Fechamento de Mercado — 06/07/2026

Ibovespa cai 0,99% a 172.448 pts na contramão de NY; gringas vendem o índice à vista, construtoras derretem até 30% e o DI longo cede ~10 bp.

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Fechamento

Fechamento de Mercado — 06/07/2026

06/07/2026 · Pregão de segunda-feira · B3 na contramão do exterior

A B3 abriu a semana na contramão do mundo: o Ibovespa fechou em 172.447,59 pontos (−0,99%, −1.728 pontos), enquanto o S&P 500 subiu 0,72% na volta do feriado americano. O índice não visitou o campo positivo em nenhum momento — a máxima do dia (174.175) foi o zero a zero — e marcou mínima em 171.599 (−1,48%) antes de recuperar cerca de 850 pontos na reta final. O pano de fundo misturou manchete pesada de tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras com sinais construtivos no juro: o Focus desta segunda cortou a projeção de IPCA 2026 para 5,30% e o DI longo cedeu até 10 bp. Venda concentrada em bolsa, não estresse generalizado.

Resumo do dia

Ibovespa
172.448
−0,99% · −1.728 pts
Mini-índice ago/26
174.535
−1,34% no dia
Dólar PTAX
R$ 5,167
mini-dólar ago/26 −0,92%
DI jan/28
14,03%
−6 bp no dia
S&P 500
7.537
+0,72% · fechou hoje
Brent
US$ 72,06
+0,07%
Minério (Dalian)
741
+0,27%
VIX
15,6
−1,5%

O desenho do pregão foi de pressão contínua da manhã até o início da tarde e alívio parcial no fim: abertura já no vermelho, mínima de 171.599 pontos e fechamento em 172.448, com o mini-índice de agosto encerrando a 174.535 pontos (−1,34%, faixa de 173.855 a 176.835 no dia). As dez ações mais negociadas giraram ~R$ 5,5 bi; o giro consolidado do pregão sai apenas com o lote noturno da B3, ainda não disponível nesta edição. No macro, a Selic segue em 14,25% após o corte de 75 bp de 17/06 (decisão unânime, ciclo de "calibração" data-dependent), o CDI roda a 14,15% e o CDS de 5 anos ficou parado em 125 bps — o avesso de um dia de fuga de risco Brasil. O dólar PTAX fechou a R$ 5,167 (−0,09%), com o real entre as moedas fortes do dia no bloco emergente.

Destaques da bolsa

Maiores altas

AMER3
+7,26%
PCAR3
+4,56%
BRAV3
+3,35%
PRNR3
+2,67%
HBSA3
+2,66%
GGPS3
+2,50%
RADL3
+2,47%
AURE3
+2,00%

Maiores baixas

GFSA3
−30,0%
HBOR3
−25,4%
HBRE3
−22,0%
ONCO3
−8,2%
LIGT3
−6,6%
JALL3
−6,5%
AMBP3
−5,9%
BHIA3
−5,6%

A ponta perdedora foi o evento do dia: GFSA3 (−30,0%), HBOR3 (−25,4%) e HBRE3 (−22,0%) derreteram com volume 9× a 16× acima da média e amplitude intradiária que chegou a 54% no caso de Gafisa. Não constava fato relevante novo dessas companhias na CVM até o fechamento desta edição — o movimento casou com o pior desempenho setorial do dia, o do índice imobiliário (−2,54%). Na outra ponta, AMER3 subiu 7,26% — com a taxa de aluguel do papel tendo mais que triplicado na sexta (0,08% → 0,25% a.a.), combinação típica de short pressionado — e PCAR3 (+4,56%) estendeu o salto de 10,97% da sexta. BRAV3 (+3,35%) liderou o petróleo júnior num dia em que Prio, Ultrapar e Cosan também fecharam no azul.

