Long & Short — 13/07/2026
Pares esticados: PRIO3/UGPA3 (z 3,41) e CMIN3 — rica em 15 duplas, mas aluguel no percentil 99 (DTC 14,5) veta o short. Cointegração e correlação, 13/07.
Long & Short — 13/07/2026
Pregão em andamento de 13/07. O stress de pares hoje tem dois epicentros: o petróleo (PRIO3/UGPA3 cravou o maior z do dia, 3,41 na janela 200) e, sobretudo, CMIN3 — o nome mais rico do book, esticado em 15 duplas no ratio simples e vendedor em 3 pares cointegrados. A leitura decisiva não está no |z|: está no aluguel. A ponta short mais recorrente (CMIN3) aluga a 7,73% a.a. no percentil 99, com days-to-cover de 14,5 — spread estatisticamente esticado, mas travado pela tradabilidade.
Universo estreito nos dois filtros estritos (9 cointegrados e 6 correlacionados com |z|≥2; liquidez travada em R$ 10 mi/perna e penny stock fora). Para preencher as tabelas, o corte de |z| foi afrouxado uma vez de 2,0 para 1,5 (linhas rotuladas abaixo). Cointegração e correlação apontam para lugares diferentes: a cointegração (spread testado por ADF, montagem β-neutro do motor) concentra em petróleo e no complexo CMIN3; a correlação (desvio de ratio vs MM20, caixa-neutro) puxa para energia (AXIA3/EQTL3), mineração (BRAP4/VALE3) e construção civil (DIRR3 como perna comprada recorrente). Dos 6 destaques, 2 têm a ponta short intradável (CMIN3, aluguel no talo) — o filtro que separa reversão real de papel de tela.
1 · Cointegração — ranking livre
Spread com resíduo estacionário (ADF), janela 200 pregões, montagem β-neutro do motor (quantidades na razão do hedge ratio β — não financeiro). Ordenado por |z|. As três primeiras posições concentram o complexo CMIN3-rica (CMIN3 aparece como ponta vendida em 3 das 10 linhas). Linhas 9–10 (|z|=2,00) no limite; CMIN3 × MBRF3 tem R² 0,20 (ajuste fraco — cointegração frágil).
| Par | Setor A→B | z | ½-vida | ADF | β | Montagem (motor) | Notional/perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PRIO3 × UGPA3 | Petróleo→Petróleo | +3,41 | 10,3 | sim | 0,60 | C 1.803 PRIO3 / V 5.467 UGPA3 | 100k · 168k |
| CMIN3 × SBFG3 | Mat.Básicos→Cons.Cícl | −3,01 | 7,4 | sim | 0,79 | V 19.120 CMIN3 / C 12.284 SBFG3 | 100k · 126k |
| BEEF3 × CMIN3 | Cons.n/Cícl→Mat.Básicos | +2,97 | 5,5 | sim | 0,34 | C 27.322 BEEF3 / V 56.152 CMIN3 | 100k · 294k |
| PRIO3 × VBBR3 | Petróleo→Petróleo | +2,73 | 7,0 | sim | 0,54 | C 1.803 PRIO3 / V 5.614 VBBR3 | 100k · 185k |
| GGPS3 × PLPL3 | Bens Ind→Cons.Cícl | −2,47 | 4,1 | sim | 1,27 | V 7.800 GGPS3 / C 9.663 PLPL3 | 100k · 79k |
| CSAN3 × PLPL3 | Petróleo→Cons.Cícl | −2,27 | 5,6 | sim | 1,10 | V 24.570 CSAN3 / C 11.125 PLPL3 | 100k · 91k |
| SAUD3 × TUPY3 | Saúde→Bens Ind | +2,12 | 4,9 | sim | 0,57 | C 6.472 SAUD3 / V 10.941 TUPY3 | 100k · 175k |
| ITUB3 × PSSA3 | Financeiro→Financeiro | +2,06 | 5,8 | sim | 0,33 | C 2.152 ITUB3 / V 5.460 PSSA3 | 100k · 300k |
| CMIN3 × MBRF3 | Mat.Básicos→Cons.n/Cícl | −2,00 | 9,3 | sim | 0,51 | V 19.120 CMIN3 / C 12.700 MBRF3 | 100k · 197k |
| CMIN3 × RDOR3 | Mat.Básicos→Saúde | −2,00 | 7,1 | sim | 0,70 | V 19.120 CMIN3 / C 3.986 RDOR3 | 100k · 144k |
2 · Cointegração — mesmo setor
Pares cointegrados cujas duas pernas dividem o setor B3 — hedge setorial mais limpo. Petróleo domina (PRIO3 contra UGPA3/VBBR3, além de BRAV3/UGPA3). Linhas 4–6 (|z|<2) entram só no corte afrouxado a 1,5.
