Fechamento de Mercado — 25/06/2026

Ibovespa fecha em alta de 0,86% (~172 mil pts) sustentado por bancos, sanitárias e Vale; dólar recua a R$ 5,18, gringo segue vendedor no mês, Braskem despenca 10% e Americanas cai 5,6% com operação da PF.

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Fechamento

Fechamento de Mercado — 25/06/2026

25/06/2026 · Ibovespa sobe 0,86% aos ~172 mil; bancos e utilities puxam, Braskem desaba 10% e Americanas cai com PF

Pregão de quinta‑feira, 25/06/2026 — fechamento. Dados B3/derivativos ao vivo (as_of 18:31 BRT); internacional já encerrado no dia; fluxo por participante e aluguel pelo último pregão consolidado pela B3. Fonte: Trade Hunter MCP.

Ibovespa
171.990
+0,86% +1.484 pts
USD/BRL (PTAX)
5,189
−0,40% spot ~5,177
DI Jan/27
14,09%
−3,5 bps ponta curta
S&P 500
7.356,7
−0,02% fechou hoje
Brent
US$ 75,8
+3,1% dia
Minério (Dalian)
734
−1,08%
VIX
18,9
+1,4%

1 · Resumo do dia

O Ibovespa fechou a quinta‑feira no azul pela terceira sessão, encostando nos 172 mil pontos: 171.990 pts (+0,86%, +1.484 pts) no feed em tempo real da casa (Calc‑Indices, 18:31 BRT), com a impressão consolidada do pregão reportada em 172.027,88 pts (+0,89%). Foi um dia de alta construída pela manhã e parcialmente devolvida à tarde: o índice abriu firme, ganhou tração até a máxima por volta do meio‑dia (o mini‑Ibov WINQ26 marcou 176.275 na máxima contra 173.755 na mínima) e perdeu fôlego na reta final, fechando no terço inferior do intervalo do dia, mas preservando o ganho.

O combustível veio de dentro: bancos (ITUB4 +2,00%, BBAS3 +1,72%, BPAC11 +1,27%), sanitárias e utilities (SBSP3 +2,07%, CSMG3 +2,44%, EQTL3 +2,76%) e a Vale (VALE3 +1,31%, maior giro do dia com R$ 1,07 bi) sustentaram a ponta compradora. Do lado macro, o pano de fundo seguiu de juro alto e inflação ainda resistente — IPCA a 4,72% a/a (mai), Selic na meta de 14,25% com o Focus já apontando 14,0% à frente, CDI a 14,33% — mas com risco externo contido (Treasury de 10 anos cedendo a 4,41%, VIX em ~19) e o real entre os ganhadores: o dólar recuou a R$ 5,1892 na PTAX (−0,40%), com o comercial fechando a R$ 5,177 (−0,47%, Poder360). Na curva de juros, movimento clássico de inclinação: a ponta curta cedeu (DI Jan/27 a 14,09%, −3,5 bps) enquanto os vértices longos subiram até +15 bps (Jan/38 a 14,25%), refletindo o ruído fiscal do dia.

2 · Destaques da bolsa

Maiores altas

ONCO3
+8,03%
LIGT3
+6,33%
PCAR3
+6,16%
TUPY3
+4,42%
ABCB4
+4,29%
ASAI3
+4,23%

Maiores baixas

BRKM5
−10,10%
RCSL4
−6,25%
AMER3
−5,61%
LJQQ3
−5,11%
ALPA4
−4,88%
CSNA3
−4,74%

A folha de pagamento do dia teve ONCO3 (+8,0%), Light (LIGT3 +6,3%) e Pão de Açúcar (PCAR3 +6,2%) liderando, com TUPY3, o banco ABC (ABCB4 +4,3%) e o Assaí (ASAI3 +4,2%) na sequência. Na ponta oposta, o destaque negativo foi a Braskem (BRKM5 −10,1%), que despencou com amplitude de 16,6% e volume relativo de 2,15× a média (o ADR BAK caiu −9,7%) — o pior papel líquido do pregão. Logo atrás, Americanas (AMER3 −5,61%) reagiu à operação da PF (ver seção 8), além de RCSL4, Lojas Quero‑Quero (LJQQ3), Alpargatas (ALPA4) e CSN (CSNA3 −4,74%), esta arrastando a siderurgia.

