Long & Short — 13/07/2026

Pares esticados: PRIO3/UGPA3 (z 3,41) e CMIN3 — rica em 15 duplas, mas aluguel no percentil 99 (DTC 14,5) veta o short. Cointegração e correlação, 13/07.

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Long & Short

Long & Short — 13/07/2026

13/07/2026 · Pares por cointegração e correlação — stress, montagem e tradabilidade

Pregão em andamento de 13/07. O stress de pares hoje tem dois epicentros: o petróleo (PRIO3/UGPA3 cravou o maior z do dia, 3,41 na janela 200) e, sobretudo, CMIN3 — o nome mais rico do book, esticado em 15 duplas no ratio simples e vendedor em 3 pares cointegrados. A leitura decisiva não está no |z|: está no aluguel. A ponta short mais recorrente (CMIN3) aluga a 7,73% a.a. no percentil 99, com days-to-cover de 14,5 — spread estatisticamente esticado, mas travado pela tradabilidade.

Cointegrados |z|≥2
9
janela 200 · ADF estacionário
Correlacionados |z|≥2
6
ratio vs MM20
Maior |z|
3,41
PRIO3 / UGPA3 (petróleo)
Meia-vida mediana
5,8
pregões (cointegração)
Mesmo setor
3
pares coint |z|≥2
Short travado
CMIN3
aluguel pctl 99 · DTC 14,5

Universo estreito nos dois filtros estritos (9 cointegrados e 6 correlacionados com |z|≥2; liquidez travada em R$ 10 mi/perna e penny stock fora). Para preencher as tabelas, o corte de |z| foi afrouxado uma vez de 2,0 para 1,5 (linhas rotuladas abaixo). Cointegração e correlação apontam para lugares diferentes: a cointegração (spread testado por ADF, montagem β-neutro do motor) concentra em petróleo e no complexo CMIN3; a correlação (desvio de ratio vs MM20, caixa-neutro) puxa para energia (AXIA3/EQTL3), mineração (BRAP4/VALE3) e construção civil (DIRR3 como perna comprada recorrente). Dos 6 destaques, 2 têm a ponta short intradável (CMIN3, aluguel no talo) — o filtro que separa reversão real de papel de tela.

Frescor: estatística de pares na janela até 13/07 (pregão em curso). Aluguel, técnico, fluxo institucional e perfil quant das pernas no fechamento de 10/07 (aluguel defasa 1 pregão). O "lado" é o sinal do motor/estatística, relatado como dado — sem recomendação direcional.

1 · Cointegração — ranking livre

Spread com resíduo estacionário (ADF), janela 200 pregões, montagem β-neutro do motor (quantidades na razão do hedge ratio β — não financeiro). Ordenado por |z|. As três primeiras posições concentram o complexo CMIN3-rica (CMIN3 aparece como ponta vendida em 3 das 10 linhas). Linhas 9–10 (|z|=2,00) no limite; CMIN3 × MBRF3 tem R² 0,20 (ajuste fraco — cointegração frágil).

ParSetor A→Bz½-vidaADFβMontagem (motor)Notional/perna
PRIO3 × UGPA3Petróleo→Petróleo+3,4110,3sim0,60C 1.803 PRIO3 / V 5.467 UGPA3100k · 168k
CMIN3 × SBFG3Mat.Básicos→Cons.Cícl−3,017,4sim0,79V 19.120 CMIN3 / C 12.284 SBFG3100k · 126k
BEEF3 × CMIN3Cons.n/Cícl→Mat.Básicos+2,975,5sim0,34C 27.322 BEEF3 / V 56.152 CMIN3100k · 294k
PRIO3 × VBBR3Petróleo→Petróleo+2,737,0sim0,54C 1.803 PRIO3 / V 5.614 VBBR3100k · 185k
GGPS3 × PLPL3Bens Ind→Cons.Cícl−2,474,1sim1,27V 7.800 GGPS3 / C 9.663 PLPL3100k · 79k
CSAN3 × PLPL3Petróleo→Cons.Cícl−2,275,6sim1,10V 24.570 CSAN3 / C 11.125 PLPL3100k · 91k
SAUD3 × TUPY3Saúde→Bens Ind+2,124,9sim0,57C 6.472 SAUD3 / V 10.941 TUPY3100k · 175k
ITUB3 × PSSA3Financeiro→Financeiro+2,065,8sim0,33C 2.152 ITUB3 / V 5.460 PSSA3100k · 300k
CMIN3 × MBRF3Mat.Básicos→Cons.n/Cícl−2,009,3sim0,51V 19.120 CMIN3 / C 12.700 MBRF3100k · 197k
CMIN3 × RDOR3Mat.Básicos→Saúde−2,007,1sim0,70V 19.120 CMIN3 / C 3.986 RDOR3100k · 144k

