Fechamento de Mercado — 01/07/2026

Ibovespa cai 0,19% a 171,7 mil pts com elétricas e tech global pesando; bancos seguram, dólar vai a R$ 5,195 e curva DI abre à espera do payroll.

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Fechamento

Fechamento de Mercado — 01/07/2026

30/06/2026 · Panorama completo do pregão — quarta-feira, 1º pregão de julho
Ibovespa
171.689
−0,19% mini: 172.050–174.685
Dólar (PTAX)
R$ 5,195
+0,36% WDO ago: 5.241,5
DI jan/29
14,23%
+11,5 bps curva abrindo
S&P 500
7.480,8
−0,25% fechou hoje
Nasdaq 100
29.809
−1,54% tech em realização
Brent
US$ 71,34
−2,74% WTI −2,54%
Minério (Dalian)
749
+1,70% sustentou mineração
VIX
16,59
+0,85% patamar ainda baixo

Resumo do dia

O Ibovespa encerrou o primeiro pregão de julho — e do segundo semestre — em leve queda de −0,19%, aos 171.688,62 pontos, segurando-se muito melhor que os pares globais num dia de realização em tecnologia (Nasdaq 100 −1,54%, Nikkei −1,95%) e de dólar forte no mundo.

O dia se desenhou em três atos: o mini-índice abriu em 174.005 e afundou até a mínima de 172.050 na primeira hora, acompanhando o mau humor asiático e o petróleo em queda; recuperou com força entre 10h30 e 11h30, quando o giro migrou para os bancos; e passou a tarde de lado no campo levemente negativo, fechando o mini em 174.530 (−0,03% ante o fechamento anterior, uma recuperação de ~2.480 pontos desde o vale). No à vista, ITUB4 (+0,66%) e SBSP3 (+0,94%) seguraram o índice contra o tombo das elétricas.

09:0018:30

No câmbio, o dólar PTAX subiu +0,36%, a R$ 5,1950 — em linha com a depreciação dos emergentes (peso mexicano −0,40%, rúpia −0,92% contra o dólar). O contrato de mini-dólar de agosto fechou a 5.241,5 pontos (+0,82%). Na renda fixa, a curva de DI abriu de ponta a ponta: +2 bps no jan/27, +7,5 bps no jan/28 e 11 a 13 bps do jan/29 em diante — pressão que conversa com o Treasury de 10 anos voltando a 4,48% e com a fala da Fazenda de que a projeção oficial de inflação de 2026 deve subir para acima de 4,5% com o El Niño. O giro à vista ficou concentrado nos blue chips: seis papéis negociaram mais de meio bilhão de reais cada.

Destaques da bolsa

Maiores altas

AZEV4
+11,66%
SEER3
+6,21%
RAIZ4
+5,26%
HAPV3
+3,33%
VTRU3
+3,04%
LIGT3
+3,03%
LWSA3
+3,02%
BMOB3
+2,51%

Maiores baixas

AMER3
−12,24%
ONCO3
−9,76%
INTB3
−6,39%
EGIE3
−5,83%
PLPL3
−5,09%
MGLU3
−4,91%
AZZA3
−4,87%
BRAV3
−4,51%

Na ponta compradora, AZEV4 liderou com +11,66% — mas com giro de só R$ 2 mi, alta de pouca liquidez. Mais representativas: SEER3 (+6,21%) e RAIZ4 (+5,26%, a R$ 0,40, com volume 3,3× a média) — no fim do dia, já após o fechamento, o Conselho Fiscal da Raízen publicou parecer favorável às demonstrações financeiras, detalhando a adesão de credores à recuperação extrajudicial. HAPV3 (+3,33%) e LIGT3 (+3,03%) completaram o bloco. Na ponta vendedora, AMER3 despencou 12,24% com amplitude de 12,5% e volume 2,4× a média, sem fato novo no dia dentro do nosso corte; ONCO3 caiu 9,76% (amplitude de 20,7%!) depois que a derrota dos minoritários na CVM liberou o maior acionista individual da obrigação de OPA; EGIE3 (−5,83%, giro 1,9× a média) puxou as elétricas; e o consumo cíclico sofreu com a curva de juros abrindo — MGLU3 −4,91% e AZZA3 −4,87%. BEEF3 (−4,85%) e BRAV3 (−4,51%, dia de petróleo fraco) completam a lista.