| Par | Setor | z | ½-vida | ADF | β | Montagem (motor) | Notional/perna |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PRIO3 × UGPA3 | Petróleo | +3,41 | 10,3 | sim | 0,60 | C 1.803 PRIO3 / V 5.467 UGPA3 | 100k · 168k |
| PRIO3 × VBBR3 | Petróleo | +2,73 | 7,0 | sim | 0,54 | C 1.803 PRIO3 / V 5.614 VBBR3 | 100k · 185k |
| ITUB3 × PSSA3 | Financeiro | +2,06 | 5,8 | sim | 0,33 | C 2.152 ITUB3 / V 5.460 PSSA3 | 100k · 300k |
| BPAC11 × IGTI11 | Financeiro | −1,99 | 5,1 | sim | 0,76 | V 1.702 BPAC11 / C 4.933 IGTI11 | 100k · 131k |
| AZZA3 × PLPL3 | Cons.Cíclico | −1,90 | 6,8 | sim | 1,35 | V 5.235 AZZA3 / C 9.060 PLPL3 | 100k · 74k |
| BRAV3 × UGPA3 | Petróleo | +1,70 | 16,9 | sim | 0,82 | C 5.279 BRAV3 / V 3.982 UGPA3 | 100k · 122k |
3 · Cointegração — 3 destaques (dossiê)
Os três setups de maior |z| com ADF estacionário e β>0. Gráfico do resíduo (o servidor marca o zero e as bandas ±2σ), montagem do motor, tradabilidade da ponta vendida e dossiê perna a perna.
PRIO3 / UGPA3 Petróleo · mesmo setor z 3,41 · maior do dia
Operação: Comprar PRIO3 / Vender UGPA3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| PRIO3 | Comprar | 55,45 | 1.803 | R$ 99.976 |
| UGPA3 | Vender | 30,71 | 5.467 | R$ 167.892 |
β-neutro · razão β=0,60 (0,60 PRIO3 por 1 UGPA3) · por QUANTIDADE (não financeiro). Notionais R$ 100k vs R$ 168k (1,7×) — exposição levemente desbalanceada (β-neutro, não dollar-neutral).
Tradabilidade: ponta short UGPA3 aluga a 0,06% a.a. (percentil 27, DTC 5,4, SI 3,0%) — barata e disponível, estoque de aluguel +83% em 21d (short se armando). Impacto de execução: PRIO3 0,02% / UGPA3 0,10% do volume diário — ambas operáveis.
LONG · PRIO3 petróleo E&P
- Técnico: RSI 43, ADX 29 de baixa, abaixo da nuvem Ichimoku, −23% do pico de mar/26. Não sobrevendida — timing morno na ponta comprada; divergência de alta regular no MACD é o único aceno.
- Fundamento: produção 178 mil boepd em jun; +29% em 12m; β vs Ibov ~0,10 (descolada do índice).
- Driver: Brent a US$ 80 com tensão EUA–Irã dá vento a favor hoje; governo prorrogou por 60 dias o imposto de 12% na exportação de óleo bruto (leve contra).
- Fluxo (21d): local comprando (Tullett +R$ 172 mi, INTL +R$ 106 mi); gringo distribuindo (Citi/BTG/Morgan/JP líquidos vendedores). Smart-money estrangeiro não confirma a ponta long.
