Fechamento de Mercado — 22/07/2026

Ibovespa sobe 2,42% aos 177.548 pts com WEG +9,96%, Vale e Petrobras; dólar cai, DI abre +8 bps e um gringo compra R$ 757 mi na cesta do índice.

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Fechamento

Fechamento de Mercado — 22/07/2026

21/07/2026 · Panorama completo do pregão de terça-feira, 22 de julho de 2026

Pregão de alta contínua na B3: o Ibovespa abriu colado no fechamento de véspera — a mínima do dia, aos 173.359 pontos, marcou 0,0% — e construiu tendência da abertura ao fim da tarde, encerrando aos 177.548 pontos, +2,42% (cerca de +4,2 mil pontos), a ~110 pontos da máxima do dia (177.658, +2,48%). O motor foi triplo: balanço da WEG devolvido em +9,96%, definição de governança na Vale (+4,38%) e petróleo em alta. Tudo isso com o DI abrindo na barriga da curva e Nova York em leve realização — a alta de hoje foi genuinamente local.

Ibovespa
177.548
+2,42% · máx 177.658
WIN ago/26
178.775
+2,34% · range 4.985 pts
Dólar fut. (WDO)
R$ 5.070
−0,32% no dia
DI jan/29
14,49%
+8 bps no dia
S&P 500
7.484,71
−0,33% · fechou hoje
Brent
US$ 94,97
+1,1% · WTI +2,5%
Minério (Dalian)
744,50
+0,3% · CNY/t
VIX
16,64
−2,4%

Resumo do dia

No mini-índice dá pra ver o desenho do pregão: o WIN de agosto saiu de 174.250 na abertura, acelerou em dois degraus (por volta das 10h30 e de novo a partir das 14h) e imprimiu a máxima de 179.230 perto das 17h, fechando a 178.775 (+2,34%). O range de 4.985 pontos é quase o dobro da média dos últimos 9 pregões (2.577 pontos) — dia de amplitude fora do padrão recente. O giro se concentrou nos protagonistas: PETR4 movimentou R$ 1,63 bi, WEGE3 R$ 1,58 bi (4,6x o volume habitual) e VALE3 R$ 1,34 bi.

O câmbio acompanhou o apetite por risco: o dólar futuro de agosto cedeu 0,32%, a 5.070 pontos (R$ 5,07), com mínima a 5.059,5. Já os juros descolaram — a curva de DI abriu 5 a 8 pontos-base da barriga pra frente (jan/29 a 14,49%, +8 bps), o que torna a alta da bolsa ainda mais "micro": foi resultado corporativo e governança puxando, não afrouxamento de condições financeiras. Lá fora, o S&P 500 caiu 0,33% e o Nasdaq 100, 0,54% — a B3 andou sozinha.

Máxima do dia
177.658
+2,48%
Mínima do dia
173.359
0,0% — na abertura
Fechamento
177.548
+2,42% · a 110 pts da máxima

Destaques da bolsa

Maiores altas

CVCB3
+13,39%
WEGE3
+9,96%
VVEO3
+8,20%
RCSL4
+7,84%
CSNA3
+6,72%
BRKM5
+6,30%
PINE4
+5,94%
MBRF3
+5,89%

Maiores baixas

ONCO3
−14,29%
BHIA3
−9,89%
PMAM3
−6,25%
TIMS3
−2,51%
AZEV4
−1,67%
VIVT3
−1,17%

A história da ponta compradora é a WEG: o lucro do 2T26 veio a R$ 1,56 bi (−2,1% a/a), divulgado antes da abertura, e o mercado leu o conjunto como forte — WEGE3 fechou a R$ 46,70 (+9,96%) girando R$ 1,58 bi, o segundo maior volume da bolsa e 4,6x o seu padrão. CVCB3 (+13,39%, com amplitude de 13,4% no dia) liderou o ranking; siderurgia e petroquímica vieram atrás com CSNA3 +6,72% e BRKM5 +6,30% (o ADR da Braskem subiu 5,2% em NY), e MBRF3 avançou 5,89% no dia em que o conselho da BRF aprovou dividendos intermediários. Na ponta oposta, ONCO3 despencou 14,29% (a R$ 0,60) — já no aftermarket saiu comunicado de que a GLQ Broad Street reduziu participação — e BHIA3 caiu 9,89% girando 4,4x o volume normal, com o aluguel do papel rodando a 38,4% a.a. na última posição publicada (21/07): pressão vendida com short caro. As telecoms (TIMS3 −2,51%, VIVT3 −1,17%) recuaram às vésperas dos seus resultados (27–28/07) e foram, na prática, o único bolsão vendedor do índice.