Maiores volumes (R$)

VALE3
1,20 bi
ITUB4
1,12 bi
BBDC4
1,02 bi
PETR4
795 mi
B3SA3
550 mi
AXIA3
503 mi
CXSE3
481 mi
BBSE3
464 mi

AVAT — giro vs média (×)

CXSE3
5,76×
RAIZ4
3,27×
NATU3
2,60×
TRIS3
2,46×
AMER3
2,40×
PINE4
2,39×
BBSE3
2,03×
SLCE3
2,00×

O board de AVAT conta a história paralela do dia: CXSE3 girou 5,8× a média (R$ 481 mi — patamar de blue chip para o papel) fechando em alta de +0,76%, enquanto BBSE3, do mesmo setor de seguridade, girou 2× a média caindo 2,58% — um contraste de fluxo dentro do mesmo segmento que detalhamos na seção de fluxo. Nas pontas de amplitude do pregão, AZEV4 (22,0%) e ONCO3 (20,7%) tiveram os ranges intradiários mais largos entre os destaques.

Setorial & atribuição do índice

Materiais (IMAT)+0,72%
Small Caps (SMLL)−0,12%
Imobiliário (IMOB)−0,26%
Financeiro (IFNC)−0,27%
Industrial (INDX)−0,27%
Dividendos (IDIV)−0,31%
Consumo (ICON)−0,38%
Utilidades (UTIL)−0,42%
Energia Elétrica (IEEX)−0,97%

Pelo recorte dos índices setoriais da B3 no fechamento de hoje, só Materiais fechou no verde (IMAT +0,72%), carregado por papel & celulose (SUZB3 +2,11%, KLBN11 +1,08%) e pelo minério +1,7% em Dalian sustentando VALE3 (+0,12%). Na outra ponta, o epicentro da baixa foi energia elétrica (IEEX −0,97%): EGIE3 −6,14% no peso do índice, ENEV3 −1,76% e AXIA3 −0,75%. Consumo (−0,38%) refletiu o dia ruim do varejo com juros abrindo.

Quem empurrou o IBOV (pontos)

ITUB4
+101,7
SBSP3
+43,4
SUZB3
+37,0
CSMG3
+31,3
RDOR3
+24,3
VALE3
+22,9

Quem derrubou o IBOV (pontos)

WEGE3
−69,5
ENEV3
−64,7
AXIA3
−63,6
EGIE3
−55,0
B3SA3
−46,7
BBSE3
−46,1
BBAS3
−36,8
PETR3
−33,8

A atribuição mostra um índice salvo pelo Itaú: ITUB4 sozinho somou +101,7 pontos — mais que o dobro do segundo colocado — no dia em que o banco comunicou a vitória na licitação da folha de pagamentos de Minas Gerais (contrato de R$ 2,188 bi, comunicado publicado após o fechamento). Saneamento (SBSP3 +43,4 pts, CSMG3 +31,3 pts, esta +2,02% no dia) foi o segundo pilar. Do lado vendedor, a dobradinha industrial-elétrica (WEGE3 −69,5, ENEV3 −64,7, AXIA3 −63,6, EGIE3 −55,0) respondeu por cerca de 250 pontos negativos — mais do que a queda total do índice.

Fluxo — quem comprou, quem vendeu

O saldo por categoria da B3 divulga com defasagem: a leitura mais recente é do pregão de 29/06 — 30/06 e o dia de hoje ainda não consolidados. Nela, o estrangeiro voltou a comprar (+R$ 666,5 mi no dia, primeiro saldo positivo relevante após semanas de saída), contra venda pesada do institucional local (−R$ 767,0 mi):

Estrangeiro
+666,5 mi
Institucional
−767,0 mi
Bancos
+53,3 mi
Outros
+39,2 mi
Pessoa Física
+8,0 mi

No acumulado de junho fechado em 29/06, porém, o quadro segue o mesmo do semestre: estrangeiro −R$ 8,09 bi no mês, absorvido por institucional (+R$ 2,64 bi), pessoa física (+R$ 2,84 bi) e instituições financeiras (+R$ 2,20 bi). No câmbio, o fluxo cambial semanal divulgado hoje pelo BCB veio negativo em US$ 1,03 bi — coerente com o dólar pressionado.