SHORT · UGPA3 Ultrapar
- Técnico: RSI 79, StochRSI 100, %B 106 (rompeu Bollinger), ADX 37 de alta forte, 98º percentil das 52s, +85% em 12m — sobrecompra extrema, a ponta certa do spread.
- Fundamento: re-rating violento; diesel B −3,1% em maio (ANP) é headwind setorial que o papel ignorou.
- Driver: programa de recompra aprovado em 17/06 (até 18 mi de ações, 1,61% do capital, R$ 7,7 bi em reservas) — a própria companhia comprando = combustível de squeeze contra o short.
- Fluxo (21d): Goldman distribuindo −R$ 208 mi (persistência 14% — vendedor pesado), confirmando a exaustão da ponta vendida.
CMIN3 / SBFG3 Mat.Básicos → Cons.Cíclico z −3,01
Operação: Vender CMIN3 / Comprar SBFG3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| CMIN3 | Vender | 5,23 | 19.120 | R$ 99.998 |
| SBFG3 | Comprar | 10,25 | 12.284 | R$ 125.911 |
β-neutro · razão β=0,79 (0,79 SBFG3 por 1 CMIN3, ordem da regressão) · por QUANTIDADE. Notionais R$ 100k vs R$ 126k — razoavelmente equilibrado.
Tradabilidade (o veto): a ponta short CMIN3 aluga a 7,73% a.a. no percentil 99 (taxa +1.089% em 21d, de 0,65% para 7,73%), days-to-cover 14,5, short interest 8,7% do free float. Hard-to-borrow com risco de squeeze alto. Impacto de execução baixo (0,23%), mas o aluguel mata o par.
LONG · SBFG3 Grupo SBF / Centauro
- Técnico: RSI 49, score −100 (EMAs empilhadas de baixa, abaixo da nuvem), −13,7% da MM200. Candle "três fora alta" no dia, mas sem tendência (ADX 15). Não sobrevendida.
- Fundamento: varejo esportivo pressionado — −15,6% em 12m, drawdown −31% do pico. Barata, mas por deterioração operacional.
- Driver: sem fato relevante recente; temporada de balanços do 2º tri à frente.
- Confluência: spread apoiado na ponta rica (CMIN3), não na ponta comprada.
SHORT · CMIN3 CSN Mineração
- Técnico: marubozu de alta, RSI 77, StochRSI 100, %B 133, CCI 313, +21% em 5d, +8,3% no dia — squeeze em curso.
- Fundamento: minério fraco na China no período; nada nos números justifica o rali — é fluxo, não fundamento.
- Driver: zero fato relevante nas últimas semanas (só posição de VM e FRE) → o pulo é short-covering + estresse de aluguel, não notícia.
- Fluxo (21d): Goldman despejando −R$ 73 mi (persistência 4,8%), mas Necton +R$ 113 mi e JP +R$ 67 mi comprando o squeeze.
BEEF3 / CMIN3 Cons.n/Cíclico → Mat.Básicos z 2,97 · 3 lentes
Operação: Comprar BEEF3 / Vender CMIN3
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| BEEF3 | Comprar | 3,66 | 27.322 | R$ 99.999 |
| CMIN3 | Vender | 5,23 | 56.152 | R$ 293.675 |
β-neutro · razão β=0,34 (0,34 CMIN3 por 1 BEEF3) · por QUANTIDADE. Notionais R$ 100k vs R$ 294k (2,9×) — exposição desbalanceada (β-neutro, NÃO dollar-neutral): a perna vendida pesa quase o triplo.
Tradabilidade: mesma trava do par anterior — a ponta short é CMIN3 (aluguel 7,73%, percentil 99, DTC 14,5). E aqui a perna vendida é a maior: R$ 294k de notional (impacto ainda operável, 0,68% do volume), o que amplifica o custo de carregar um short caro e escasso.