Onde o dinheiro girou

PETR4
R$ 1,63 bi · +2,42%
WEGE3
R$ 1,58 bi · +9,96%
VALE3
R$ 1,34 bi · +4,38%
ITUB4
R$ 939 mi · +0,87%
B3SA3
R$ 721 mi · +4,61%
BBDC4
R$ 686 mi · +2,37%
RENT3
R$ 596 mi · +1,75%
AXIA3
R$ 473 mi · +2,56%

Volume relativo (AVAT) — quem girou fora do padrão

PapelVar. diaAVATGiro financeiro
GFSA3+5,56%7,1xR$ 5,8 mi
WEGE3+9,96%4,6xR$ 1,58 bi
BHIA3−9,89%4,4xR$ 18,3 mi
CXSE3+0,45%2,8xR$ 301,7 mi
CVCB3+13,39%2,2xR$ 37,5 mi
YDUQ3−0,64%2,1xR$ 64,0 mi

Dois cruzamentos chamam atenção no AVAT: GFSA3 girou 7,1x o padrão e subiu 5,56% no dia em que a Fator Capital comunicou elevação de participação a 7,42%; e CXSE3 girou 2,8x praticamente no zero a zero (+0,45%) — giro alto sem direção, com fluxo anômalo nas duas pontas (detalhe na seção de fluxo).

Setorial & atribuição

A alta foi de amplitude total: todos os índices setoriais e de segmento da B3 fecharam no positivo. O industrial (INDX, casa da WEG) liderou com +3,50%, seguido de materiais básicos (+2,95%); small caps (+1,81%) e imobiliário (+1,53%) subiram menos — o dia foi das large caps de commodity e indústria. O recorte setorial detalhado por ação (base EOD) consolida após as 21h; o mapa abaixo usa a leitura dos índices no fechamento.

INDX · Industrial+3,50%
IMAT · Materiais+2,95%
IFNC · Financeiro+2,28%
UTIL · Utilidades+2,01%
IEEX · Energia Elétrica+1,93%
SMLL · Small Caps+1,81%
ICON · Consumo+1,79%
IDIV · Dividendos+1,78%
IMOB · Imobiliário+1,53%

Quem moveu o Ibovespa (em pontos)

VALE3
+695 pts
WEGE3
+457 pts
PETR4
+292 pts
B3SA3
+263 pts
AXIA3
+190 pts
PETR3
+181 pts
BBDC4
+154 pts
SBSP3
+143 pts
TIMS3
−31 pts
VIVT3
−21 pts

VALE3 sozinha respondeu por ~695 pontos do índice — a assembleia elegeu Manuel "Ollie" de Sousa Oliveira à presidência do conselho com apoio da Previ, encerrando a novela da sucessão, e o papel fechou +4,38% com minério estável. WEG (+457 pts) e o par PETR4+PETR3 (+473 pts somados) completam o pódio: só esses quatro nomes explicam ~1.900 dos ~4.190 pontos do dia. Na outra ponta, o estrago foi cosmético: TIMS3 e VIVT3 tiraram ~52 pontos combinados.

Fluxo

Corretoras na cesta do índice — saldo líquido do dia

Citigroup
+R$ 757 mi
Ágora
+R$ 490 mi
Goldman
+R$ 261 mi
Necton
+R$ 252 mi
JP Morgan
+R$ 165 mi
Genial
−R$ 111 mi
Merrill
−R$ 144 mi
Itau
−R$ 311 mi
BTG
−R$ 517 mi
XP
−R$ 663 mi

O perfil do dia é clássico de rally com demanda externa: na ponta compradora, casas que tipicamente executam fluxo estrangeiro — Citigroup com +R$ 757 mi líquidos (72 papéis comprados contra apenas 6 vendidos), Goldman +R$ 261 mi e JP Morgan +R$ 165 mi — ao lado de Ágora (+R$ 490 mi) e Necton (+R$ 252 mi). Na venda, o bloco local: XP −R$ 663 mi, BTG −R$ 517 mi e Itaú −R$ 311 mi. Papel a papel, o desequilíbrio mais agudo foi em WEGE3, onde a UBS terminou compradora líquida de R$ 384,5 mi (8,3 mi de ações) contra BTG vendedor de R$ 201,1 mi — giro comprador 7,9x e vendedor 6,6x os padrões de 60 pregões das casas no papel.