Maiores giros financeiros (R$)

VALE3
R$ 1,07 bi +1,3%
PRIO3
R$ 1,04 bi −0,7%
PETR4
R$ 964 mi +0,4%
BBDC4
R$ 923 mi 0,0%
ITUB4
R$ 864 mi +2,0%
B3SA3
R$ 649 mi −1,4%

Volume relativo (AVAT) — quem girou acima da média

MGLU3
2,91× +1,2%
ENJU3
2,70× −2,5%
CURY3
2,37× −1,0%
BBDC3
2,23× +0,1%
BRKM5
2,15× −10,1%
ABCB4
1,80× +4,3%

No giro financeiro, as blue chips dominaram: Vale (R$ 1,07 bi), PRIO (R$ 1,04 bi) e Petrobras (R$ 964 mi) no topo, seguidas dos bancos. Já no volume relativo (AVAT) — quem negociou muito acima da própria média — chamam atenção MGLU3 (2,91×), CURY3 (2,37×) e BBDC3 (2,23×): papéis que, cruzados com o fluxo anômalo de corretora (seção 4), sinalizam mãos grandes operando. A Braskem aparece na lista pela liquidação, e o ABC (ABCB4) combina alta de 4,3% com 1,8× de AVAT — alta com lastro de volume.

3 · Setorial

Desempenho por índice de segmento da B3 ao vivo (Calc‑Indices, 18:31 BRT) — leitura mais fresca que o lote EOD setorial, ainda não consolidado às 18:30.

Utilidade Púb. (UTIL)+1,36%
Imobiliário (IMOB)+1,30%
Energia Elét. (IEEX)+1,00%
Dividendos (IDIV)+0,96%
Consumo (ICON)+0,87%
Small Caps (SMLL)+0,80%
Financeiro (IFNC)+0,48%
Industrial (INDX)+0,27%
Materiais (IMAT)+0,01%

O pregão teve respiração defensiva e doméstica: lideraram utilities (UTIL +1,36%), imobiliário (IMOB +1,30%), energia elétrica (IEEX +1,00%) e os pagadores de dividendos (IDIV +0,96%) — setores sensíveis a juro que se beneficiam quando a curva curta cede. O Financeiro (IFNC +0,48%) subiu menos que o índice apesar dos bancões positivos, freado por B3SA3 (−1,4%). O ponto cego ficou em Materiais Básicos (IMAT +0,01%, no zero a zero): a siderurgia derreteu (CSNA3 −4,74%) e a petroquímica colapsou (BRKM5 −10,1%), neutralizando o ganho da Vale. Petróleo & Gás ficou misto — PETR4 +0,44%, PETR3 −0,35% e PRIO3 −0,65% —, sem capturar a alta de ~3% do barril, que veio mais forte já perto/depois do fechamento local.

4 · Fluxo

Saldo por participante — 23/06 (R$ mi)

Estrangeiro
−1.063
Institucional
+786
Pessoa Física
+138
Inst. Financ.
+115
Bancos
+24

Acumulado de junho: estrangeiro −R$ 7,52 bi · institucional +R$ 2,42 bi · PF +R$ 2,74 bi. B3 consolida pós‑fechamento — último dado: 23/06.

Tape do dia — top corretoras no Ibovespa (live)

Compra líq. (R$)Venda líq. (R$)
BTG +181 miÁgora −224 mi
Merrill +152 miBGC −195 mi
Genial +101 miMorgan −189 mi
Citigroup +89 miXP −148 mi
Necton +77 miIdeal −37 mi

O investidor estrangeiro segue do lado vendedor — saldo de −R$ 1,06 bi em 23/06 e −R$ 7,52 bi acumulados no mês —, com o institucional local (+R$ 786 mi no dia, +R$ 2,42 bi no mês) e a pessoa física (+R$ 2,74 bi no mês) absorvendo o papel. No tape de hoje, BTG (+R$ 181 mi) e Merrill (+R$ 152 mi) comandaram a compra na cesta Ibovespa, contra Ágora (−R$ 224 mi), BGC, Morgan e XP distribuindo. Nos sinais de fluxo anômalo (corretora ≥1,5× a mediana de 60 dias), o destaque foi a Goldman comprando CURY3 a 5,45× o normal — acúmulo expressivo num papel com AVAT de 2,37× —, além de BTG vendendo B3SA3 (1,84×) e BBDC4 (1,51×) e comprando SBSP3 (1,6×). No comportamento EOD (24/06), a XP vinha acelerando compra em BPAC11 (+1,27% hoje) e o BTG acumulando CSMG3 (+2,44%) — confirmações que casaram com a alta dos papéis.

5 · Futuros & derivativos

09h · 174.310máx 176.275 (~11h35)18h30 · 174.650

Trajetória intraday do mini‑Ibovespa WINQ26 (contratos acumulados/preço, live). Abriu firme, fez máxima perto do meio‑dia e devolveu parte à tarde — o mesmo arco do índice à vista.