Maiores volumes financeiros

VALE3
R$ 966 mi
ITUB4
R$ 812 mi
PETR4
R$ 786 mi
BBDC4
R$ 626 mi
ABEV3
R$ 508 mi
BPAC11
R$ 436 mi
AXIA3
R$ 405 mi
PETR3
R$ 389 mi

Volume relativo (AVAT) — quem girou fora da curva

TickerVar. diaVol. relativoVolume R$Amplitude
HBRE3−22,0%16,4×R$ 10,5 mi20,8%
HBOR3−25,4%9,5×R$ 15,7 mi41,5%
GFSA3−30,0%9,3×R$ 10,4 mi54,3%
JALL3−6,5%3,6×R$ 7,7 mi8,0%
CXSE3−0,15%3,1×R$ 301,7 mi1,4%
ALLD3−5,1%2,8×R$ 4,7 mi6,5%
CASH3+1,95%2,1×R$ 9,8 mi4,3%

Fora do trio imobiliário, o nome a vigiar é CXSE3: fechou praticamente estável (−0,15%) mas girou R$ 302 mi — 3,1× a média — e foi a maior anomalia de atividade em opções do dia (12,5× o volume médio de 21 pregões, fluxo quase todo em puts). Volume anômalo sinaliza interesse incomum, não direção.

Setorial & atribuição do índice

Mat. Básicos (IMAT)−0,05%
Industrial (INDX)−0,69%
Energia Elétr. (IEEX)−0,81%
Financeiro (IFNC)−0,88%
Dividendos (IDIV)−0,94%
IBrX-100−1,01%
IBrX-50−1,04%
Utilidades (UTIL)−1,24%
Small Caps (SMLL)−1,48%
Consumo (ICON)−1,96%
Imobiliário (IMOB)−2,54%

Nenhum dos índices setoriais da B3 fechou no positivo. Materiais básicos (−0,05%) quase escapou, sustentado pela siderurgia (GGBR4 +1,87%, GOAU4 +1,48%); consumo (−1,96%), small caps (−1,48%) e sobretudo o imobiliário (−2,54%) ancoraram o fundo da tabela. Vale o contraste com a sexta-feira: no pregão de 03/07 a alta tinha sido ampla — saúde +2,19%, consumo não cíclico +1,64% e petróleo com 100% das ações do setor em alta — e é exatamente essa perna que os ADRs em NY, fechados no feriado, precificaram de uma vez hoje.

Quem moveu o Ibovespa hoje (contribuição em pontos)

EMBJ3
+74,8 pts
RADL3
+44,5 pts
GGBR4
+36,2 pts
PRIO3
+33,3 pts
UGPA3
+31,5 pts
ITUB4
−65,5 pts
AXIA3
−66,8 pts
ENEV3
−73,0 pts
RENT3
−79,6 pts
PETR3
−87,0 pts
BBDC4
−124,9 pts
ABEV3
−126,2 pts
SBSP3
−136,4 pts
PETR4
−152,5 pts
VALE3
−267,4 pts

A queda teve poucos donos e muito peso: VALE3 sozinha tirou 267 pontos do índice (−1,33% com metais em alta lá fora — pressão de fluxo, não de commodity), o par PETR4+PETR3 levou ~240 pontos e as dez maiores âncoras somaram ~−1.180 dos −1.728 pontos do dia. ABEV3 (−2,52%) e SBSP3 (−2,17%) completaram o bloco vendido. Do lado comprador, EMBJ3 (+1,72%) devolveu 75 pontos, seguida do bloco de combustíveis (PRIO3, UGPA3, CSAN3, BRAV3) beneficiado pela prorrogação da MP dos combustíveis no Congresso.