LONG · BEEF3 Minerva
- Técnico: doji com squeeze de volatilidade TTM ativo (compressão → rompimento à frente); RSI 51, −49% de drawdown, na base das 52s. CMF vendedor.
- Fundamento: ROE 44,8% mas margem líquida de só 1,55% (alavancada); receita +60,9% (consolidação de ativos Marfrig). Barata (−33% em 12m), porém frágil de margem.
- Driver: temporada de balanços 2º tri à frente; sem fato relevante recente.
- Fluxo: baixa persistência compradora — mercado ainda não virou a mão.
SHORT · CMIN3 CSN Mineração — ver par anterior
- Técnico: squeeze de alta (RSI 77, %B 133, +21% em 5d).
- Aluguel: 7,73% a.a., percentil 99, DTC 14,5 — intradável como short hoje.
- Confluência: este é o par de maior confluência do bloco — cointegração (z 2,97) e ratio simples (BEEF3/CMIN3 z −3,0 explícito no screener) apontam a mesma dupla, além do tema CMIN3-rica.
- Fluxo: Goldman vendendo (−R$ 73 mi), mas o squeeze é comprado por Necton/JP.
4 · Correlação — ranking livre
Pares que andam juntos (correlação ≥ 0,7) com o ratio esticado vs a MM20 — montagem caixa-neutro (~R$ 100k por perna, financeiros iguais). z>0 = perna A rica → vender A / comprar B. DIRR3 (construtora de ROE 42%) é a comprada recorrente contra CURY3/CYRE3; RENT3 aparece dos dois lados. Linhas com |z|<2 no corte afrouxado a 1,5.
| Par | Setor | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|
| AXIA3 × EQTL3 | UP→UP | 0,70 | −2,34 | −5,9% | C AXIA3 / V EQTL3 | ~100k |
| BRAP4 × VALE3 | Mat.Bás→Mat.Bás | 0,92 | +2,17 | +2,4% | V BRAP4 / C VALE3 | ~100k |
| CURY3 × DIRR3 | Cons.Cícl→Cons.Cícl | 0,81 | +2,13 | +4,3% | V CURY3 / C DIRR3 | ~100k |
| BBDC4 × RENT3 | Fin→Cons.Cícl | 0,72 | +2,10 | +5,9% | V BBDC4 / C RENT3 | ~100k |
| BBDC3 × RENT3 | Fin→Cons.Cícl | 0,71 | +2,04 | +7,3% | V BBDC3 / C RENT3 | ~100k |
| BBDC3 × ITSA4 | Fin→Fin | 0,81 | +2,03 | +2,0% | V BBDC3 / C ITSA4 | ~100k |
| CYRE3 × DIRR3 | Cons.Cícl→Cons.Cícl | 0,73 | +2,02 | +6,6% | V CYRE3 / C DIRR3 | ~100k |
| UGPA3 × VBBR3 | Petróleo→Petróleo | 0,71 | +1,97 | +6,1% | V UGPA3 / C VBBR3 | ~100k |
| MOVI3 × SIMH3 | Cons.Cícl→Fin | 0,77 | −1,96 | −7,2% | C MOVI3 / V SIMH3 | ~100k |
| MOVI3 × RENT3 | Cons.Cícl→Cons.Cícl | 0,74 | −1,93 | −4,0% | C MOVI3 / V RENT3 | ~100k |
5 · Correlação — mesmo setor
Ratio esticado entre pernas do mesmo setor. Energia (AXIA3/EQTL3), mineração (BRAP4/VALE3) e construção civil (CURY3/CYRE3 vs DIRR3) concentram. Linhas 4–6 (|z|<2) só no corte a 1,5.