WIN (mini‑Ibov) — posição dos players

PlayerSaldo (ctr)BreakevenP&L aberto
Morgan+21.808175.637−R$ 4,3 mi
Itaú+15.695175.680−R$ 3,2 mi
Ideal−16.447173.741−R$ 3,0 mi
BGC−11.775175.095+R$ 1,0 mi
Goldman−7.515174.345−R$ 0,5 mi

WDO (mini‑dólar) — posição dos players

PlayerSaldo (ctr)BreakevenP&L aberto
Ativa−41.4485.205,8+R$ 0,9 mi
BTG+28.3485.236,4−R$ 1,5 mi
Morgan+22.2485.189,0−R$ 0,1 mi
BGC−22.2955.198,9+R$ 0,3 mi
Ágora−21.7585.186,9+R$ 0,1 mi

No mini‑Ibov, a maior posição comprada do dia — Morgan (+21,8 mil contratos, breakeven 175.637) — terminou offside, já que o índice fechou abaixo do seu preço médio; mesma situação do Itaú (+15,7 mil). Do lado vendido, Ideal (−16,4 mil), BGC e Goldman, com a Ideal acumulando vendido desde a manhã. No mini‑dólar, a queda do câmbio premiou os vendidos: Ativa (−41,4 mil contratos, +R$ 0,9 mi) e BGC capturaram a baixa, enquanto o BTG (+28,3 mil comprado) ficou no prejuízo aberto de R$ 1,5 mi.

Curva DI — variação do dia (bps)

Jan/27
−3,5
Jan/28
−5,0
Jan/30
+2,0
Jan/33
+9,0
Jan/35
+13,0
Jan/38
+15,5

Níveis: ponta curta Jan/27 a 14,09%; longas entre 14,25% e 14,40%. Selic meta 14,25% · Focus Selic 14,0%.

Put/Call ratio — mercado (25/06)

2,67
Viés defensivo

PCR por volume em 2,67 (percentil 89% do histórico) — R$ 2,27 bi em puts contra R$ 0,85 bi em calls. PCR por OI em 0,97 (equilibrado). Forte demanda por proteção.

A curva de juros inclinou: a ponta curta cedeu (Jan/27 −3,5 bps, Jan/28 −5 bps), enquanto os vértices longos abriram com força (Jan/35 +13 bps, Jan/38 +15,5 bps) — um bear steepening compatível com o noticiário fiscal do dia (emissão de títulos em yuan, arrecadação recorde, dívida bruta em 80,2% do PIB). Nas opções, o put/call ratio por volume saltou a 2,67 (percentil 89), com R$ 2,27 bi negociados em puts — sinal de hedge/proteção elevado, ainda que o PCR por posições em aberto siga neutro (0,97). Na atividade anômala de opções, CMIG4 (7,2× a média), SAPR11 (5,3×) e BPAC11 (2,2×) concentraram o giro. No aluguel (BTB, base 24/06), saltou a procura por BBDC3 (+213% em 21 dias, R$ 1,44 bi) e KLBN4 (+246%) — papel que, somado ao AVAT de 2,23× na ON do Bradesco, merece radar.

6 · Internacional

Índice / AtivoÚltimoVar%Sessão
S&P 5007.356,7−0,02%fechou hoje
Nasdaq‑10029.440+0,75%fechou hoje
Dow Jones51.921+0,14%fechou hoje
DAX (Alemanha)24.995+1,03%fechou hoje
FTSE 100 (R.U.)10.549+0,63%fechou hoje
CAC 40 (França)8.428+0,23%fechou hoje
Nikkei 225 (Japão)71.196+0,24%fechou hoje
CSI 300 (China)5.020+1,56%fechou hoje
VIX18,9+1,4%tempo real
VALE ADR (NYSE)US$ 15,12+1,87%fechou hoje
ITUB ADR (NYSE)US$ 8,06+2,23%fechou hoje
PBR ADR (NYSE)US$ 16,45−3,41%fechou 24/06*

Dia positivo lá fora, com a Europa firme (DAX +1,03%, FTSE +0,63%) e a Ásia mista‑para‑alta puxada pela China (CSI 300 +1,56%). Em Wall Street, fechamento misto: o Nasdaq‑100 (+0,75%) sustentou‑se em chips — após a Apple anunciar reajuste de ~20% em Mac/iPad por escassez de memória ligada ao boom de IA — enquanto o S&P 500 ficou no zero a zero (−0,02%) e o Dow (+0,14%) avançou pouco, com as gigantes de tecnologia pesando. O VIX em ~19 e o Treasury de 10 anos a 4,41% (−9 bps) mantiveram o ambiente de risco contido — combustível para o real e os ativos locais. Nos ADRs, Vale (+1,87%) e Itaú (+2,23%) espelharam a força doméstica. *PBR sem novo print no feed hoje; valor de 24/06.