2 · Cointegração — mesmo setor

Pares cointegrados cujas duas pernas dividem o setor B3 — hedge setorial mais limpo. Petróleo domina (PRIO3 contra UGPA3/VBBR3, além de BRAV3/UGPA3). Linhas 4–6 (|z|<2) entram só no corte afrouxado a 1,5.

ParSetorz½-vidaADFβMontagem (motor)Notional/perna
PRIO3 × UGPA3Petróleo+3,4110,3sim0,60C 1.803 PRIO3 / V 5.467 UGPA3100k · 168k
PRIO3 × VBBR3Petróleo+2,737,0sim0,54C 1.803 PRIO3 / V 5.614 VBBR3100k · 185k
ITUB3 × PSSA3Financeiro+2,065,8sim0,33C 2.152 ITUB3 / V 5.460 PSSA3100k · 300k
BPAC11 × IGTI11Financeiro−1,995,1sim0,76V 1.702 BPAC11 / C 4.933 IGTI11100k · 131k
AZZA3 × PLPL3Cons.Cíclico−1,906,8sim1,35V 5.235 AZZA3 / C 9.060 PLPL3100k · 74k
BRAV3 × UGPA3Petróleo+1,7016,9sim0,82C 5.279 BRAV3 / V 3.982 UGPA3100k · 122k

3 · Cointegração — 3 destaques (dossiê)

Os três setups de maior |z| com ADF estacionário e β>0. Gráfico do resíduo (o servidor marca o zero e as bandas ±2σ), montagem do motor, tradabilidade da ponta vendida e dossiê perna a perna.

PRIO3 / UGPA3 Petróleo · mesmo setor z 3,41 · maior do dia

z (resíduo)
+3,41
Meia-vida
10,3
pregões
ADF
estacionário
p 0,002 · R² 0,88
β (hedge)
0,60

Operação: Comprar PRIO3 / Vender UGPA3

PernaLadoPreçoQtdNotional
PRIO3Comprar55,451.803R$ 99.976
UGPA3Vender30,715.467R$ 167.892

β-neutro · razão β=0,60 (0,60 PRIO3 por 1 UGPA3) · por QUANTIDADE (não financeiro). Notionais R$ 100k vs R$ 168k (1,7×) — exposição levemente desbalanceada (β-neutro, não dollar-neutral).

0.17-0.12
resíduoresíduo · últimos 42 pregões (spread acima da média)

Tradabilidade: ponta short UGPA3 aluga a 0,06% a.a. (percentil 27, DTC 5,4, SI 3,0%) — barata e disponível, estoque de aluguel +83% em 21d (short se armando). Impacto de execução: PRIO3 0,02% / UGPA3 0,10% do volume diário — ambas operáveis.