Fluxo — quem comprou, quem vendeu

Saldo líquido por corretora nos papéis do Ibovespa (hoje, ao vivo)

BTG
+R$ 391 mi
XP
+R$ 230 mi
Genial
+R$ 210 mi
Ativa
+R$ 63 mi
BGC
+R$ 42 mi
Necton
−R$ 79 mi
Goldman
−R$ 87 mi
Tullett
−R$ 161 mi
Citigroup
−R$ 256 mi
Merrill
−R$ 338 mi

O corte do dia é limpo: mesas estrangeiras dominaram a ponta vendedora (Merrill −R$ 338 mi líquidos, Citigroup −R$ 256 mi — este vendedor em 62 dos 78 papéis em que atuou) enquanto as nacionais absorveram (BTG +R$ 391 mi, XP +R$ 230 mi, Genial +R$ 210 mi). No papel a papel, o tape mostra o mesmo desenho — com uma anomalia registrada: o BTG comprou 12,0 mi de ações de BBDC4, 1,9× o percentil 50 dos últimos 60 pregões.

PapelVar. diaTop comprador (líq.)Top vendedor (líq.)
VALE3−1,26%XP +904,5 mil açõesMerrill −1,23 mi ações
PETR4−1,41%XP +3,22 mi açõesCitigroup −3,26 mi ações
BBDC4−1,75%Morgan +6,19 mi açõesMerrill −2,58 mi ações
ITUB4−0,33%Genial +2,25 mi açõesTullett −2,46 mi ações
ABEV3−2,33%Ativa +3,32 mi açõesMorgan −3,54 mi ações
BOVA11−1,08%Morgan +336,5 mil cotasBGC −323,2 mil cotas

Fluxo por categoria na B3 (último dado consolidado: 02/07)

Estrangeiro
+R$ 567,6 mi
Outros
+R$ 77,3 mi
Pessoa física
+R$ 76,9 mi
Institucional
−R$ 119,2 mi
Bancos
−R$ 602,6 mi

No dado oficial por categoria — que a B3 divulga com defasagem; 03/07 e o pregão de hoje ainda não consolidados —, o estrangeiro entrou comprador de R$ 567,6 mi em 02/07, deixando julho praticamente zerado (−R$ 22,2 mi no acumulado até dia 2). O pano de fundo segue pesado: junho fechou com saída estrangeira de R$ 7,79 bi do secundário, absorvida por institucional, PF e bancos.

Futuros & derivativos

Mini-índice (WIN ago/26) — saldo acumulado dos maiores players

29.113-44.115
GoldmanMorganIdealJP Morgancontratos (saldo acum.) · pregão de 06/07, buckets de 30 min (09:00→18:30)
Player (WIN ago/26)Saldo final (ctr)Preço médio do saldoResultado aberto
Goldman−31.945174.585+R$ 0,3 mi
Morgan−30.906175.342+R$ 5,0 mi
Ideal+25.539173.769+R$ 3,9 mi
JP Morgan+14.716174.659−R$ 0,4 mi
XP+14.405176.688−R$ 6,2 mi

O mini contou a história do dia em dois atos. Na manhã, Goldman e Morgan construíram a ponta vendedora — Morgan chegou a −44,6 mil contratos às 12:26, Goldman a −37,3 mil às 14:19 — e seguraram a posição até o sino, fechando líquidos em −31,9 mil e −30,9 mil. No segundo ato, a Ideal virou de −23 mil para +25,5 mil ao longo da tarde e o JP Morgan triplicou a compra na última hora (de +4,7 mil às 17:45 para +14,7 mil às 18:30). Pelo preço médio dos saldos, as duas vendedoras terminaram o dia no lucro aberto (+R$ 5,0 mi no caso do Morgan) e a XP, comprada a 176.688, carrega o maior prejuízo aberto (−R$ 6,2 mi). Lembrete de leitura: o lado é contado pelo negócio (compras − vendas) e os bancos estrangeiros executam fluxo de clientes — o net diz quem passou pela mesa, não a tese da casa.