| Par | Setor | Corr. | z | dist MM20 | Lado | Fin./perna |
|---|---|---|---|---|---|---|
| AXIA3 × EQTL3 | Utilidade Pública | 0,70 | −2,34 | −5,9% | C AXIA3 / V EQTL3 | ~100k |
| BRAP4 × VALE3 | Mat.Básicos | 0,92 | +2,17 | +2,4% | V BRAP4 / C VALE3 | ~100k |
| CURY3 × DIRR3 | Cons.Cíclico | 0,81 | +2,13 | +4,3% | V CURY3 / C DIRR3 | ~100k |
| BBDC3 × ITSA4 | Financeiro | 0,81 | +2,03 | +2,0% | V BBDC3 / C ITSA4 | ~100k |
| CYRE3 × DIRR3 | Cons.Cíclico | 0,73 | +2,02 | +6,6% | V CYRE3 / C DIRR3 | ~100k |
| UGPA3 × VBBR3 | Petróleo | 0,71 | +1,97 | +6,1% | V UGPA3 / C VBBR3 | ~100k |
6 · Correlação — 3 destaques (dossiê)
Gráfico do ratio A/B (linha cheia) contra a MM20 rolante (tracejada, calculada da própria série) e ficha caixa-neutro. z = desvios do ratio vs a média móvel.
AXIA3 / EQTL3 Energia Elétrica · mesmo setor z −2,34
Operação: Comprar AXIA3 / Vender EQTL3 (ratio abaixo da MM20 → AXIA barata / EQTL rica)
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| AXIA3 | Comprar | 52,28 | 1.900 | R$ 99.332 |
| EQTL3 | Vender | 40,22 | 2.500 | R$ 100.550 |
Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna (financeiros iguais, qtd = 100k/preço a lote de 100).
Tradabilidade: EQTL3 (short) aluga a 0,06% a.a. (percentil 47, DTC 5,3) — fácil e barato. Impacto de execução irrisório (AXIA 0,02% / EQTL 0,04%). Executabilidade não é o problema; o fluxo é.
LONG · AXIA3 Axia Energia (ex-Eletrobras, estatal)
- Técnico: candle "kicker de alta", score +26, SuperTrend de alta, mas ainda abaixo da nuvem; RSI 52 (neutro), −20% da máxima. +84% em 12m.
- Fundamento: maior utility do país (R$ 126 bi de valor de mercado), β vs Ibov 1,33.
- Driver: setor de energia com M&A no radar (ativos da Enel Brasil em disputa).
- Leitura: ponta barata do par, tecnicamente virando — mas sem gatilho próprio forte.
SHORT · EQTL3 Equatorial
- Técnico: RSI 63, %B 105 (rompeu Bollinger), Aroon em nova máxima, score +100 — a ponta rica está em breakout, não em exaustão.
- Driver: M&A ativo — Equatorial + Iberdrola em conversas com a Enel (Roma) para comprar ativos da Enel Brasil (06/07). Catalisador de alta na ponta que se venderia.
- Fluxo (21d): Goldman +R$ 383 mi (81% persistência) e UBS +R$ 255 mi acumulando pesado — smart-money comprando exatamente a perna short.
- Risco: shortar contra M&A + Goldman/UBS é vento contra dobrado.
BRAP4 / VALE3 Mineração · mesmo setor corr 0,92 · 2 lentes
Operação: Vender BRAP4 / Comprar VALE3 (ratio acima da MM20 → BRAP4 rica / VALE3 barata)
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| BRAP4 | Vender | 21,22 | 4.700 | R$ 99.734 |
| VALE3 | Comprar | 72,64 | 1.400 | R$ 101.696 |
Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna. BRAP4 (Bradespar) é holding cuja NAV é essencialmente Vale — hedge quase 1:1 de fundamento.
Tradabilidade: BRAP4 (short) aluga a 0,04% a.a. no percentil 8 (baratíssimo), DTC 9,5, SI 7,0%. Impacto de execução 0,24% (BRAP4) e 0,01% (VALE3) — ambas operáveis. O par mais limpo do bloco na tradabilidade.
LONG · VALE3 Vale
- Técnico: RSI 35 (perto de sobrevenda), %B 9 (fundo de Bollinger), score −100, −18% de drawdown, divergência de alta oculta no MACD — ponta comprada tecnicamente esticada para baixo, timing favorável.
- Fundamento: BTG reiterou compra (9% de FCF yield, desconto vs pares).
