta-neutro, equilibrado em ~R$ 100 mil por perna pelo caixa-neutro.

Confluência. Das 3 lentes, apenas AXIA3/EQTL3 aparece esticado nas três com o mesmo lado (coint z +1,67, corr z −2,65, ratio z −2,49 no percentil 1,1). CMIN3/YDUQ3 e GGPS3/PLPL3 estão em duas. GGBR4/GOAU4 e ITSA4/ITUB4, apesar do z alto, estão em uma só. E há um caso de leitura fora da tabela: SIMH3/VAMO3 tem o ratio no percentil 0 da janela de 90 pregões — no ponto mais baixo de toda a série — sem que o z de 90 pregões acuse, por causa da largura do desvio-padrão.

Os números do dia — rankings, montagens e preços — são do intradia de 15/07 (motor de cointegração calculado às 10h). Aluguel, fluxo institucional, ficha técnica, liquidez, volatilidade e beta são do fechamento de 14/07. Fundamentos referem-se ao exercício de 2025. Lacunas desta edição: não foi levantado o ranking fundamentalista do setor de Consumo Cíclico, então as pernas YDUQ3 e PLPL3 aparecem sem comparação de ROE, margem e crescimento contra os pares setoriais.