Mini-dólar (WDO ago/26)

Player (WDO ago/26)Saldo final (ctr)Preço médio do saldoResultado aberto
BTG−29.7225.188,09+R$ 0,9 mi
JP Morgan−18.4985.189,74+R$ 0,6 mi
BGC−15.9775.192,85+R$ 0,6 mi
XP+18.5355.207,98−R$ 0,9 mi
Tullett+17.5215.178,42−R$ 0,4 mi

No mini-dólar o dia foi de moeda fraca (fechamento a 5.158,0 pontos, −0,92%): BTG (−29,7 mil), JP Morgan (−18,5 mil) e BGC (−16,0 mil) fecharam líquidos vendidos, com XP (+18,5 mil) e Tullett (+17,5 mil) na outra ponta.

Curva DI — juros cederam na ponta longa

1414
Hoje (06/07)Sexta (03/07)% a.a. · vencimentos de janeiro (2027→2036)

A curva achatou: o jan/27 caiu 1,5 bp (13,985%) enquanto os vencimentos de 2029 em diante cederam 7 a 10 bp — leitura consistente com o Focus do dia (IPCA 2026 revisado para 5,30%). A ponta curta, colada em 14,0%, precifica mais um ajuste residual de ~25 bp até janeiro/27, ante Selic corrente de 14,25% e mediana Focus de 14,00% para o fim de 2026. Próxima decisão do Copom no início de agosto; nos EUA, os fed funds seguem em 3,50%–3,75% e as atas do FOMC saem quarta-feira.

Opções — proteção em alta no dia

1,92
Put/Call por volume (R$)

66% do prêmio girado em puts · percentil 79 de 122 pregões

0,95
Put/Call por posições (OI)

livro equilibrado · percentil 62

Girou R$ 1,53 bi em puts contra R$ 0,80 bi em calls — put/call de 1,92 por volume, percentil 79 da janela de ~6 meses — enquanto o put/call por posições em aberto (0,95) segue equilibrado: procura por proteção no dia, sem desmonte estrutural do livro. Nas anomalias de atividade: CXSE3 (12,5× a média, fluxo quase só de puts), SBFG3 (6,3×), ITUB3 (5,4×), GOAU4 (4,7×) e NATU3 (4,5×, com put/call de 115 — e taxa de aluguel que saltou de 0,76% para 1,40% a.a. na sexta). No fechamento de sexta, o OI de ENGI cresceu 572% em calls e 370% em puts (montagem estruturada), enquanto o livro de BOVV encolheu ~34–41% — desmonte relevante nas opções do ETF do índice.

Internacional & câmbio

ÍndiceNívelVar. diaSessão
S&P 5007.536,94+0,72%fechou hoje
Nasdaq 10029.697,88+1,26%fechou hoje
Dow Jones53.055,91+0,29%fechou hoje
VIX15,57−1,52%fechou hoje
FTSE 100 (Londres)10.683,65+0,35%fechou hoje
DAX (Frankfurt)25.817,89+0,15%fechou hoje
CAC 40 (Paris)8.503,00+0,01%fechou hoje
Nikkei 225 (Tóquio)70.180+0,61%fechou hoje
CSI 300 (China)4.8420,00%fechou hoje

NY voltou do feriado do 4 de Julho comprando — as variações são contra o fechamento de quinta (02/07), já que sexta não houve pregão americano. O ISM de serviços de junho (54,0, levemente abaixo do consenso de 54,2, com preços ainda quentes a 67,7) não estragou o humor, e o Nasdaq 100 liderou com +1,26%. O Treasury de 10 anos fechou em 4,47%, de 4,49% em 02/07. Nesse ambiente, a queda de ~1% da B3 é um descolamento genuinamente local.