Corretoras no IBOV hoje (saldo líquido na cesta, ao vivo)

Ágora
+192,0 mi
XP
+158,8 mi
Itaú
+69,4 mi
UBS
+66,0 mi
BGC
+56,4 mi
BTG
−59,4 mi
Necton
−63,2 mi
Morgan
−103,8 mi
Merrill
−111,2 mi
JP Morgan
−179,7 mi

O desenho do dia na cesta do IBOV foi claro: casas locais/varejo na ponta compradora (Ágora +R$ 192 mi, XP +R$ 159 mi, Itaú +R$ 69 mi) contra fluxo líquido vendedor passando pelos bancos estrangeiros — JP Morgan −R$ 180 mi, Merrill −R$ 111 mi e Morgan −R$ 104 mi, este vendedor em 40 dos 78 ativos que operou. Vale o registro de sempre: o lado dessas mesas reflete o fluxo de clientes que passa por elas, e oscila muito entre pregões.

Fluxo anômalo do dia (volume vs padrão de 60 pregões)

PapelLadoCorretoraVolume vs P50Var. do papel
CXSE3compraXP8,75×+0,56%
NATU3compraMorgan7,06×−1,26%
BBSE3vendaUBS3,09×−2,63%
BBDC4vendaXP2,21×+0,28%
B3SA3vendaBTG1,91×−0,76%
EQTL3vendaBTG1,79×−0,44%

Dois nomes concentram a anomalia: CXSE3, com a XP comprando quase 9× o volume que costuma operar no papel — casando com o AVAT de 5,8× e a alta contra o mercado —, e NATU3, com a Morgan girando 7× o padrão num papel que caiu 1,26% com giro 2,6× a média (no consolidado de 30/06, a taxa de aluguel de NATU3 já havia saltado de 0,37% para 0,61% a.a.). Do lado vendedor, o volume atípico da UBS em BBSE3 acompanhou a queda de 2,63% do papel. Anomalia aqui sinaliza volume incomum, não direção garantida — mas o contraste CXSE3 comprada × BBSE3 vendida dentro do mesmo setor de seguridade foi o padrão mais nítido do pregão.

Futuros & derivativos

No mini-índice (WINQ26, 15,7 mi de contratos no dia), o placar líquido do pregão terminou com a XP na ponta vendedora — acumulou posição vendida da metade da manhã em diante e segurou até o fim (pico de −33,2 mil contratos às 15h27, fechando em −30,7 mil, com breakeven em 174.516) — contra Morgan comprador (+26,9 mil, posição montada à tarde com pico às 17h04). No mini-dólar (WDOQ26), XP e BTG compradores fortes contra Tullett e Morgan vendedores, num dia em que o contrato subiu 0,82%:

WIN — saldo líquido (contratos)

Morgan
+26,9 mil
Ágora
+12,3 mil
Genial
+9,0 mil
BGC
−19,4 mil
XP
−30,7 mil

WDO — saldo líquido (contratos)

XP
+40,8 mil
BTG
+38,6 mil
Tullett
−39,9 mil
Morgan
−30,4 mil
Necton
−24,9 mil

Detalhe que amarra os mercados: a Morgan fechou comprada no WIN e vendida no WDO — posição direcional pró-Brasil na margem —, enquanto a XP fez o espelho exato (vendida no índice, comprada no dólar). A leitura fica mais interessante lembrando que no à vista a XP foi compradora líquida de R$ 159 mi na cesta do IBOV.

Curva de juros — DI abriu no miolo e na ponta longa

jan/27jan/36

A curva fechou o dia inteira acima da véspera (linha cinza): jan/27 a 14,02% (+2 bps), jan/28 a 14,09% (+7,5 bps), jan/29 a 14,23% (+11,5 bps) e vértices de 2030 em diante entre +11 e +16 bps, com o jan/31 a 14,33%. Com a Selic em 14,25% após o corte de 25 bps do COPOM de 17/06 (ciclo de "calibração", decisão unânime e sem viés), o DI de jan/27 em 14,02% embute pouquíssimo prêmio de queda adicional — e o Focus de 26/06 conta por quê: a mediana para a Selic de fim de 2026 subiu de 13,50% para 14,00% ao longo de junho, com IPCA projetado em 5,33% e câmbio em R$ 5,20. Próxima decisão: 5 de agosto.

2,76
Put/Call ratio (volume R$)

O giro em puts foi 2,76× o de calls hoje — percentil 89 dos últimos 119 pregões. Por posições em aberto o PCR está em 0,96 (percentil 66). Leitura: forte demanda por proteção na véspera do payroll americano, sem desmonte estrutural.

Opções — atividade anômala vs média 21d

AtivoVol. vs médiaPCR vol.
ABCB46,2×0,11
UGPA33,7×3,67
MOVI33,5×29,58
CMIG43,3×23,08
B3SA33,3×2,15
HAPV32,2×5,80

No book de opções, o dia teve ABCB4 girando 6,2× a média com PCR de 0,11 — atividade concentrada em calls num papel que caiu 6,3% na véspera —, e o oposto em CMIG4 e MOVI3, onde o volume anômalo veio quase todo de puts (PCR de 23 e 30). B3SA3, alvo de venda anômala no à vista, também girou 3,3× a média em opções.

