Fechamento de Mercado — 20/07/2026

Ibovespa cede 0,20% aos 173.371 pts: Vale (−1,4%) drena 257 pts e bancos/Petrobras seguram; dólar recua a R$ 5,09 e juros longos sobem leve.

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Fechamento

Fechamento de Mercado — 20/07/2026

19/07/2026 · Panorama completo do pregão

O Ibovespa fechou esta segunda quase de lado, aos 173.371 pontos (−0,20%, cerca de −343 pts), num pregão em que a Vale sozinha drenou 257 pontos do índice e foi contrabalançada por Itaú, Petrobras e Embraer. O dólar recuou a R$ 5,09 acompanhando a firmeza generalizada das moedas emergentes, enquanto a curva de juros teve o curto cedendo e o miolo/longo em leve alta. Lá fora, sessão morna e mista nos EUA, com o pano de fundo do tarifaço americano de 25% — que passa a vigorar na quarta-feira.

1 · Resumo do dia

Ibovespa
173.371
−0,20% · −343 pts
USD/BRL
R$ 5,09
−0,55%
DI jan/27
13,92%
−0,05 p.p.
S&P 500
7.441
−0,22% · fechou hoje
Brent
US$ 88,8
−0,2%
Minério de ferro
US$ 751
−0,86%

O índice passou o dia oscilando logo abaixo do fechamento de sexta (173.714), sem tração para nenhum lado: a perna vendida ficou concentrada em Vale (−1,4%), pressionada pelo minério de ferro em queda (−0,86%, a US$ 751), enquanto Itaú (+0,8%), Petrobras (PN +0,5% / ON +0,9%) e Embraer (+2,0%) sustentaram a pontuação. No câmbio, o real acompanhou o tom de dólar fraco no exterior (DXY ~101, de lado) e apreciou para R$ 5,09 (−0,55%). Nos juros, o DI curto cedeu (jan/27 a 13,92%, −0,05 p.p.) e o miolo subiu na margem (jan/29 a 14,36%), num leve steepening.

2 · Destaques da bolsa

Maiores altas

DASA3
+3,57%
PINE4
+3,25%
HBRE3
+3,24%
CASH3
+3,24%
HBOR3
+3,03%
JSLG3
+2,53%
BMGB4
+2,14%
EMBJ3
+1,99%

Maiores baixas

CVCB3
−13,11%
GFSA3
−12,20%
ONCO3
−11,54%
PMAM3
−10,53%
RAIZ4
−6,90%
YDUQ3
−5,23%
QUAL3
−5,03%
ASAI3
−4,35%

Maiores volumes financeiros

PETR4
R$ 1,11 bi
VALE3
R$ 947 mi
ITUB4
R$ 534 mi
ABEV3
R$ 383 mi
PETR3
R$ 372 mi
VBBR3
R$ 335 mi
AXIA3
R$ 322 mi
UGPA3
R$ 308 mi

Volume relativo (AVAT) — quem girou muito acima da média

TickerAVATVar %
CASH38,8×+3,24%
GFSA34,0×−12,20%
RCSL43,7×0,00%
CVCB32,3×−13,11%
ANIM32,3×−4,00%

O tombo do dia veio do consumo cíclico e da educação: CVC afundou 13,1% (amplitude de 15% no intradiário), Gafisa −12,2%, e o bloco de ensino desabou — Yduqs −5,2%, Qualicorp −5,0% e Ânima −4,0%. No varejo alimentar, Assaí perdeu 4,4%. Do lado das altas, chamou atenção a Méliuz (CASH3, +3,2%), que girou 8,8× o volume médio — o maior AVAT do pregão —, além de Dasa (+3,6%) e Embraer (+2,0%, R$ 288 mi). O giro financeiro se concentrou em Petrobras (R$ 1,11 bi) e Vale (R$ 947 mi).

3 · Setorial & atribuição do índice

Financeiro (IFNC)+0,09%
Energia Elétrica (IEEX)+0,04%
Utilities (UTIL)−0,13%
Dividendos (IDIV)−0,18%
Industrial (INDX)−0,28%
Consumo (ICON)−0,77%
Small Caps (SMLL)−0,86%
Materiais (IMAT)−0,93%
Imobiliário (IMOB)−1,26%

Quem moveu o Ibovespa hoje (em pontos)

ITUB4
+124 pts
PETR4
+79 pts
EMBJ3
+79 pts
PETR3
+50 pts
ABEV3
+49 pts
BBDC4
+44 pts
SBSP3
−50 pts
RENT3
−52 pts
WEGE3
−54 pts
BBAS3
−66 pts
VBBR3
−70 pts
VALE3
−257 pts