LONG · PRIO3 petróleo E&P

  • Técnico: RSI 43, ADX 29 de baixa, abaixo da nuvem Ichimoku, −23% do pico de mar/26. Não sobrevendida — timing morno na ponta comprada; divergência de alta regular no MACD é o único aceno.
  • Fundamento: produção 178 mil boepd em jun; +29% em 12m; β vs Ibov ~0,10 (descolada do índice).
  • Driver: Brent a US$ 80 com tensão EUA–Irã dá vento a favor hoje; governo prorrogou por 60 dias o imposto de 12% na exportação de óleo bruto (leve contra).
  • Fluxo (21d): local comprando (Tullett +R$ 172 mi, INTL +R$ 106 mi); gringo distribuindo (Citi/BTG/Morgan/JP líquidos vendedores). Smart-money estrangeiro não confirma a ponta long.

SHORT · UGPA3 Ultrapar

  • Técnico: RSI 79, StochRSI 100, %B 106 (rompeu Bollinger), ADX 37 de alta forte, 98º percentil das 52s, +85% em 12m — sobrecompra extrema, a ponta certa do spread.
  • Fundamento: re-rating violento; diesel B −3,1% em maio (ANP) é headwind setorial que o papel ignorou.
  • Driver: programa de recompra aprovado em 17/06 (até 18 mi de ações, 1,61% do capital, R$ 7,7 bi em reservas) — a própria companhia comprando = combustível de squeeze contra o short.
  • Fluxo (21d): Goldman distribuindo −R$ 208 mi (persistência 14% — vendedor pesado), confirmando a exaustão da ponta vendida.
Tese: spread de petróleo esticado (z 3,41, ADF, confluente com o ratio simples que mostra UGPA3 rica vs VALE3/PETR4); UGPA3 sobrecomprada no talo com Goldman já distribuindo — porém recompra própria + ADX 37 mantêm risco de continuação. PRIO3 (long) morna, não sobrevendida. Aluguel barato preserva a tradabilidade; o risco é de timing, não de execução.

CMIN3 / SBFG3 Mat.Básicos → Cons.Cíclico z −3,01

z (resíduo)
−3,01
Meia-vida
7,4
pregões
ADF
estacionário
p 0,018 · R² 0,60
β (hedge)
0,79

Operação: Vender CMIN3 / Comprar SBFG3

PernaLadoPreçoQtdNotional
CMIN3Vender5,2319.120R$ 99.998
SBFG3Comprar10,2512.284R$ 125.911

β-neutro · razão β=0,79 (0,79 SBFG3 por 1 CMIN3, ordem da regressão) · por QUANTIDADE. Notionais R$ 100k vs R$ 126k — razoavelmente equilibrado.

0.07-0.17
resíduoresíduo · últimos 42 pregões (spread abaixo da média)

Tradabilidade (o veto): a ponta short CMIN3 aluga a 7,73% a.a. no percentil 99 (taxa +1.089% em 21d, de 0,65% para 7,73%), days-to-cover 14,5, short interest 8,7% do free float. Hard-to-borrow com risco de squeeze alto. Impacto de execução baixo (0,23%), mas o aluguel mata o par.

LONG · SBFG3 Grupo SBF / Centauro

  • Técnico: RSI 49, score −100 (EMAs empilhadas de baixa, abaixo da nuvem), −13,7% da MM200. Candle "três fora alta" no dia, mas sem tendência (ADX 15). Não sobrevendida.
  • Fundamento: varejo esportivo pressionado — −15,6% em 12m, drawdown −31% do pico. Barata, mas por deterioração operacional.
  • Driver: sem fato relevante recente; temporada de balanços do 2º tri à frente.
  • Confluência: spread apoiado na ponta rica (CMIN3), não na ponta comprada.