- Driver: renúncia do presidente do conselho (07/07) e minério fraco na China pressionaram — o que criou o desconto.
- Fluxo (21d): XP +R$ 826 mi e JP +R$ 198 mi (81% persistência) acumulando.
SHORT · BRAP4 Bradespar
- Técnico: RSI 43, score −79 de baixa, abaixo da nuvem, ADX sem tendência — a ponta rica está tecnicamente fraca (alinha com o short).
- Fundamento: holding de Vale — o prêmio do ratio vs MM20 é o alvo da reversão.
- Aluguel: 0,04%, percentil 8 — barato e disponível.
- Confluência: correlação 0,92 e ratio simples (BRAP4/VALE3 z 3,0 explícito) apontam a mesma dupla — 2 lentes.
BBDC4 / RENT3 Financeiro → Cons.Cíclico z 2,10
Operação: Vender BBDC4 / Comprar RENT3 (ratio acima da MM20 → BBDC4 rica / RENT3 barata)
| Perna | Lado | Preço | Qtd | Notional |
|---|---|---|---|---|
| BBDC4 | Vender | 18,75 | 5.300 | R$ 99.375 |
| RENT3 | Comprar | 40,18 | 2.500 | R$ 100.450 |
Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna. Pernas de setores distintos (banco × locadora) — correlação 0,72, a mais baixa dos destaques.
Tradabilidade: BBDC4 (short) aluga a 0,07% a.a. (percentil 75 — elevado para o papel), DTC 11,3, SI 6,7%; ex-JSCP em 03/07 já passou. Impacto de execução irrisório (0,02% cada). Barato, mas o momentum é o contra.
LONG · RENT3 Localiza
- Técnico: doji com squeeze TTM ativo, RSI 50, score −65, abaixo da nuvem, −21% de drawdown — fraca, porém não sobrevendida (timing morno).
- Fundamento: locadora com β vs Ibov 1,73 (alta sensibilidade a juros); −17% em 63d.
- Driver: beneficiária do ciclo de queda de juros (IPCA de jun a 0,16% derrubou os DIs), mas ainda sem confirmação técnica.
SHORT · BBDC4 Bradesco
- Técnico: RSI 65, %B 125 (rompeu Bollinger), Aroon nova máxima, score +76 — a ponta rica em breakout, +6,7% em 21d.
- Driver: rali de bancos puxado pelo IPCA baixo (Ibov acima de 176 mil, DIs −20 bps); reorganização societária (AGE 10/07). Shortar banco em rali de juros é momentum contra.
- Aluguel: 0,07%, percentil 75 — barato em nível absoluto, mas caro para o próprio histórico.
Leitura — o fio condutor
Cointegração (β-neutro, spread testado por ADF) e correlação (caixa-neutro, desvio de ratio) apontam para lugares diferentes hoje. A cointegração concentra em petróleo (PRIO3 contra UGPA3/VBBR3) e no complexo CMIN3 (vendida em 3 pares); a correlação puxa para energia (AXIA3/EQTL3), mineração (BRAP4/VALE3) e construção civil (DIRR3 como comprada recorrente). Concentração setorial pesada — o mesmo punhado de nomes ressurge nos dois filtros.
A tradabilidade separa reversão real de papel de tela. Um par de |z| alto com short caro/escasso vale menos que um |z| moderado com short barato e líquido. Ranking prático dos destaques por executabilidade: BRAP4/VALE3 (short a 0,04% no pctl 8 + long sobrevendida + 2 lentes) é o mais limpo; PRIO3/UGPA3 vem em seguida (short barato, mas com recompra própria de risco); AXIA3/EQTL3 tem aluguel fácil mas M&A + Goldman/UBS contra; e os dois pares de CMIN3 — apesar do maior |z| e da confluência tripla — ficam vetados pelo aluguel no percentil 99 (DTC 14,5): esticado por um motivo. O sinal do motor é dado estatístico; a decisão de montar passa pelo custo de carregar o short, e hoje esse custo desqualifica exatamente o nome mais esticado do pregão.