Fluxo anômalo do dia (giro vs mediana de 60 pregões)

PapelCasa · lado do giroMúltiplo vs P50
WEGE3UBS · compra7,9x
WEGE3BTG · venda6,6x
CXSE3UBS · venda6,1x
RENT3Itau · venda4,2x
RENT3UBS · compra2,4x
VALE3XP · venda1,6x

Anomalia sinaliza volume incomum, não direção: em CXSE3 a UBS girou 6,1x o normal na venda com Goldman 1,7x na compra e o papel parado (+0,45%) — troca de mãos grande sem vencedor; em RENT3 (+1,75%, AVAT 1,9x) o Itaú girou 4,2x na ponta de venda contra UBS compradora.

Estrangeiro, institucional e PF (B3 consolida com defasagem)

CategoriaDia 20/07Acumulado julho
Investidor estrangeiro−R$ 497,4 mi+R$ 4,22 bi
Institucionais+R$ 281,4 mi−R$ 7,52 bi
Pessoa física+R$ 170,3 mi+R$ 1,48 bi
Instituições financeiras+R$ 116,0 mi+R$ 1,36 bi
Outros−R$ 70,3 mi+R$ 467,3 mi

O dado oficial por categoria vai até 20/07 (21 e 22/07 ainda não consolidados): o gringo devolveu R$ 497,4 mi naquele pregão, mas segue +R$ 4,22 bi no mês, enquanto o institucional local acumula −R$ 7,52 bi em julho — o padrão do semestre (estrangeiro compra, fundo local vende) continua intacto, e o tape de hoje sugere que a ponta compradora externa seguiu ativa.

Futuros & derivativos

WIN — saldo acumulado por casa × preço

55.041-56.783179.135175.245
MorganXPÁgoraCitigroupWIN (eixo →)contratos (saldo) · WIN em pts no eixo direito · pregão 22/07 (09:00 → 18:30)
CasaSaldo (ctr)BreakevenP&L abertoTrajetória no dia
Morgan+53.245177.010+R$ 18,8 miacumulou comprado e segurou
XP−29.783175.407−R$ 20,1 mipico vendido −58,3 mil às 16:21, recomprou ~28 mil na reta final
Ágora−25.446177.477−R$ 6,6 miacumulou vendido e segurou
Citigroup−21.572178.173−R$ 2,6 mivendeu e segurou (23,1 mil vendas × 1,6 mil compras)

O Morgan comprou desde a primeira meia hora e carregou: saldo líquido de +53,2 mil contratos com breakeven em 177.010 e correlação de +0,74 com o preço — terminou o dia com P&L aberto de +R$ 18,8 mi, a maior posição vencedora do mini. A XP fez o caminho inverso: chegou a −58,3 mil contratos às 16:21 e recomprou ~28 mil até o fim, fechando líquida vendedora de −29,8 mil com P&L de −R$ 20,1 mi. Já a Citigroup vendeu 21,6 mil contratos líquidos no WIN no mesmo dia em que liderou a compra à vista (+R$ 757 mi) — combinação com cara de execução protegida, não de tese única. No WDO (fechou a 5.070, −0,32%), os saldos líquidos: XP −17,2 mil, Ativa −9,2 mil e Tullett −8,7 mil contra Necton +9,0 mil e Morgan +6,9 mil contratos.

Curva DI — hoje × véspera

1514
22/0721/07% a.a. · vencimentos DI — jan/27 → jan/36

A curva abriu da barriga pra frente: jan/28 +7 bps (14,21%), jan/29 +8 bps (14,49%), jan/31 +5 bps (14,65%) e jan/33 +6 bps (14,71%), com o miolo curto praticamente parado (jan/27 +2 bps, a 13,95%) — inclinação jan/27→jan/33 em ~76 bps. O contraste com a bolsa é o ponto: +2,42% no índice com juro longo subindo. A Selic vigente é 14,25% (corte de 25 bps em 17/06, unânime), o Focus projeta 14,00% para o fim de 2026 e a próxima decisão sai em 05/08 — com IPCA-15 de julho na terça (28/07) como último grande insumo antes dela. No Focus, o IPCA 2026 caiu pela quarta semana seguida (5,33% → 5,15% desde fim de junho).