SHORT · CMIN3 CSN Mineração

  • Técnico: marubozu de alta, RSI 77, StochRSI 100, %B 133, CCI 313, +21% em 5d, +8,3% no dia — squeeze em curso.
  • Fundamento: minério fraco na China no período; nada nos números justifica o rali — é fluxo, não fundamento.
  • Driver: zero fato relevante nas últimas semanas (só posição de VM e FRE) → o pulo é short-covering + estresse de aluguel, não notícia.
  • Fluxo (21d): Goldman despejando −R$ 73 mi (persistência 4,8%), mas Necton +R$ 113 mi e JP +R$ 67 mi comprando o squeeze.
Tese: CMIN3 é o nome mais esticado do pregão (rica em 15 duplas do ratio simples), mas a estatística ignora o squeeze de aluguel — taxa no percentil 99, DTC 14,5, +1.089% em 21d. A ponta short está esticada por um motivo (short-covering), e vendê-la agora é fadar o squeeze. SBFG3 (long) fraca fundamentalmente. Par de |z| alto que a tradabilidade veta.

BEEF3 / CMIN3 Cons.n/Cíclico → Mat.Básicos z 2,97 · 3 lentes

z (resíduo)
+2,97
Meia-vida
5,5
pregões (a mais rápida)
ADF
estacionário
p 0,032 · R² 0,71
β (hedge)
0,34

Operação: Comprar BEEF3 / Vender CMIN3

PernaLadoPreçoQtdNotional
BEEF3Comprar3,6627.322R$ 99.999
CMIN3Vender5,2356.152R$ 293.675

β-neutro · razão β=0,34 (0,34 CMIN3 por 1 BEEF3) · por QUANTIDADE. Notionais R$ 100k vs R$ 294k (2,9×) — exposição desbalanceada (β-neutro, NÃO dollar-neutral): a perna vendida pesa quase o triplo.

0.14-0.15
resíduoresíduo · últimos 42 pregões (spread acima da média)

Tradabilidade: mesma trava do par anterior — a ponta short é CMIN3 (aluguel 7,73%, percentil 99, DTC 14,5). E aqui a perna vendida é a maior: R$ 294k de notional (impacto ainda operável, 0,68% do volume), o que amplifica o custo de carregar um short caro e escasso.

LONG · BEEF3 Minerva

  • Técnico: doji com squeeze de volatilidade TTM ativo (compressão → rompimento à frente); RSI 51, −49% de drawdown, na base das 52s. CMF vendedor.
  • Fundamento: ROE 44,8% mas margem líquida de só 1,55% (alavancada); receita +60,9% (consolidação de ativos Marfrig). Barata (−33% em 12m), porém frágil de margem.
  • Driver: temporada de balanços 2º tri à frente; sem fato relevante recente.
  • Fluxo: baixa persistência compradora — mercado ainda não virou a mão.

SHORT · CMIN3 CSN Mineração — ver par anterior

  • Técnico: squeeze de alta (RSI 77, %B 133, +21% em 5d).
  • Aluguel: 7,73% a.a., percentil 99, DTC 14,5 — intradável como short hoje.
  • Confluência: este é o par de maior confluência do bloco — cointegração (z 2,97) e ratio simples (BEEF3/CMIN3 z −3,0 explícito no screener) apontam a mesma dupla, além do tema CMIN3-rica.
  • Fluxo: Goldman vendendo (−R$ 73 mi), mas o squeeze é comprado por Necton/JP.
Tese: confluência tripla (coint z 2,97 + ratio simples −3,0 na mesma dupla + CMIN3 rica no book) e a meia-vida mais curta dos destaques (5,5) — o setup estatístico mais atraente do bloco. Mas cai na mesma trava: shortar CMIN3 no percentil 99 de aluguel/DTC 14,5 é fadar squeeze, e a exposição é desbalanceada (R$ 294k vendidos vs R$ 100k comprados). BEEF3 (long) barata por alavancagem. Estatística impecável, tradabilidade proibitiva.

4 · Correlação — ranking livre

Pares que andam juntos (correlação ≥ 0,7) com o ratio esticado vs a MM20 — montagem caixa-neutro (~R$ 100k por perna, financeiros iguais). z>0 = perna A rica → vender A / comprar B. DIRR3 (construtora de ROE 42%) é a comprada recorrente contra CURY3/CYRE3; RENT3 aparece dos dois lados. Linhas com |z|<2 no corte afrouxado a 1,5.