ADRs brasileiros em NY — efeito recuperação de duas sessões

ADRÚltimoVar. vs qui 02/07
Ultrapar (UGP)US$ 5,40+7,7%
Embraer (EMBJ)US$ 67,20+5,4%
Gerdau (GGB)US$ 4,24+4,2%
CSN (SID)US$ 0,94+3,7%
Santander BR (BSBR)US$ 5,38+3,6%
Nu (NU)US$ 14,03+3,1%
Itaú (ITUB)US$ 8,30+2,3%
Petrobras (PBR)US$ 16,31+1,2%
iShares Brazil (EWZ)US$ 35,06+1,8%
Braskem (BAK)US$ 2,40−2,0%

Os ADRs fecharam em alta forte — mas o número engana: como NY não operou na sexta, eles precificaram hoje as duas sessões locais de uma vez (a alta ampla da B3 em 03/07 e a queda de hoje), mais o câmbio. UGP (+7,7%) concentra o rali de Ultrapar dos dois pregões com a MP dos combustíveis prorrogada.

Câmbio — real na ponta forte dos emergentes

ParCotaçãoVar. dia
USD/BRL (PTAX)5,167−0,09%
Mini-dólar ago/26 (pts)5.158,0−0,92%
USD/MXN17,38−0,50%
USD/ZAR16,21−0,16%
USD/CNH6,80−0,19%
USD/CLP927,9+0,71%
USD/COP3.353+0,35%
USD/TRY46,82+0,05%
EUR/USD1,14420,00%
USD/JPY162,08+0,46%

Dia misto no bloco emergente — peso mexicano e rand firmes, chileno e colombiano em queda — com o real na ponta melhor: o dólar futuro caiu quase 1% mesmo com bolsa vendida, e os especuladores na CFTC ampliaram a posição comprada líquida em real para 44,7 mil contratos (de 43,7 mil). O DXY marcava 120,69 no último dado consolidado (02/07, −0,38%).

Commodities

Ouro
US$ 4.165
−0,28%
Prata
US$ 62,05
−0,59%
Cobre (LME)
US$ 13.408/t
+0,35%
Níquel (LME)
US$ 16.490/t
+0,83%
Minério (Dalian)
741
+0,27%
Brent
US$ 72,06
+0,07%
WTI
US$ 68,59
−0,20%

O quadro de commodities não explica a queda da bolsa: metálicas firmes (níquel +0,83%, cobre +0,35%), minério em leve alta e petróleo estável com Brent em US$ 72 — ou seja, a pressão em VALE3 (−1,33%) e nas petroleiras estatais foi de fluxo e narrativa doméstica, não de preço de matéria-prima. O ouro recuou 0,28% (US$ 4.165) num dia de VIX em queda, embora os especuladores tenham elevado a posição comprada no metal a 194,0 mil contratos na CFTC (de 181,3 mil). Nos posicionamentos agro, soja comprada encolheu a 76,6 mil contratos e milho subiu a 64,2 mil.

Fatos & notícias que moveram o dia

Comunicados de empresas (CVM)

EmpresaComunicadoLeitura rápida
Moura Dubeux (MDNE)Prévia 2T26 + dividendosR$ 1,01 bi lançado e R$ 1,02 bi vendido no tri (vendas −14,9% a/a); R$ 100 mi em dividendos (R$ 1,1837/ação) com pagamento em 14/07
Priner (PRNR)Prévia 2T26receita bruta de R$ 515,0 mi vs R$ 394,4 mi no 2T25 (+31%); PRNR3 subiu 2,67% no pregão
Santander (SANB)Emissão de letras financeirasR$ 1,39 bi em LFs subordinadas para compor o Nível II do patrimônio, prazo de 10 anos
Iochpe-Maxion (MYPK)Conselho aprova empréstimoUS$ 320 mi estruturado via controladas, com garantia da companhia
Oncoclínicas (ONCO)Participação relevanteacionista elevou a fatia a 4,96%; ONCO3 caiu 8,2% no dia, devolvendo a alta de 10% da sexta
Refit (RPMG)Esclarecimento CVM/B3companhia responde a notícia sobre investigações em Alagoas