Opções — sentimento e atividade

1,03
Put/Call por volume — hoje

percentil 61 em 134 pregões · PCR por OI 0,95

O mercado de opções girou R$ 682,6 mi em puts contra R$ 665,0 mi em calls (PCR 1,03, percentil 61 — proteção presente, mas longe de stress; em 07/07 o PCR bateu 1,69). Atividade anômala concentrada em construção civil e nomes de evento: MDNE3 girou 16,5x a média de 21 pregões (dominância de puts), RAPT4 5,0x (puts, com blocos casados de ~240 mil contratos na mesma série durante a tarde), ONCO3 4,7x (puts — o papel da maior queda do dia) e EZTC3 3,6x; DIRR3 (2,6x) foi a exceção na ponta de calls. No consolidado de posições de 21/07, o aluguel de CMIN3 saltou 11,4 pp num dia, para 42,7% a.a. — hard-to-borrow esticando — e o estoque tomado de ISAE4 cresceu ~273% em 21 pregões (R$ 1,5 bi), movimento ligado à arbitragem da oferta subsequente.

Internacional & câmbio

AtivoNívelVar. diaSessão
S&P 5007.484,71−0,33%fechou hoje (NY)
Nasdaq 10028.998,10−0,54%fechou hoje (NY)
Dow Jones52.218,58−0,01%fechou hoje (NY)
VIX16,64−2,40%fechou hoje (NY)
FTSE 10010.724,25+1,11%fechou hoje (Londres)
DAX25.155,41+0,58%fechou hoje (Frankfurt)
CAC 408.437,40+0,60%fechou hoje (Paris)
Nikkei 22566.281,00−1,30%fechou hoje (Ásia)
Kospi6.797,70+0,74%fechou hoje (Ásia)
Taiwan (TWII)44.825,78+1,34%fechou hoje (Ásia)
CSI 3004.717,25−0,46%fechou hoje (Ásia)
ADR Vale (VALE)US$ 14,78+3,71%fechou hoje (NY)
ADR Petrobras (PBR)US$ 18,92+2,07%fechou hoje (NY)

Nova York realizou leve, puxada por tech — o guidance de capex da Alphabet (US$ 195–205 bi para o ano, acima da faixa anterior) reacendeu a discussão de custo do ciclo de IA e o Nasdaq 100 cedeu 0,54% —, enquanto a velha economia segurou (Dow no zero a zero) e a Europa subiu em bloco (FTSE +1,11%). Na Ásia, sessão dividida: Nikkei −1,30%, mas o eixo tech-EM fechou positivo (Kospi +0,74%, Taiwan +1,34%). Os ADRs brasileiros confirmaram o dia: VALE +3,71%, PBR +2,07%, e CSN (SID) +8,5% na esteira da siderurgia. No juro americano, a Treasury de 10 anos subiu ~3 bps, para 4,655%, com a de 2 anos a 4,26% (2s10s +37 bps); o spread Brasil−EUA de 10 anos está em ~10,2 pp.

Moedas — variação contra o dólar no dia

Peso colombiano+0,49%
Rand sul-africano+0,37%
Real (dólar fut.)+0,32%
Euro+0,10%
Peso mexicano−0,03%
Peso chileno−0,05%
Lira turca−0,05%
Yuan (offshore)−0,08%
Rúpia indiana−0,26%

Com o DXY parado em 101,13 (+0,01%), o dia foi de dispersão dentro dos emergentes — e o real ficou no pelotão da frente ao lado de peso colombiano e rand, enquanto yuan e rúpia cederam. Ou seja: a força do real de hoje foi mais Brasil (fluxo + commodities) do que dólar fraco global.

Commodities

WTI+2,50% · US$ 86,44
Prata+1,65% · US$ 59,76
Ouro+1,23% · US$ 4.131
Brent+1,13% · US$ 94,97
Níquel+0,42% · US$ 17.165
Minério (Dalian)+0,34% · ¥ 744,50
Cobre−0,74% · US$ 13.803

A energia deu o tom: WTI +2,50% (US$ 86,44) e Brent acima de US$ 94 — pano de fundo direto da alta de PETR4/PETR3, que ainda contou com o reforço pontual de caixa dos R$ 1,7 bi da subvenção do diesel. Nas metálicas, ouro (+1,23%, US$ 4.131) e prata (+1,65%) seguem capturando demanda por proteção mesmo em dia de risco ligado; o cobre (−0,74%) foi a única do bloco em queda, e o minério em Dalian (+0,34%, ¥ 744,5/t) deu sustentação a VALE3, CSNA3 e GGBR4. Sem leitura consolidada de grãos nesta edição.