ParSetorCorr.zdist MM20LadoFin./perna
AXIA3 × EQTL3UP→UP0,70−2,34−5,9%C AXIA3 / V EQTL3~100k
BRAP4 × VALE3Mat.Bás→Mat.Bás0,92+2,17+2,4%V BRAP4 / C VALE3~100k
CURY3 × DIRR3Cons.Cícl→Cons.Cícl0,81+2,13+4,3%V CURY3 / C DIRR3~100k
BBDC4 × RENT3Fin→Cons.Cícl0,72+2,10+5,9%V BBDC4 / C RENT3~100k
BBDC3 × RENT3Fin→Cons.Cícl0,71+2,04+7,3%V BBDC3 / C RENT3~100k
BBDC3 × ITSA4Fin→Fin0,81+2,03+2,0%V BBDC3 / C ITSA4~100k
CYRE3 × DIRR3Cons.Cícl→Cons.Cícl0,73+2,02+6,6%V CYRE3 / C DIRR3~100k
UGPA3 × VBBR3Petróleo→Petróleo0,71+1,97+6,1%V UGPA3 / C VBBR3~100k
MOVI3 × SIMH3Cons.Cícl→Fin0,77−1,96−7,2%C MOVI3 / V SIMH3~100k
MOVI3 × RENT3Cons.Cícl→Cons.Cícl0,74−1,93−4,0%C MOVI3 / V RENT3~100k

5 · Correlação — mesmo setor

Ratio esticado entre pernas do mesmo setor. Energia (AXIA3/EQTL3), mineração (BRAP4/VALE3) e construção civil (CURY3/CYRE3 vs DIRR3) concentram. Linhas 4–6 (|z|<2) só no corte a 1,5.

ParSetorCorr.zdist MM20LadoFin./perna
AXIA3 × EQTL3Utilidade Pública0,70−2,34−5,9%C AXIA3 / V EQTL3~100k
BRAP4 × VALE3Mat.Básicos0,92+2,17+2,4%V BRAP4 / C VALE3~100k
CURY3 × DIRR3Cons.Cíclico0,81+2,13+4,3%V CURY3 / C DIRR3~100k
BBDC3 × ITSA4Financeiro0,81+2,03+2,0%V BBDC3 / C ITSA4~100k
CYRE3 × DIRR3Cons.Cíclico0,73+2,02+6,6%V CYRE3 / C DIRR3~100k
UGPA3 × VBBR3Petróleo0,71+1,97+6,1%V UGPA3 / C VBBR3~100k

6 · Correlação — 3 destaques (dossiê)

Gráfico do ratio A/B (linha cheia) contra a MM20 rolante (tracejada, calculada da própria série) e ficha caixa-neutro. z = desvios do ratio vs a média móvel.

AXIA3 / EQTL3 Energia Elétrica · mesmo setor z −2,34

z (ratio)
−2,34
Correlação
0,70
dist. MM20
−5,9%
Ratio A/B
1,300
MM20 1,382

Operação: Comprar AXIA3 / Vender EQTL3 (ratio abaixo da MM20 → AXIA barata / EQTL rica)

PernaLadoPreçoQtdNotional
AXIA3Comprar52,281.900R$ 99.332
EQTL3Vender40,222.500R$ 100.550

Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna (financeiros iguais, qtd = 100k/preço a lote de 100).

1.51.3
ratioMM20ratio AXIA3/EQTL3 · 120 pregões

Tradabilidade: EQTL3 (short) aluga a 0,06% a.a. (percentil 47, DTC 5,3) — fácil e barato. Impacto de execução irrisório (AXIA 0,02% / EQTL 0,04%). Executabilidade não é o problema; o fluxo é.