Manchetes do dia

HoraFonteManchete
18:24Poder360Indústria tenta barrar tarifaço dos EUA que atinge US$ 14,9 bi em exportações
16:33Agência BrasilReforma tributária põe em risco crédito de 66,2% das notas fiscais
14:23Poder360Itamaraty alerta a Câmara sobre risco de ação militar dos EUA após classificação de PCC/CV como terroristas
13:40Agência BrasilAudiência nos EUA discute tarifas de 25% sobre produtos brasileiros
12:38Poder360USTR sugere tarifaço sobre 4.187 produtos brasileiros; CNI fala em alíquota de até 37,5%
12:05UOL EconomiaCongresso prorroga por 60 dias a MP do subsídio a combustíveis
11:42Folha MercadoPF mira 87 empresas por lavagem de dinheiro de bets ilegais com criptoativos
10:07Agência BrasilFocus: mercado reduz projeção de inflação de 2026 para 5,30%

O tema dominante foi o front comercial EUA–Brasil: a audiência do USTR sobre tarifas e a estimativa da CNI de 4.187 produtos sujeitos a alíquota de até 37,5% (US$ 14,9 bi em exportações) atravessaram o noticiário do meio-dia em diante, somadas ao alerta do Itamaraty sobre a escalada da classificação de facções como terroristas. É o tipo de manchete que ajuda a explicar bolsa local vendida com NY em alta e commodities paradas. Na direção oposta, a prorrogação da MP dos combustíveis deu suporte ao bloco de distribuição (UGPA3 +1,49%, CSAN3 +1,59%) e o Focus trouxe a primeira revisão baixista relevante do IPCA em semanas. A balança comercial de junho, prevista para as 15:00, não constava consolidada na base até o fechamento desta edição.

Fechamento & radar

O que importou hoje: (1) descolamento genuíno — B3 a −0,99% com S&P +0,72% —, com mesas estrangeiras vendendo ~R$ 840 mi líquidos no índice à vista (Merrill, Citi, Tullett e Goldman somados) e Goldman+Morgan carregando ~63 mil contratos vendidos no mini; (2) derretimento das construtoras de baixa liquidez (GFSA3 −30%, HBOR3 −25%, HBRE3 −22%) em volume até 16× a média, sem fato novo na CVM, no pior dia do IMOB (−2,54%); (3) juro longo cedendo até 10 bp com Focus revisando IPCA para baixo — o mercado de renda fixa e o câmbio não validaram o pessimismo da bolsa.

Radar — agenda que abre a semana

Quando (BRT)EventoRef. / consenso
ter 07/07 · 08:00IGP-DI de junho (BR)ant. +0,87% m/m
ter 07/07 · 09:00Produção e vendas de veículos de junho (BR)ant. +6,3% / +10,6%
ter 07/07 · 09:30Balança comercial de maio (EUA)cons. −US$ 78,5 bi
ter 07/07Sequoia (SEQL) — resultado 1T26agenda CVM
qua 08/07 · 09:00Vendas no varejo de maio (BR)ant. −1,5% m/m · +1,0% a/a
qua 08/07 · 14:30Fluxo cambial semanal (BCB)ant. −US$ 1,03 bi
qua 08/07 · 15:00Atas do FOMC (EUA)
qui 09/07 · 09:30Seguro-desemprego semanal (EUA)cons. 218 mil
qui 09/07 · 11:00Vendas de casas usadas de junho (EUA)cons. 4,20 mi
sex 10/07 · 09:00IPCA de junho (BR)ant. +0,58% m/m · 4,72% em 12m

A semana tem dois eventos com força para mexer na curva: as atas do FOMC na quarta e o IPCA de junho na sexta — este último o teste do movimento de hoje no DI e da revisão do Focus. No micro, seguem no radar o desdobramento do processo tarifário no USTR, o comportamento das construtoras que giraram volume anômalo hoje e a posição de opções concentrada em puts (percentil 79) como termômetro de proteção. Fluxo estrangeiro consolidado de 03/07 e de hoje sai nos próximos dias e dirá se a venda gringa do tape virou saída de fato.