7 · Commodities

Brent
US$ 75,8
+3,1%
WTI
US$ 72,2
+3,0%
Minério (Dalian)
734
−1,08%
Ouro
US$ 4.012
−2,12%

O petróleo engatou alta de ~3% — Brent a US$ 75,8 e WTI a US$ 72,2 (série diária da casa, 25/06) —, mas o movimento não se traduziu nas petroleiras locais, que já haviam se acomodado: PETR4 +0,44%, PETR3 −0,35% e PRIO3 −0,65%, sob pressão idiossincrática (o ADR PBR caíra 3,4% na véspera). O minério recuou ~1% (Dalian, ref. 734), o que torna a alta da Vale (+1,31%) um movimento mais de fluxo comprador e ADR forte do que de fundamento da commodity. O ouro cedeu (−2,12%, US$ 4.012, ref. 24/06), na esteira do ambiente de menor aversão a risco. Grãos/soja sem cotação no feed do dia.

8 · Fatos & notícias

Na tela de fatos relevantes da CVM, o único material doméstico do dia foi o da Multiplan (MULT3): o Conselho aprovou R$ 140 mi em JCP (R$ 0,28510533/ação, pagamento até 30/06/2027) e um novo programa de recompra de até 5 milhões de ações ON (vigência de 12 meses, até 26/06/2027). O restante da fila eram comunicados de BDR via Banco B3 (formulários 4/8‑K/11‑K/144 de empresas estrangeiras), sem materialidade para o pregão. A PRIO publicou seu Relatório de Sustentabilidade 2025.

HoraFonteManchete
08:22–17:41Reuters / FolhaPF deflagra Operação Disclosure contra suposta fraude contábil de R$ 54 bi na Americanas (AMER3 −5,6%); alvos incluem Beto Sicupira e Paulo Lemann, com buscas na sede do Itaú BBA na Faria Lima
18:21CVM / ReutersMultiplan (MULT3) aprova R$ 140 mi em JCP e recompra de até 5 mi de ações ON
17:57Poder360Embraer (EMBJ3 +1,4%) firma acordo com a estatal polonesa WZL‑2 para ampliar cooperação no cargueiro KC‑390
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17:28Agência BrasilBrasil prepara emissão de títulos em yuan na China; arrecadação federal recorde de R$ 266,8 bi em maio; BC projeta PIB +2% em 2026
09:41–18:25Folha / Financial JuiceApple eleva preços de Mac/iPad em ~20% globalmente, citando escassez de memória puxada por IA

O fio condutor doméstico foi a Operação Disclosure da PF: a busca e apreensão contra os sócios de referência da Americanas — e, sobretudo, a passagem pela sede do Itaú BBA na Faria Lima — dominou as manchetes (urgência 100 em múltiplas fontes) e derrubou AMER3 5,6%, sem contaminar de forma relevante os bancões, que fecharam em alta. No campo corporativo positivo, Embraer avançou com novo acordo no KC‑390 (ADR EMBJ +3,8%), e a Multiplan sinalizou retorno ao acionista com JCP + recompra. No exterior, o reajuste da Apple e a fila de IPOs nos EUA (Reformation entrou com pedido) reforçaram o tom de tecnologia no radar de Wall Street.

9 · Fechamento

  • O que importou: Ibovespa +0,86% (~172 mil pts) construído por bancos, sanitárias/utilities e Vale, com a curva curta cedendo e o dólar a R$ 5,18 (−0,40%) — alívio externo (Treasury 4,41%, VIX ~19) ajudando o real mesmo com inflação local ainda resistente (IPCA 4,72%).
  • Pontos de tensão: Braskem −10,1% e a siderurgia (CSNA3 −4,7%) neutralizaram os Materiais; Americanas −5,6% com a operação da PF; e o estrangeiro segue vendedor (−R$ 7,5 bi no mês), com o local segurando a bolsa.
  • No radar para amanhã: desdobramentos da Operação Disclosure e eventual respingo em Itaú BBA; a inclinação da curva DI (vértices longos +15 bps) diante do ruído fiscal; o salto do put/call para 2,67 (proteção elevada); e a procura por aluguel de BBDC3 (+213% em 21 dias) cruzada com o AVAT alto no papel.

Fontes: B3, CVM, BCB, ANBIMA — via Trade Hunter MCP. Mercado e derivativos ao vivo (as_of 25/06 18:31 BRT); fluxo por participante consolidado em 23/06; aluguel/opções (OI) em 24/06; PCR de opções em 25/06; internacional no fechamento do dia. Relatório informativo, sem recomendação de investimento.