LONG · AXIA3 Axia Energia (ex-Eletrobras, estatal)

  • Técnico: candle "kicker de alta", score +26, SuperTrend de alta, mas ainda abaixo da nuvem; RSI 52 (neutro), −20% da máxima. +84% em 12m.
  • Fundamento: maior utility do país (R$ 126 bi de valor de mercado), β vs Ibov 1,33.
  • Driver: setor de energia com M&A no radar (ativos da Enel Brasil em disputa).
  • Leitura: ponta barata do par, tecnicamente virando — mas sem gatilho próprio forte.

SHORT · EQTL3 Equatorial

  • Técnico: RSI 63, %B 105 (rompeu Bollinger), Aroon em nova máxima, score +100 — a ponta rica está em breakout, não em exaustão.
  • Driver: M&A ativo — Equatorial + Iberdrola em conversas com a Enel (Roma) para comprar ativos da Enel Brasil (06/07). Catalisador de alta na ponta que se venderia.
  • Fluxo (21d): Goldman +R$ 383 mi (81% persistência) e UBS +R$ 255 mi acumulando pesado — smart-money comprando exatamente a perna short.
  • Risco: shortar contra M&A + Goldman/UBS é vento contra dobrado.
Tese: ratio 5,9% abaixo da MM20 (z −2,34, mesmo setor, confluente com o ratio simples que mostra AXIA barata vs BPAC11/ENGI11). Reversão estatística válida, mas a ponta short (EQTL3) tem M&A da Enel e Goldman/UBS acumulando R$ 638 mi — aluguel fácil não compensa lutar contra fluxo e catalisador. Convicção limitada pela ponta vendida.

BRAP4 / VALE3 Mineração · mesmo setor corr 0,92 · 2 lentes

z (ratio)
+2,17
Correlação
0,92
a mais alta do bloco
dist. MM20
+2,4%
Ratio A/B
0,292
MM20 0,285

Operação: Vender BRAP4 / Comprar VALE3 (ratio acima da MM20 → BRAP4 rica / VALE3 barata)

PernaLadoPreçoQtdNotional
BRAP4Vender21,224.700R$ 99.734
VALE3Comprar72,641.400R$ 101.696

Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna. BRAP4 (Bradespar) é holding cuja NAV é essencialmente Vale — hedge quase 1:1 de fundamento.

0.290.28
ratioMM20ratio BRAP4/VALE3 · 120 pregões

Tradabilidade: BRAP4 (short) aluga a 0,04% a.a. no percentil 8 (baratíssimo), DTC 9,5, SI 7,0%. Impacto de execução 0,24% (BRAP4) e 0,01% (VALE3) — ambas operáveis. O par mais limpo do bloco na tradabilidade.

LONG · VALE3 Vale

  • Técnico: RSI 35 (perto de sobrevenda), %B 9 (fundo de Bollinger), score −100, −18% de drawdown, divergência de alta oculta no MACD — ponta comprada tecnicamente esticada para baixo, timing favorável.
  • Fundamento: BTG reiterou compra (9% de FCF yield, desconto vs pares).
  • Driver: renúncia do presidente do conselho (07/07) e minério fraco na China pressionaram — o que criou o desconto.
  • Fluxo (21d): XP +R$ 826 mi e JP +R$ 198 mi (81% persistência) acumulando.

SHORT · BRAP4 Bradespar

  • Técnico: RSI 43, score −79 de baixa, abaixo da nuvem, ADX sem tendência — a ponta rica está tecnicamente fraca (alinha com o short).
  • Fundamento: holding de Vale — o prêmio do ratio vs MM20 é o alvo da reversão.
  • Aluguel: 0,04%, percentil 8 — barato e disponível.
  • Confluência: correlação 0,92 e ratio simples (BRAP4/VALE3 z 3,0 explícito) apontam a mesma dupla — 2 lentes.
Tese: o par mais coerente do bloco correlação — confluência de 2 lentes (corr 0,92 + ratio simples 3,0), VALE3 (long) sobrevendida com BTG reiterando compra e XP/JP acumulando R$ 1 bi, BRAP4 (short) barata de alugar (0,04%, pctl 8) e tecnicamente fraca, mesma exposição a minério nas duas pernas. Short barato + long sobrevendida + hedge de fundamento quase perfeito.