Fatos & notícias

Empresas · CVM

  • 08:13 — WEG: lucro 2T26 de R$ 1,56 bi (−2,1% a/a); ação respondeu com +9,96% e giro 4,6x o padrão.
  • 12:59 — Vale: AGE elege Manuel "Ollie" de Sousa Oliveira à presidência do conselho, com apoio da Previ; VALE3 +4,38%.
  • 17:38 — BRF (MBRF): conselho aprova dividendos intermediários; MBRF3 +5,89%.
  • 18:24 — Petrobras: recebe R$ 1,7 bi do programa de subvenção do diesel.
  • 18:25 — Oncoclínicas: GLQ Broad Street comunica redução de participação (após o fechamento); ONCO3 −14,29% no pregão.
  • 09:32 — Gafisa: Fator Capital eleva fatia a 7,42%; GFSA3 +5,56% com AVAT 7,1x.
  • 18:00 — Bradesco: ata registra renúncia de diretor.
  • 09:13 — Méliuz: BTG reduz participação a 6,17%.

Macro & política

  • 17:45 — Tarifas EUA: Lula comenta as tarifas de 25% sobre produtos brasileiros ("há males que vêm para bem"); mercado ignorou o ruído.
  • 18:24 — Combustíveis: MPF pede suspensão do aumento da mistura de etanol na gasolina (30% → 32%).
  • 14:42 — CNI: mantém projeção de alta de 2% do PIB em 2026.
  • 18:00 — Alphabet: eleva capex do ano para US$ 195–205 bi — pressionou tech em NY e alimenta o ciclo global de infraestrutura de IA.
  • 13:58 — Zelle: justiça de NY mantém processo por fraude de mais de US$ 1 bi envolvendo grandes bancos americanos.

Fechamento & radar

O que importou hoje:
Re-rating micro, não macro: WEG (+9,96%), Vale (+4,38%, +695 pts) e Petrobras somaram ~1.440 dos ~4.190 pontos do índice — e a alta veio com o DI abrindo 5–8 bps. Foi resultado e governança, não juros.
Fluxo com assinatura externa: Citigroup +R$ 757 mi, Ágora +R$ 490 mi e Goldman +R$ 261 mi líquidos na cesta do índice contra XP −R$ 663 mi e BTG −R$ 517 mi; no WIN, Morgan carregou +53,2 mil contratos comprados o dia inteiro (P&L aberto +R$ 18,8 mi).
Amplitude fora do padrão: range de ~5 mil pontos no WIN (2x a média de 9 pregões) e fechamento a 110 pontos da máxima — tendência limpa, sem reversão.

Radar — próximos pregões

Quando (BRT)EventoPeso
23/07 · 09:30EUA — pedidos de seguro-desemprego (proj. 211 mil)alto
23/07WEG — apresentação do resultado 2T26corporativo
24/07 · 10:45EUA — PMIs S&P Global de julho (indústria proj. 54,5; serviços 51,4)alto
27/07 · 08:00 / 08:25BR — Confiança do consumidor FGV · Boletim Focusmédio
27/07Telefônica Brasil (VIVT3) — resultado 2T26corporativo
28/07 · 08:30 / 09:00BR — Transações correntes e IED (jun) · IPCA-15 de julho (ant. +0,41% m/m; 4,80% 12m)alto
28/07TIM (TIMS3) — resultado 2T26corporativo
29/07 · 15:00EUA — decisão FOMC (atual 3,50%–3,75%) + coletiva às 15:30alto
29/07Bradesco (BBDC3) — resultado 2T26 · Intelbras, Kepler Weber, Motiva, Profarmacorporativo
30/07 · 09:30EUA — PIB 2T26 + núcleo PCE de junhoalto

A semana que entra concentra os três testes do rally: IPCA-15 (28/07) como último insumo relevante antes do COPOM de 05/08, FOMC na quarta (29/07) com PIB e PCE americanos no dia seguinte, e a primeira leva pesada de resultados 2T — Telefônica, TIM e Bradesco — testando justamente o setor que ficou pra trás hoje. O fluxo por categoria da B3 (21–22/07) consolida nos próximos dias e dirá se o gringo esteve mesmo do lado comprador do pregão de hoje.