Internacional & câmbio

AtivoÚltimoVar. diaSessão
S&P 5007.480,82−0,25%fechou hoje
Nasdaq 10029.809,13−1,54%fechou hoje
Dow Jones52.305,24−0,03%fechou hoje
DAX (Alemanha)25.040,28+0,18%fechou hoje
CAC 40 (França)8.339,50−0,77%fechou hoje
FTSE 100 (Reino Unido)10.474,35−0,48%fechou hoje
Nikkei 225 (Japão)69.533−1,95%fechou hoje (madrugada BRT)
CSI 300 (China)4.958,98−0,41%fechou hoje (madrugada BRT)
VIX16,59+0,85%fechamento de hoje
Treasury 10 anos4,48%em alta no diafechamento de hoje
PBR (ADR Petrobras)US$ 15,98−1,32%fechou hoje
VALE (ADR Vale)US$ 14,91−0,86%fechou hoje

O primeiro pregão do semestre lá fora foi de realização em tecnologia: o Nasdaq 100 caiu 1,54% — com o noticiário do dia dominado por semicondutores e memória de IA — e contaminou a Ásia na madrugada (Nikkei −1,95%, pior índice do dia entre os grandes). O S&P 500 (−0,25%) e o Dow (−0,03%) seguraram melhor; na Europa, só o DAX escapou (+0,18%). O juro americano de 10 anos voltou a 4,48% mesmo com o ADP fraco (98 mil vagas privadas vs 118 mil esperadas) e o ISM industrial em desaceleração (53,3) — e com o GDPNow do Fed de Atlanta despencando de 2,5% para 1,2% no 2º tri. No Fed, a última decisão registrada manteve os fed funds em 3,50%–3,75% com viés de flexibilização e 4 dissensos; hoje o presidente Kevin Warsh afirmou que os riscos de inflação diminuíram, reforçando a meta de 2%.

Moeda (vs USD)CotaçãoVar. dia*
Real (PTAX)5,1950+0,36%
Peso mexicano17,56+0,40%
Peso chileno925,6+0,33%
Rand sul-africano16,39+0,01%
Yuan (offshore)6,795+0,05%
Lira turca46,68+0,07%
Rúpia indiana95,44+0,92%
Peso colombiano3.393−1,10%
Euro (EUR/USD)1,1379−0,37%

* Variação positiva = dólar mais forte contra a moeda (depreciação da moeda local); no peso colombiano, o dólar cedeu.

O dólar ganhou de quase todo o bloco emergente — rúpia (−0,92%) e peso mexicano (−0,40%) na frente, euro cedendo 0,37% —, e o real (+0,36% no dólar PTAX) andou em linha com os pares, sem estresse idiossincrático: o CDS de 5 anos do Brasil até cedeu, para 125 pontos.

Commodities

Brent
US$ 71,34
−2,74%
WTI
US$ 68,26
−2,54%
Minério (Dalian)
749
+1,70%
Ouro
US$ 3.978,77
−0,68%
Prata
US$ 59,13
+0,87%
Cobre
13.331
−0,39%
Níquel
16.375
+0,28%

O dia foi de petróleo para baixo, minério para cima — a combinação exata que explica o setorial da B3. O Brent caiu 2,74% (US$ 71,34) mesmo com a EIA reportando queda de 3,8 mi de barris nos estoques americanos; o CEO da Petrobras disse à Reuters ver o barril estabelecido no patamar de US$ 72–75 — e a ANP informou que a produção brasileira subiu 16,9% em maio, para 4,3 mi de barris/dia, o segundo maior volume mensal da série histórica do órgão. Resultado na bolsa: PETR3 −0,50%, BRAV3 −4,51%, RAIZ4 na contramão em +5,26%. O minério (+1,70% em Dalian, a 749 yuan/t) e o níquel (+0,28%) deram o único suporte setorial do dia, com VALE3 +0,12% e siderurgia mista após o Brasil criticar as novas restrições da UE ao aço. Nas metálicas preciosas, ouro em leve realização (−0,68%) com o juro americano subindo, prata firme (+0,87%). Soja: sem cotação consolidada no corte deste fechamento.