BBDC4 / RENT3 Financeiro → Cons.Cíclico z 2,10

z (ratio)
+2,10
Correlação
0,72
dist. MM20
+5,9%
Ratio A/B
0,467
MM20 0,441

Operação: Vender BBDC4 / Comprar RENT3 (ratio acima da MM20 → BBDC4 rica / RENT3 barata)

PernaLadoPreçoQtdNotional
BBDC4Vender18,755.300R$ 99.375
RENT3Comprar40,182.500R$ 100.450

Caixa-neutro: ~R$ 100k por perna. Pernas de setores distintos (banco × locadora) — correlação 0,72, a mais baixa dos destaques.

0.470.38
ratioMM20ratio BBDC4/RENT3 · 120 pregões

Tradabilidade: BBDC4 (short) aluga a 0,07% a.a. (percentil 75 — elevado para o papel), DTC 11,3, SI 6,7%; ex-JSCP em 03/07 já passou. Impacto de execução irrisório (0,02% cada). Barato, mas o momentum é o contra.

LONG · RENT3 Localiza

  • Técnico: doji com squeeze TTM ativo, RSI 50, score −65, abaixo da nuvem, −21% de drawdown — fraca, porém não sobrevendida (timing morno).
  • Fundamento: locadora com β vs Ibov 1,73 (alta sensibilidade a juros); −17% em 63d.
  • Driver: beneficiária do ciclo de queda de juros (IPCA de jun a 0,16% derrubou os DIs), mas ainda sem confirmação técnica.

SHORT · BBDC4 Bradesco

  • Técnico: RSI 65, %B 125 (rompeu Bollinger), Aroon nova máxima, score +76 — a ponta rica em breakout, +6,7% em 21d.
  • Driver: rali de bancos puxado pelo IPCA baixo (Ibov acima de 176 mil, DIs −20 bps); reorganização societária (AGE 10/07). Shortar banco em rali de juros é momentum contra.
  • Aluguel: 0,07%, percentil 75 — barato em nível absoluto, mas caro para o próprio histórico.
Tese: ratio 5,9% acima da MM20 (z 2,10), mas é o destaque de menor convicção: 1 lente dominante (correlação 0,72, pernas de setores distintos, sem confirmação do ratio simples) e shortar BBDC4 briga com o rali de bancos pós-IPCA (breakout %B 125). RENT3 (long) fraca, mas não sobrevendida. Aluguel do short ainda barato preserva a tradabilidade; falta confluência.

Leitura — o fio condutor

Cointegração (β-neutro, spread testado por ADF) e correlação (caixa-neutro, desvio de ratio) apontam para lugares diferentes hoje. A cointegração concentra em petróleo (PRIO3 contra UGPA3/VBBR3) e no complexo CMIN3 (vendida em 3 pares); a correlação puxa para energia (AXIA3/EQTL3), mineração (BRAP4/VALE3) e construção civil (DIRR3 como comprada recorrente). Concentração setorial pesada — o mesmo punhado de nomes ressurge nos dois filtros.

A tradabilidade separa reversão real de papel de tela. Um par de |z| alto com short caro/escasso vale menos que um |z| moderado com short barato e líquido. Ranking prático dos destaques por executabilidade: BRAP4/VALE3 (short a 0,04% no pctl 8 + long sobrevendida + 2 lentes) é o mais limpo; PRIO3/UGPA3 vem em seguida (short barato, mas com recompra própria de risco); AXIA3/EQTL3 tem aluguel fácil mas M&A + Goldman/UBS contra; e os dois pares de CMIN3 — apesar do maior |z| e da confluência tripla — ficam vetados pelo aluguel no percentil 99 (DTC 14,5): esticado por um motivo. O sinal do motor é dado estatístico; a decisão de montar passa pelo custo de carregar o short, e hoje esse custo desqualifica exatamente o nome mais esticado do pregão.