No recorte setorial ao vivo, só Financeiro (+0,09%) e Energia Elétrica (+0,04%) escaparam do vermelho; Imobiliário (−1,26%), Materiais (−0,93%) e Small Caps (−0,86%) lideraram as perdas — imobiliárias sensíveis à alta dos juros longos, mineração e siderurgia penalizadas pelo minério e por Gerdau (−1,8%). Na conta de pontos, o maior dreno foi a Vale (−257 pts), isolada; do outro lado, Itaú (+124 pts), Petrobras (ON+PN, ~+129 pts) e Embraer (+79 pts) puxaram para cima e quase zeraram a queda.

4 · Fluxo

Corretoras no Ibovespa — saldo líquido do dia (intradiário)

BGC
+R$ 156,6 mi
BTG
+R$ 122,4 mi
Genial
+R$ 122,3 mi
UBS
+R$ 85,1 mi
Itaú
+R$ 38,3 mi
Necton
−R$ 65,9 mi
Morgan Stanley
−R$ 77,3 mi
Merrill
−R$ 105,1 mi
XP
−R$ 110,1 mi
Goldman
−R$ 140,7 mi

Saldo por tipo de investidor (consolidado até 16/07)

Estrangeiro · 16/07
+R$ 58 mi
Julho: +R$ 2,35 bi
Institucional · 16/07
−R$ 317 mi
Julho: −R$ 4,39 bi
Pessoa Física · 16/07
+R$ 227 mi
Julho: +R$ 1,14 bi

No fluxo de corretoras dentro do Ibovespa, o dinheiro nacional apareceu na compra — BGC (+R$ 157 mi), BTG (+R$ 122 mi) e Genial (+R$ 122 mi) —, com a UBS (+R$ 85 mi) como principal mesa estrangeira compradora. Do lado vendedor concentraram-se mesas de bancos globais executando fluxo de clientes: Goldman (−R$ 141 mi), Merrill (−R$ 105 mi) e Morgan Stanley (−R$ 77 mi), além da XP (−R$ 110 mi). No dado consolidado da B3 (até 16/07), o estrangeiro seguia comprador no mês (+R$ 2,35 bi em julho), contra a saída do institucional local (−R$ 4,39 bi); a pessoa física acumula +R$ 1,14 bi.

5 · Futuros & derivativos

Mini-índice (WIN) — saldo líquido ao vivo

PlayerNet (ctr)Preço médioP&L aberto
UBS+11.475174.575+R$ 79,8 mil
Ideal+10.359176.070−R$ 3,03 mi
Goldman−9.940174.716+R$ 211,6 mil
Ágora−8.267175.128+R$ 857,1 mil
NovaFutura−5.690175.120+R$ 579,8 mil

Mini-dólar (WDO) — saldo líquido ao vivo

PlayerNet (ctr)Preço médioP&L aberto
Necton+43.5815.109−R$ 118,0 mil
XP+24.6375.108−R$ 49,6 mil
Ativa−19.8505.105−R$ 30,7 mil
UBS−16.7335.110+R$ 62,2 mil
Itaú−10.1335.121+R$ 150,3 mil

Curva DI — hoje

1514
Curva DI — 20/07% a.a. · vértice (jan/27 → jan/37)

Put/Call ratio do mercado

0,98
Volume

Percentil 57 — neutro

0,95
Posições (OI)

Percentil 58

Nos minis, o WIN fechou praticamente de lado (−0,23%): a UBS terminou com o maior saldo líquido comprador (~+11,5 mil contratos) e a Goldman, o maior vendedor (~−9,9 mil); a Ideal carregou +10,4 mil comprados, mas com P&L aberto negativo (−R$ 3,0 mi). No WDO, a Necton apareceu fortemente comprada em dólar (+43,6 mil contratos). A curva DI mantém formato ascendente, ancorada na Selic de 14,25% e num Focus que ainda projeta 14,00% ao fim do ciclo. No book de opções, o Put/Call ficou em 0,98 por volume e 0,95 por posições (percentil ~57) — leitura neutra, num livro que resetou após o vencimento mensal de sexta. Destaque para ONCO3, com atividade anômala de puts (PCR 40,8) no dia do tombo de 11,5%.