Fatos & notícias que moveram o dia

Fatos e comunicados CVM (empresas brasileiras)

EmpresaO que saiu
Itaú (ITUB4)Venceu a licitação da folha de pagamentos de Minas Gerais: contrato de R$ 2,188 bi, 5 anos, ~670 mil servidores (comunicado às 18h30)
Raízen (RAIZ4)Conselho Fiscal opinou favoravelmente às demonstrações do exercício encerrado em mar/26; plano de recuperação extrajudicial protocolado em 05/06 com apoio de credores
Ferbasa (FESA4)Nota de esclarecimento: recurso aprovado pelo BNDES via linha Fundo Clima, captação pendente de trâmites
Espaçolaser (ESPA3)Encerrada oferta secundária do Magnólia FIP: 6,1 mi de ações a R$ 6,30 (R$ 38,5 mi), restrita a profissionais
Tegma (TGMA3)Conselho aprovou abertura de filiais e R$ 26 mi em investimentos em imóveis na Bahia e no Ceará
Cosan (CSAN3)Publicou o Relatório Integrado 2025

Manchetes do pregão

  • Petrobras: Nova Engevix e Powerchina vencem três lotes de R$ 1,8 bi para a retomada da UFN-III em Três Lagoas (Reuters, 15h43); estatal também lançou seleção cultural recorde de R$ 270 mi.
  • Oncoclínicas: derrota dos minoritários na CVM libera o maior acionista individual de OPA antes da assembleia sobre R$ 1,5 bi em dívidas (UOL, 16h05) — ONCO3 −9,76%.
  • ByteDance constrói no Brasil seu maior complexo de data centers fora da China (Bloomberg, 17h50).
  • Aço: Brasil critica novas restrições da UE e cobra compensações (Agência Brasil, 18h15).
  • Eleições: pesquisa mostra Lula com 6,5 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro; exterior reage com cautela (Reuters, 07h55).
  • Inflação: Fazenda deve elevar a projeção oficial do IPCA 2026 para acima de 4,5% por efeito do El Niño (UOL, 17h50).
  • Macro EUA: ADP cria 98 mil vagas (vs 118 mil esperadas); ISM industrial desacelera a 53,3; GDPNow do 2º tri cai a 1,2%. No Brasil, o PMI industrial voltou a expandir: 50,8 em junho (49,1 em maio).
  • PEC 6x1 em debate no Senado: empresários atacam, sindicatos e governo defendem (Agência Brasil, 13h45).

Sem balanços relevantes (ITR/DFP) divulgados no dia.

Fechamento & radar

O que importou hoje:
  • Descolamento defensivo — o IBOV caiu 0,19% num dia de Nasdaq −1,5% e Nikkei −2%: ITUB4 (+101,7 pts) e saneamento seguraram o índice contra elétricas e consumo, com o minério (+1,7%) na contramão do petróleo (−2,7%).
  • Juros no radar de novo — curva DI abriu 8–16 bps do miolo pra ponta com Treasury a 4,48%, Focus já em Selic 14,00% para o fim de 2026 e Fazenda sinalizando IPCA oficial acima de 4,5%; o consumo cíclico pagou a conta.
  • Proteção em alta — Put/Call por volume em 2,76 (percentil 89 de 119 pregões) e giro anômalo concentrado (CXSE3 comprada 8,8× o padrão × BBSE3 vendida 3,1×): posicionamento defensivo na véspera do payroll.
QuandoEventoRelevância
Hoje, 19h15Discurso do presidente dos EUA (pós-fechamento)alta
Qui 02/07, 09h00IPC-Fipe de junho (BR)média
Qui 02/07, 12h30Payroll de junho (EUA) — consenso 114 mil (maio: 172 mil); desemprego 4,3%; salário médio +0,3% m/m; jobless claimsalta
Qui 02/07, 14h00Encomendas à indústria de maio (EUA) — consenso −1,7%média
Sex 03/07, 12h00Produção industrial de maio (BR)alta
Sex 03/07, 13h00PMI composto de junho (BR)média
Sex 03/07AGO São Martinho (SMTO3)corporativo
Ter 07/07Sequoia (SEQL3): resultado do 1T26 + AGOcorporativo

O payroll americano de amanhã é o evento da semana: com ADP fraco e GDPNow em 1,2%, uma leitura abaixo do consenso reforça o viés de flexibilização do Fed — e mexe com dólar, Treasuries e, por tabela, com a curva de DI que hoje abriu. Na sexta, a produção industrial de maio testa a história de desaceleração doméstica que o COPOM usou para justificar o ciclo de calibração.