6 · Internacional & câmbio

MercadoFechamentoVar %Sessão
Dow Jones51.839−0,59%fechou hoje
S&P 5007.441−0,22%fechou hoje
Nasdaq 10028.604+0,04%fechou hoje
FTSE 100 · Londres10.468−1,05%fechou hoje
CAC 40 · Paris8.286−0,61%fechou hoje
DAX · Frankfurt24.847+0,06%fechou hoje
Nikkei 225 · Tóquio65.054+0,16%fechou hoje
CSI 300 · China4.598+1,53%fechou hoje
Kospi · Coreia6.516−4,46%fechou hoje
Taiwan · TWII42.450−0,52%fechou hoje
USD/BRL
5,09
−0,55% · real firme
DXY
101,0
+0,03%
USD/MXN
17,44
−0,57%
USD/CNH
6,76
−0,52%
USD/ZAR
16,52
−0,14%
VIX
18,7
−0,64%

Sessão sem direção clara no exterior. Nos EUA, que já fecharam, Dow −0,59%, S&P 500 −0,22% e Nasdaq 100 no zero a zero (+0,04%), com o VIX ainda contido (~18,7). Na Europa, Londres puxou a queda (FTSE −1,05%). Na Ásia, o destaque negativo foi o Kospi (−4,46%), num forte movimento de aversão a tech-EM que contrastou com o CSI 300 chinês (+1,53%). No câmbio, o dólar perdeu força contra os emergentes — peso mexicano (−0,57%), yuan (−0,52%) e o próprio real acompanharam —, com a DXY de lado; já os juros de 10 anos subiram no mundo desenvolvido (Treasury a 4,59%, Gilt +1,6% após sinalização fiscal no Reino Unido).

7 · Commodities

Prata
+0,91%
WTI
+0,57%
Cobre
+0,26%
Ouro
+0,03%
Brent
−0,17%
Níquel
−0,68%
Minério de ferro
−0,86%

O minério de ferro (−0,86%, US$ 751) foi o vetor negativo da bolsa via Vale e siderúrgicas. O petróleo terminou perto da estabilidade (Brent US$ 88,8, −0,2%; WTI US$ 83,0, +0,6%), digerindo manchetes geopolíticas cruzadas — proposta de trégua de 10 dias entre Irã e EUA de um lado, tensões no Mar Vermelho (Houthis e Iêmen) do outro. Metais preciosos de lado (ouro ~US$ 4.008), com prata (+0,9%) e cobre (+0,3%) no azul — leitura de risco defensivo neutro.

8 · Fatos & notícias

HorárioTemaDestaque
18:04TarifaçoTarifa de 25% dos EUA entra em vigor na quarta (22/07); governo ouve setores afetados
09:51FocusMercado reduz projeção de IPCA 2026 para 5,15%
11:33AtividadeEconomia cresceu 0,7% em maio, puxada pelo consumo (FGV)
Ânima (ANIM3)Esclarece à CVM compra de ações e potencial put; ação −4%
08:30GeopolíticaMediadores propõem cessação de 10 dias entre Irã e EUA

O tema doméstico do dia seguiu sendo o tarifaço: a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor na quarta-feira (22/07), e o governo começou a ouvir os setores afetados — a leitura oficial é de "efeito limitado na balança". No campo macro, o Focus reduziu a projeção de IPCA 2026 para 5,15% e a FGV apontou alta de 0,7% da atividade em maio. Entre as empresas, a Ânima (ANIM3, −4%) prestou esclarecimentos à CVM sobre compra de ações e um potencial put; Telefônica (VIVT), Grupo SBF e CEB anunciaram proventos. No exterior, o financiamento de US$ 12 bi liderado pela BlackRock para novos data centers da Meta reforçou o tema de capex em IA.

9 · Fechamento & radar

O que importou hoje
  • Vale (−1,4%) drenou 257 pts do Ibovespa; Itaú, Petrobras e Embraer seguraram — índice quase de lado (−0,20%).
  • Dólar a R$ 5,09 com moedas emergentes firmes; DI curto cede e o longo sobe leve.
  • Overhang do tarifaço americano (25%), que passa a vigorar na quarta-feira (22/07).

Radar para amanhã e a semana

  • 21/07 (ter): emprego semanal ADP (09:15) e estoques de petróleo API (17:30) nos EUA; agenda macro fraca no Brasil.
  • Balanços do 2º tri: Neoenergia (21/07) e WEG (22/07) abrem a semana; a onda cheia vem em 29–30/07 (Bradesco, Ambev, Vale, Multiplan, TIM), com Telefônica em 27/07.
  • Macro da semana: IPCA-15 (28/07), decisão do Fed (29/07, consenso de manutenção em 3,75%) e núcleo do PCE dos EUA (30/07).